sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Na estrada... Uruguai Parte II - Preparativos e migração

Resolvemos fazer esta viagem com apenas uma semana de antecedência... Daí já viu né, correria para reservar hotéis, pesquisar e montar roteiros... Três coisas devem estar na mão para entrar no Uruguai (www.emburuguai.org.br):
Carta Verde - seguro obrigatório para condutores de veículos terrestres em viagens dentro do território MERCOSUL. Ficou pronta em 1 dia (porque meu carro está quitado, parece que se é financiado demora um pouco...). O valor é em função do período da viagem, no nosso caso custou R$ 56,00.
Cédula de Identidade (ou passaporte) – nenhum outro documento vale. Eu que estava habituada a andar apenas com a carteira de motorista e a carteira do CREA, tive que resgatar a minha identidade das profundezas de uma gaveta...
Pesos Uruguaios – Usamos bastante cartão de crédito, mas para quem vai de carro é imprescindível levar alguns “Uruguaios” para gastos menores e cotidianos como pedágios, lanches, comprinhas, etc. Para trocar Reais por Pesos utilizamos um serviço de delivery bem prático (seguro.cotacao.com.br).
Como saímos no final da tarde da sexta feira, dormimos a primeira noite em Pelotas para não pegar muita estrada à noite... Sábado bem cedinho, partimos rumo ao Uruguai. O trecho entre Pelotas e o Chuí é super tranqüilo de trafegar. Passa dentro da reserva Ecológica do Taim e tem umas paisagens muito bonitas, mas é bom estar com o carro abastecido, pois não há nada além de paisagens por mais de 250 km...
Chegando ao Chuí há um posto da Receita Federal. Notebook e máquina digital devem ser declarados se não estiverem acompanhados das respectivas notas fiscais.
A fronteira divide o Chuí (Brasil) e o Chuy (Uruguai). Não é permitido entrar com mercadorias dos free shops no Uruguai, então as compras devem ficar para volta. No caso de turistas há alguma tolerância com itens de gênero alimentício... Comprarmos 2 potes de Pringles e 1 Toblerone gigante para o “lanchinho” da viagem...
Rodamos um pouquinho em solo Uruguaio, e chegamos no posto do Ministério Del Interior – Dirección Nacional de Migración. Lá todos os documentos devem ser apresentados e a entrada no país fica registrada... Tinha uma fila meio demorada na hora que passamos por lá. O bom é que saímos abastecidos com diversos mapas, de todos os lugares que pretendíamos visitar (foram providenciais!). 
 O passeio começou mesmo depois que passamos pela migração. A primeira parada foi o Forte de Santa Teresa, que vai ficar pra próxima postagem... Sem pressa... 


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Na estrada... Uruguai parte I - Prefácio


Há muito tempo planejávamos ir até Montevidéu de carro mas faltava disposição para organizar a viagem... Como não vamos tirar férias neste verão e o feriado local de 2 de fevereiro caiu numa terça, negociamos uma folga na segunda e resolvemos pegar a estrada! Saímos de Porto Alegre na sexta, dia 29, depois do expediente e chegamos de volta nesta madrugada, dia 3. Ao todo, em torno de 2.000 km rodados. Um tanto cansativo, mas valeu a pena. O Uruguai é um país muito simpático, as estradas são ótimas, as praias são bonitas, e  come-se e bebe-se muito bem! Conseguimos, em um mesmo feriadão, contemplar programas de praia e de cidade. Teve até a visitação em uma vinícola no roteiro - que, diga-se de passagem, foi um dos pontos altos da viagem e com certeza merece uma postagem exclusiva!
No Uruguai, rumo a Montevidéu, conhecemos o Forte de Santa Teresa, as praias de Punta del Diablo, Punta del Este e Piriápolis. Na volta, passamos na praia de La Paloma, e como não poderia deixar de ser, fizemos umas comprinhas no free shop do Chuy  (a adega está abastecida para a temporada 2010). 
Neste final de semana vou começar aos poucos a transformar meu "diário de viagem" e minhas impressões sobre os lugares em postagens. Dicas sempre são bem vindas para quem está planejando fazer uma "indiada" destas, não é? Vale a pena!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ao encontro dos Tannats


