segunda-feira, 5 de julho de 2010

Maçã, pêra, canela, gengibre... Que importa o nome?

Não sei se isso pode ser chamado de bolo, torta ou crumble. Inventei inspirada em uma torta de maçã com especiarias que comi em uma confeitaria aqui em Porto Alegre (Bella Gula). Achei maravilhosa e fiquei morrendo de vontade de fazer algo do tipo. Então, em uma tarde de domingo, juntei minha percepção quanto à torta com a lembrança de receitas de crumble (que eu nem sei bem o que é), e criei esta receita com os ingredientes que tinha em casa. O resultado atendeu largamente minhas expectativas, considerando os níveis de "invencionice" e improviso envolvidos no preparo. Usei:
150g de bolacha Maizena triturada no liquidificador até virar uma farinha;
1 punhado de castanha do pará também triturada no liquidificador;
1 xícara de açúcar mascavo;
1 xícara de granola;
2 maçãs pequenas e 1 pêra grande picadas em cubos;
suco de 1/2 limão;
100 g de manteiga derretida;
1 colher de sobremesa (rasa) de canela;
gengibre finamente picado, a gosto.
Misturei todos os ingredientes e acomodei em um refratário pequeno, de modo que formasse uma camada lisa e uniforme. Levei ao forno por 30 minutos a 180ºC.
Servi quente, regado com mel de flor de laranjeira. Muito bom!

sábado, 3 de julho de 2010

Tomates assados com manjericão e gorgonzola e a "virgindade" dos azeites

Mais uma "invencionice" com alto grau de aprovação aqui em casa. Fácil, fácil e mega saboroso. Uma bela entrada ou acompanhamento. 
Fiz assim: cortei os tomates cereja ao meio e tirei as sementes em água corrente, escorri, acomodei eles virados para cima em um refratário, coloquei um pedacinho de gorgonzola dentro de cada um, joguei um punhado de folhas de manjericão por cima e reguei com um azeite de oliva de boa qualidade. 30 minutos de forno médio e estava pronto para servir. Excelente! Bom de comer puro, com um pãozinho... Esta semana fiz uma "fornada" dessas e misturei com uma massa tipo fusilli (parafuso), dos deuses! Esta foto no refratário foi da primeira vez que eu fiz e me prestei a botar um pedacinho de gorgonzola em cada meio-tomate, mas nas outras relaxei... Esfarelei o gorgozola sobre os tomates sem me preocupar muito aonde caía - é mais rápido e o resultado é o mesmo. Não é muito light porque tem queijo e o azeite de oliva é calórico, mas se for de boa qualidade é uma gordura "do bem", o que minimiza um pouco a culpa pelas calorias ingeridas. No prato acrescentei mais um tanto de um azeite maravilhoso que abrimos recentemente - o português Grande Escolha da Gallo.

