domingo, 20 de junho de 2010

Domingo é dia de pizza!

Há um tempo atrás era sagrado, todo domingo à noite chamávamos uma pizza para encerrar o final de semana com chave de ouro, ou melhor, para enfiar o pé na jaca de vez - afinal segunda é o dia oficial de começar regime. Felizmente nos livramos deste hábito, na tentativa de fazer as pazes com a balança, mas continuamos fãs de pizza. 
Nunca havia feito massa de pizza, mas desde que vi a receita da Rê do Charme de Cozinha estava com a mão coçando para pôr na massa, rsrsrs... Numa terça dessas cheguei em casa louca pra comer pizza e o Rodrigo prontamente pegou o telefone, mas foi surpreendido pela minha iniciativa de fazê-la. 
Inventei de fazer 1/2 receita, porque estávamos só nós, mas me atrapalhei toda com as medidas, por isso vou botar o link da Rê e vocês pegam a receita da massa lá, ok?! Usei só 10 g do fermento biológico, mas acabei botando quase a mesma quantidade de água morna... Acho que por isso precisei botar mais farinha do que havia planejado - fiz uma bagunça daquelas na cozinha, tinha farinha por tudo, rsrsrs... Estava morrendo de medo que desse errado, mas quando abri a massa e tirei do forno após os 5 minutos do pré-cozimento, relaxei, porque pelo menos aparentemente tinha dado certo. Feliz mesmo eu fiquei ao provar - a massa fica ótima, leve, bem saborosa, acho que é por causa do iogurte. Apesar da bagunça na cozinha valeu muuuito a pena.
Fiz duas coberturas: a primeira foi a versão chique, shitake e alho poró com borda recheada de gorgonzola, e a segunda mais popular, com sardinha e muito orégano (estava sonhando com uma assim desde que vi no blog da Débora). As duas ficaram ótimas, o Rodrigo torceu um pouco o nariz quando anunciei que faria de sardinha, porque ele não é muito chegado, mas logo mudou de idéia quando eu servi - no final foi a que acabou primeiro, rsrsrs...
Que tal aproveitar que é domingo, dia oficial da preguiça e da bagunça, e botar a mão na massa para fazer uma pizza para família?
E para encerrar a postagem, uma dica enófila boa e barata. Casa Valduga Arte Reserva Cabernet Sauvignon, na versão "bag-in-box".  Essa é para quem quer implementar o saudável hábito de tomar uma tacinha de vinho nas refeições, e não quer gastar muito. A vantagem é que esta embalagem conserva o vinho em boas condições, por pelo menos 30 dias depois de aberto, e não precisa ser mantida sob refrigeração - outra grande vantagem, porque vinho e geladeira não combinam.  Tem uma "torneirinha" fácil de acionar e está sempre pronto para o consumo. Também é uma boa dica para receber um grupo de amigos em uma noite "queijos e vinhos" (ou "pizza e vinho"), sem pesar no bolso. Aqui em casa não temos muito problema com "sobrar" vinho, porque tomamos tranquilamente 1 garrafa em dois, mas tem aqueles dias a a gente chega em casa e só quer tomar uma tacinha - dá uma pena  de abrir uma garrafa... Então, ter um "bag-in-box" é a pedida.
Compramos a embalagem de 3 litros por R$ 40,00. É sem dúvidas uma boa relação custo/benefício, pois equivale a 4 garrafas convencionais (750 ml), por R$ 10,00 cada. Considerando a qualidade do vinho, vale a pena.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Escondidinho de mandioquinha e abobrinha

Desde que eu comprei os ramekins estou cheia de idéias de escondidinhos, mas ainda não botei em prática. Este foi improvisado com o que tinha em casa. Queria uma coisa quentinha e diferente, e tinha mandioquinha e abobrinha já passando do ponto... Então tratei de inventar algo com elas. Usei:
1/2 kg de mandioquinha;
1 abobrinha italiana;
70 g de bacon (aquele da Sadia que já vem picado);
1 dente de alho;
1 cubo de caldo de legumes;
1/2 lata de creme de leite light;
1 peça de queijo camembert da Polenghi.
Cozinhei a mandioquinha descascada e picada em água com o caldo de legumes, reservei. Refoguei o bacon até derreter a gordura e sobre ele, na frigideira quente, adicionei 1 fio de azeite de oliva e a abobrinha picada em pequenos cubos - é importante refogar com um pouco de azeite bem quente para que ela "sele" e não solte água quando for para o forno. Refoguei junto o alho bem picadinho. Distribui em 4 ramekins a abobrinha com bacon e cobri com uma fatia do camembert (dividi a peça em 4 fatias, como mostra a foto). "Escondi" tudo com uma camada de "purê" de mandioquinha - que nada mais é do que a mandioquinha cozida, amassada com um garfo e misturada ao creme de leite. Para finalizar, orégano e queijo ralado. Levar ao forno pré-aquecido até dourar o queijo. 

