segunda-feira, 20 de setembro de 2010

As principais regiões vinícolas da França

fonte da imagem: www.academiadovinho.com.br
Quando começamos a tomar vinho com um pouco mais de critério, definimos que uva gostamos, qual combina mais com o prato e está feito - os vinhos chilenos, argentinos e brasileiros, atendem largamente nossas necessidades. Se tentamos comprar um francês na prateleira do supermercado, por um preço "em conta", quando abrimos a garrafa o rumo é certo: a pia (eu passei por isso algumas vezes...).
Até pouco tempo atrás os vinhos franceses passavam longe da nossa adega, pelo custo e especialmente pelo desconhecimento. A França é repleta de pequenas vinícolas, a composição dos vinhos é bem variada e o vinho é nominado pela região. Sempre batia a dúvida, o que comprar?
Se vocês se identificaram com os parágrafos acima, a série de postagens que inicia hoje vai ser útil para conhecer um pouquinho os vinhos franceses e quem sabe incluí-los na próxima compra. Em cada postagem será comentada um região vinícola da França e as características dos seus vinhos. Pretendo encerrar com a recomendação de um vinho da referida região, que tomei e aprovei - sempre é claro, considerando minha humilde experiência no assunto e o preço que aceito pagar por um vinho do Velho Mundo. 
Antes de começar a "série", uma breve introdução sobre o assunto vai ajudar a entender melhor as próximas postagens.
A legislação que rege os vinhos franceses
A viticultura francesa é um dos setores agrícolas mais controlados do mundo, toda menção no rótulo é regida por lei, e cada garrafa pertence a uma categoria distinta por ordem decrescente de prestígio:
AOC (Appellation d'Origine Contrôlée) - Cada região tem regras particulares para denominação de origem controlada. São os vinhos de melhor qualidade, provenientes de regiões delimitadas, dentro das quais existem sub-regiões também AOC, cada uma com sua classificação hierárquica para seus vinhos. Existem cerca de 450 AOC e delas provêm os melhores vinhos da França. Algumas utilizam a denominação Cru (vinhedo) para os seus melhores vinhos, como Grand Cru, Premier Cru, Deuxième Cru, etc. O sistema das AOC é controlado e regulamentado pelo rigoroso Institut National des Appellations d'Origine (INAO).
VDQS (Vins délimités de qualités superieure) - Com menos prestígio que as AOC, mas sob mesma regulamentação, constituem o segundo grau na hierarquia de qualidade e representam 1% dos vinhos franceses. Suas delimitações, menos precisas que as AOC, são em função de limites municipais.
Vinhos do país (vins de pays) - Representam cerca de 15% da produção francesa, é uma categoria especial entre os vinhos de mesa. Dividem-se em regional, departamental e local. Seu número vem aumentando, pois com uma legislação menos restritiva que a AOC, há mais liberdade para inovar.
Vinhos de mesa (vins de table) - aproximadamente 55% dos vinhedos franceses produzem vinho de mesa. São os vinhos de menor qualidade e não podem conter no rótulo o nome de nenhuma região, sub-região ou vinhedo específico, mas apenas a expressão Vin de France. São na maioria tinto e provêm das regiões do Languedoc-Roussilon, da Provence e de Córsega. 
O comércio do vinho francês
Nem todos viticultores da França produzem vinhos, alguns vendem suas uvas a negociantes e outros a uma cooperativa local. No caso dos produtores, nem sempre seu vinho leva seu nome, às vezes a produção é cedida a um negociante que faz o corte com outros vinhos e o engarrafa com um nome de marca. 
As regiões vinícolas
Alsácia
fonte da imagem: www.almadeviajante.com
Alsácia - Do alto das colinas arborizadas da Alsácia, pode-se ver o Reno e além dele a Floresta Negra alemã. Embora não seja raro comparar os vinhos da Alsácia com alguns vizinhos alemães, eles são na verdade mais próximos dos brancos da Áustria. A região tem muitas cepas em comum com a Alemanha: riesling, gewürztraminer, sylvaner. Também usa a pinot noir, pinot blanc e pinot gris, também conhecida pelo nome tokay da Alsácia. É o paraíso dos gastrônomos pelos inúmeros restaurantes famosos. A arquitetura pitoresca dos seus vilarejos testemunha seu rico passado. Poucas regiões conheceram tantas guerras e mudaram de nacionalidade quanto ela, devido à situação estratégica que ocupa na fronteira franco-alemã. Hoje, é francesa, mas não deixa de afirmar sua particularidade pelo apego ao dialeto, seu espírito regionalista e seus vinhos únicos.