Aqui em casa, o azeite de oliva que eu coloco no prato tem sobrenome: extra virgem. Mas afinal, o que significa a "virgindade" do azeite? Imagino que a maioria das pessoas ligadas em gastronomia tenha alguma noção sobre o assunto, mas imagino também que esta não seja uma questão óbvia para muitos, então eu - que não sou expert no assunto, mas adoro pesquisar sobre tudo - resolvi falar um pouquinho sobre isso.
O azeite próprio para o consumo humano se enquadra em três categorias: 
- Azeite de oliva extra virgem - acidez varia entre 0,1 e 0,8%, tem alta qualidade gastronômica e é perfeito para a finalização de pratos e saladas;
- Azeite de oliva virgem - acidez entre 0,8 e 2% e ótimo para uso culinário, também chamado de azeite de oliva fino;
- Azeite de oliva - denominação genérica dada a mistura de azeite refinado com azeites de oliva virgens. O grau de acidez não pode ultrapassar 1%.
E o que é esta tal acidez? A acidez do azeite não se refere ao sentido que a palavra ácido possui normalmente. Em termos químicos, se refere à proporção de ácidos graxos livres em relação ao ácido oleico presente no azeite. Esta proporção de ácidos livres diante do ácido oleico é consequência do mal estado dos frutos, mal tratamento ou ainda da mal conservação. De certa forma, pode-se dizer que quanto menor a acidez melhor a qualidade do azeite, o que não significa que um azeite de baixa acidez é necessariamente um bom azeite. Complicou, não é? Existem outros fatores que referem-se à qualidade de um azeite, como a variedade da azeitona, o ponto de colheita, o clima, o solo, o cultivo... Hoje em dia há uma imensa gama de sabores e aromas que envolvem o mundo dos azeites de qualidade. Como com os vinhos, há analise sensorial, degustação e inúmeros rituais para classificar os diferentes tipos. Existem mais de 2.000 tipos de azeitonas próprias para se produzir azeite. Existem aquelas que resultam em azeites de excelente sabor, aroma e textura, já outras podem produzir um azeite "aguado" e sem gosto. Em ambos os casos, o azeite pode apresentar baíxissima acidez, por isso um azeite extra virgem não é necessariamente um bom azeite, mas um bom azeite, certamente é extra virgem. 
Há tempos uso o extra virgem e já comprei azeites muito bons e azeites lamentáveis... A gente só acerta provando. Em geral, os que me agradam são os mais encorpados, com cheiro e gosto de azeitona. Claro que para cozinhar não boto um extra virgem na panela (uso um virgem), mas no prato não abro mão, pois faz toda a diferença.
Para finalizar, vale lembrar, que o consumo regular deste alimento de qualidade faz bem ao coração, ajuda a regular o funcionamento intestinal, diminui o nível do mau colesterol (aumenta o do bom) e tonifica a pele. Mas isso só vale para os azeites virgem e extra virgem, que são literalmente o suco da azeitona, obtidos por uma única prensagem, sem transformação química.


A maior parte das informações desta postagem foi baseada na coluna Azeites da revista Adega, em diferentes edições.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Creme rosé de abobrinha

Esta é uma daquelas sopinhas que saem no improviso, com o que tinha na geladeira, mas ficou tão boa que merece uma postagem. Pela foto não dá pra decifrar os ingredientes, mas dá pra ver a fumacinha que sai do bowl... Coisa bem boa para se esquentar neste inverno! Com uma tacinha de vinho então... Bateu uma moleza...  100% "confort food", como diz a Renata, do Eternos Prazeres.
Usei:
2 batatas médias;
1 abobrinha italiana pequena cortada em cubinhos;
1/2 cebola roxa pequena;
1 dente de alho;
100 ml de vinho branco;
1 cubo de caldo de legumes;
2 colheres de sopa de molho de tomate pronto;
1 punhado de champignon em conserva;
tomilho;
azeite de oliva;
100 g de creme de leite.
Cozinhei a batata descascada e picada em água, com o caldo de legumes. Depois de cozida, bati no liquidificador com parte da água do cozimento, que já estava temperada (calculo que foi algo em torno de 500 ml). Refoguei a cebola em um fio de azeite de oliva, acrescentei o alho, mais um pouquinho de azeite e a abobrinha em cubos; refoguei por alguns minutos e acrescentei o vinho branco, deixei evaporar parte e juntei a batata batida. Coloquei o molho de tomate, um pouco de água quente (não medi quanto, mas estava cozinhando para duas pessoas, então deve ter sido no máximo 500 ml),  e deixei ferver em fogo baixo, com a panela tampada, por uns 10 minutos. Acrescentei os cogumelos, o creme de leite, o tomilho, e estava pronta para servir - não foi necessário ajustar o sal.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Filé com Molho de Mostarda e Tempranillo Espanhol

