sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O que tem nos potinhos da sua geladeira hoje?

Sou profundamente contra desperdiçar comida, então sempre dou um jeito de reciclar o que sobra.
Uma dica boa e rápida é picar tudo que está nos potinhos, misturar, colocar em uma frigideira teflon, acrescentar ovos batidos sobre a mistura, queijo e está feito! Em poucos minutos está na mesa um prato diferente e inusitado, pois os ingredientes variam conforme o que tem na hora.
Esta frigideira aí da foto tem filé de porco, cenoura e ervilha torta, cobri com dois ovos batidos com um restinho de requeijão, uma camada de queijo, pedacinhos de tomate pelado e manjericão. 
É só o tempo de cozinhar o ovo. Para garantir que o queijo derreta e o ovo cozinhe sem queimar a camada de baixo, coloco uma tampa sobre a frigideira nos minutos finais.
E vocês, o que tem na geladeira hoje? Garanto que todo mundo tem ingredientes para fazer uma bela frigideira de "restos".

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Salada quente de atum

Comecei a comer verduras e legumes depois de "velha". Tento me policiar e sempre ter algo verde no prato, mas é mais por consciência e disciplina, nem sempre por gosto. Quando chega o frio aqui no sul as saladas apetecem menos, então invisto nas versões quentes. 
Este prato ficou uma delícia, e pode ser servido quente ou frio. A ervilha torta e a cenoura baby foram cozidas no vapor e temperadas com um pouquinho de sal, alecrim e mostrada Dijon. Misturei 1 lata de atum e 2 colheres de sopa de requeijão light. Coloquei a mistura no centro de um anel de ricota (uma peça de ricota sem o miolo). Antes de servir coloquei no microondas para esquentar. Decorei com pimenta biquinho.
A apresentação ficou bem legal né? Gosto de comer com os olhos, especialmente quando estou de dieta, ajuda a manter uma boa "relação" com a comida. Esta porção é uma refeição completa para duas pessoas (uma e meia na verdade - no caso, eu sou a meia).

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sopa cremosa de moranga com especiarias

Receitinha bem light porque moranga tem quase nada de calorias! Fácil e rápida, especialmente porque eu tinha um pacote de moranga cortada e descascada... Amo a praticidade.
Na panela de pressão, refoguei 1/2 cebola com um fiozinho de azeite de oliva. Coloquei a moranga (1/2 kg) e 800 ml de água. 15 minutos depois que começou a pressão, a moranga já estava se desmanchando. Bati tudo no liquidificador, retornei para a panela em fogo baixo por mais alguns minutos.  Acrescentei 2 colheres de sopa de creme de leite light e temperei com sal, páprica picante, curry e noz moscada. 
Ficou ótima, muito aromática, com o sabor picante na medida. Lembrou muito a comida daquele jantar que fomos, com pratos típicos da culinária sul africana
Para a versão creme, é só colocar um pouco menos de água. Confesso que era minha intenção, mas ainda estou me familiarizando com a panela de pressão, acabo colocando mais água que o necessário. Logo, logo me acerto. Até lá vocês já sabem, é muito provável que meus cremes virem sopa...

domingo, 8 de agosto de 2010

Sem Pressa e com moderação... inclusive em Gramado

Ontem tive que ir a Gramado para uma reunião de trabalho no começo da tarde e como subir a Serra não é sacrifício algum, ainda mais se tratando de Gramado, o Rodrigo me acompanhou e aproveitamos para passear um pouquinho.  No caminho, paradinha básica no Centro Budista de Três Coroas, cada vez que piso lá me sinto com as energias renovadas...
Chegamos em Gramado na hora do almoço e eu já estava prevendo o inferno que seria resistir à atmosfera gastronômica que envolve a cidade. Além de ter uma loja de chocolate atrás da outra, todos os restaurantes são "anti dieta", a cidade é infestada de cantinas, fondues e cafés coloniais. Desta vez escolhemos a Cantina Pastasciutta, que ainda não conheciamos. Logo que entrei fiquei aliviada, era à la carte, estava salva, porque meu gene "pobre" não pode ouvir "livre" ou " a vontade" que pensa que tem que comer até explodir. Pedimos um filé ao vinho do Porto, para duas pessoas... 
Quando chegou o prato comecei a rir, sério, tinha comida para 4 pessoas tranquilamente. Eram 3 medalhões de filé mignon enormes e uma baita travessa de fettuccine ao molho madeira com cogumelos. Comi um medalhão e uma pequena porção da massa (tudo estava maravilhoso), o Rodrigo se "esforçou" para não desperdiçar e ainda assim sobrou muito... Quando o garçom levou embora toda aquela comida, respirei aliviada, missão cumprida. Recusei a sobremesa, pedi um cafézinho e relaxei.
De repente chega o cafézinho em uma bandeja cheia de potinhos, pensei que o pedido tinha sido  anotado errado, afinal, era só um expresso! Veio açúcar normal, mascavo, canela, bolachinhas e até marshmallow (amoooo)!!! Tomei o café magro, com duas gotinhas de adoçante, e saí do retaurante me sentindo a pessoa mais moderada do mundo, rsrsrs.