Bordeaux - Bordeaux se localiza no departamento de Gironda, sudoeste da França, e sua produção vinícola se concentra às margens de dois rios principais, o Garonne e o Dordogne. A região costuma ser dividida em três partes: margem esquerda, margem direita e Entre-Deux-Mers, que se dividem ainda em várias sub-regiões - entre as mais famosas destacam-se Médoc, Graves, Pomerol e Saint-Émilion. Mais de 80% da produção vinícola é de vinhos tintos e é inevitável a associação do nome Bordeaux com vinhos estruturados e elegantes, marcados pela predominância da Cabernet Sauvignon e Merlot. Dentre os brancos, são produzidos vinhos excepcionais, graças à "podridão nobre" que ataca a Sémillon e a Sauvignon Blanc. 
Borgonha - O clima da Borgonha apresenta invernos rigorosos e primaveras com muita geada, mas devido a posição favorável dos seus vinhedos, em encostas, as uvas ficam protegidas das geadas e dos ventos. Elaborado com apenas com uma uva, a pinot noir, os vinhos tintos da Borgonha são claros e delicados. A pinot noir é conhecida como uma uva caprichosa e por isso pode produzir vinhos excelentes ou lamentáveis, de acordo com as condições climáticas e peculiaridades do terroir. Outras uvas também são produzidas na Borgonha e dão origem a vinhos vinculados a determinadas sub-regiões, como o Beaujolais, vinho jovem elaborado com a uva gamay, e o espumante Crémant de Borgogne, elaborado com a aligoté. A chardonnay destaca-se nos diferentes terroirs da Borgonha por sua adaptabilidade. O vinhos produzidos com ela na Borgonha são tidos como os melhores brancos do mundo.
Champagne
fonte da imagem: parisalacarte.wordpress.com
Champagne - A região de Champagne se localiza no norte da França e faz o espumante mais prestigiado do mundo. Champagne é AOC, portanto só os espumantes produzidos nesta região podem ter este nome. As inúmeras maisons somam cerca de 12 mil marcas, cujas principais sub-regiões produtoras são Épernay, Reims e Aÿ. A vinha é cultivada na região desde o século I e o vinho espumante surgiu de um processo natural e de um conjunto de circunstâncias, como a dupla fermentação, caracterizada por variações climáticas da região. No final do século XVII, com o surgimento da rolha, percebeu-se que o vinho se conservava mais tempo em garrafa que em barril e depois disso, Don Pérignon foi o responsável por desenvolver o método champenoise, que virou modelo de produção para os espumantes em todo o mundo. As três uvas permitidas para se produzir o Champagne são as tintas pinot noir, pinot meunier e a branca chardonay. A maioria dos Champagnes é concebida para consumo em dois ou três anos, mas existem os mais estruturados, que podem evoluir em garrafa por mais tempo. O Champagne rosado é de difícil elaboração na região, o que o torna especial e complexo. 
Vale do Rhône
fonte da imagem: papodevinho.blogspot.com
Rhône - O Vale do Rhône tem várias regiões diferenciadas. De norte a sul, os cerca de 200 km que separam Vienne de Avignon produzem desde os tintos aromáticos de Côte-Rôtie, com predomínio de shiraz, até os vigorosos tintos de Hermitage, o vinhedo mais famoso da região, além  dos jovens frutados à base de grenache da zona mediterrânea de Côtes du Rhône. O norte da região tem clima continental, com primaveras suaves e verões quentes. Para o sul, o clima se torna mediterrâneo. No conjunto da região são cultivadas cepas tintas e brancas, mas nem todas costumam dar bons vinhos nas mesmas localizações. O norte é caracterizados pelos tintos escuros e carnosos. Os tintos do sul procedem de várias cepas e têm aromas muito frutados, às vezes com toques de especiarias ou que lembram ervas secas. Os brancos do norte oferecem um contraste entre os vinhos robustos feitos de Marsanne e os delicadamente frutados de Viognier. O sul, árido, até agora tinha produzidos brancos sem destaque, mas a situação está mudando. 
Vale do Loire - O mais longo rio francês, o Loire, corre numa paisagem de colinas, campos verdes e vinhas, margeando châteaux e cidades tranquilas. O Vale do Loire, que é uma das regiões vinícolas mais extensas da França, produz uma gama de vinhos tão rica que é difícil encontrar neles características em comum. Vai de vinhos brancos secos aos licorosos, tintos leves ou intensos, passa pelos rosados secos ou doces e pelos crémants. A flutuação do clima é responsável por tanta variedade. Destacam-se três grandes regiões vinícolas: Sancerre e Pouilly, que produz vinhos brancos frutados e herbáceos, graças à cepa sauvignon blanc; as vastas extensões de Touraine e de Anjou, com toda uma família de vinhos brancos não espumantes e espumantes, e a maior produção de vinhos tintos do Loire; o baixo Loire é a última região que produz um vinho branco frutado, que evoca o mar. 