A estrela desta postagem é o molho de mostarda, pois a carne depende do gosto. Consumimos pouca carne aqui em casa. Houve uma época que até tentei me tornar vegetariana, mas desisti... Como passo muito bem sem carne, procuro só comer quando for uma coisa de primeira linha, que atenda as exigências do meu paladar e que realmente me satisfaça. Via de regra, quando se trata de carne bovina, duas coisas me satisfazem com plenitude: uma picanha bem mal passada - daquelas de foto de catálogo de churrascaria - ou um medalhão de filé mignon alto, cujo ponto de cocção ideal é "ao sangue".
Não temos churrasqueira em casa para a picanha, mas temos o grill que é ideal para os filés, então quando bate a "fissura" por carne, resolvo a questão facilmente.
Nunca tinha feito molho de mostarda e quando vi a postagem da Débora, do Cheirinho de Tempero, me inspirei porque é muito fácil. Claro que logo que liguei o fogão já tive várias idéias para modificar a receita original e a coisa ficou bem mais elaborada, rsrsrs...
Para duas pessoas, usei:
100 gramas de creme de leite;
1 colher de sopa de mostarda Dijon;
50 ml de vinho branco seco;
1 dente de alho;
1 fio de azeite de oliva;
Sal, curry e alecrim para temperar.
Refoguei de leve o alho bem picadinho no azeite, juntei a mostarda, o creme de leite, o vinho e um pouquinho de curry. Mexi sem parar até ferver. Desliguei o fogo, ajustei o sal e acrescentei umas folinhas de alecrim. Deixei na panela tampada uns minutos antes de servir, para que o alecrim liberasse aroma e sabor.
Excelente! 100% aprovado por mim e pelo Rodrigo. Para quem curte um filé com molho, outra sugestão rápida e fácil é o molho de gorgonzola, que fazemos muito aqui em casa. O modo de preparo é idêntico ao da pasta que eu sugeri na postagem do petisco de Rap 10, a diferença é que o molho deve ser servido quente - para a versão "pasta" é preciso esperar esfriar, pois a consistência tem relação direta com a temperatura.
Para acompanhar este belo filé com molho de mostarda, escolhemos um Tempranillo Espanhol - Artero 2008. Confesso que não sou muito habilitada para falar de vinhos do Velho Mundo. Meu paladar ainda é muito condicionado aos vinhos chilenos e argentinos que são de mais fácil acesso e, para maioria dos brasileiros, representam o início do longo caminho a percorrer, na busca de desenvolver o paladar enológico. Tempranillo é a casta símbolo da Espanha e nos últimos nos anos tem chamado atenção, devido ao seu potencial de adaptação em outros lugares que hoje a produzem (inclusive o Brasil). Segundo a Larousse do Vinho, seu nome se deve a maturação precoce (temprano significa cedo). Este vinho nos foi indicado em uma loja especializada, como sendo um bom exemplar da uva por um preço acessível (R$ 30,00). Não é um grande vinho, mas atendeu às expectativas - a principal era conhecer um Tempranillo produzido na Espanha. É  leve, equilibrado e agradável ao paladar. No início apresentou um sensação de gás carbônico (sensação agulhada na língua que sentimos em alguns espumantes), no caso de vinhos tintos não sei muito bem porque acontece, não chega a ser um defeito, mas não é muito agradável, em minha opinião. Felizmente esta sensação não persistiu ao longo da garrafa, na segunda taça já não senti mais. Além disso, constatei que o vinho evoluiu bastante com a comida, o que sinalizou que a harmonização foi bem sucedida. 

