quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Praticamente uma "chef de cuisine"

Comecei a cozinhar há pouco mais de 5 anos e praticamente tudo que sei aprendi em livros, sites e programas culinários. Minha mãe é uma cozinheira de mão cheia, mas na infância e na adolescência, eu não era daquelas meninas que ficava de olho na mãe cozinhando, ajudava quando era solicitado e só. Comecei a me aventurar na cozinha quando passei a morar sozinha - no meu caso foi involuntário, meus pais é que saíram de casa (foram morar na praia). Quando eu e o Rodrigo decidimos morar juntos, saí do apartamento dos meus pais e alugamos o nosso. Desde então fui aprimorando o gosto pela cozinha e hoje posso dizer que tenho uma boa relação com as panelas.
Sinto falta de um pouco de conhecimento técnico para dar um upgrade nos meus pratos. Uma das metas para este ano era fazer algum curso ligado a culinária, mas a decisão de viajar alterou as prioridades e por enquanto descartei esta hipótese. Com a prática, vou vencendo minhas restrições, mas muitas vezes não me arrisco mais por falta de conhecimento.
Há horas estava namorando o livro "Todas as técnicas culinárias", mas o preço é um pouco salgado. Monitorei as promoções via internet e finalmente comprei com um bom desconto! Amei este livro, valeu o investimento!!!
Ele explica passo a passo várias técnicas culinárias com boas ilustrações. Estou me sentindo uma "chef de cuisine française", rsrsrs...  As técnicas são da Le Cordon Bleu, uma das mais tradicionais escolas de culinária francesas,
O livro contempla dicas simples de confeitaria, "como untar e enfarinhar uma forma de bolo", até as mais complicadas - tipo "como montar o croquembouche".
Ensina a escolher legumes e frutas, a cortar temperos, a limpar peixes, assar diferentes carnes, etc, etc, etc... Tem um monte de coisa que eu achava que sabia, mas agora vi que fazia "errado".
Fica a dica para quem, como eu, tem poucos anos de experiência na cozinha e muito a aprender...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Posso casar, já sei fazer feijão

Alguns devem estar pensando: "Ela acha que sabe cozinhar, mas não nunca tinha feito um  feijão?! Pobre marido". 
É isso mesmo, eu nunca tinha feito feijão na vida. E como para tudo há explicação, a minha é bem simples: gosto, mas não sinto falta. De segunda a sexta almoço em restaurante tipo buffet, onde sempre tem feijão, se fico com vontade lá está ele. O mesmo vale para o Rodrigo. 
Como normalmente cozinho só aos finais de semana, deixo para fazer em casa o que eu não como na rua. Além disso, gosto de fazer comidinhas diferentes e pouco espaço sobra para os pratos mais triviais. 
Por fim, só agora comprei uma panela de pressão, então antes feijão estava fora de cogitação, pois até onde eu sei, cozinhar o feijão em panela normal demoooora...
Inspirada na postagem da Carla, do Lilica Gourmet, decidi fazer feijão no último domingo. 
Coloquei na panela de pressão 500 g de feijão vermelho (lavado e escolhido) e 1,5 litro de água. Comecei a contar o tempo depois que a panela pegou pressão.
Enquanto o feijão cozinhava, refoguei, em um fio de azeite de oliva, 1 cebola, 230 g de linguicinha suína defumada e dois dentes de alho - nesta ordem, cada um a seu tempo. Desliguei o fogo da panela de pressão após 25 minutos. O feijão já estava bem cozido e a água quase seca. Juntei 300 ml de água, o refogado de cebola, linguiça e alho, um pouco de sal e deixei cozinhando mais uns minutos para apurar o sabor. Antes de desligar ajustei o sal. 
Comemos o feijão puro, de colher. Ficou bem como eu gosto, com o caldo grosso e bem temperadinho.

