Feriado preguiçoso e chuvoso em Porto Alegre, aqui estou eu blogando e mateando... No próximo sábado, dia 24, é o dia do chimarrão, assunto muito bem comentado pela minha conterrânea Dani, do Nossa Cozinha. Como já estou "verde de tanto mate" (expressão usual por aqui para dizer "por hora, chega de chimarrão"), vou fazer um café e esquentar um pãozinho no forno para comer só com manteiga (alguém resistiu àquela foto da postagem da Fabi?). Bom feriado a todos!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Bolo de maçã e nozes
Abstrai que tinha maçãs em casa e só fui lembrar quando as coitadas estavam passadas. Como eu detesto botar comida fora, decidi fazer um bolo para "reciclá-las". Lá fui eu para a blogsfera, escontrar uma receita que se adaptasse aos ingredientes que eu tinha em casa. Achei a receita sob medida em um blog de Portugal que ainda não conhecia, o Tertúlia de Sabores. Como a receita já era adaptada de outra e eu ainda fiz pequenas alterações, vou passar direto a minha "versão". Usei:
6 maçãs pequenas - cortadas em cubos e misturadas a 5 colheres de sopa de açúcar e 1 colher de sopa de canela;
1 xícara de nozes trituradas;
4 ovos;
3/4 de xícara de óleo;
2 xícaras de açúcar;
2 e 3/4 xícaras de farinha;
1 colher de sopa de fermento;
suco de 1 laranja;
1 colher de café de sal;
3 colheres de café de essência de baunilha.
Misturar a farinha peneirada, o fermento e o sal, reservar. Misturar o açúcar, o óleo, o suco de laranja e a essência de baunilha. Juntar as misturas, mexer bem, e acrescentar os ovos, misturando a massa até ficar lisa e homogênea.
Transferir a metade para uma forma untada e enfarinhada, e cobrir com metade da maçã com açúcar e canela e metade das nozes, acrescentar o restante da massa e cobrir com as outras respectivas metades.
A receita diz para deixar 45 minutos no forno (pré-aquecido) a 180ºC. Como eu fiz a besteira de não usar um forma com furo - acabei deixando uns 10 minutos a mais porque no centro o bolo não estava bem cozido ainda... Consequentemente deu uma queimadinha embaixo, mas ainda bem que isso não influenciou no sabor.
Este bolo fica muito bom!!! A massa fica úmida por causa da maçã e as nozes e a canela dão um toque especial. Aprovadíssimo!!!
Acho que da próxima vez (além de usar a forma com furo) vou fazer 1/2 receita, porque fica bem grande e como aqui em casa somos só dois, não convém ter um bolo deste tamanho à disposição, rsrsrs... Não é fácil resistir.
Acho que da próxima vez (além de usar a forma com furo) vou fazer 1/2 receita, porque fica bem grande e como aqui em casa somos só dois, não convém ter um bolo deste tamanho à disposição, rsrsrs... Não é fácil resistir.
domingo, 18 de abril de 2010
Gastronomia no Centro Histórico de Porto Alegre
Não sei se todos os portoalegrenses sabem, mas o Centro da cidade agora tem sobrenome. Desde 22 de janeiro de 2008 está em vigor a lei municipal que modificou sua denominação para Centro Histórico. Eu, que sou moradora deste bairro, fiquei sabendo recentemente, então não custa repassar a informação.
Inspirada em uma postagem dos Destemperados, resolvemos neste sábado almoçar na parte, de fato histórica, do Centro de Porto Alegre. Fomos ao Bistrô do MARGS (Museu de Arte do Rio Grande do Sul), que ocupa um belo prédio antigo junto à Praça da Alfândega. Lugar charmoso e tranquilo, com um cardápio à la carte bem variado. O Rodrigo pediu esta picanha da foto e eu, um filé rechado com mussarela de búfala, tomate seco, cogumelo e alecrim. Ambos os pratos estavam muito bons, valeu a dica dos Destemperados. Já que estávamos por lá aproveitamos para dar uma voltinha no museu. Está rolando, até 13 de junho, uma exposição do pintor Pedro Weingärtner. Para quem curte, vale dar uma conferida, a entrada é franca.