Existem ainda outras regiões vinícolas de menor expressão, que a princípio não valem uma postagem exclusiva, mas podem aparecer no final da "série", caso eu encontre um vinho que valha a pena comentar (e comprar). Não sei quando as postagens serão feitas, pois pretendo associá-las sempre a um vinho que tomei. Na viagem, pretendemos provar vinhos de todas as regiões vinícolas citadas nesta postagem, portanto é possível que o assunto engrene só na volta. Estamos programando conhecer as regiões de Borgonha e Champagne, então é certo que vou ter muuuuita enohistória pra contar...

Por hora, os Bordeaux estão presentes na nossa adega e nos últimos tempos tivemos boas experiências, portanto, esta será a primeira região vinícola comentada... Farei a postagem nos próximos dias, sem pressa, pois o tempo anda curto e eu tenho uma séria dificuldade em ser sucinta, rsrsrs.
Fontes consultadas:
Revista Adega, n° 57;
Larousse do Vinho, 2° edição, 2007;
http://www.academiadovinho.com.br

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Fast food é comigo mesmo

Sou super adepta a fast food! Não se preocupem, não estou falando de hamburguer e batata frita de praça de alimentação de shooping (eca!), me refiro à tradução literal da expressão - comida rápida. Amo cozinhar, mas não curto ficar horas na cozinha. Prefiro pratos descomplicados, cujo preparo não demande mais de 1 hora.
Essa massinha aí da foto ficou show e só precisei de 20 minutos para prepará-la. 
Anotem os ingredientes para duas pessoas:
250 gramas de massa (usei grano duro tipo caserecce)
70 gramas de bacon (usei aquele da Sadia que já vem picado)
2 dentes de alho
1 lata de tomate pelado
manjericão fresco
ervilhas congeladas
1/3 de cubo de caldo de carne
lascas de queijo parmesão
azeite de oliva e pimenta do reino.
Enquanto a água da massa esquentava... Na panela wok: fritei o bacon, juntei o alho bem picadinho e em seguida adicionei o tomate pelado (toda lata, inclusive o suco). Com a ajuda de uma colher desmanchei os tomates, juntei o caldo de carne e deixei cozinhando até engrossar. Quando a massa estava quase pronta, juntei ao molho um punhado de ervilhas congeladas e folhas de manjericão. Escorri a massa, misturei com o molho e servi em seguida, com lascas de parmesão. Para finalizar, a tradicional dupla azeite de oliva e pimenta do reino moída na hora.
Precisa mais?