Carta Verde providenciada, pesos Uruguaios na mão, reservas feitas... Em breve estórias para contar de uma curta viagem ao Uruguai que promete! Ai, ai... Adoro viajar! Finalmente vamos degustar um tannat in situ! Esta é uma cepa pouco explorada por nós.... Aqui em casa as preferidas são Carmenère e Cabernet Sauvignon, no inverno que passou entramos no universo dos Malbecs... Preciso de sugestões de Tannats que valem a pena... De preferência aqueles com boa relação custo/benefício. Há algum enoblogueiro, enófilo ou até enochato de plantão pra nos dar uma dica? 

domingo, 24 de janeiro de 2010

Mensagem para começar a semana bem

Meu domingo estava meio "borocochô" e na busca por novos blogues interessantes, achei um, de Brasília, com um texto sobre "aproveitar a vida" que me inspirou... Não era nada demais, meio clichê, mas me identifiquei... Foi bom ter lido o texto, deu uma sacudida. Saí da inércia e convoquei o marido pra tomarmos um mate no Gasômetro e assistir o pôr-do-sol!!! Tava bem bom!!!
Pois então, antes de sair, resolvi fazer uma postagem com o tal texto e obviamente fiz a citação da autoria, inclusive com elogios e link para o blog da autora...  Na volta do passeio dei aquela passadinha básica na frente do computador para verificar e-mails, coisa e tal... Para minha surpresa, havia recebido um e-mail da referida moça. Ela solicitou para eu não copiar o texto pois o material do blog dela tem todos os direitos reservados e é protegido por lei (a moça é advogada...).
Fiquei com a cara no chão! Achei que ela ficaria lisonjeada em ter seu texto citado, mas levei um balde de água fria! Me senti uma pateta... Quando pensei que eu, toda certinha, estaria infringindo leis ao fazer uma postagem.... Tudo bem, aprendi a nunca citar o conteúdo de alguém sem pedir permissão prévia e também a nunca mais visitar blogues de advogados (hehehe, brincadeira). Como eu já tinha feito uma postagem com o título "Mensagem para começar a semana bem", vou apenas substituir a mensagem - e obviamente citar a autoria.  Essa também caiu sob medida (estou precisando ser mais tolerante ultimamente), mas nesse caso, acho que o autor não vai ficar chateado por ser citado... Boa semana a todos!

"Na nossa vida, cultivar a tolerância é muito importante. Com tolerância, pode-se facilmente superar as dificuldades. Caso você tenha pouca ou nenhuma tolerância, ficará irritado com as mínimas coisas. Em situações difíceis, terá reações extremadas. Em minha vida, já refleti muito a respeito desta questão e sinto que a tolerância é algo que deve ser praticado no mundo inteiro, no seio da sociedade humana. Mas, quem nos ensina tolerância? Pode ser que seus filhos o ensinem a cultivar a paciência, mas é seu inimigo quem irá ensinar-lhe a prática da tolerância. O inimigo é seu mestre. Mostre-lhe respeito, ao invés de ódio. Dessa forma, a verdadeira compaixão irá brotar de seu interior e essa compaixão é a base de tudo aquilo que você é e acredita."
Sua Santidade O Dalai Lama
Fonte: www.dalailama.org.br