Para fechar o passeio, uma passadinha no Mercado Público de Porto Alegre. Adoro fazer compras lá, tem de tudo, boa qualidade, bons preços, mas confesso que andava meio preguiçosa para encarar, porque é um "entrevero" de gente, é preciso estar disposta... No final foi tranquilo, nos dividimos, ele ficou encarregado das carnes e queijos e eu dos cogumelos, frutas secas e temperos. Rapidinho a "missão" estava cumprida. Sobrou até disposição para subir ao segundo piso e tirar a foto para a postagem, rsrsrs...
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Salve o final de semana!
Felizmente mais um final de semana começa! Para brindar o fim de uma semana estressante, nada melhor que uma tacinha de espumante! Conforme previsto, cheguei em casa, tudo em ordem, cozinha limpa, não resisti e resolvi sujar umas panelas. Não tive forças para prestar atenção nas quantidades que usei (fui inventando na hora), mas ficam registrados os ingredientes para quem se inspirar... Fiz uma massa ao pesto "estilizada", com um molho a base de: molho branco de caixinha (não sou muito fã, mas convenhamos, é prático), manjericão, nozes, vinho branco, cebola, alho, pimenta do reino, queijo parmesão ralado e azeite de oliva.
A massa foi muito bem harmonizada com o espumante da Miolo Tradicional, que é pra lá de básico, mas sempre agrada.
Jantamos cedo, quando a novela começou já estávamos no cafezinho... A louça vai ficar pra amanhã... O final de semana só está começando, sem pressa...
Enfim sexta-feira!
Pessoas, esta semana que está acabando foi pesadíssima no trabalho... Ontem consegui finalizar um assunto importante, mas não alivou porque tem mais pela frente. Faz noites que eu não durmo direito sonhando com trabalho! Ninguém merece né! Pois então, minha casa está uma zona e nos últimos dias não passei perto da cozinha nem pra fazer o chimarrão...
Mas enfim, chegou a sexta! Meu dia preferido da semana, especialmente porque é o dia que a Michele, minha "secretária para assuntos domésticos", vem limpar minha casa!!! Como é bom chegar em casa e encontrar tudo limpinho, nem uma loucinha na pia... Se eu me inspirar vou fazer uma janta para o marido, e já estou até pensando no cardápio... Desconfio que algo ao pesto é apropriado: olha a situação dos meus "pés" de manjericão!!! Os coitados andam subutilizados...
E lá vou eu de novo para mais um dia de correria... Só que com outro ânimo, afinal hoje é sexta!!!
domingo, 11 de abril de 2010
Domingo foi dia de panqueca
Desde que vi a foto da postagem de sexta passada do Panelaterapia, fiquei com idéia fixa e decidi que o almoço de domingo seria panqueca! Testei a receita de massa da Tati e foi aprovadíssima. Substituir parte da farinha de trigo por Maizena, deixa ela bem mais leve mesmo! Fiz assim:
Para a massa , no liquidificador:
1/2 xícara de Maizena;
1/2 xícara de farinha de trigo;
1 xícara de leite;
1 ovo;
1 colher de sopa de óleo;
sal e umas folhinhas de manjericão a gosto.
O recheio: 500 g de carne moída. Temperei com sal, 1/2 cubo de caldo de picanha e noz moscada ralada na hora. Quanto ela estava quase cozida juntei uma colher de sobremesa de Maizena dissolvida em um pouco de água quente, e deixei cozinhar mais uns minutos. Isso dá um pouco de liga e não deixa a carne moída "fugir" da panqueca na hora de montar e comer.
Para o molho de tomate, uma versão bem preguiçosa: refoguei 1/2 cebola pequena no azeite de oliva e juntei 1 lata de tomate pelado batido no liquidificador. Deixei cozinhando por alguns minutos e temperei com sal, manjericão e um toque de páprica picante.
Montei as panquecas em um refratário, cobri com o molho de tomate, uma generosa camada de mussarela ralado e levei ao forno por 10 minutos para o queijo derreter.
Não precisou de mais nada! Estas medidas renderam 8 panquecas bem recheadas. Almoço e janta sem exageros para mim e para o Rodrigo (andamos numa fase bem comportada, tentando fazer as pazes com a balança, rsrsrs).
