domingo, 5 de setembro de 2010

Por aí... Mas já volto

Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves -
fomos até lá ontem para resolver alguns
detalhes do "evento". Saímos
de Porto Alegre com uma chuva daquelas,
 mas felizmente chegando lá o sol apareceu
 e deixou o vale mais colorido.
Desde o começo do ano eu estava conseguindo conciliar os altos e baixos da rotina com o blog. Independente da quantidade de trabalho ou outros compromissos, não abandonei as postagens e as visitas... Até mesmo no comecinho, com poucos seguidores e raros comentários, me mantive firme. 
Agora que a coisa estava começando a ficar animada por aqui, que recebo várias visitas e fiz amigos virtuais, não estou conseguindo encaixar tempo para o blog na minha agenda! Isto me deixa bem chateada, pois adoro este espaço, que para mim é muito mais que um passatempo.
O legal é que no momento a falta de tempo tem bons motivos: O primeiro é muito trabalho - isso para mim não é problema porque gosto do que faço, só fica chato quando extrapola os horários convencionais ou quando as coisas não fluem como o previsto... Mas de vez em quando faz parte. Não sou de perder o sono por causa de assuntos de trabalho, mas ultimamente tenho sonhado quase todas as noites... Isso acaba com o meu humor!
O segundo motivo é a viagem - tanta coisa para resolver e tão pouco tempo para dedicar ao assunto. Já estou vendo que vamos sem muita programação prévia, mas tudo bem - nossos programas lá se definirão de acordo com a disposição, o clima... Não quero dar uma de turista maluca e fazer uma maratona fotográfica. Quero curtir cada momento calmamente... Tenho certeza que vai ser uma viagem maravilhosa, mas por enquanto a ansiedade está me tirando o sono.
O terceiro é novidade por aqui, ainda não tinha comentado. Esta não é uma simples viagem de férias, na verdade será nossa lua de mel. Já moramos juntos há quase 5 anos e nos consideramos casados, mas legalmente ainda não somos. Eu definitivamente não tenho vocação para noiva, nunca planejamos fazer uma festa, mas recentemente resolvemos oficializar a relação. Para não passar em branco, faremos uma pequena confraternização, com os pais, irmãos e amigos mais próximos. Não será nada de mais, só um jantar para marcar o evento. Queríamos uma coisa simples, mas que refletisse nossa personalidade, então nada mais apropriado que um lugar que tivesse a ver com vinho e gastronomia, não é? Será na adega de uma vinícola em Bento Gonçalves e eu obviamente não estarei vestida de noiva, mas com um vestido vermelho, ou melhor, vinho, rsrsrs. Está praticamente tudo acertado, mas subestimei os detalhes e deixei muita coisa pra última hora... Que trabalho que dá: fotógrafo, roupa, cardápio... E olha que é só um jantar para poucos! Definitivamente eu não teria paciência para organizar um casamento... Tenho meia dúzia de assuntos para me preocupar, mas estão me tirando o sono... Imagina se fosse algo maior.
Vocês devem ter notado que o assunto "sono" está virando idéia fixa para mim... Não estou conseguindo relaxar, fecho os olhos, mas a cabeça segue a mil... Ansiedade faz parte, falta pouco e tenho certeza que vai dar tudo certo! 
Daqui a pouco mais de 1 mês e meio vou ter minha rotina de volta, com muita história pra contar e fotos lindas para mostrar... Enquanto isso, estarei um pouco ausente por aqui... Mas logo volto, ok?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Farofa de abobrinha

