terça-feira, 27 de julho de 2010

Sem Pressa... Agora com pressão!

Estou tão feliz, até que enfim comprei minha panela de pressão (quem gosta de cozinhar sabe o quanto uma panela nova pode fazer uma pessoa feliz, rsrsrs)!!! Faz tempo que quero comprar uma, mas como tenho (ou melhor, tinha) um pouco de medo de usar esta panela, queria comprar uma bem boa, o que acabava encarecendo a aquisição... Por isso, fui adiando, adiando...
Como já comentei aqui, no último sábado fomos passar o dia no Vale do Vinhedos. O Vale fica em Bento Gonçalves e no caminho, está a cidade de Carlos Barbosa, berço da fábrica da Tramontina. 
Na volta para Porto Alegre passamos no varejo da Tramontina e dessa vez, entrei com rumo certo: a panela de pressão! A loja é uma loucura, tem tudo que a Tramontina fabrica, é de babar, e o bom é que tem uma seção completíssima de ferramentas - dá pra levar o marido sem problemas, ele se diverte e não fica entediado, rsrsrs.  Tem cada panela e acessório para cozinha... Posso ficar um tempão lá "namorando" que não me canso... 
Cheguei da viagem cansada mas louca para estreiar a panela. No caminho para casa, arranjei forças para dar uma passadinha no mercado e lá decidi o cardápio da janta e do almoço de domingo... É claro que, ambas as refeições incluíam o uso da panela, rsrsrs.
Então, para compensar a "comilança" na Serra, nada melhor que uma sopinha de ervilha com alho poró. Eis a minha primeira receitinha para panela de pressão. Usei:
2 alhos poró
1,5 litro de água
1/2 pacote de ervilha seca (250g)
1 Caldo de potinho da Knorr - sabor carne.
Deixei a ervilha de molho por 1 hora antes de cozinhar. Depois deste período, lavei e coloquei na panela com a água, o caldo de carne e o alho poró cortado em rodelas (parte branca).
20 minutos depois que começou a pressão, estava pronta. Finalizei no prato com uma pimentinha do reino moída na hora. Uma delícia!!!
Na verdade a intenção era fazer um creme de ervilha,  e não sopa, mas não ouvi o conselho da minha mãe e botei mais água que o necessário - a versão sopa ficou ótima, mas se botar um pouco menos de água (ou deixar mais tempo) ela vira creme. Na próxima já sei. 
E para quem ainda não se inscreveu no sorteio das Geléias de vinho da Casa de Madeira, as inscrições vão até sexta!!! É só deixar um comentário na postagem do sorteio, de acordo com as regrinhas. Passem lá pra conferir!!!




domingo, 25 de julho de 2010

1° Sorteio do blog! Direto do Vale do Vinhedos

Já falei por aqui que somos apaixonados pelo Vale dos Vinhedos na Serra Gaúcha. Não importa a época do ano, o visual é sempre lindo! No inverno a paisagem é um pouco bucólica, pois todas as folhas das parreiras caem, parece até que elas estão mortas, mas logo na primavera as folhas voltam e no verão, estão carregadas de fruta. A colheita ocorre normalmente em fevereiro, e nessa época o cheiro de uva impregna todo o Vale! Fica pertinho de Porto Alegre (120 km) e é um belo lugar para passar o dia, almoçar e comprar, comprar, comprar... Tem muita coisa boa por lá, e o bom é que durante todo o ano o setor de serviços funciona super bem, então não há uma época preferecial para ir... O que muda é realmente a paisagem. Na minha opinião ele fica mais bonito no verão, mas os programas enogastronômicos que o Vale oferece combinam mais com o inverno... Enfim, cada época tem suas peculiaridades.
A foto acima foi tirada ontem, em frente ao Hotel e Spa do Vinho Caudalie - um lugar deslumbrante, que ainda não cabe no nosso bolso, mas quem sabe um dia... Por enquanto a gente só "namora". Saímos de Porto Alegre com sol, mas chegamos lá com chuva, o que não representou um grande problema, pois o foco desse passeio eram as compras, e é claro, o agradável almoço no restaurante da Villa Valduga, nossa vinícola preferida.
Outra parada obrigatória é a loja da Casa de Madeira, que faz geléias maravilhosas. Foi aí que, enquanto fazia as minhas comprinhas, tive a feliz idéia de compartilhar estas experiências com quem me visita aqui no blog. Então, direto da "fonte", comprei e vou sortear 02 (duas) Geléias Gourmet da Casa de Madeira - uma de Malbec e outra de Cabernet Sauvignon (tinha que ter vinho na estória né, rsrsrs). São excelentes para uso culinário ou para comer pura em uma torrada ou pãozinho. Gostaram? Então é só se inscrever e prestar atenção nas regrinhas a seguir, para garantir que a inscrição seja validada.