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Chocolate quente da Monica

Dias frios, dias abafados, faz sol, faz chuva, céu aberto, neblina... Típico do inverno no Rio Grande do Sul! Em 24 horas tudo pode virar, da neve ao "veranico" em um piscar de olhos! Haja saúde! E pra escolher a roupa antes de sair de casa? Quem passa o dia na rua tem sempre que estar prevenido! No momento...
Mas como sou fã de sexta-feira e fico feliz que só com a chegada do final de semana, nem este tempinho "borocochô" é capaz de me desanimar. Cheguei em casa há pouco e só passei aqui rapidinho para dar um oi e a dica de um chocolate quente que esquenta até a alma, como bem disse minha amiga Monica, dona da receita. É um dos melhores chocolates quentes que eu já tomei e sem dúvidas o melhor que já fiz. Mudei um pouquinho a receita original e para quem se animar, aqui vai a dosagem para duas pessoas:
100 g de chocolate (usei Alpino);
500 ml de leite;
1 colher de sobremesa cheia de amido de milho (Maizena);
1 colher de café rasa de canela;
1/4 de xícara de creme de leite;
2 colheres de sopa de licor de chocolate.
Levei ao fogo o leite, o chocolate em pedaços, a Maizena (dissolvi antes em um pouco do leite) e a canela. Fiquei mexendo até o chocolate se dissolver por completo. Quando ferveu, desliguei o fogo e acrescentei o creme de leite e o licor.
Fica muito cremoso, uma delícia mesmo! Vale por uma refeição... Quente e encorpado, dá uma moleza boa... Tive a infeliz idéia de tomar no café da manhã de um dia bem frio... O que não foi muito inteligente da minha parte, porque em seguida eu tinha que sair pra trabalhar! Visualizem sair pra trabalhar depois de tomar esta big caneca de um chocolate bem quente e cremoso??? Não preciso dizer que passei metade da manhã meio devagar, rsrsrs... Mas para quem encerrou a semana de trabalho e só quer relaxar com os pés para cima, uma caneca bem quente deste chocolate cai como uma luva - especialmente quem mora aqui pelo sul...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Conchiglione recheado com ricota e castanha-do-pará e coberto com molho roquefort

As fotos infelizmente não reproduzem o quão maravilhoso ficou este prato, mas vocês podem imaginar ao ler a receita, não é? Inventei ela sob medida para harmonizar com um vinho top, que estava esperando uma ocasião especial para ser aberto. Como sou da teoria que a "ocasião especial" se dá simplesmente pela disposição e inspiração, e não por uma data no calendário, elegemos a último sábado para este programa. 
Para o recheio usei:
 1/2 peça de ricota,
 10 castanhas-do-pará picadas,
 1/2 pacote de queijo parmesão ralado (25g),
 1 colher de sopa de creme de ricota (da Tirolez),
 sal, pimenta do reino e tomilho a gosto,
 1 fio de azeite de oliva.
Para o molho, usei:
 1 fio de azeite de oliva,
 1 dente de alho,
 50 ml de vinho branco seco,
 1 pote de creme de ricota,
 +- 150 g de queijo roquefort.
"Esfarelei" a ricota com a mão e misturei com os demais ingredientes do recheio. Fiz "bolinhas achatadas", com o auxílio de uma colher de chá, para facilitar na hora de rechear os conchigliones. A embalagem tinha 28 conchigliones (200 g), então dividi o recheio na mesma quantidade, deu bem certinho.
Botei os conchigliones para cozinhar em água fervente com um fio de azeite e fui fazer o molho. Refoguei levemente o alho no azeite e juntei o vinho, depois de evaporar um pouco juntei o creme de ricota e o roquefort até derreter e homogeneizar bem.
Em 12 minutos os conchigliones estavam al dente. Escorri, esperei esfriar um pouco (para não queimar os dedos!) e os acomodei em um refratário. Recheei um por um e levei ao forno só para esquentar por alguns minutos. Servi com o molho quente.
Um prato completo, que dispensa acompanhamentos. Maravilhoso! Achei o molho um pouco forte e encorpado, talvez da próxima vez eu acrescente um pouco de leite para dar uma diluída... Também depende do roquefort, a "fortidão" varia com a qualidade do queijo, com a marca, etc. Ficou ótimo assim, mas para quem gosta de sabores mais sutis, é fácil suavizar. 