Confesso que não sou muito fã de farofa, mas como sou "abobrinha-maníaca", me interesso por todas as receitas em que ela é usada. A primeira vez que ouvi falar dessa farofa foi no Cozinha Travessa, depois a Fabi do Figos & Funghis testou e aprovou, e por fim, quem fez eu me render foi a Dani do Nossa Cozinha.
Já estava com a abobrinha picada quando me dei conta que não tinha farinha de mandioca em casa - que amadorismo!!! Improvisei com o que tinha, usei farofa temperada, daquela que já vem pronta. Então, a minha versão da farofa de abobrinha ficou assim:
1 fio de azeite
1 dente de alho grande
1 abobrinha grande cortada em cubos
2 ovos
farofa temperada a gosto
sal 
pimenta do reino
1 colher de sopa de manteiga
castanha de caju triturada
Refoguei rapidamente o alho, bem picadinho, no azeite e juntei os cubos de abobrinha - deixei em fogo médio pra ela não soltar água. Assim que a abobrinha estava cozida (mas ainda firme), juntei os dois ovos batidos, e depois de pouco mais de 1 minutos comecei a acrescentar a farofa, sempre mexendo (não medi a quantidade). Ajustei o sal e coloquei pimenta do reino moída na hora. Achei que ela estava um pouquinho seca e juntei uma colher de sopa de manteiga. para dar um toque a mais, acrescentei um pouco de castanha triturada.
Essa versão ficou uma delícia! Tenho certeza que a receita original também fica muito boa.
Uma farofinha perfeita para acompanhar carnes. Eu servi com uma picanha grelhada, bem mal passada como eu gosto...  

Ontem era dia de postar o andamento do regime, mas o domingo foi curto pra fazer postagem e eu não estava muito disposta. Continuo firme, mas a balança estabilizou na última semana. Apesar de o peso não ter baixado, senti nas roupas o progresso. Domingo que vem faço postagem completa sobre o assunto, com gráfico e tudo. 
Estou prevendo que vou ficar um pouco ausente do blog nos próximos dias... A viagem está se aproximando e eu vou ter que me transformar em duas para resolver todos os assuntos pendentes antes das férias... As visitas aos blogues amigos andam raras, mas além da falta de tempo, confesso que não é fácil fazer regime e ficar olhando fotos de comida... Quando eu entrar em uma fase de manutenção, retomo o fôlego nos assuntos gastronômico, mas por enquanto o sobrepeso é grande e para manter o foco, é melhor restringir o contato com as "tentações".

sábado, 28 de agosto de 2010

Eu já mudei uma vida


Há um ano atrás, estava eu assistindo televisão em uma tarde nublada de sábado, como hoje, quando um comercial comprido me chamou a atenção: a possibilidade de mudar uma vida por R$ 35,00 mensais. As imagens e as palavras me tocaram tanto (e olha que não sou de me comover fácil) que quando acabou o comercial fui imediatamente para o computador, acessei o site da campanha e me cadastrei, sem saber direito aonde eu estava me metendo. A partir daquele momento passei a apadrinhar uma criança amparada pela Actionaid.
Dias depois recebi o kit de boas-vindas do apadrinhamento da Actionaid e fiquei muito contente com o que li. Vou tentar resumir os pontos principais pra vocês:
  • A Actionaid é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos e sem filiação partidária ou religiosa, que trabalha em mais de 40 países para vencer a pobreza há 38 anos. O trabalho é desenvolvido em parceria com grupos e organizações locais de comunidades pobres para construir alternativas de superação das dificuldades e garantir o acesso destas populações aos direitos básicos. No Brasil, atua em 13 estados, apoiando 20 projetos em áreas urbanas e rurais. Prioriza experiências nas áreas de desenvolvimento sustentável e agroecologia, educação, saúde, moradia, apoio à valorização do papel da mulher e capacitação para a defesa dos interesses da sociedade civil.
  • O dinheiro doado para o apadrinhamento da criança é direcionado para a comunidade em que ela vive. Eles acreditam que para uma criança se desenvolver bem, sua família também deve estar amparada e o lugar em que ela vive deve ter condições básicas de saneamento, assistência médica, educação, etc, etc, etc...
  • O padrinho recebe fotos e mensagens (duas por ano) da criança apadrinhada. Os padrinhos também podem enviar cartas, cartões e fotos, este contato é incentivado pois ajuda a trabalhar a auto estima da criança.  
  • Toda a comunicação por cartas é feita via Actionaid. A criança não saberá onde o padrinho mora e entende que ele é uma pessoa que está ajudando sua comunidade, não se criam expectativas além disso.
  • A Actionaid instrui os padrinhos quanto ao conteúdo das mensagens, tipo: evitar comentários sobre religião e política, evitar fotos que mostrem um estilo de vida luxuoso, nunca escrever endereço, telefone ou outro meio de contato, etc.
  • A doação é mensal e a Actionaid envia relatórios esporádicos sobre o trabalho que realiza na comunidade da criança apadrinhada, além do relatório anual que mostra como os recursos foram destinados.
O meu afilhado mora na região de Timon, no Maranhão. Hoje ele está com 12 anos e cursa a 6º série. Quando crescer, ele quer ser um "jogador de bola" ou um "doutor". Recentemente recebi sua 3º cartinha e sempre fico bem emocionada... Nunca escrevi para ele, vou deixando para depois e esqueço... Nessa última, ele pediu para que eu escrevesse. Que vergonha que me deu! Vou já providenciar uma cartinha, segunda coloco no Correio sem falta!
Porque estou falando nisso aqui no blog? Para dividir com vocês esta experiência. Meu envolvimento é apenas esse, faço a doação mensal (R$ 39,00 atualmente) e recebo cartinhas e boletins... Não posso atestar a legitimidade ou a intenção dessa organização, nem ao menos fui atrás de mais informação, mas acredito que as pessoas envolvidas nisso são sérias e engajadas. 
Felizmente tive condições de estudar e hoje R$ 39,00 não comprometem a minha renda mensal. Se me falta tempo, motivação, ou até mesmo interesse em participar pessoalmente de um projeto desses, penso que a minha doação em dinheiro ajuda pelo menos a viabilizar as iniciativas de quem se dedica realmente a isso. É bom sentir que sou parte de algo maior e que fazer o bem pode ir muito além das pequenas atitudes do nosso restrito cotidiano. Para quem quiser conferir:


