domingo, 30 de maio de 2010

Receita para esquentar noites frias

A temperatura caiu aqui no sul e com a ausência do marido, que viajou, não havia programa melhor para este sábado à noite que a tríade sofá+coberta+filme. Na volta do almoço da "Confraria do Nhoque", passei na locadora e aproveitei que estava sozinha para pegar uns filmes de "menina". Antes de começar a sessão cinema, tratei de fazer o chá de maçã, canela e gengibre que a Fla postou na sexta - é ótimo, estava sonhando com ele desde que vi. 
Foi só eu me instalar no sofá que logo surgiu companhia, rsrsrs. A Malu é a gatinha mais carinhosa que existe. É o meu "chiclétinho", aonde eu vou, ela vai atrás... É tanto amor que não dá pra entender como alguém pode abandonar um bichinho desses (ela chegou aqui adulta e parece que passou por "poucas e boas" antes de ser adotada). Já faz um ano que ela está conosco e sua presença só nos traz alegrias - inclusive para o "mano" Heitor, que apesar do ciúme, não vive sem ela. Não há noite fria que resista a um cobertor, um cházinho quente e uma gatinha nos pés. Sem dúvidas é uma  receita de aconchego e carinho. 
Quem não tem gato pode ter dificuldades em entender o contexto  da cena - eu também estou presente na foto, viu?!... Embaixo da coberta, do chá e da gata, rsrsrs...

sábado, 29 de maio de 2010

Hoje é dia do nhoque da fartura

"Em tempos remotos, certo dia 29 na Itália, um andarilho faminto bateu na porta de um casebre na expectativa de um prato de comida. A família era grande e tinha pouca comida, mas apesar disso eles não se importaram em dividir o seu nhoque com o andarilho, São Genaro. Repartiram então a abençoada refeição, cabendo sete pedacinhos a cada um. Após a refeição, São Genaro satisfeito, agradeceu e partiu. Quando foram recolher os pratos descobriram que em baixo de cada um havia notas de dinheiro. Por isso, tradicionalmente, todo dia 29 é dia do nhoque da fartura, acompanhado do famoso ritual de colocar dinheiro embaixo do prato e comer primeiro os sete pedacinhos em pé, para depois comer a vontade." (fonte: diversas da internet)

Um pouquinho de superstição não faz mal a ninguém! Há alguns meses atrás, duas amigas e eu combinamos que todo o dia 29 nos reuniríamos para comer nhoque e botar a conversa em dia. Desta forma, independente do rumo que as nossas vidas seguirem, teremos um compromisso mensal de nos encontrarmos pelo menos uma vez por mês. Por enquanto isto não é um problema, porque trabalhamos juntas, mas pretendemos manter a tradição por muitos e muitos anos... 
A última edição foi aqui em casa! Eu estava na fase "cogumelos" e fiz um molho parecido com um já postado aqui, só que desta vez juntei uma taça de vinho, substitui o shitake por funghi e para finalizar, uma colherada de uma geléia gourmet, feita com vinho da uva Malbec e produzida pela Casa de Madeira na serra Gaúcha. O resultado foi um molho de sabor amadeirado, mas levemente adocicado (essa geléia deve ser usada com cautela!). 
Todo mundo gostou e repetiu, mas pra ser sincera, mal provei... Cozinhei calmamente, conversando, tomando vinho, beliscando um queijinho, e pra variar na hora de servir eu estava completamente sem apetite. Adoro cozinhar, mas a interação com os ingredientes e aromas durante o preparo, muitas vezes acaba por me satisfazer. Especialmente quando tenho visitas, o que me alimenta não é a comida e sim os elogios, rsrsrs... Entretanto, não preciso dizer que do vinho não abro mão né! Esta noite foi longe, regada a Casillero del Diablo e muita conversa (o Rodrigo aguentou firme no meio da mulherada, que orgulho). 
Hoje tem mais um encontro da nossa "Confraria do nhoque" e não vamos esquecer de seguir a tradição, porque dinheiro é bom - e não anda sobrando por aqui, rsrsrs.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Entrevero de alcatra

