domingo, 11 de abril de 2010

Domingo foi dia de panqueca

Desde que vi a foto da postagem de sexta passada do Panelaterapia, fiquei com idéia fixa e decidi que o almoço de domingo seria panqueca! Testei a receita de massa da Tati e foi aprovadíssima. Substituir parte da farinha de trigo por Maizena, deixa ela bem mais leve mesmo! Fiz assim:
Para a massa , no liquidificador:
1/2 xícara de Maizena;
1/2 xícara de farinha de trigo;
1 xícara de leite;
1 ovo;
1 colher de sopa de óleo;
sal e umas folhinhas de manjericão a gosto.
O recheio: 500 g de carne moída. Temperei com sal, 1/2 cubo de caldo de picanha e noz moscada ralada na hora. Quanto ela estava quase cozida juntei uma colher de sobremesa de Maizena dissolvida em um pouco de água quente, e deixei cozinhar mais uns minutos. Isso dá um pouco de liga e não deixa a carne moída "fugir" da panqueca na hora de montar e comer.
Para o molho de tomate, uma versão bem preguiçosa: refoguei 1/2 cebola pequena no azeite de oliva e juntei 1 lata de tomate pelado batido no liquidificador. Deixei cozinhando por alguns minutos e temperei com sal, manjericão e um toque de páprica picante.
Montei as panquecas em um refratário, cobri com o molho de tomate, uma generosa camada de mussarela ralado e levei ao forno por 10 minutos para o queijo derreter. 
Não precisou de mais nada! Estas medidas renderam 8 panquecas bem recheadas. Almoço e janta sem exageros para mim e para o Rodrigo (andamos numa fase bem comportada, tentando fazer as pazes com a balança, rsrsrs).

sábado, 10 de abril de 2010

Vinho bom para o bolso

Acredito na teoria de que nem tudo que é caro é bom, mas praticamente tudo que é bom é caro. Estou vivendo uma frustrante fase enófila, pois o patamar de evolução do paladar que alcancei, não acompanha mais o "bolso", então é hora de rever os conceitos... Quinta passada cheguei em casa morrendo de fome e mega cansada, o pó do pó, como diz a Tati do Panelaterapia. Ao mesmo tempo estava elétrica e preocupada com o tanto de trabalho que tenho para fazer em curto prazo! Queria dormir cedo, mas vi que não iria conseguir desligar, então sugeri ao Rodrigo uma sessão queijos e vinhos para ajudar a relaxar. Como esperado, a resposta foi sim (a resposta é sempre essa para Vamos abrir um vinho? ou Vamos chamar uma pizza?) então providenciei os "comes" enquanto ele cuidava do vinho... Para uma noite despretensiosa o escolhido foi um Santa Helena Siglo de Oro.
Há dois anos este era um de nossos vinhos "top", nota 9... Ano passado este vinho perdeu posições, passou para nota 7. Já agora, com muito boa vontade, ele não passa de 5. Que tristeza!!! Não tomávamos este vinho desde o último inverno, e logo que dei o primeiro gole vi que as coisas já não eram as mesmas, e o pior, o problema não era com o vinho, era comigo... Aos poucos fui me ambientando com o sabor e com um queijinho acompanhando, o vinho começou a descer melhor. Achei que não iríamos longe, mas nos empolgamos com a conversa e quando vi, a garrafa acabou. Não foi tão ruim assim, rsrsrs...
A verdade é que o processo de evolução do paladar no mundo dos vinhos deve andar lentamente. Cada patamar que se alcança deve estar bem consolidado e ser bem aproveitado. Acho que nos últimos anos a ansiedade por provar, conhecer e evoluir fez com que atropelássemos algumas etapas, o que me faz pensar se estamos prontos para apreciar alguns vinhos mais imponentes que andamos consumindo.
Esta noite "Siglo de Oro" foi boa para rever os conceitos... Além disto, a conversa estava tão empolgada e a garrafa acabou tão rápido, que acabamos abrindo a segunda! Aí, já viu né, ressaca na certa.

Bom, depois de tanta "enodivagação", só me resta falar um pouquinho dos vinhos. Siglo de Oro é uma linha da vinícola chilena Santa Helena, acima do Reservado. São um pouco mais elaborados em relação ao anterior, passam por carvalho e possuem certa estrutura. A primeira garrafa, um Carmenère 2007, marcou pela sutil presença de baunilha no aroma; já na segunda, um Cabernet Sauvignon 2006, destacou-se a adstringência de taninos pouco evoluídos. Em ambas, um leve aroma de frutas vermelhas e no sabor, havia álcool em evidência (sensação de vinho "quente" como dizem os enófilos). O final é curto, sem evolução na boca. Ainda assim apresenta uma boa relação custo/benefício, comprei estas garrafas ano passado, em promoção, por R$ 19,90. Às vezes o preço dá uma inflacionada, acho que quando fica em torno de R$ 26,00 não vale. É um bom vinho para quem está começando neste universo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pinot Noir - Saurus Patagonia Select 2006

