quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ao encontro dos Tannats


Carta Verde providenciada, pesos Uruguaios na mão, reservas feitas... Em breve estórias para contar de uma curta viagem ao Uruguai que promete! Ai, ai... Adoro viajar! Finalmente vamos degustar um tannat in situ! Esta é uma cepa pouco explorada por nós.... Aqui em casa as preferidas são Carmenère e Cabernet Sauvignon, no inverno que passou entramos no universo dos Malbecs... Preciso de sugestões de Tannats que valem a pena... De preferência aqueles com boa relação custo/benefício. Há algum enoblogueiro, enófilo ou até enochato de plantão pra nos dar uma dica? 

domingo, 24 de janeiro de 2010

Mensagem para começar a semana bem

Meu domingo estava meio "borocochô" e na busca por novos blogues interessantes, achei um, de Brasília, com um texto sobre "aproveitar a vida" que me inspirou... Não era nada demais, meio clichê, mas me identifiquei... Foi bom ter lido o texto, deu uma sacudida. Saí da inércia e convoquei o marido pra tomarmos um mate no Gasômetro e assistir o pôr-do-sol!!! Tava bem bom!!!
Pois então, antes de sair, resolvi fazer uma postagem com o tal texto e obviamente fiz a citação da autoria, inclusive com elogios e link para o blog da autora...  Na volta do passeio dei aquela passadinha básica na frente do computador para verificar e-mails, coisa e tal... Para minha surpresa, havia recebido um e-mail da referida moça. Ela solicitou para eu não copiar o texto pois o material do blog dela tem todos os direitos reservados e é protegido por lei (a moça é advogada...).
Fiquei com a cara no chão! Achei que ela ficaria lisonjeada em ter seu texto citado, mas levei um balde de água fria! Me senti uma pateta... Quando pensei que eu, toda certinha, estaria infringindo leis ao fazer uma postagem.... Tudo bem, aprendi a nunca citar o conteúdo de alguém sem pedir permissão prévia e também a nunca mais visitar blogues de advogados (hehehe, brincadeira). Como eu já tinha feito uma postagem com o título "Mensagem para começar a semana bem", vou apenas substituir a mensagem - e obviamente citar a autoria.  Essa também caiu sob medida (estou precisando ser mais tolerante ultimamente), mas nesse caso, acho que o autor não vai ficar chateado por ser citado... Boa semana a todos!

"Na nossa vida, cultivar a tolerância é muito importante. Com tolerância, pode-se facilmente superar as dificuldades. Caso você tenha pouca ou nenhuma tolerância, ficará irritado com as mínimas coisas. Em situações difíceis, terá reações extremadas. Em minha vida, já refleti muito a respeito desta questão e sinto que a tolerância é algo que deve ser praticado no mundo inteiro, no seio da sociedade humana. Mas, quem nos ensina tolerância? Pode ser que seus filhos o ensinem a cultivar a paciência, mas é seu inimigo quem irá ensinar-lhe a prática da tolerância. O inimigo é seu mestre. Mostre-lhe respeito, ao invés de ódio. Dessa forma, a verdadeira compaixão irá brotar de seu interior e essa compaixão é a base de tudo aquilo que você é e acredita."
Sua Santidade O Dalai Lama
Fonte: www.dalailama.org.br