 Inspirado em petiscos de bares que frequentamos, há horas eu estava afim de fazer este prato no grill. Fica tudo de bom, e o melhor, é muito rápido de fazer, suja pouca louça, é prático de comer e quando se tem um marido como o meu, que corta cebola sorrindo, aí sim pode-se dizer, que não dá trabalho algum, rsrsrs.
Para duas pessoas, usei: 1 cebola grande cortada em tiras; 1/2 kg de alcatra; 150 g de cogumelo castanho fatiado e cubos de queijo (usei o tipo Estepe). Para temperar sal e shoyo.
Como dá pra ver na foto, vai tudo para grill e está feito. É só respeitar a ordem, primeiro coloquei a cebola com um pouquinho de azeite de oliva e bastante shoyo; quando ela estava cozida adicionei a carne, já temperada com sal. Dei um tempinho pra carne e em seguida juntei o cogumelo fatiado. O queijo chegou no "entrevero" no fim, pouco antes de desligar. Como eu gosto da carne mal passada, foi tudo muuuuito rápido. Levei o grill direto pra mesa e comemos com um  pãozinho quentinho... Bá, não precisou de mais nada. 
Perfeito para acompanhar uma cervejinha, mas como por aqui está frio, fomos de vinho. E pra não dizer que ando "metida", uma dica de vinho bom e barato, que vale a pena para estas ocasiões mais econômicas e despretenciosas - Aromo Reserva Privada Carmenère 2008. Aromático e macio na boca. Leve, mas com alguma personalidade. Equilibrado no álcool, desce fácil. A relação custo benefício é excelente, pagamos R$ 18,00 em promoção, no final do ano passado (não sei o preço normal, mas acho que vale pagar até R$ 25,00). Para quem não se dispõe a comprar vinhos mais caros, este é uma ótima pedida, além de ser de fácil acesso, pois é importado pela rede de supermercados Wal-Mart.

sábado, 22 de maio de 2010

Sanduíche-escondidinho de atum e palmito

Shopping sábado é coisa pra louco! Hoje eu encarei este programa de índio com uma lista de coisas para pesquisar e comprar... Obviamente cheguei em casa acabada... Entretanto, este era um programa que não podia ser mais adiado, pois um dos itens da lista estava diretamente relacionado à manutenção das minhas postagens e à integridade do blog: eu não podia mais viver sem ramekins, rsrsrs! 
Chegamos em casa no final da tarde com fome, e como o programa não incluiu o mercado, a solução mais óbvia era se contentar com um sanduíche mesmo, porque no estadinho que eu estava (e o vazio da geladeira) não havia possibilidade de rolar uma jantinha. Foi quando então, ao abrir a caixa dos ramekins para guardá-los, me bateu uma baita frustração de não estreiá-los...  Na falta de ingredientes, só nos resta usar a imaginação - o que fazer com um cacetinho (é como chamamos o pão francês aqui no sul), queijo, atum, palmito e creme de ricota? Um belo sanduíche? Não, a resposta certa é: um escondidinho! Para não polemizar, vamos chamar de sanduíche-escondidinho, pois os ingredientes são de um e a apresentação de outro. Para duas porções usei:
2 cacetinhos cortados em cubos;
4 fatias grandes de palmito pupunha;
1 lata de atum;
queijo picado a gosto;
1 colher de sopa de creme de ricota;
1 ovo;
leite;
manteiga;
mostarda Dijon, pimenta do reino e queijo parmesão ralado. 
Antes de começar botei 1 pedacinho (inho) de manteiga em cada ramekin. Depois dividi metade dos cubos de pão entre os dois e compactei no fundo, com a mão mesmo, até formar uma camada uniforme. Botei uma camada de palmito picadinho; meia lata de atum em cada e o queijo. Com a mão dei mais uma compactada nas camadas para eliminar os vazios e ganhar espaço. Misturei o creme de ricota, o ovo, o leite (não medi quanto usei, mas certamente não foi mais que 50 ml) e 1 colherinha de mostarda Dijon. Botei o restante do pão, novamente compactei e finalizei com a mistura, pimenta do reino ralada na hora e o parmesão ralado. 15 minutos em forno médio-alto pré-aquecido e estava pronto! Um lanche de primeira categoria para estreiar os meus ramekins! 
Bom domingo e até breve! Para os portoalegrenses de hábitos diurnos, com eu, felizmente a previsão é de tempo bom, portanto, acordar cedo e tomar o mate da manhã no Bric da Redenção, é a pedida! Parece que na segunda, a chuva volta para mais uma semaninha daquelas...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sopa cremosa de espinafre

