quinta-feira, 4 de março de 2010

Salve Nando!

Depois que atingi a idade adulta não me entreguei mais à tietagem como nos tempos dos Menudos... Até que há uns 6 anos atrás redescobri o Nando Reis, em sua carreira solo, e não tirei mais suas músicas da minha seleção! Hoje tem show dele e como não poderia deixar de ser, lá estarei!!! O Nando já esteve em Porto Alegre com este show (álbum Drês, em julho de 2009 no teatro do Bourbon Country) e obviamente foi muuuuito bom... A noite de hoje promete! 
O único detalhe que não está combinando comigo é que hoje é quinta-feira (portanto amanhã é dia de trabalho), o show começa às  23h (costumo dormir às 22h) e é no Opinião (Bá, deve fazer uns 10 anos que eu não vou lá)... Ai, ai, isso já não é mais pra mim, mas tudo bem, pelo Nando eu  encaro essa bem feliz! Diga-se de passagem, na foto abaixo, tirada no referido show no Bourbon Country, a pessoa que vos escreve não cabia em si de tanta felicidade, hehehe...

terça-feira, 2 de março de 2010

Abobrinhas na Cozinha

O fim de semana que passou foi da abobrinha! Ela reinou absoluta na minha cozinha!
Adoro cozinhar com abobrinha, mas teve uma época que usei tanto nas minhas invenções culinárias que a pobre andava esquecida... O "retorno da abobrinha" desta vez foi inspirado em duas receitas que vi em blogues que  sigo. 
A primeira fiz sábado à noite. Vi no Cooking Weekend e achei a minha cara, mas dei uma adaptada para simplificar. Achei desnecessário cozinhar a abobrinha antes e ao invés da frigideira usei o grill. Fácil e rápido, perfeito para entradas ou acompanhamentos. Lá vai:
Cortei a abobrinha em fatias de aproximadamente 1 cm, coloquei lado a lado no grill, salpiquei sal, pimenta do reino e fianlizei com um fio de azeite de oliva. Virei todas quando começaram a dourar. Quando o outro lado estava dourado, virei e coloquei sobre cada, uma fatia de queijo (usei mussarela de búfala), 1 fatia de tomate e uma folinha de manjericão. Desliguei o grill e tampei, deixei uns minutinhos, o calor finalizou o cozimento da abobrinha e derreteu o queijo... Belo acompanhamento, super light e saboroso.
A segunda, no almoço de domingo, foi inspirada no Charme de Cozinha. De novo adaptei, fiz uma versão de frigideira e usei os ingrediente que tinha em casa. Fica uma delícia! Não tem erro... Cortei uma abobrinha em lâminas finíssimas (usei o fatiador que tem no ralador). Refoguei em azeite de oliva quente com o fogo médio - isso é importante porque se o fogo estiver muito baixo, e o azeite frio, a abobrinha começa a soltar água - o calor "sela" ela e impede que isso aconteça. Depois de refogadas, baixei o fogo e acrescentei 4 ovos batidos com um pouco de leite (temperei com sal, pimenta do reino e 1 colherinha de mostarda Dijon), acrescentei champignon, azeitona preta, parmesão ralado na hora e umas folinhas de manjericão fresco. Deixei cozinhando por alguns minutos... Normalmente a abobrinha começa a queimar antes do ovo cozinhar completamente, depende do tamanho da frigideira. Se isso acontecer é só desligar o fogo, tampar e esperar uns minutinhos que o calor termina o cozimento do ovo e acaba de derreter o queijo. Refeição light, leve e saborosa.
O retorno da abobrinha foi bem sucedido e o andamento do regime também neste último final de semana... Tirando o vinhozinho de sábado a noite, diria que o meu "comportamento" foi impecável. Até porque vinho é alimento e faz bem pra saúde, não configura um deslize, não é?! rsrsrs...
Ah, e só para constar, o título da postagem também foi inspirado em outro blog de culinária que eu sigo, o Abobrinhas na Cozinha, para quem não conhece, vale a dica, é bem legal.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A elegância da Pinot Noir