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Minestrone com cevadinha, batata, abobrinha e espinafre

Ainda na onda das sopas e testando novas receitas da minha esquecida coleção "A Grande Cozinha". Falando nisso, em 2007 alguém teve a paciência e persistência de ir toda semana às bancas (durante 25 semanas!!!) para adquirir cada volume por R$ 12,90? Eu persisti e montei a coleção completa! Confesso que muitas vezes fiquei tentada a desistir, primeiro porque a brincadeira estava ficado cara e também porque cada volume tratava de um assunto diferente e nem todos me interessavam... Mas fui firme até o fim e depois de gastar  R$ 322,50 e todo o empenho para não perder nenhum volume, a Abril lançou um box, com toda a coleção, por um preço bem menor!!! Queria cortar os pulsos!!! Fiquei tão passada que por um bom tempo não toquei nos livros, rsrsrsrs... 
Chega de blá, blá, blá e vamos à receita, usei:
1 xícara de cevadinha;
3 batatas;
120 g de espinafre congelado (na receita original, 1 maço pequeno);
2 abobrinhas italianas;
1 cebola pequena;
1 dente de alho;
2 cubos de caldo de legumes;
azeite de oliva.
Dourar o alho inteiro em uma panela com um fio de azeite de oliva. Descartar o alho e botar a cebola picada para refogar neste azeite. Juntar a cevadinha (lavada previamente), 1 litro de água quente e 1 cubo de caldo de legumes. Cozinhar por 30 minutos depois que ferver. Acrescentar as batatas cortadas em cubos, as abobrinhas cortadas ao meio e fatiadas, o espinafre (botei congelado mesmo), 1 litro de água quente e mais 1 cubo de caldo de legumes. Depois que ferver, cozinhar por mais 20 minutos. Ajustar o sal (para mim estava bom, não precisou) e acrescentar pimenta do reino moída na hora. Ao servir, colocar no prato salsinha picada e queijo ralado.
Excelente! A cevadinha é muito saborosa, tem uma consistência firme. A abobrinha retém o calor, portanto esta é uma daquelas sopas que esquenta até a alma.
A receita sugeria, para acompanhamento, um Malbec argentino, então optei por um dos nossos preferidos - o Punto Final Etiqueta Negra, safra 2008. Na verdade este não é um Malbec típico, é mais encorpado que o normal (talvez por causa dos 2% de Cabernet Franc). Vermelho violáceo, aroma de amoras, senti algo de especiarias, talvez cravo. Não é um vinho elegante, mas em minha opinião, muito equilibrado no álcool e nos taninos. tem uma bela relação custo benefício quando está em promoção. Seu preço original é R$ 37,00, mas frequentemente está em promoção na Vinhos do Mundo, que é a importadora exclusiva da Bodega Renacer. Ano passado chegamos a pagar R$ 21,50 a garrafa. Esta semana adquirimos algumas garrafas da safra 2009 por RS 27,00 - ainda é uma boa relação custo/ benefício.


terça-feira, 15 de junho de 2010

Petisco rápido para acompanhar o jogo do Brasil!