Eu sou fã de sopas em geral e o espinafre é a minha folha preferida. Depois que descobri sua versão congelada, tratei logo de inventar uma versão de sopa com ele... Eu sei que verdura fresca é melhor, mas convenhamos, tem horas que a praticidade viabiliza o preparo, especialmente em dias "úteis", onde o tempo é curto. Então lá vai uma receitinha rápida, para esquentar as noites frias. Usei:
1/2 cebola pequena e 1 dente de alho;
manteiga para refogar;
1/2 litro de leite;
1/2 litro de água;
200 g de espinafre congelado;
1 batata grande;
1 ovo;
1/2 caixinha de creme de leite;
sal e pimenta do reino a gosto.
Primeiro cozinhei a batata, já descascada e picada pra agilizar. Bati no liquidificador com meio litro de água (usei a do cozimento). Refoguei a cebola e o alho na manteiga, juntei a batata batida com a água, o espinafre (congelado mesmo) e o leite. Cozinhei em fogo médio mexendo sempre até ferver. Depois que ferveu, baixei o fogo e acrescentei o creme de leite batido com o ovo. Mexi bem para homogeneizar, acrescentei sal e pimenta do reino moída na hora e voilà,  pronta para servir! 
Servi com cubos de queijo e croûtons (na verdade, minha versão deles). Segundo o dicionário de termos de gastronomia Francês / Português, "croûtons são cubinhos ou pedaços recortados de pão, torrados ou fritos na manteiga". 
Os meus croûtons, faço assim: corto pão integral em cubos, cubro o fundo de uma forma com eles e salpico orégano e parmesão ralado, rego com um pouco de azeite de oliva. Boto no forno e vou controlando o tempo - fica a critério, tem gente que gosta deles bem torradinhos, eu gosto crocante, mas sem torrar. Faço logo uma forma cheia porque dá pra guardar por um bom tempo - e aqui, quando começa a temporada de sopas, um vidro grande destes pãezinhos torrados não dura muito, rsrsrs.

sábado, 15 de maio de 2010

Blogagem coletiva - panqueca sem glúten!

A Fla, do Arte na Cozinha, teve uma bela iniciativa: propor uma blogagem coletiva com um receita para os que sofrem da Doença Celíaca, isto é, a intolerância permanente ao glúten. Confesso que sabia muito pouco sobre a doença, e a proposta da Fla fez com que eu me informasse sobre o assunto. Os celíacos não podem ingerir alimentos que tenham algum ingrediente derivado dos cereais: trigo, aveia, centeio, cevada, e malte. 
Não deve ser fácil montar um cardápio diário, a longo prazo, sem estes alimententos. É preciso muito disciplina e um acompanhamento nutricional adequado, pois em função das restrições, os celíacos acabam ingerindo mais proteínas e gorduras... Felizmente, uma lei determina que todos os alimentos industrializados possuam no rótulo a indicacação da existência ou não de glúten, mas ainda assim deve ser muito difícil comer fora de casa... Para quem quiser se informar mais: www.acelbra.org.br