Promovida a Enófila

Há alguns dias atrás criei um marcador intitulado "Enochata", como uma forma divertida de anular qualquer ar presunçoso que possa haver nas minhas postagens sobre vinho... Eu e o Rodrigo somos apenas dois apaixonados por vinho, que tentam aos poucos refinar o paladar através da experimentação e da busca pelo conhecimento... Achei um pouco demais me intitular "enófila" e o "enochata" soou como uma brincadeira para deixar bem clara minha falta de pretensão ao falar sobre vinhos... Entretanto, acabo de ler um texto no site da Academia do Vinho que deixa bem clara a diferença entre Enólogos, Enófilos, Sommeliers e os intragáveis Enochatos! Achei as definições perfeitas e resolvi, através desta postagem, me transformar em uma militante da "campanha internacional de extermínio dos enochatos" (adorei essa)!! Portanto mudei meu marcador para "Enófila" e fico aliviada em constatar que não sou, nem nunca fui uma enochata... Nem de brincadeira (se bem que um chato nunca se acha chato, não é? Que medo!) . Abaixo transcrevo na integra o referido texto:
O Enólogo é um profissional formado em Agronomia, com especialização em Enologia, ou formado em uma faculdade de Enologia. No Brasil só existe uma Universidade que oferece este curso, está em Bento Gonçalves na Serra Gaúcha. As profissões de enólogo e de técnico em enologia foram regulamentadas no Brasil em 2007, pela Lei nº 11.476, de 29 de maio. O Enólogo trabalha na vinícola e é responsável por todas as decisões de produção do vinho: análise do solo, métodos de irrigação, escolha das mudas, da melhor técnica para plantar, para podar, para colher (nesta fase de cuidado com as plantas ele pode ter o auxílio de um agrônomo). Após a colheita o enólogo define as técnicas de vinificação, os cortes (mistura de uvas), o tempo de amadurecimento e a hora de colocar o vinho no mercado. O Enólogo precisa tomar decisões importantes durante todo o processo de produção e estas decisões são importantes para o resultado final, o vinho.
Enófilos somos todos nós que gostamos de vinhos, que fazemos anotações sobre os vinhos que tomamos, que freqüentamos confrarias ou encontros de vinhos, enófilos com diferentes níveis de conhecimento sobre vinhos. Nós somos enófilos e você também é, embora nem soubesse disso. Um comentário muito inteligente diz que "Enólogo é o cara que diante do vinho toma decisões, e Enófilo é aquele que, diante das decisões toma vinho" (de Luiz Groff).
Já que estamos falando dos personagens do vinho, precisamos ainda apresentar o Sommelier. Ele é o soldado do vinho. Não raramente é um garçom talentoso para o assunto que estudou e se especializou. O Sommelier é o profissional responsável por tudo relacionado ao vinho no restaurante ou loja (a escolha dos vinhos, a elaboração da Carta de Vinhos, a compra e reposição, o armazenamento e o serviço do vinho), bem como das outras bebidas (em alguns restaurantes mais diferenciados ele também é o responsável pelos charutos). No Brasil até agora não existe uma regulamentação da profissão de sommelier. O projeto está parado no Congresso Nacional. Por este motivo também não há uma escola responsável oficialmente pela formação desses profissionais, nem um currículo aprovado pelo MEC, nem um diploma reconhecido. Diversas entidades ministram cursos profissionalizantes, como as ABS, as SBAV, os SENAC e várias escolas particulares. Aqui cabe uma observação: a medicina já provou que as mulheres têm o aparelho olfativo melhor do que o dos homens. Sendo assim, com o "equipamento" garantido, cabe às mulheres se dedicar ao estudo dos vinhos e assim ocupar cada vez mais lugar no interessantíssimo mundo do vinho, seja como Enólogas, Sommeliers ou simplesmente Enófilas.

Enochato é aquela espécie da qual todos nós conhecemos um exemplar (ou vários). O enochato chega às festas ou ao restaurante, pega uma taça, certifica-se de que tem bastante gente olhando, faz cara de entendido, gira o copo no sentido horário e com inclinação de 26,487º em relação a Greenwich, funga dentro da taça, revira os olhos, fala um monte de coisas complicadas e depois olha para as outras pessoas presentes com ar superior, como se elas fossem a ralé da humanidade por não entender de vinhos tanto quanto ele. É justamente por causa dos enochatos que o vinho tem essa fama de coisa complicada, inacessível, sofisticada, exclusiva de gente rica, metida e chata. Propomos aqui uma campanha internacional de extermínio dos enochatos e para isso não é preciso usar violência, basta que ninguém mais preste atenção às macaquices deles frente a uma taça de vinho. Sem platéia, o enochato murcha, perde a pose e sai de fininho. É preciso acabar com essa impressão elitista que as pessoas têm do vinho. No século 17, a Igreja Católica dava pão e vinho às famílias pobres! Vinho era considerado item de primeira necessidade, fazia parte da cesta básica! Todo mundo deveria ter a oportunidade de aprender a tomar vinhos, sem achar que o vinho e sua cultura representam chatice ou um bicho papão, cheio de mistérios e dificuldades. A partir de agora você também é um soldado nessa luta para popularizar o vinho, combinado?
Quem não conhece um enochato? Não é fácil aguentar... Mas há quem defenda! Na busca de mais referências sobre o assunto, achei este artigo no Blog do Vinho da Veja em defesa deles! Quase me senti solidarizada, hehehe...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sexta é dia de boteco!