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Praticamente uma "chef de cuisine"

Comecei a cozinhar há pouco mais de 5 anos e praticamente tudo que sei aprendi em livros, sites e programas culinários. Minha mãe é uma cozinheira de mão cheia, mas na infância e na adolescência, eu não era daquelas meninas que ficava de olho na mãe cozinhando, ajudava quando era solicitado e só. Comecei a me aventurar na cozinha quando passei a morar sozinha - no meu caso foi involuntário, meus pais é que saíram de casa (foram morar na praia). Quando eu e o Rodrigo decidimos morar juntos, saí do apartamento dos meus pais e alugamos o nosso. Desde então fui aprimorando o gosto pela cozinha e hoje posso dizer que tenho uma boa relação com as panelas.
Sinto falta de um pouco de conhecimento técnico para dar um upgrade nos meus pratos. Uma das metas para este ano era fazer algum curso ligado a culinária, mas a decisão de viajar alterou as prioridades e por enquanto descartei esta hipótese. Com a prática, vou vencendo minhas restrições, mas muitas vezes não me arrisco mais por falta de conhecimento.
Há horas estava namorando o livro "Todas as técnicas culinárias", mas o preço é um pouco salgado. Monitorei as promoções via internet e finalmente comprei com um bom desconto! Amei este livro, valeu o investimento!!!
Ele explica passo a passo várias técnicas culinárias com boas ilustrações. Estou me sentindo uma "chef de cuisine française", rsrsrs...  As técnicas são da Le Cordon Bleu, uma das mais tradicionais escolas de culinária francesas,
O livro contempla dicas simples de confeitaria, "como untar e enfarinhar uma forma de bolo", até as mais complicadas - tipo "como montar o croquembouche".
Ensina a escolher legumes e frutas, a cortar temperos, a limpar peixes, assar diferentes carnes, etc, etc, etc... Tem um monte de coisa que eu achava que sabia, mas agora vi que fazia "errado".
Fica a dica para quem, como eu, tem poucos anos de experiência na cozinha e muito a aprender...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Posso casar, já sei fazer feijão