Promovida a Enófila

Há alguns dias atrás criei um marcador intitulado "Enochata", como uma forma divertida de anular qualquer ar presunçoso que possa haver nas minhas postagens sobre vinho... Eu e o Rodrigo somos apenas dois apaixonados por vinho, que tentam aos poucos refinar o paladar através da experimentação e da busca pelo conhecimento... Achei um pouco demais me intitular "enófila" e o "enochata" soou como uma brincadeira para deixar bem clara minha falta de pretensão ao falar sobre vinhos... Entretanto, acabo de ler um texto no site da Academia do Vinho que deixa bem clara a diferença entre Enólogos, Enófilos, Sommeliers e os intragáveis Enochatos! Achei as definições perfeitas e resolvi, através desta postagem, me transformar em uma militante da "campanha internacional de extermínio dos enochatos" (adorei essa)!! Portanto mudei meu marcador para "Enófila" e fico aliviada em constatar que não sou, nem nunca fui uma enochata... Nem de brincadeira (se bem que um chato nunca se acha chato, não é? Que medo!) . Abaixo transcrevo na integra o referido texto:
O Enólogo é um profissional formado em Agronomia, com especialização em Enologia, ou formado em uma faculdade de Enologia. No Brasil só existe uma Universidade que oferece este curso, está em Bento Gonçalves na Serra Gaúcha. As profissões de enólogo e de técnico em enologia foram regulamentadas no Brasil em 2007, pela Lei nº 11.476, de 29 de maio. O Enólogo trabalha na vinícola e é responsável por todas as decisões de produção do vinho: análise do solo, métodos de irrigação, escolha das mudas, da melhor técnica para plantar, para podar, para colher (nesta fase de cuidado com as plantas ele pode ter o auxílio de um agrônomo). Após a colheita o enólogo define as técnicas de vinificação, os cortes (mistura de uvas), o tempo de amadurecimento e a hora de colocar o vinho no mercado. O Enólogo precisa tomar decisões importantes durante todo o processo de produção e estas decisões são importantes para o resultado final, o vinho.
Enófilos somos todos nós que gostamos de vinhos, que fazemos anotações sobre os vinhos que tomamos, que freqüentamos confrarias ou encontros de vinhos, enófilos com diferentes níveis de conhecimento sobre vinhos. Nós somos enófilos e você também é, embora nem soubesse disso. Um comentário muito inteligente diz que "Enólogo é o cara que diante do vinho toma decisões, e Enófilo é aquele que, diante das decisões toma vinho" (de Luiz Groff).
Já que estamos falando dos personagens do vinho, precisamos ainda apresentar o Sommelier. Ele é o soldado do vinho. Não raramente é um garçom talentoso para o assunto que estudou e se especializou. O Sommelier é o profissional responsável por tudo relacionado ao vinho no restaurante ou loja (a escolha dos vinhos, a elaboração da Carta de Vinhos, a compra e reposição, o armazenamento e o serviço do vinho), bem como das outras bebidas (em alguns restaurantes mais diferenciados ele também é o responsável pelos charutos). No Brasil até agora não existe uma regulamentação da profissão de sommelier. O projeto está parado no Congresso Nacional. Por este motivo também não há uma escola responsável oficialmente pela formação desses profissionais, nem um currículo aprovado pelo MEC, nem um diploma reconhecido. Diversas entidades ministram cursos profissionalizantes, como as ABS, as SBAV, os SENAC e várias escolas particulares. Aqui cabe uma observação: a medicina já provou que as mulheres têm o aparelho olfativo melhor do que o dos homens. Sendo assim, com o "equipamento" garantido, cabe às mulheres se dedicar ao estudo dos vinhos e assim ocupar cada vez mais lugar no interessantíssimo mundo do vinho, seja como Enólogas, Sommeliers ou simplesmente Enófilas.

Enochato é aquela espécie da qual todos nós conhecemos um exemplar (ou vários). O enochato chega às festas ou ao restaurante, pega uma taça, certifica-se de que tem bastante gente olhando, faz cara de entendido, gira o copo no sentido horário e com inclinação de 26,487º em relação a Greenwich, funga dentro da taça, revira os olhos, fala um monte de coisas complicadas e depois olha para as outras pessoas presentes com ar superior, como se elas fossem a ralé da humanidade por não entender de vinhos tanto quanto ele. É justamente por causa dos enochatos que o vinho tem essa fama de coisa complicada, inacessível, sofisticada, exclusiva de gente rica, metida e chata. Propomos aqui uma campanha internacional de extermínio dos enochatos e para isso não é preciso usar violência, basta que ninguém mais preste atenção às macaquices deles frente a uma taça de vinho. Sem platéia, o enochato murcha, perde a pose e sai de fininho. É preciso acabar com essa impressão elitista que as pessoas têm do vinho. No século 17, a Igreja Católica dava pão e vinho às famílias pobres! Vinho era considerado item de primeira necessidade, fazia parte da cesta básica! Todo mundo deveria ter a oportunidade de aprender a tomar vinhos, sem achar que o vinho e sua cultura representam chatice ou um bicho papão, cheio de mistérios e dificuldades. A partir de agora você também é um soldado nessa luta para popularizar o vinho, combinado?
Quem não conhece um enochato? Não é fácil aguentar... Mas há quem defenda! Na busca de mais referências sobre o assunto, achei este artigo no Blog do Vinho da Veja em defesa deles! Quase me senti solidarizada, hehehe...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sexta é dia de boteco!