Regras do 1º Sorteio do Sem Pressa:

1. Qualquer pessoa pode participar, com ou sem blog;

2. Para se inscrever é só deixar nesta postagem: Nome, Cidade/Estado,  e-mail e link do blog (se tiver);

3. Para os que ficam receosos em tornar público seu e-mail, deixar um comentário com Nome e a frase: "demais dados enviados por e-mail". Enviar os dados para jusempressa@gmail.com. Esta "categoria" de inscrição só será valida se for deixado um comentário nesta postagem, notificando sobre o e-mail, ok?!

4. Só podem participar pessoas que residem no Brasil (ou conhecem alguém e tem um endereço para entrega aqui no país);

5. Para participar, não precisa ser meu seguidor, botar link no blog ou qualquer coisa do tipo. Se quiserem divulgar, vou ficar bem feliz, mas não é necessário;

6. 02 (duas) pessoas serão sorteadas, 01 (uma) geléia para cada;

7. As inscrições começam no momento da publicação desta postagem e encerrarão à meia-noite de sexta feira (dia 30 de julho de 2010), o sorteio será no sábado, dia 31 de julho de 2010.

Beijos e boa sorte!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Creme de mandioca incrementado

Na onda das sopas e dos cremes. É um dos preferidos do Rodrigo, então é presença certa no nosso cardápio de inverno. Eu costumava usar um pouco de creme de leite para finalizar, mas dessa vez cortei para deixar mais leve e foi bom, não senti falta. Usei:
1/2 quilo de mandioca;
100 g de lombo suíno defumado (também fica bom com bacon ou calabresa);
1 cubo de caldo de carne (uso aquele Vitalie da Knorr que tem menos gordura e sal);
1 copo de leite (300 ml).
1 cebola roxa pequena;
manteiga;
sal e pimenta do reino.
Botei a mandioca para cozinhar em água, com o caldo de carne. Depois de cozida, passei para o liquidificador e bati com a água do cozimento - não muito, só o necessário para o liquidificador funcionar. Cozinhei o lombo defumado, picado em pequenos cubinhos, sem óleo, porque ele já tem uma gordurinha, e em seguida acrescentei a mandioca batida e o leite. Mexi para uniformizar e deixei cozinhando em fogo baixo, mexendo com frequencia. Enquanto isso, cortei a cebola em rodelas e refoguei na manteiga com uma pitada de sal. 
Não foi preciso ajustar o sal do creme, pois o lombo era bem salgado e a mandioca já estava temperada com a água do cozimento. Servi o creme bem quente e acrescentei a cebola por cima para decorar. Na hora de comer ela deu um toque a mais no sabor. Finalizei com uma pimentinha do reino moída na hora. Excelente!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Risoto de Alcachofra e Arinarnoa da Valduga