A janta de ontem foi acompanhada de um belíssimo vinho. Estávamos esperando o primeiro "friozinho" deste verão para abrir um Pinot Noir. O eleito foi uma aquisição recente - o chileno Montes Alpha Pinot Noir 2007. Já havíamos provado este vinho com amigos em outra ocasião, mas a harmonização foi inadequada e não permitiu avaliar o seu potencial. 
Fiz uma jantinha light pra não "brigar" com o vinho e também porque estamos em contenção de calorias... Medalhão de filé mignon grelhado e abobrinha grelhada com mussarela de búfala, tomate e manjericão. Sob medida para um vinho leve e elegante como este. 
Vamos ao vinho... Coloração rubi, aroma de frutas vermelhas (amora) no início, depois o carvalho se destacou (baunilha), fundo de taça – aromas do grupo olfativo caramelo. Macio na boca, com volume e persistência. Excelente, quando chegou na última taça ficamos deprimidos... Pena que acabou. A propósito, acho que garrafas de vinho deveriam ter 1 litro! Retomando a estória dos aromas... Durante a análise sensorial sempre consultamos a Roda de Aromas para ajudar na identificação. Desta vez tinha certeza que o aroma que eu sentia era da “família” caramelo, mas me falta a sutileza de perceber os aromas do último nível da roda – que aroma tem “caramelo de açúcar mascavo e manteiga”?! Tem que ter muito estudo mesmo... 
Para finalizar, a avaliação custo-beneficio deste vinho: compramos no Chuy e pagamos menos da metade do preço, uma barbada, em torno de R$ 40... Parece que ele é comercializado por aí por R$ 90. Eu não pagaria tanto, primeiro porque não costumo comprar vinhos nesta faixa de valor e especialmente porque acho que não vale... Com certeza é um vinho de qualidade superior, excelente mesmo, mas, na minha modesta (e amadora) opinião, de baixa complexidade. Achei o carvalho muito marcante no aroma, esperava um pouco mais de fruta, se tratando de um Pinot....

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Nostalgia dos anos 80

Hoje, na volta de uma viagem de trabalho, eu e mais duas colegas passamos por um momento nostalgia relembrando nossos gostos musicais da infância e adolescência (incluindo coreografias e a "devoção" aos ídolos)... Esta é uma conversa que sempre rende boas risadas!
Aos seis anos de idade eu já tinha meu futuro planejado - estava esperando crescer para casar com o Fábio Júnior. Eu tinha plena convicção que isso iria acontecer, quando descobri que o moço não estava disponível - era casado com a Glória Pires! Fiquei arrasada, chorei e tirei o pôster dele que ficava na porta do guarda-roupa... Foi uma decepção, mas dei a volta por cima... No mesmo ano, 1984, surgiram os Menudos e então toda minha cota de tietagem se concentrou nos porto-riquenhos. Quem viveu esta época lembra da febre que era!!! Logo que surgiram, meu preferido era o Roby, mas eu não nutria sonhos futuros com ele, não era pra casar, no máximo um casinho... Até que apareceu o Rick "novo" e eu me apaixonei de novo. 
Me lembro como se fosse hoje: março de 1985, Menudos em Porto Alegre - show no estádio Olímpico. Era um show para a família, pois a maioria das fãs não tinha idade para ir desacompanhada. Fomos eu (com 7 anos na época), meu irmão (com 5 anos), meu pai, minha mãe grávida (que perigo!) e a empregada. Assisti todo o show nos ombros do meu pai... Era a época de transição entre os Ricks (saia o "velho" e entrava o "novo") e eu me lembro até hoje da  hora que o Rick novo entrou no palco, chorei de emoção!!! Obviamente no dia do show eu estava fardada da cabeça aos pés de Menudos, mas não tenho nenhuma foto... Esta da postagem foi tirada na época, e pra variar eu estava usando meu inseparável e "discreto" broche do Rick! Que figurinha! Bom, pra encurtar a estória, os anos se passaram e o Rick perdeu a noção, fui obrigada a me desapaixonar...  Na sequência houveram outros, Marcelo do Dominó, Rafael do Polegar... Não se pode negar que os anos 80 foram muito divertidos musicalmente, não é?!
Ao narrar este episódio da minha infância acabo de me dar conta do tamanho da indiada que meus pais encararam por minha causa... Que coragem e que disposição para ir a um show desses, com duas crianças (quase três) no gramado de um estádio! O que se faz pelos filhos... Será que vou ter pique quando for a minha vez? Por enquanto sigo só com os gatos que é bem mais simples...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Bouza Bodega Boutique

Para encerrar de vez o assunto Uruguai ficou faltando esta postagem, sobre a visita que fizemos à Bodega Bouza. A pouco mais de dez minutos de Centro de Motevidéu, pela Rota 1, chegamos ao Cno. de La Redención, onde fica esta charmosa vinícola. 
Fizemos uma visita guiada pelas unidades de produção e armazenamento e conhecemos as diferentes cepas cultivadas na vinícola. No restaurante da vinícola, degustamos 05 diferentes vinhos por eles produzidos e enfim, almoçamos. Tudo maravilhoso.  