sábado, 21 de agosto de 2010

Pão de minuto sem glúten

O Rodrigo me alertou sobre a necessidade de fazermos compras ontem à noite, mas nada nesse mundo me faria entrar em um supermercado no cansaço em que eu estava... Hoje acordei faminta e decidida a fazer um pão de minuto para comer quentinho, acompanhado de um suco de laranja feito na hora. Coisa boa tomar um café da manhã com calma... Amo fazer isso nos finais de semana!
Para minha surpresa, o buraco na geladeira e na dispensa era maior do que eu pensava, não tinha farinha para o pão... Quase desanimei, mas decidi arriscar quando eu vi uma caixinha de fécula de batata esquecida no fundo do armário. O resultado foi maravilhoso, anotem aí:
1 xícara de fécula de batata;
1/2 xícara de farinha de linhaça dourada;
1 pacotinho de queijo ralado (50 g);
2 colheres de sopa de manteiga;
1 ovo;
1 copo de iogurte natural (170 g);
1 colher de sopa de açúcar;
1 colher de sopa de fermento;
cubos de queijo minas (opcional).
Primeiro misturei os ingredientes úmidos: iogurte, ovo e manteiga. Depois juntei os secos, sempre misturando (deixei o fermento por último). Dividi a massa em 10 forminhas* de empada untadas com azeite. Coloquei a massa com uma colher, sem me preocupar em nivelar, só cuidei para deixar espaço na forminha para o pão crescer. Por fim, coloquei um cubo de queijo em cada e levei ao forno pré aquecido por 20 minutos (180 ºC). 
A massa ficou leve e a linhaça deu ares de pão integral. Comi quentinho com creme de ricota... Ficou muito bom!!!! Aproveitei calmamente cada mordida, afinal faziam 10 dias que eu não colocava pão na boca (o regime segue firme, amanhã conto pra vocês).
Dedico este pãozinho de minuto improvisado para a minha "amiga virtual" Sinara, que é celíaca e leitora fiel do blog!

* Usei forminhas nº 03, com 08 cm de diâmetro e 03 cm de altura. 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

La Maison Ladurée

A lista de coisas tipicamente francesas que quero experimentar é extensa. Morro de curiosidade de comer aqueles "bolinhos" recheados e coloridos - os famosos macarons. Segundo consta, o doce nasceu na Itália (maccherone), mas foi na França que ganhou o acabamento delicado e status de iguaria. 
Só conheço de nome, porque aqui em Porto Alegre obviamente não se encontra. Babo quando vejo aquelas fotos das vitrines das pâtisseries francesas cheias de macarons coloridos!!!
A Ladurée (dica da Dani, que é très chic) é uma das mais tradicionais confeitarias de Paris, foi fundada em 1862 e até hoje é referência em requinte e qualidade. Além da França, tem lojas espalhadas por outros países da Europa e duas lojas no Japão. Eu já escolhi em que loja eu vou: Ladurée Royale, a primeira de todas. 
Ontem me deliciei visitando o site, a cada estação eles lançam novos sabores de macarons, todos coloridíssimos e chiquérrimos!!! 
E as embalagens? Acho que vou ter um troço quando ver estas caixinhas très charmant! Nem adianta querer trazer de presente, porque os macarons devem ser consumidos fresquinhos, além disso são tão delicados que não iriam aguentar o transporte - vocês sabem como as companhias aéreas são "cuidadosas" com a nossa bagagem...


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Berinjela da Fabi versão Sem Pressa

Amo berinjela, mas essa é uma das poucas coisa que o Rodrigo não gosta muito, então sempre busco receitas diferentes para que ele possa me acompanhar. Quando junta queijo e tomate não tem erro e logo que vi esta receita no blog da Fabi, não tive dúvidas que ele iria gostar. Segui a receita bem direitinho, só alterei alguns ingredientes para adaptar ao que tinha em casa. Usei:
1 berinjela grande lavada e cortada em cubos
1 lata de tomates pelados com o suco
2 dentes de alho bem picadinhos
folhas de manjericão a gosto (a Fabi usou salsa fresca picadinha)
1 peça pequena de ricota (a Fabi usou 10 fatias de queijo branco)
1 fiozinho de azeite extra virgem
pimenta do reino a gosto
sal
azeitonas pretas ("roubei" a idéia do blog da Tida em uma outra receita com berinjela)
parmesão ralado
Coloquei os cubos de berinjela em refratário e temperei com o alho, a pimenta e o sal. Juntei os tomates pelados e misturei até que todos os cubos de berinjela estivessem em contato com o suco do tomate. Cobri com papel alumínio e levei ao forno médio por 15 minutos. Depois de 15 minutos retirei do forno, coloquei a ricota esfarelada com os dedos, as folhas de manjericão e as azeitonas pretas em pedaços. Retornei ao forno para mais 15 minutos, sem o papel alumínio.