Desde que vi o risoto de alcachofra que a Fabi (Figos e Funghis) postou no seu cantinho "Receita do Leitor", decidi que o meu próximo risoto seria esse. Em uma passada rápida no supermercado durante a semana, já me adiantei e comprei duas alcachofras que ficaram na geladeira, esperando para ir para a panela no almoço de domingo.
Eu nunca tinha feito alcachofra, diga-se de passagem comi pouquíssimas vezes, nem sabia direito que gosto tinha e muito menos como se preparava. No fundo, o que me deixou vidrada foi a foto da postagem da Fabi, pois o risoto foi servido dentro da própria alcachofra - achei lindo e era isso que eu pretendia fazer.
Antes de botar fogo nas panelas fui conferir a receita e desanimei quando vi o preparo (que eu não tinha lido anteriormente): as alcachofras inteiras estavam ali só para a apresentação, o risoto havia sido preparado com alcachofras em conserva - e é claro, eu não as tinha em casa. Além disso, eu jurava que o tal "coração", ou "fundo", estava ali escondido no meio das "pétalas" das alcachofras e que além de carnudo, era fácil de remover - me enganei feio...
Superado o trauma de não poder executar a receita, fui buscar ajuda nos blogs das outras amigas e felizmente cheguei na postagem da Tati, que é mega didática e colocou passo a passo como se retira o "fundo" da alcachofra. Só tenho uma coisa a dizer... Primeira e última vez! Dá um trabalhão e como diz a Tati, o tal "fundo" é um "miserê". Se eu conseguisse comprar as alcachofras por R$ 1,00 como ela até valeria a pena, mas por aqui, paguei R$ 5,80 por cada uma, não vale... 
Apesar de toda inexperiência o cardápio seguiu inalterado - risoto de alcachofra, e contrariando as expectativas o resultado foi bem bom. Como fiz pouquinho, os dois fundos representaram bem o sabor da alcachofra e para não ficar tão frustrada quando à apresentação, usei algumas "pétalas" para deixar o prato mais bonito. Vamos à receita, usei:
1 xícara de arroz arbóreo;
1/2 cebola roxa;
2 colheres de sopa de manteiga;
1 litro de água;
1 cubo de caldo de legumes;
1/2 taça de vinho branco;
2 fundos de alcachofra;
parmesão ralado.
O preparo do risoto seguiu o método tradicional: Refoguei a cebola picadinha na metade da manteiga, juntei o arroz, refoguei um pouco, acrescentei o vinho, deixei evaporar um pouco, e em seguida comecei a acrescentar o caldo quente (água + caldo de legumes), aos poucos, sempre mexendo... A medida que evapora, acrescento mais um pouco... Coloquei a alcachofra picada na metade do cozimento. Para esta quantidade de arroz, não é necessário 1 litro de caldo, mas independente disso uso esta medida de água para dissolver o caldo em cubo, de modo que não fique tão concentrado. Quando o arroz estava al dente, verifiquei o sal, não foi preciso ajustar, acrescentei o restante da manteiga e parmesão ralado na hora - estilo Jamie Oliver. Misturei bem e tampei a panela para que a manteiga e o queijo derretessem. Servi em seguida, sobre o risoto, para decorar e dar um toque no sabor, coloquei uma colher de um pesto feito com azeitona, nozes e manjericão. 
O risoto ficou muito gostoso... Só que da próxima vez, alcachofra em conserva!
Para harmonizar, Arinarnoa 2006 da linha Identidade, Casa Valduga. A Arinarnoa é uma uva produzida em laboratório, a partir do cruzamento da Merlot e Petit Verdot. Sua produção é inédita do Brasil, e se desenvolveu nos vinhedos da Valduga em Encruzilhada do Sul.
É um bom vinho, de corpo médio, rubi intenso. No início os aromas apresentam notas de especiarias, o carvalho é representado por um leve aroma de baunilha e na categoria frutas vermelhas, só senti morango, no aroma e no sabor. Os taninos estão redondos e a adstringência na medida. Combinou bem com risoto. 




domingo, 18 de julho de 2010

Pão de minuto, muitos minutos...

Acho que já disse por aqui que não tenho muito jeito com o preparo de massas, especialmente de pão, mas sempre tive vontade de fazer aquele "pão de minuto". Depois que a receita saiu na revista Nestlé n° 45, com  a chamada  "pai e filho vão à cozinha e, numa gostosa brincadeira, preparam pães de minuto para o café da manhã especial de Dia das Mães", pensei: essa é pra mim, até criança faz.
Acordamos tarde hoje e como previsto, frio e chuva em Porto Alegre. Aos domingos gosto de um café da manhã especial e como acordei inspirada (e faminta), fui direto para a cozinha providenciar os pães de minuto para comer quentinho.  A receita é bem fácil, mas ainda não tinha acordado direto, me perdi nas quantidades e para "consertar", o pão de minuto virou pão de hora! Primeiro vou passar para vocês a receita que está na revista (também tem no site), depois conto minha versão e vocês escolhem como fazer...
Ingredientes : 
1 pote de iogurte natural integral Nestlé
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de açúcar
1 ovo
1 colher de chá de sal
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres de fermento em pó
1 gema para pincelar e manteiga para untar
Misturar o iogurte com a manteiga, o açúcar, o ovo e o sal. Peneire sobre a mistura a farinha de trigo e o fermento. Misture bem a massa e modele os pãezinhos redondos. Coloque eu uma assadeira untada, pincele com a gema e leve para assar em forno médio preaquecido, por cerca de 15 minutos ou até que fiquem dourados.
Agora,  a versão "sem pressa": 
Tenho sempre iogurte natural na geladeira, mas feito por mim, e como eu não tinha a medida do copo do iogurte comercializado, usei duas xícaras... Optei por usar a metade da manteiga e do açúcar para ficar mais light. Lembrei que a receita de pão de minuto da Luciana tinha parmesão ralado, então resolvi adicionar um pacote (50 g) à massa. Assim que misturei a farinha, senti que tinha colocado muito iogurte, então fui colocando mais farinha e misturando (coloquei 1 xícara a mais em relação a receita original). Ainda assim a massa não estava no ponto de moldar os pãezinhos, mas eu já tinha perdido a paciência de misturar a massa e a fome estava crescendo... Então lembrei das minhas forminhas de empada - foram a salvação! Untei com  margarina, dividi a massa em 12 forminhas e salpiquei orégano e gergelim. Depois de 20 minutos de forno, tínhamos uma fornada de pães quentinhos e macios na mesa.
O sabor da manteiga derretida no pão quente, faz qualquer manhã chuvosa de domingo ficar mais feliz! A versão gorgonzola com um toque de azeite de oliva também ficou maravilhosa. Foi super fácil desenformar e arrisco dizer que do jeito que eu fiz, os pãezinhos ficaram mais leves e aerados. Foi aprovado como louvor, o Rodrigo disse que posso repetir a dose todos os domingos.
E enquanto tomávamos um belo café da manhã, olha a situação do Heitor no sofá da sala!  Essa estória de que gatos são indiferentes aos donos é a maior besteira. Eles sempre estão na peça da casa que estamos, são super companheiros, mas é claro, cada um na sua. Enquanto uns comem, outros dormem, hehehe... 