Para mim, sexta é o dia oficial do happy hour! Trabalho na Cidade Baixa, que é um bairro boêmio e repleto de bares e restaurantes que enchem todo final de tarde... Como é próximo à minha casa, tenho o privilégio de ir trabalhar a pé, entretanto todo dia na saída do trabalho sou torturada pela visão de copos e mais copos de cerveja, sendo ingeridos pelo povo que toma conta das mesas nas calçadas... De segunda a quinta resisto bravamente (quase sempre) e sigo o meu rumo  direto pra casa, mas quando chega sexta... Impossível resistir! Sexta é dia de celebrar, enfim lá se foi mais uma semana de trabalho e o descanso do final de semana é merecido!!!
Um dos nossos preferidos é o Boteco Natalício. Pioneiro em Porto Alegre e fiel ao estilo boteco, já virou referência. O chopp é excelente e a cozinha - apesar ter passado por uma recente mudança de equipe e, em minha opinião, ainda precisar de alguns ajustes - é muito boa. O lugar tem dois pontos negativos que, dependendo do dia, me fazem descartá-lo: a música muito alta, o que faz com que todo mundo fale mais alto ainda (aí já viu né, vira uma zueira); e a eventual insistência dos garçons de largar mais um chopp na mesa quando se está ainda na metade do copo - se não ficar de olho eles largam o copo cheio, marcam na comanda e a gente nem vê! Mas como eu disse, depende do dia, e também do humor... Quando eu vejo que eu não estou com paciência para o esquema, escolho outro. Assim, toda vez que vou lá saio feliz e satisfeita! E o melhor de tudo, fica muito perto de casa - tomar um choppinho (normalmente vários...) e voltar a pé pra casa é um luxo!!! A foto da postagem foi tirada lá nesta sexta... Chopp gelado e porção de camarão ao bafo... precisa mais?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

É só uma questão de treino...


Sempre que abrimos um vinho em casa, tiramos da prateleira o nosso Manual do Vinho da Escola do Vinho da Miolo, para consultar a Roda de Aromas. Nos divertimos na tentativa de identificar os aromas do vinho e do fundo de taça, e sua variação a medida que o vinho respira e o final da garrafa se aproxima (temos coleção de tampas para garrafa, mas por aqui elas dificilmente são usadas...). Um fator que deu um "up" na nossa rotina de análise sensorial foram as taças de Bordeaux... Há tempos usamos taça de cristal, com formato e tamanho adequados para os tintos, mas sentimos uma enorme diferença quando adquirimos duas gigantescas taças de Bordeaux. A evolução e a percepção dos aromas é infinitamente melhor! 
A Roda dos Aromas foi criada em 1990 pela Doutora Ann C. Noble, do Departamento de Enologia da Universidade de Davis, na Califórnia (www.winearomawheel.com). A Roda é formada por 3 círculos concêntricos, que organizam os aromas mais comumente encontrados nos vinhos, desde os primários até os terciários. Aqui em casa, confirmando a teoria que as mulheres são melhores nesta área, eu tenho um nariz mais apurado na identificação de aromas, mas ainda falta muito...
Segundo o Manual do Vinho, a análise olfativa visa a observação dos aromas que o vinho possui, sua intensidade, complexidade, virtudes ou defeitos. Busca descrever os aromas através de descritores que os relacionam com aromas encontrados na natureza. Encontrá-los não é um privilégio, mas sim treinamento dos sentidos.
Pois então, há esperança! Treinando a gente chega lá! É preciso muita litragem para dominar todos os aromas da Roda, mas estou certa que o futuro me reserva muitos invernos e temporadas enogastronômicas pela frente... Que saudade de um tinto... Acho que já disse isso nos últimos dias, não é?