Este foi o vinho que acompanhou meu quiche de gorgonzola com espinafre. Belo Pinot Noir, nem de mais, nem de menos. Corpo médio, vermelho rubi translúcido, taninos discretos, aromas de frutas vermelhas no início. Com a evolução na garrafa aparecem notas sutis de baunilha; na boca senti morango. No fundo de taça - geléia de amora, algo do grupo terroso também, cogumelo talvez... Fiquei com medo do elevado teor alcoólico - 14% , típico dos vinhos da Patagônia - mas felizmente neste caso estava bem equilibrado.  Pagamos R$ 59,00 em promoção na Sommelier, mas o preço original era R$ 89,00... É um bom vinho, mas não pra tanto.
Curiosidade sobre a Bodega Familia Schroeder: durante a construção da vinícola, foram descobertos no local restos fósseis de um enorme dinossauro que habitou a região há 75 milhões de anos. Os fósseis encontram-se expostos à visitação próximo aos vinhos que descansam em barricas de carvalho. Em homenagem, duas linhas de vinhos foram batizadas de Saurus e Saurus Patagonia Select. 

terça-feira, 6 de abril de 2010

Quiche de gorgonzola e espinafre

Comigo é assim... Quando "acerto" uma coisa faço até enjoar! Este foi para encerrar a temporada de quiches em grande estilo, agora temos que dar um tempo, rsrsrs... Recheio escolhido: gorgonzola e espinafre. Segue o passo-a-passo pra não errar:
Para a massa:
2 xícaras de farinha; 120 gramas de manteiga derretida; 1 colher de sobremesa de água e 1 ovo. Misturar tudo até ficar homogênea, deixar descansar na geladeira por pelo menos 15 minutos e após, forrar uma forma redonda com aro removível (a minha tem 26 cm de diâmetro).  Deixar a forma com a massa na geladeira enquanto faz o recheio. Observações sobre a massa: se ficar quebradiça botar mais manteiga, se ficar mole botar mais farinha... Sempre faço esta medida, mas já passei por estas duas situações... Eu prefiro que a camada de massa fique bem fininha para o quiche ficar mais leve, fica a critério.
Para o recheio:
Creme base - 3 ovos, 1 xícara de leite, 1 caixinha de creme de leite (200g), sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto para temperar; 180 gramas de espinafre congelado (6 "bolinhas" - este espinafre congelado foi a descoberta do ano! Dica da Tati do Panelaterapia); 1 peça de gorgonzola (a que eu usei tinha 170 gramas).
Descongelar o espinafre e escorrer a água, misturar no creme base e colocar na forma com a massa. Por fim, esfarelar com a mão o gorgonzola sobre o creme. 
40 minutos de forno a 180ºC e estava pronto - excelente! O gorgonzola dominou o sabor... Acho que poderia ter colocado um pouquinho mais de espinafre para o meu gosto. Fica a critério de vocês.
Este quiche foi muito bem harmonizado com um Pinot Noir da Patagônia, que será comentando na sequência, em uma postagem enófila... Sem pressa...