Para finalizar o passeio, depois da reunião demos uma passadinha em Canela, pois queria visitar uma loja que eu amo, a Mãos do Mundo. Para quem curte artigos da Índia, Bali e Tailândia, esta loja é o paraíso, uma coisa mais linda que a outra e preços honestos (impossível sair de lá sem uma sacolinha). Fica ao lado da Catedral, vale a pena conferir. Antes de pegarmos a estrada de volta, tomamos um suco no Empório Canela (livros, sabores e achados), um lugar muuuito agradável, não dá vontade de sair de dentro.

Domingo será o dia de falar da evolução da dieta. O assunto Gramado foi só para introduzir a postagem, acho que me prolonguei, rsrsrs...
Estou bem satisfeita, consegui emagrecer 1,5 kg na primeira semana. Estou trabalhando com a expectativa realista de perder 6 kg em dois meses. Conheço meu metabolismo e sei que para alcançar esta meta será preciso muito esforço.
Visitei meu endocrinologista para fazer os exames da tireóide, pois para ajudar eu tenho um pé no hipotireoidismo e tomo medicação para regularizar a situação. Ele prescreveu uma fórmula ortomolecular e me incentivou a fazer dieta de proteínas. Eu já fiz uma vez e sei que funciona, especialmente para obter resultados rápidos. É um pouco complicado para mim porque não sou muito de carne, mas é possível sim montar um cardápio bem legal sem os carboidratos, adaptado ao meu "estilo" culinário.
Ainda não consegui implementar uma rotina regrada de caminhadas, pois meus horários não seguiram o padrão convencional, mas de qualquer forma caminho bastante no dia a dia, pois faço a maior parte das minhas atividades a pé. Uma das metas para a segunda semana é dar mais atenção a este assunto.
Então é isso, hoje inicia a 2º semana da "Operação outono na França", aguardem os próximos capítulos e continuem torcendo!


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Risoto de pinhão e Bordeaux

Não se preocupem, não abandonei a dieta! Este evento enogastronômico rolou aqui em casa antes da "Operação outono na França", mais precisamente logo depois de eu ter comprado a panela de pressão.
Confesso que eu já estava com saudade das postagens "enoharmonizadas"... Amanhã completo uma semana de deita e estou firme, cortei tudo, incluindo o vinho (que tristeza...), mas isso é assunto para uma postagem no domingo, que será o dia oficial de falar sobre o andamento da dieta.

Agora o que interessa, a receita:
pouco mais de 1 xícara de arroz arbóreo;
1/2 cebola branca;
1 dente de alho;
1/2 linguiça de pernil já cozinha, cortada bem miudinha;
1/2 cubo de caldo de carne;
1/2 taça de vinho branco;
manteiga;
parmesão ralado;
tomilho seco;
pinhão a gosto.
Primeiro cozinhei o pinhão na panela de pressão (40 minutos) - para abrí-los, método "ogro" mesmo, com os dentes. Enquanto eles estão quentes abrem fácil.
Pinhões cozidos e descascados, comecei o risoto: cebola refogada na manteiga, depois adicionei a linguiça, mais tarde o alho e por fim o arroz. Juntei o vinho, deixei evaporar um pouco e em seguida comecei a adicionar água quente (dessa vez não dissolvi o caldo na água), aos poucos, sempre mexendo e acrescentando mais, a medida que vai evaporando. Adicionei o caldo de carne logo que comecei a botar a água quente. Quando estava quase no ponto, acrescentei os pinhões picados em pedaços graúdos. Logo o arroz ficou al dente - ajustei o sal, coloquei um "naco" de manteiga, um pouco de parmesão e um toque de tomilho, misturei bem e deixei a panela tampada uns minutinhos antes de servir! Excelente!!!! 
Para acompanhar escolhemos um Bordeuaux - Chateau des Arrocs Cuvée du Marquis, da região de Graves, safra 2006. Belo vinho, já havíamos provado em um jantar na Vinhos do Mundo e gostamos bastantes. Recentemente  recebi um e-mail da importadora dizendo que estava em promoção e passamos lá para comprar na hora. No aroma, só senti as frutas vermelhas no início, com a evolução aparecem notas de chocolate e tabaco. Tem um toque mentolado na boca, bem sutil. Corpo médio, adstringência leve, coloração rubi. Elegante. Por R$ 44,00 é uma boa compra (o preço original é em torno de R$ 70,00).
Mas... 
O risoto estava ótimo, o vinho também, entretanto, erramos feio na harmonização. O vinho pedia um prato mais delicado. Falha nossa, pois já havíamos provado ele e não guardamos a percepção do sabor ou da estrutura, só a lembrança que era bom e ponto. Como tenho o hábito de começar a beber o vinho antes da comida, para sentir sua evolução com a harmonização, conseguimos identificar de cara que não combinou, então acabamos tomando a maior parte da garrafa logo após a refeição (é um pecado botar um vinho desses na geladeira né!). 
Independente do sucesso, a experiência é sempre válida, não temos muita familiaridade com os vinhos franceses, então não é fácil acertar. Além disso, só o fato de ser um Bordeaux, não diz muito sobre o vinho. Em geral são vinhos mais tânicos e potentes, corte das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc. Entretanto, a região de Bordeaux é composta de diferentes terroirs. Em Graves, segundo a Larousse do Vinho (edição Brasileira de 2007), os tintos apresentam "finura e equilíbrio, assim como belas notas de cereja, de tabaco e de chocolate*". Esta descrição bateu perfeitamente com o vinho que tomamos, mas é claro, só consultamos a bibliografia quando o vinho já estava acabando.