Ameeei a idéia da minha amiga Monica de transformar o Rap 10 em petisco! A versão dela com alho deve ficar tudo de bom! Cheguei em casa ontem e sentamos para ver um filme que sobrou do final de semana. Mas antes, como de costume, dei uma passadinha rápida no blog para ver os comentários e as últimas postagens das amigas da bolgsfera (não posso acessar o blog do trabalho, felizmente) e não resisti aos petiscos da Monica. Corri para cozinha pra fazer uma "fornada" pois ambos estávamos com fome e achei perfeito para beliscar, enquanto assistíamos o filme na TV nova (este foi o presentão de Dia dos Namorados). Fiz uma versão mais rápida porque fiquei com preguiça de picar o alho: cortei os petiscos em triângulos, reguei com um fio de azeite de oliva, pimenta do reino moída na hora, alecrim, tomilho e queijo ralado. Coloquei no forno quente e em poucos minutos estava pronto, é só o tempo de dourar, as bordas começam a levantar como na foto da postagem da Monica - é bem rápido mesmo. Servi com uma pastinha de gorgonzola, mostarda Dijon e alouette de ervas finas da Polenghi. Perfeito, ainda bem que não tinha muito porque não dá vontade de parar de comer, rsrsrs.
Esta pastinha de gorgonzola é muito fácil de fazer - é só gorgonzola e creme de leite no microoondas - em potência 80, a cada 30 segundos, abro, mexo a e retorno ao microondas até derreter e homogeneizar bem (não leva mais que 2 minutos normalmente). O bom é fazer com alguma antecedência para dar tempo de esfriar. Fica uma pastinha de consistência firme, ótima para acompanhar uma torradinha ou algo do tipo. Costumo usar a proporção 1/1 na dosagem gorgonzola e creme de leite.
Para quem foi liberado do trabalho e vai para casa assistir o jogo, este petisco é uma ótima pedida para acompanhar a cervejinha (ou o refrigerante). Para os que não são muito de futebol como eu, ainda assim vale participar do evento só pelo petisco, rsrsrs


domingo, 13 de junho de 2010

O risoto do Dia dos Namorados


Enfim fiz o risoto de pêra com gorgonzola, que há horas eu namorava. Ficou excelente e harmonizou super bem com o espumante - refeição leve e sofisticada, perfeita para a ocasião. Como disse na postagem de ontem, montei minha receita a partir de diferentes fontes. Segui a dica do Manjericota quanto ao preparo prévio das pêras - achei interessante a estória de assá-las com mel - só podia ser coisa do Jamie Oliver, genial.
Para o risoto usei: 
2 pêras maduras cortadas em gomos;
150 g de gorgonzola;
200 g de arroz arbóreo;
1 litro de caldo de legumes (água + 1 cubo de caldo);
1/4 de uma cebola grande;
manteiga;
150 ml de vinho branco seco;
tomilho fresco;
2 colheres de sopa de mel.
Primeiro passo: coloquei as pêras cortadas em uma fôrma, reguei com o mel e levei ao forno médio.
Comecei o preparo do risoto: refoguei a cebola em uma porção de manteiga; juntei o arroz e dei uma leve refogada. Juntei o vinho e deixei evaporar boa parte. Comecei acrescentar aos poucos o caldo quente, mexendo sempre e acrescentando mais a medida que ia evaporando. Quando o arroz estava no ponto (al dente), acrescentei o gorgonzola em pedaços, as pêras (desliguei o forno em 20 min e deixei elas lá), um pouco de tomilho fresco e mais um "naco" de manteiga. Mexi bem para uniformizar, desliguei o fogo e deixei a panela tampada uns minutinhos antes de servir. 
Ficou divino. A pêra fica tenra e suave e o gorgonzola quebra o sabor adocicado da fruta e do mel. Adorei, ou melhor, adoramos.
O espumante harmonizou bem, mas confesso que fiquei um pouco decepcionada (só um pouquinho)... Forcei a memória (na época eu não tinha blog, rsrs) e lembrei que a última vez que bebi o Valduga 130 foi há 1 ano e meio. Na ocasião minha impressão foi: uau!!! Provavelmente foi uma garrafa de outra safra, mas também tem a coisa do dia... E o bendito paladar que evoluiu... Continuo achando um espumante excelente, mas já começo a questionar a relação custo benefício, porque não é nada barato. 
Decepção à parte, a noite teve outra estrela no quesito "enológico" - o excelente Avondale Reserve Muscat Blanc 2007. Vinho fortificado para sobremesa, produzido na África do Sul. No aroma mel e fruta, com um toque levemente cítrico. Na boca é cremoso e encorpado. Tomamos gelado, acompanhado de damascos secos e queijo roquefort. Nota 10, recomendo! A dica foi de um gerente da Vinhos do Mundo, o Fabiano, e realmente valeu a pena. Custou algo em torno de R$ 40,00 reais, bem pagos. 
Tomamos na sobremesa, mas também acho que cai bem como entrada, se for servido com acompanhamentos de sabor marcante e salgados, como é o caso do gorgonzola e do roquefort, pois este vinho é bem doce. Tem 16% de álcool e quase 200 g/l de açúcar.



sábado, 12 de junho de 2010

Coincidências... Será que o amor estabelece um padrão alimentar?