domingo, 4 de abril de 2010

O Vale dos Vinhedos é logo ali

Neste feriado de Páscoa resolvemos ficar em casa, descansando... Mas como até descansar cansa, ontem aproveitamos o sol lindo que estava fazendo e fomos passar o dia no Vale dos Vinhedos que, para quem mora em Porto Alegre, fica logo ali, a 120 km. O foco principal da visita era a Valduga que, diga-se de passagem, entre as nacionais, sem dúvidas é a nossa vinícola preferida. Chegamos por lá na hora do almoço e fomos direto ao restaurante da Villa Valduga - em novas instalações, segue impecável como sempre. Acho o preço bom, considerando o lugar e o contexto: almoço típico italiano, 1 garrafa de vinho (375 ml), água e cafezinho expresso para finalizar - R$ 96,00 (para duas pessoas). Ah! E logo que se chega lá, eles sempre servem um espumante rosé de cortesia, um charme!
Depois do almoço partimos para o sacrifício - no bolso, rsrsrs... O Vale tem muitas vinícolas e casas de produtos coloniais. A maioria é bem familiar, com pelo menos duas gerações atrás do balcão, e em praticamente todas há degustação, visitação, muita conversa (os gringos são bons de papo), enfim a gente sempre sai com uma sacola na mão e se sentindo amigo da família. Por isso é necessário fazer uma seleção prévia dos lugares que se pretende visitar, porque tudo isso demanda muita energia. Os eleitos da vez foram:
Casa Valduga - os confirmados não poderiam faltar na cesta de compras - Espumante 130 e Cabernet Franc da linha Premuium. A novidade ficou por conta da espumante rosé Amante, feito exclusivamente da uva Malbec;
Casa de Madeira - também da família Valduga, comercializa geléias excelentes - a escolhida desta vez foi uma feita com vinho - Malbec;
Boutique Lidio Carraro - esta estava na lista há tempos, mas foi a primeira vez que fomos lá. É uma vinícola nova, com conceitos diferentes quanto à produção, mas sem dúvidas faz vinhos de altíssima qualidade. Depois de uma extensa degustação, optamos por levar uma garrafa do Quórum (corte de cabernet sauvignon, cabernet franc, merlot e tannat), o preço é meio salgado, mas acho que valeu.
Queijaria Valbrenta - excelentes queijos artesanais - não resisti ao fundido com tomate seco e azeitona e ao tipo Saint Paulin com nozes...
Bom depois deste tour, vocês podem imaginar a quantidade de vinhos, queijos, salames, geléias, etc, que eu havia experimentado! Socorro!
Pegamos a estrada de volta (como é bom voltar pra casa, rsrsrs), mas ainda havia uma parada prevista, Carlos Barbosa. A cidadezinha com pouco mais de 25.000 habitantes é o berço da Tramontina e a loja varejo que tem por lá é de enlouquecer qualquer pessoa que curte uma cozinha. Tudo com pelo menos 20% de desconto... Impossível resistir, a estrela da vez foi uma panela vermelha da linha Victoria - Starflon, exatamente do tamanho que eu queria!
Bom, quando chegamos em casa já era noite... Exaustos e cheios de sacola! O coelhinho este ano foi bem legal por aqui, rsrsrs...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Marco Luigi Brut - Reserva de Família

Eu de novo dando dica de espumante por aqui... Marco Luigi Brut - Reserva de Família. Um corte de chardonnay, pinot noir e merlot. Espumante safrado, com tiragem bem limitada e elaborado pelo método tradicional. Seco na medida, perlage fina e abundante, cor amarelo ouro e aromas...Vou ficar devendo, estava com visita em casa e não parei para analisar. O contra rótulo fala em "bouquet de grande complexidade" - isto me desencoraja a arriscar qualquer descrição. Encontrei em um blog enófilo (Falando de Vinhos) a análise feita por João Felipe Clemente, sobre uma garrafa da safra de 2005. Achei ótima e transcrevo abaixo: 
"No nariz, aromas de mel, amêndoas e algum brioche bem típico de um espumante elaborado com Chardonnay e Pinot Noir pelo método Champenoise. Na boca, é longo e confirma tudo isto com algun toque, do que me pareceu, abacaxi fresco maduro, tudo  em perfeita harmonia e equilíbrio. Boa espuma, cremoso, perlage fina, abundante e persistente num conjunto de grande elegância. O surpreendente corte com Merlot, gosto dessa ousadia em inovar, lhe dá um caráter próprio e único". 
Bom, mesmo que eu me prestasse a analisar este espumante, não teria competência para tão detalhada descrição, mas confesso que me deu vontade de abrir outra garrafa para ver se sinto algo perto disso, rsrsrs...
Vale lembrar que esta descrição se refere a um espumante da safra 2005, que foi excepcional. A safra que hoje está disponível no mercado é a 2007. 
Para finalizar a postagem, só me resta afirmar que este é um espumante excelente e com certeza agrada os paladares mais exigentes. Não lembro do preço, compramos na própria vinícola, em Bento Gonçalves, em dezembro de 2009, mas custa algo em torno de R$ 35,00. Sem dúvidas, uma bela compra.
 

terça-feira, 30 de março de 2010

A última da temporada

O verão acabou e lá se foi mais uma temporada de frutas vermelhas... Neste domingo, antes do show do Kleiton e Kledir, fiz um "chá da tarde" (regado a espumante, rsrsrs) para amigos que iriam nos acompanhar. Servi minha famosa cheesecake de frutas vermelhas, mas infelizmente foi a último da temporada. Já não encontrei os mirtilos produzidos aqui no estado, comprei o importado da Califórnia (legítimo blueberry), as amoras estavam caras e nanicas e geléia, só de framboesa. Fiz assim mesmo, ficou ótima, mas vou ter que pensar em outra versão de cobertura, porque frutas vermelhas de novo, só no final do ano. 
Para acompanhar, degustamos um espumante moscatel da Marco Luigi - excelente, no contexto moscatel é claro. Um dos melhores que já tomei, bastante fruta e açúcar na medida, nem um pouco enjoativo como alguns que existem por aí, perfeito para acompanhar sobremesa.