Ao servir, reguei com azeite de oliva e queijo parmesão ralado na hora, com o ralador que a minha amiga Monica me trouxe da Venezuela.


Fabi! Amei a receita, obrigada por compartilhar com a gente!
Monica! Amei o o presente, mas mais ainda a lembrança e o carinho! Tu és especial!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Salada de endívias com gorgonzola e nozes

Sábado dei um pulinho no shopping e como sempre, não saio da Fnac sem uma sacolinha. Naquelas prateleiras na fila do caixa vi os dois primeiros números da coleção "Cozinha do Mundo" da Abril, Itália e França, e não resisti. Cheguei em casa e fui direto "degustar" minhas novas aquisições e, apesar de eu estar numa fase mais francesa, foi com o volume da Itália que me identifiquei mais. Por coincidência tinha todos os ingredientes para fazer esta salada rápida, fácil e com um sabor maravilhoso. 
Primeiro separei as folhas das endívias, lavei e centrifuguei. Derreti o gorgonzola no microondas e misturei  um pouco de creme de leite para suavizar o sabor e dar uma textura cremosa.
Acomodei as folhas de endívia no prato, reguei com o gorgonzola derretido ainda quente (uma quantidade pequena, pois ele deve realçar o sabor da endívia e não anular), acrescentei nozes quebradas com os dedos, um fio de azeite de oliva e pimenta do reino moída na hora.
Ma-ra-vi-lho-sa! Eu que não sou muito de saladas, me apaixonei pela combinação de sabores. Certamente voltará muitas vezes para a nossa mesa.
No livro, a receita original chama-se "salada de gorgonzola" e pode ser feita também com alface. A diferença é o molho: são misturados até homogeneizar, em temperatura ambiente, o gorgonzola, o creme de leite, o azeite, a pimenta e o sal. Eu preferi deixar o azeite e a pimenta para o prato, e não misturar com o molho. Além disso achei o sal desnecessário, pois o gorgonzola é bem salgado.

domingo, 15 de agosto de 2010

Um semana conturbada, mas com bons resultados

Hoje inicia a 3º semana de dieta e estou bem confiante que irei conseguir atingir minha meta, talvez até superá-la.
A 2º semana foi bem complicada, tive duas viagens de trabalho, além de eventos sociais diretamente voltados à comida. Me comportei bem, mas foi impossível ingerir alimentos saudáveis e pouco calóricos, pois tive que me adequar ao que tinha disponível nas diferentes situações. Além disso o tempo foi curto para cozinhar e fazer compras... É fato, fazer dieta requer tempo e dedicação, e esta foi uma semana em que ambos me faltaram. Para não ficar no prejuízo acabei pulando refeições e comendo menos que o necessário. 
Este foi um final de semana de calmaria, consegui reabastecer a dispensa, descansar e cozinhar. A princípio terei uma rotina bem regrada nos próximos dias, com muito trabalho, mas sem viagens ou algo que extrapole o horário convencional. Finalmente terei tempo para as minhas caminhadas e estou certa que irei me alimentar corretamente.

Para finalizar a postagem, o que interessa: a balança. Eliminei 0,9 kg na semana que passou! São 2,4 kg em 14 dias - estou no caminho certo, é só manter o foco e controlar a ansiedade... Sem pressa. Domingo que vem tem mais.