Eu jurei que hoje iria me manter longe do computador, pois é dia de descansar e namorar... O Rodrigo é o incentivador nº 1 do blog - afinal, ele é o maior beneficiado, pois antes de postar eu tenho que cozinhar - mas sei que às vezes abuso das horas de blogagem...
Hoje acordei tarde, ganhei café na cama, assisti um pouco de TV deitada, peguei no sono de novo, levantei e enquanto estava tomando banho, o Rodrigo fez meu chimarrão - ôôô vida difícil, rsrsrs...
Sentei para tomar o mate e ler a Zero Hora  (principal jornal aqui do RS) e logo no começo tinha uma reportagem especial com 12 sugestões de programas para o dia de hoje. Apesar de já estar com a programação e o cardápio definidos, comecei a ler e não acreditei quando apareceu a dica 7 - "Testar uma receita juntos". Adivinha qual era a receita sugerida? Risoto de Pêra e Gorgonzola. E adivinha qual é a receita que me programei para fazer hoje? Risoto de Pêra e Gorgonzola! Isto é coincidência ou trata-se de um padrão alimentar estabelecido pelos apaixonados? Alguém mais pensou em fazer este prato hoje? Não me contive, corri para o computador pra contar essa para vocês...
Nunca fiz este risoto, peguei dicas nas versões do Manjericota e do É mamão com açúcar, que foram as que eu achei em uma busca rápida. No jornal também tem uma versão - vou compor a minha a partir destas três "fontes", depois conto como ficou.
Já que estou aqui, para não perder a viagem, vou dar a dica do espumante que vamos harmonizar com este risoto – O Valduga 130 Brut. É sem dúvidas o meu preferido, diferente de tudo que já provamos. Tem uma coloração dourada, perlage abundante e um toque de frutas secas no aroma (algo de amêndoa, avelã, não sei ao certo...). Faz um tempinho que tomamos pela última vez, esta é a recordação que tenho dele, mas quando postar o risoto atualizo as minhas impressões. Acho que será uma bela harmonização.
Outra dica boa de espumante para o dia de hoje é o Amante, também da Valduga, que já comentei aqui. É outro conceito, mais frutado e fresco – combina bem com prato leves e saladas. Boa pedida para quem está nas regiões mais quentes do país, porque aqui no sul o frio impera!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Da estrada direito para a cozinha: pudim de iogurte com gengibre




Enfim em casa! O frio que fez naquela cidade foi algo! Dormi com todos os cobertores possíveis e acho que só peguei no sono porque tinha tomado um vinhozinho na janta, rsrsrs.... Como diz a Tati do Panelaterapia, estou o pó do pó... Fecho os olhos e só vejo aquela estrada comprida pela frente... Quem  já foi pra Uruguaiana de carro sabe do que eu estou falando...
Quando cheguei em casa, obviamente fui pra frente do computador para dar aquela blogadinha básica e visitar as amigas da blogsfera, e quando via a última postagem da Maria Inês, fiquei louca pra fazer o tal pudim de iogurte... Tratei de correr para cozinha, pois além de fácil de fazer, o Rodrigo merecia este agrado - especialmente porque fui recepcionada com um presentão de dia dos namorados adiantado.
Como não consigo seguir receita, estou sempre inventando moda, inventei a minha versão de pudim de iogurte. Ficou excelente, pois tive a feliz idéia de acrescentar um ingrediente surpresa: gengibre. 
Fiz assim: misturei, bem misturado, na mão mesmo, 1 lata de leite condensado, a mesma medida de iogurte natural, dois ovos e uma colherinha de café de gengibre em pó. Botei tudo isso em uma forma com caramelo e levei ao forno médio, em banho-maria por 40 minutos... Não preciso dizer que não esperamos esfriar para experimentar, rsrsrs.
Acabei usando uma fôrma muito grande e ele ficou baixinho. A foto não traduz como ficou bom, mas acreditem, este toque de gengibre deu uma bela realçada no sabor.
Já vi que tem um monte de receitinhas para o dia dos namorados -  eu já escolhi a minha, decidi ficar em casa e fazer uma jantinha caprichada... 
Aproveitando a postagem, quero agradecer o selinho que a queridíssima Miriam deixou pra mim lá no Prato Barato! Muito obrigada pela lembrança e pelo carinho!
Bom final de semana para todos, e aos "enamorados", um sábado com muito amor!