Durante a degustação me prestei a fazer anotações sobre os vinhos... Estava prevendo que esta postagem ia demorar e que certamente iria esquecer os detalhes... 
O primeiro vinho da degustação foi um branco, corte de chardonnay e albariño: baixa acidez, retrogosto amargo, mas bastante agradável; não identifiquei aromas, mas a impressão que tive é que a albariño fecha um pouco o sabor frutado da chardonnay. Segundo a somelier, o Uruguai é o único lugar que conseguiu produzir a albariño, que é originária da Espanha. 
O segundo, um tinto - corte de merlot e tannat, com 6 meses de carvalho: achei bastante adstringente, taninos jovens, aromas de carvalho e cereja. Leve, pouco encorpado. 
Terceiro vinho, corte de tempranillo (60%) e tannat (40%), com 8 meses em carvalho: taninos mais redondos, aromas de carvalho e fruta negra - amora; potente, alcoólico. 
Quarto vinho, um puro tannat: 14 meses em carvalho, super potente, não consegui identificar aromas de fruta, o carvalho se sobrepôs. Não é tão aromático quanto o corte com tempranillo.
Quinto e último, um tempranillo reserva privada - este vinho não faz parte da degustação oferecida na vinícola, foi um "plus". Sem dúvidas superior aos demais, aroma marcante de cereja, taninos pronunciados, mais confortável na boca que o tannat... Excelente, mas achei um pouco caro, algo em torno de R$ 80,00 - não é pra tanto. Os anteriores variam de R$ 20,00 a R$ 30,00, bem mais em conta e de acordo qualidade dos vinhos, em minha opinião. 
O almoço, impecável: na entrada, massa folhada recheada com queijo gruyère e molho de mel; prato principal, carré de cordeiro, com abóbora, rúcula e uma redução de tannat. Elegi o corte de tannat com tempranillo para acompanhar o almoço. 
Foi um belíssimo passeio... Bons vinhos e ótima refeição. Fica registrada a experiência e a sugestão para quem estiver por lá e quiser fazer um programa enograstronômico de qualidade.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

O reino de Hades está sob Porto Alegre

Credo! O calor desta cidade está demais... Estávamos com vontade de comer um churrasco e inventamos de almoçar no Galpão Crioulo... Péssima idéia, quase derretemos!!! O que salvou foi a Bohemia bem gelada, imersa num balde com muito gelo (dos deuses) - eu parecia uma criança, passei brincando com as pedras de gelo pra me refrescar...
Mudando de assunto, vamos para o título da postagem, 100% influenciada pela minha atual fase literária. Sempre gostei das histórias relacionadas à Mitologia Grega e no final da ano passado, em uma das minhas visitas à Fnac, descobri a série Percy Jackson e os Olimpianos... Comprei o primeiro volume (Ladrão de Raios) e sem muita pretensão comecei a ler, meio descrente que ia engrenar... Definitivamente foi uma surpresa, os livros do Rick Riordan são muito bons! Já li os volume 1 e 2 (Mar de Monstros) e estou esperando ansiosamente os volumes 3 (A Maldição do Titã) e 4 (A Batalha do Labirinto), que já foram comprados pela internet. Li todos os livros da coleção Harry Potter e desde estão estava carente de literatura infanto-juvenil para dar asas à minha imaginação... Não me arrisquei com a série Crepúsculo, pois confesso, desde criança tenho medo de vampiros... Mas as aventuras de Percy Jackson chegaram para suprir esta carência, sob medida. 
Agora vamos falar sobre o filme que leva o título do primeiro livro da saga, em cartaz nos cinemas: é lamentável!!! Alteraram completamente a história do livro, revoltante... Não tem nada a ver, além disso achei o filme mal feito, sem graça, chato... Foi uma decepção.
Bom, longe de mim ser uma crítica de literatura e cinema, mas blog é pra isso mesmo né, pra deixar nossas impressões sobre as coisas que vivemos... Como dizia Buda, tenha sua própria experiência sobre as coisas antes de aceitar ou rejeitar algo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A primeira quiche a gente nunca esquece




Final da tarde de sábado, resolvi antecipar a janta, pois não havíamos almoçado... Queria fazer uma quiche, a primeira da minha trajetória culinária, então fui buscar uma receita nos blogs que sigo e me "engracei" pela quiche Lorraine do Entre Receitas. Dei uma blitz na cozinha e verifiquei que tinha todos os ingredientes, menos o bacon... Com preguiça de ir ao supermarcado resolvi improvisar com o que tinha em casa - mantive a receita da massa e do creme, o queijo gruyère, e troquei o bacon por alho poró e champignon. Ficou divina! Nunca pensei que quiche era tão fácil de fazer! Me atrapalhei um pouquinho na hora de forrar a forma com a massa, mas foi pura falta de prática, não é difícil. Já pensei em vários possíveis recheios, e acho que a versão "o que tem na geladeira" é sempre garantida, com esta massa e com o creme base não tem erro!
Para harmonizar, escolhemos um dos nossos chardonnays preferidos - Sunrise da Concha y Toro. No contexto relação custo-benefício acho imbatível, R$ 24,00 muito bem pagos. Este era um 2006 e estava repousando quietinho na nossa adega desde abril de 2009... Arrisco dizer que o abrimos no seu auge. Estava extremamente aromático, pura fruta (mas meu amadorismo não permitiu identificar quais), chegava a ter um aroma adocicado, lembrando um Late Harvest... Saboroso, com acidez na medida. Excelente harmonização com a quiche, que ficou muito suave com esta combinação de recheio.