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vichyssoise

"A vichyssoise é uma das sopas mais importantes da culinária internacional, criada por um cozinheiro francês nos Estados Unidos. É servida normalmente morna ou fria e há variantes, como as que são cozidas em água e não caldo de legumes, juntando um osso de porco ou ainda acrescidas de agrião cozido e outras verduras." A Grande Cozinha - Sopas e Caldos, v. 10, Ed. Abril, 2007.
Já que a sopa tem esse nome bonito, não custa citar, afinal segui (ou quase) a receita que estava no livro, mas na verdade, essa vichyssoise nada mais é que um creme de batata com alho poró
Receitinha fácil sem muita complicação, só alterei as quantidades de manteiga e creme de leite para deixar mais light. Usei:
3 batatas médias;
2 alhos porós;
1/2 cubo de caldo de legumes;
1 colher de sopa de manteiga;
alecrim e tomilho;
1/2 caixinha pequena de creme de leite.
Cortei a parte branca do alho poró em rodelas e botei para refogar na manteiga. Enquanto isso, descasquei e piquei em cubos grandes a batata. Refoguei um pouco junto com o alho poró e logo acressentei  1 litro de água quente, o caldo de legumes e umas folinhas de alecrim e tomilho. Tampei a panela e deixei em fogo médio até as batatas ficarem cozidas. Bati tudo no liquidificador, retornei para a panela e acrescentei o creme de leite. Ajustei o sal e mantive em fogo baixo por mais alguns minutos, mexendo sem parar. 
No prato, cebolinha picada, pimenta do reino moída na hora e um toque de azeite de oliva. Delicioso, um creme de sabor muito delicado. Aprovadíssimo, vou repetir mais vezes!
Apesar de este creme ser propício para temperaturas mais amenas, pois a instrução é servir frio ou morno, servi quente obviamenente - vocês viram nos últimos noticiários, o frio que anda fazendo aqui no Sul do Brasil? No momento desta postagem, em Porto Alegre, 2ºC. 

terça-feira, 13 de julho de 2010

Da taça para o forno - torta de banana com doce de leite

Vocês lembram daquela sobremesa rápida na taça, de banana com doce de leite, que postei aqui? Pois então, ela foi inspirada em uma torta maravilhosa que comi no Machry em Porto Alegre, e finalmente tentei reproduzi-la em casa. Não tem erro! Fica perfeita, é fácil e rápida de fazer e agrada qualquer paladar!
Para camada base: 120 g de bolacha Maizena triturada no liquidificador até virar farinha +  100 g de manteiga a temperatura ambiente - misturar bem, forrar o fundo de uma forma de fundo removível e levar ao forno médio-baixo até dourar (foram 15 minutos no meu forno).
Minha versão de chantilly é meio diferente, fica mais leve, como na receita da taça: 1 caixinha de creme de chantilly (gelado) batido na batedeira com 2 claras e duas colheres de sobremesa de açúcar até alcançar uma consistência firme.
Depois que a base de bolacha esfriar é só montar sobre ela: uma camada de doce de leite (usei 500 g), uma camada de banana picada (como mostra a foto ao lado) e uma camada de chantilly. Para finalizar, canela por cima é imprescindível!