Agora vamos ao vinho... De Martino single vineyard Alto de Piedra - Carmenère 2007. Um belíssimo representante da casta Carmenère, produzido no Vale del Maipo, Chile. É um vinho elegante, encorpado, com volume na boca e bastante equilibrado. Achei os aromas um pouco  "acanhados", além das frutas vermelhas, na linha amora e cereja, senti um caramelo de açúcar mascavo no fundo de taça. Os taninos estavam no limite. Um vinho excelente, mas confesso que as nossas expectativas eram altas, então rolou uma certa decepção, especialmente porque não é barato.  Custou em torno de R$ 90,00, mas acho que não vale tanto... Ou talvez meu paladar não esteja preparado para vinhos nesta faixa de preço - o que no fundo é muito bom porque meu bolso definitivamente não está, rsrsrs. 
Foi uma ocasião não-especial com requintes de comemoração. A harmonização foi super bem sucedida e por mais que o vinho tenha doído um pouco no bolso, um programinha desses em casa ainda sai mais em conta que jantar fora... Com a vantagem de não se preocupar com fila, carro, segurança, etc, etc, etc...  Eu sou fã de programinhas caseiros, ainda mais em uma noite fria e chuvosa, como foi o caso desta.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Falso risoto de cevadinha com funghi seco

Este risoto é "falso" porque não foi feito de acordo com o método de preparo convencional dos risotos, mas vou chamá-lo assim por causa da apresentação. Descobri recentemente a cevadinha na culinária e me apaixonei. Para quem não conhece, vale a pena experimentar, é um cereal muito saboroso e rico em fibras.
Esta receitinha é fácil e rápida, usei:
1 xícara de cevadinha;
1 punhado de finghi seco;
1/4 de uma cebola grande;
1 alho;
manteiga;
shoyo;
1/2 cubo de caldo de carne;
sal;
2 colheres de sopa de creme de leite.
Primeiro lavei bem a cevadinha e botei para cozinhar em um litro de água fervente com o caldo de carne. Em seguida botei o funghi na água pra hidratar (deixar por pelo menos 15 minutos) - depois de hidratado lavei bem em água corrente até eliminar toda terra. Refoguei a cebola na manteiga, juntei o alho picado e o funghi também picado, para uma rápida refogada. Acrescentei um pouco de shoyo. Após 30 minutos de cozimento escorri a água da cevadinha e juntei ao refogado de funghi, mexi para homogeneizar, acrescentei o creme de leite, sempre mexendo, e ajustei o sal. Voilà, pronto pra servir.
Servi com pimenta-biquinho e ervilhas salteadas na manteiga aromatizada com alecrim.
Aquele cogumelo que esta sobre o risoto na foto da postagem, é um shitake fresco, não faz parte dos ingredientes, refoguei junto e reservei para decorar. Aviso porque sei que algumas pessoas fazem confusão sobre o que é fungui seco. 
O funghi seco é desidratado (sempre deve ser hidratado antes do uso) e pode ser guardado por alguns meses em um pote bem fechado, livre de umidade. O sabor e o aroma são fortes, marcantes. Seu aspecto é exatamente o da foto abaixo, que "pesquei" na web. 
Normalmente é comercializado nos supermercados, em pequenas embalagens junto aos temperos, mas o preço é alto (pelo menos aqui em Porto Alegre). Eu compro a granel no mercado público, o preço é  bem mais acessível. Noto que o preço oscila com a época, mas é tranquilo. O máximo que já paguei por 100g foi R$ 9,00 (o mínimo foi R$ 3,20), e esta quantidade rende várias receitas. Existem outros tipos de cogumelos secos caríssimos, mas nunca me interessei porque o preço é surreal. O funghi seco que está na maioria das receitas que a gente vê por aí é esse da foto e não custa caro.