Postado por
Juliana
às
21:09
Marcadores:
carnes,
Gastronomia,
prato único,
tomate e manjericão
sábado, 10 de abril de 2010
Vinho bom para o bolso
Acredito na teoria de que nem tudo que é caro é bom, mas praticamente tudo que é bom é caro. Estou vivendo uma frustrante fase enófila, pois o patamar de evolução do paladar que alcancei, não acompanha mais o "bolso", então é hora de rever os conceitos... Quinta passada cheguei em casa morrendo de fome e mega cansada, o pó do pó, como diz a Tati do Panelaterapia. Ao mesmo tempo estava elétrica e preocupada com o tanto de trabalho que tenho para fazer em curto prazo! Queria dormir cedo, mas vi que não iria conseguir desligar, então sugeri ao Rodrigo uma sessão queijos e vinhos para ajudar a relaxar. Como esperado, a resposta foi sim (a resposta é sempre essa para Vamos abrir um vinho? ou Vamos chamar uma pizza?) então providenciei os "comes" enquanto ele cuidava do vinho... Para uma noite despretensiosa o escolhido foi um Santa Helena Siglo de Oro.
Há dois anos este era um de nossos vinhos "top", nota 9... Ano passado este vinho perdeu posições, passou para nota 7. Já agora, com muito boa vontade, ele não passa de 5. Que tristeza!!! Não tomávamos este vinho desde o último inverno, e logo que dei o primeiro gole vi que as coisas já não eram as mesmas, e o pior, o problema não era com o vinho, era comigo... Aos poucos fui me ambientando com o sabor e com um queijinho acompanhando, o vinho começou a descer melhor. Achei que não iríamos longe, mas nos empolgamos com a conversa e quando vi, a garrafa acabou. Não foi tão ruim assim, rsrsrs...
A verdade é que o processo de evolução do paladar no mundo dos vinhos deve andar lentamente. Cada patamar que se alcança deve estar bem consolidado e ser bem aproveitado. Acho que nos últimos anos a ansiedade por provar, conhecer e evoluir fez com que atropelássemos algumas etapas, o que me faz pensar se estamos prontos para apreciar alguns vinhos mais imponentes que andamos consumindo.
Há dois anos este era um de nossos vinhos "top", nota 9... Ano passado este vinho perdeu posições, passou para nota 7. Já agora, com muito boa vontade, ele não passa de 5. Que tristeza!!! Não tomávamos este vinho desde o último inverno, e logo que dei o primeiro gole vi que as coisas já não eram as mesmas, e o pior, o problema não era com o vinho, era comigo... Aos poucos fui me ambientando com o sabor e com um queijinho acompanhando, o vinho começou a descer melhor. Achei que não iríamos longe, mas nos empolgamos com a conversa e quando vi, a garrafa acabou. Não foi tão ruim assim, rsrsrs...
A verdade é que o processo de evolução do paladar no mundo dos vinhos deve andar lentamente. Cada patamar que se alcança deve estar bem consolidado e ser bem aproveitado. Acho que nos últimos anos a ansiedade por provar, conhecer e evoluir fez com que atropelássemos algumas etapas, o que me faz pensar se estamos prontos para apreciar alguns vinhos mais imponentes que andamos consumindo.
Esta noite "Siglo de Oro" foi boa para rever os conceitos... Além disto, a conversa estava tão empolgada e a garrafa acabou tão rápido, que acabamos abrindo a segunda! Aí, já viu né, ressaca na certa.
Bom, depois de tanta "enodivagação", só me resta falar um pouquinho dos vinhos. Siglo de Oro é uma linha da vinícola chilena Santa Helena, acima do Reservado. São um pouco mais elaborados em relação ao anterior, passam por carvalho e possuem certa estrutura. A primeira garrafa, um Carmenère 2007, marcou pela sutil presença de baunilha no aroma; já na segunda, um Cabernet Sauvignon 2006, destacou-se a adstringência de taninos pouco evoluídos. Em ambas, um leve aroma de frutas vermelhas e no sabor, havia álcool em evidência (sensação de vinho "quente" como dizem os enófilos). O final é curto, sem evolução na boca. Ainda assim apresenta uma boa relação custo/benefício, comprei estas garrafas ano passado, em promoção, por R$ 19,90. Às vezes o preço dá uma inflacionada, acho que quando fica em torno de R$ 26,00 não vale. É um bom vinho para quem está começando neste universo.
Assinar:
Postagens (Atom)