Panqueca de gorgonzola com cebola caramelada

Consultei receitas sem glúten na internet para ver quais eram os principais ingredientes utilizados para substituir a farinha e inventei a minha receita de massa. Usei:
1 xícara de leite;
1/2 xícara de fécula de batata;
1/2 xícara de Maizena;
2 ovos;
1 colher de sopa de azeite;
1 colher de café de curry;
sal.
Bati tudo no liquidificador e comecei a fazer as panquecas (adoro esta parte da "brincadeira"). A panquequeira (ou frigideira) só precisa ser untada na primeira. A massa ficou com uma consistência bem boa, mas como notei que ela tendia a aerar, não fiz muito fininha, devido à consistência do recheio. Esta medida rendeu 9 panquecas.
Para o recheio: 200g de gorgonzola e 100g de creme de soja. O objetivo é tornar a mistura homogênea, então levo ao microondas só o tempo necessário para isso. Ao invés do creme de soja, dá pra usar creme de leite, creme de ricota... Esta medida foi exata para as 9 panquecas (a foto só tem 8 porque enquanto fazia comi uma pra provar né, rsrsrs). Amarrei cada uma com cebolinha para dar um "toque" na apresentação.
Para a cebola caramelada: refoguei uma cebola pequena com uma colher de sopa de margarina e uma pitada de sal (evita que a cebola queime). Quando ela estava bem transparente, acrescentei três colheres de sopa de açúcar mascavo e uma de água. Mexi bem até o açúcar derreter e ficar bem integrado à cebola. Coloquei a cebola caramelada sobre as panquecas.
Excelente! a massa fica diferente, firmezinha e bem saborosa, perfeita para recheios mais moles. A combinação gorgonzola com cebola caramelada é um espetáculo à parte! A primeira vez que provamos foi em uma pizza e ficamos fã.
Estou curiosa para ver as outras receitinhas sem glutén da blogagem coletiva. A Fla vai postar a lista delas dia 17. Para quem quiser conferir, vale dar uma passada por lá na segunda.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Paleta de cordeiro com batatas e Malbec Argentino

Adoro cordeiro, vibro quando aparece nos churrascos, mas nunca tinha me aventurado a fazer em casa. Há horas o Rodrigo estava querendo fazer um evento mais "incorpado" - se depender de mim é só abobrinha e cogumelo. Para satisfazer o desejo, lá foi  ele para  o Mercado Público comprar uma paleta de cordeiro. Enquanto isso, eu fui para internet pegar umas dicas de marinada e temperos que combinavam. 
Vinho branco, alho, cebola e alecrim eram consenso em quase todas as receitas de marinada que vi. Acrescentei ainda shoyo, manjericão e salsinha. A maioria das receitas falava em 12 horas marinando... Como eu não tinha esse tempo, acabei deixando só 6 horas.
De forno, foram 1 hora 40 minutos (era uma paleta pequena - menos de 1,5 kg). Botei na forma parte do líquido da marinada e virei a paleta a cada 20 minutos. Nos primeiros 40 assei com papel alumínio e nos últimos 40 coloquei batatas bolinha para assar junto.
Ficou muito boa! Estava insegura por ter deixado marinando apenas 6 horas, mas os temperos penetraram bem, não precisava mais tempo... A carne ficou no ponto, cozida e úmida, e as batatinhas, um show a parte. 
Cá pra nós, uma paleta de cordeiro é uma coisa meio "ogra"! Eu comi pouco (me concentrei na batatinha), mas o Rodrigo estava o próprio Shrek no final da janta, com o prato cheio de ossos! Não sobrou um pedacinho pra contar estória!
Para acompanhar, o vinho tinha que ser encorpado - o escolhido foi o Malma Malbec 2006 Gran Reserva da Bodega Neuquén (Patagônia, Argentina). Coloração vermelho violácio (escuro), no aroma amora e ameixa seca, senti um pouco de tostato, queimado... É potente e elegante,  mas com pouca persistência na boca. Um bom vinho, mas confesso que esperava um pouco mais.
Já o Rodrigo, amou o vinho, amou o cordeiro e ficou tão feliz com o cardápio que não se importou com a louça que sobrou pra ele, rsrsrs... Apesar da "ogrisse", sem dúvidas foi uma bela janta!