Para mim, sexta é o dia oficial do happy hour! Trabalho na Cidade Baixa, que é um bairro boêmio e repleto de bares e restaurantes que enchem todo final de tarde... Como é próximo à minha casa, tenho o privilégio de ir trabalhar a pé, entretanto todo dia na saída do trabalho sou torturada pela visão de copos e mais copos de cerveja, sendo ingeridos pelo povo que toma conta das mesas nas calçadas... De segunda a quinta resisto bravamente (quase sempre) e sigo o meu rumo  direto pra casa, mas quando chega sexta... Impossível resistir! Sexta é dia de celebrar, enfim lá se foi mais uma semana de trabalho e o descanso do final de semana é merecido!!!
Um dos nossos preferidos é o Boteco Natalício. Pioneiro em Porto Alegre e fiel ao estilo boteco, já virou referência. O chopp é excelente e a cozinha - apesar ter passado por uma recente mudança de equipe e, em minha opinião, ainda precisar de alguns ajustes - é muito boa. O lugar tem dois pontos negativos que, dependendo do dia, me fazem descartá-lo: a música muito alta, o que faz com que todo mundo fale mais alto ainda (aí já viu né, vira uma zueira); e a eventual insistência dos garçons de largar mais um chopp na mesa quando se está ainda na metade do copo - se não ficar de olho eles largam o copo cheio, marcam na comanda e a gente nem vê! Mas como eu disse, depende do dia, e também do humor... Quando eu vejo que eu não estou com paciência para o esquema, escolho outro. Assim, toda vez que vou lá saio feliz e satisfeita! E o melhor de tudo, fica muito perto de casa - tomar um choppinho (normalmente vários...) e voltar a pé pra casa é um luxo!!! A foto da postagem foi tirada lá nesta sexta... Chopp gelado e porção de camarão ao bafo... precisa mais?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

É só uma questão de treino...


Sempre que abrimos um vinho em casa, tiramos da prateleira o nosso Manual do Vinho da Escola do Vinho da Miolo, para consultar a Roda de Aromas. Nos divertimos na tentativa de identificar os aromas do vinho e do fundo de taça, e sua variação a medida que o vinho respira e o final da garrafa se aproxima (temos coleção de tampas para garrafa, mas por aqui elas dificilmente são usadas...). Um fator que deu um "up" na nossa rotina de análise sensorial foram as taças de Bordeaux... Há tempos usamos taça de cristal, com formato e tamanho adequados para os tintos, mas sentimos uma enorme diferença quando adquirimos duas gigantescas taças de Bordeaux. A evolução e a percepção dos aromas é infinitamente melhor! 
A Roda dos Aromas foi criada em 1990 pela Doutora Ann C. Noble, do Departamento de Enologia da Universidade de Davis, na Califórnia (www.winearomawheel.com). A Roda é formada por 3 círculos concêntricos, que organizam os aromas mais comumente encontrados nos vinhos, desde os primários até os terciários. Aqui em casa, confirmando a teoria que as mulheres são melhores nesta área, eu tenho um nariz mais apurado na identificação de aromas, mas ainda falta muito...
Segundo o Manual do Vinho, a análise olfativa visa a observação dos aromas que o vinho possui, sua intensidade, complexidade, virtudes ou defeitos. Busca descrever os aromas através de descritores que os relacionam com aromas encontrados na natureza. Encontrá-los não é um privilégio, mas sim treinamento dos sentidos.
Pois então, há esperança! Treinando a gente chega lá! É preciso muita litragem para dominar todos os aromas da Roda, mas estou certa que o futuro me reserva muitos invernos e temporadas enogastronômicas pela frente... Que saudade de um tinto... Acho que já disse isso nos últimos dias, não é?