* Yes!!! Eu tinha identificado o chocolate e o tabaco! Procuro sempre fazer a análise sensorial sem me influenciar por notas do rótulo ou opiniões de terceiros. Deixo para conferir depois e ficou super feliz quando bate com a minha percepção... Acho que estou ficando boa nisso, rsrsrs.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Je voudrais du escargot, s'il vous plaît

Vocês já comeram escargot? Eu ainda não.
Sempre que pensávamos na França um programa gastronômico era consenso: escargot. Ainda não pesquisamos sobre restaurantes, onde e o que comer, mas o local do escargot está definido, será um restaurante que fica no Marché aux Puces (Mercado das Pulgas), o Chez Louisette. 
A dica foi do Olivier Anquier, na série que ele fez recentemente em Paris. Quando vi as imagens do lugar, não tive dúvidas, é lá. O restaurante é tradicionalíssimo, com música ao vivo, estilo Edit Piaf. Na verdade mais parece uma mistura de antiquário com cantina italiana, mas adorei o clima despojado e animado do lugar. A cantora que aparece na foto é a Manuela, que está a mais de 40 anos na casa e se tornou uma conhecida artista local. O restaurante só abre sábado, domingo e segunda, no almoço e na janta. Quando voltar, conto tudo para vocês! Com muitas fotos é claro!
Fonte das imagens: Google

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Arroz 7 cereais com shimeji, brócolis e pesto de azeitona

Quando estou de dieta sinto fome de comida quente, com gosto, temperada. Se eu ficar só na salada,  fruta, iogurte e barra de cereal , surto no terceiro dia! Essa receitinha saiu de improviso e matou minha fome de "sabor". Jantinha rápida em um dia de semana. O bom é que o Rodrigo aprova estes pratos mais leves e me acompanha - depois ataca a geladeira se fica com fome, mas nessa hora já estou longe da cozinha, nem fico sabendo, rsrsrs.
Vamos então para o que interessa, a receita. Usei:
1 xícara de arroz 7 cereais;
150 gramas de cogumelo shimeji;
brócolis (usei aquele congelado - pouco menos de 1 pacote);
Pesto: 4 castanhas do pará, 10 folhas de manjericão, 1 dente de alho, 1 punhado de azeitona verde fatiada, 2 colheres de sopa de azeite de oliva.
Cozinhei o arroz só com água e um pouco de sal. O shimeji e o brócolis foram cozidos no vapor, sem nenhum tempero. Para o pesto, coloquei tudo no processador (ficou quase uma pasta) e misturei o azeite de oliva no final.
Misturei o pesto, o brócolis e o shimeji com o arroz, na própria panela em que foi cozido, com o fogo ligado para ajudar a integrar os sabores e manter a mistura aquecida. Servi em seguida. O pesto estava bem forte por causa do alho, mas ficou suave na mistura com os outros ingredientes, além de temperar o prato. Ficou muito saboroso. 
Não ficou 100% light porque o pesto é calórico, mas comi uma porção pequena, equivalente a 1/3 do todo, sem maiores prejuízos a dieta.