Alguns devem estar pensando: "Ela acha que sabe cozinhar, mas não nunca tinha feito um  feijão?! Pobre marido". 
É isso mesmo, eu nunca tinha feito feijão na vida. E como para tudo há explicação, a minha é bem simples: gosto, mas não sinto falta. De segunda a sexta almoço em restaurante tipo buffet, onde sempre tem feijão, se fico com vontade lá está ele. O mesmo vale para o Rodrigo. 
Como normalmente cozinho só aos finais de semana, deixo para fazer em casa o que eu não como na rua. Além disso, gosto de fazer comidinhas diferentes e pouco espaço sobra para os pratos mais triviais. 
Por fim, só agora comprei uma panela de pressão, então antes feijão estava fora de cogitação, pois até onde eu sei, cozinhar o feijão em panela normal demoooora...
Inspirada na postagem da Carla, do Lilica Gourmet, decidi fazer feijão no último domingo. 
Coloquei na panela de pressão 500 g de feijão vermelho (lavado e escolhido) e 1,5 litro de água. Comecei a contar o tempo depois que a panela pegou pressão.
Enquanto o feijão cozinhava, refoguei, em um fio de azeite de oliva, 1 cebola, 230 g de linguicinha suína defumada e dois dentes de alho - nesta ordem, cada um a seu tempo. Desliguei o fogo da panela de pressão após 25 minutos. O feijão já estava bem cozido e a água quase seca. Juntei 300 ml de água, o refogado de cebola, linguiça e alho, um pouco de sal e deixei cozinhando mais uns minutos para apurar o sabor. Antes de desligar ajustei o sal. 
Comemos o feijão puro, de colher. Ficou bem como eu gosto, com o caldo grosso e bem temperadinho.

sábado, 21 de agosto de 2010

Pão de minuto sem glúten

O Rodrigo me alertou sobre a necessidade de fazermos compras ontem à noite, mas nada nesse mundo me faria entrar em um supermercado no cansaço em que eu estava... Hoje acordei faminta e decidida a fazer um pão de minuto para comer quentinho, acompanhado de um suco de laranja feito na hora. Coisa boa tomar um café da manhã com calma... Amo fazer isso nos finais de semana!
Para minha surpresa, o buraco na geladeira e na dispensa era maior do que eu pensava, não tinha farinha para o pão... Quase desanimei, mas decidi arriscar quando eu vi uma caixinha de fécula de batata esquecida no fundo do armário. O resultado foi maravilhoso, anotem aí:
1 xícara de fécula de batata;
1/2 xícara de farinha de linhaça dourada;
1 pacotinho de queijo ralado (50 g);
2 colheres de sopa de manteiga;
1 ovo;
1 copo de iogurte natural (170 g);
1 colher de sopa de açúcar;
1 colher de sopa de fermento;
cubos de queijo minas (opcional).
Primeiro misturei os ingredientes úmidos: iogurte, ovo e manteiga. Depois juntei os secos, sempre misturando (deixei o fermento por último). Dividi a massa em 10 forminhas* de empada untadas com azeite. Coloquei a massa com uma colher, sem me preocupar em nivelar, só cuidei para deixar espaço na forminha para o pão crescer. Por fim, coloquei um cubo de queijo em cada e levei ao forno pré aquecido por 20 minutos (180 ºC). 
A massa ficou leve e a linhaça deu ares de pão integral. Comi quentinho com creme de ricota... Ficou muito bom!!!! Aproveitei calmamente cada mordida, afinal faziam 10 dias que eu não colocava pão na boca (o regime segue firme, amanhã conto pra vocês).
Dedico este pãozinho de minuto improvisado para a minha "amiga virtual" Sinara, que é celíaca e leitora fiel do blog!

* Usei forminhas nº 03, com 08 cm de diâmetro e 03 cm de altura. 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

La Maison Ladurée

A lista de coisas tipicamente francesas que quero experimentar é extensa. Morro de curiosidade de comer aqueles "bolinhos" recheados e coloridos - os famosos macarons. Segundo consta, o doce nasceu na Itália (maccherone), mas foi na França que ganhou o acabamento delicado e status de iguaria. 
Só conheço de nome, porque aqui em Porto Alegre obviamente não se encontra. Babo quando vejo aquelas fotos das vitrines das pâtisseries francesas cheias de macarons coloridos!!!
A Ladurée (dica da Dani, que é très chic) é uma das mais tradicionais confeitarias de Paris, foi fundada em 1862 e até hoje é referência em requinte e qualidade. Além da França, tem lojas espalhadas por outros países da Europa e duas lojas no Japão. Eu já escolhi em que loja eu vou: Ladurée Royale, a primeira de todas. 
Ontem me deliciei visitando o site, a cada estação eles lançam novos sabores de macarons, todos coloridíssimos e chiquérrimos!!! 
E as embalagens? Acho que vou ter um troço quando ver estas caixinhas très charmant! Nem adianta querer trazer de presente, porque os macarons devem ser consumidos fresquinhos, além disso são tão delicados que não iriam aguentar o transporte - vocês sabem como as companhias aéreas são "cuidadosas" com a nossa bagagem...