domingo, 17 de janeiro de 2010

Até que enfim, inaugurei o livro do Jamie


Postagem rápida! Fechei o final de semana com uma receita do livro do Jamie Oliver que ganhei de aniversário. Fiz a tal receita com aspargos que eu já tinha anunciado - torta crocante de aspargos e batatas. Não deu pra seguir à risca: não achei a tal massa filo, usei massa folhada; nem sei o que é queijo lancashire e dispensei o cheddar, substitui os dois por mussarela; quanto aos ovos caipiras e o creme de leite integral... não foi possível, apelei para ovos comuns e creme de leite light; 1/4 de uma noz-moscada deu medo, usei uma porção beeem menor... Acrescentei um queijo ralado pra finalizar! Ok, depois de todas estas alterações não é mais a receita do Jamie... Ficou bem boa, mas acho que o recheio ficou mais grosso do que deveria... Deu uma pesada no estômago e um sono! 
Para acompanhar, minha cerveja preferida - Bohemia Weiss. Inauguramos nossos copos personalizados em grande estilo! Programinha perfeito para o domingo a noite... Depois dessa cervejinha meu rumo é certo... Vou desmaiar na cama... Mas antes passei por aqui para não deixar esta postagem "em aberto"... Segundo o Rodrigo, estou ficando viciadinha nessa coisa de blog, hehehe... Boa semana a todos!


sábado, 16 de janeiro de 2010

Pseudo-carbonara e rosé atípico... É bom inovar!


O Rodrigo voltou de viagem ontem à noite e tratei de esperá-lo com uma jantinha! Fiz uma carbonara estilizada, inspirada em uma versão do Claude Troisgros, com ervilha torta. Refoguei bem meia cebola e uma porção de bacon. Acrescentei as ervilhas, que só precisam levar um "susto" na panela, pois gosto delas bem crocantes. Enquanto isso, a massa estava cozinhando – De Cecco,  pappardelle all’uovo (prodotto da Italia). Observação: não conhecia a marca, mas comprei porque achei a embalagem chiquérrima, hehehe - paguei caro e felizmente valeu a pena. Escorri a massa, juntei com o refogado e acrescentei a mistura da carbonara (ovo batido com creme de leite, queijo ralado e pimenta do reino moída na hora). Para ficar mais light (e aproveitar um creme de leite aberto que estava na geladeira...) reduzi a porção desta mistura, mas normalmente uso dois ovos e 1 caixinha pequena de creme de leite para 250g de massa. O segredo da carbonara é acrescentar os ovos batidos com o creme de leite só no final, com o fogo desligado - o ovo cozinha delicadamente com o calor da massa e do bacon (que deve estar bem quente), mas não forma aqueles grumos. Qualquer coisa diferente disso é uma massa com ovo "mexido", e não carbonara. Ficou deliciosa! E pra completar... parmesão ralado na hora (o detalhe principal da foto)! Bah, isso é tudo de bom em uma massa! O ralador de queijo elétrico (presente da sogrinha) foi uma das melhores aquisições do ano que passou, recomendo. 
Para harmonizar, escolhi um espumante aqui da Serra Gaúcha - Fabian Intuição Rosé Champenoise.  Não tenho muita experiência com rosés, mas sem dúvidas este é diferenciado, não segue o padrão. A coloração é rosa claro (clarete). Senti apenas aromas florais. As frutas vermelhas, como indicava o rótulo, em minha opinião estavam bem escondidas. Na boca fruta seca (damasco talvez) e morango (muito sutil). Aroma de fundo de taça - tostado. Perlage muito fina, inicialmente abundante, mas sem persistência. Achei no mínimo, interessante. Ganhei de presente, mas pesquisei o preço na internet e custa em torno de R$ 27,00. Boa relação custo/benefício, vale provar. 
Felizmente os espumantes caem bem com quase tudo. Neste caso a comida e o vinho permaneceram isolados, um não interferiu no outro... Talvez esta massa harmonizasse bem com um Pinot Noir! Ai, que saudade dos tintos... Mas com este calor, nem pensar! Cada coisa há seu tempo, vamos continuar com as harmonização com brancos e espumantes por mais uns meses... 
Se bem que no verão, bom mesmo é uma cervejinha, não é?