sábado, 11 de setembro de 2010

Risoto base e Tempranillo espanhol

Sou fã de risotos! É um prato fácil de fazer, rápido e versátil, pois permite várias combinações de ingredientes e sabores. Sabendo fazer a base, não tem erro. Esses dias li no livro a "Itália de Jamie" uma frase ótima: "... é um prato tão simples, precisando de apenas 20 minutos para ser feito, que pode ser considerado um fast food." Bem coisa do Jamie, rsrsrs...
A receita de risoto base é padrão, dá pra variar o tipo de caldo, os tempeiros, a bebida, mas o método de preparo é sempre o mesmo. Eu faço assim (para duas pessoas):
250 gramas de arroz para risoto (uso o arbório ou o carnaroli)
1/2 cebola
50 gramas de manteiga
caldo de legumes (o bom é caldo fresco, mas eu não tenho paciência de fazer - dissolvo 1 cubo de caldo em 1 litro de água quente)
1/2 taça de vinho branco seco (o Jamie sugere usar vermute seco, ainda não testei)
parmesão ralado (normalmente eu uso ralado na hora, se não tenho, uso pouco menos de 1 pacotinho de 50 gramas).
Preparo - refogo a cebola na metade da manteiga, aumento o fogo e junto o arroz; refogo mexendo sem parar por 1 ou 2 minutos, coloco o vinho e deixo evaporar um pouco; depois que o arroz absorveu parte do líquido, abaixo o fogo e começo a colocar o caldo quente, aos poucos; a medida que vai evaporando coloco mais, sempre de olho na panela, mexendo de vez em quando, até ficar no ponto... O ponto é quando o arroz está al dente, cremoso e não absorve mais líquido. No olho não é fácil saber, eu vou provando. Para finalizar, o resto da manteiga e o parmesão ralado. Misturo bem e servir em seguida.
Esta é a receita base que pode ser transformada em qualquer outro risoto. Dependendo do ingrediente, ele pode ser adicionado no começo, meio ou fim do cozimento do risoto... Para testar vai do gosto e da sensibilidade do cozinheiro. Para quem quiser sugestões, na barra lateral do blog tem um marcador exclusivo para risotos.

Fazia horas que eu queria fazer um risoto - tinha planejado para este final de semana um de aspargo com brie, mas tinha que ir no mercado comprar os ingredientes... Acordamos tarde hoje, tomamos um café da manhã de "novela", chovia lá fora, deu uma preguiça de ir pra rua, rsrsrs... 
O almoço saiu no meio da tarde e foi improvisado com o que eu tinha em casa... Pra matar minha vontade, fiz essa receitinha de risoto base, sem agregar nenhum outro ingrediente. Não tinha cebola, mas usei alho e no final, acrescentei umas folinhas de alecrim para dar um perfume a mais... Delicioso. 
Servi junto com tomates assados com gorgonzola e manjericão, cuja receita já postei aqui. Desta vez não tinha o tomate cereja, então fiz com o italiano, fica bom também. Um bom azeite de oliva no prato e uma pimenta do reino moída na hora são imprescindíveis.
O almoço foi simples mas pediu "companhia". Abrimos uma garrafa de um vinho espanhol muito agradável - Finca Pardina 2006 produzido pela vinícola Vitória. Corte de Tempranillo (70%), Cabernet Sauvignon (20%) e Syrah (10%). Vinho leve, de baixa acidez e adstringência muito sutil. Senti no aroma especiarias e framboesa, tabaco no fundo de taça. Persistente e agradável na boca, harmonizou bem com a comida. Não tenho muita experiência com vinhos da uva Tempranillo, mas arrisco dizer que tem potencial para se tornar uma das minhas preferidas, no contexto de vinhos menos encorpados. Compramos há um tempo atrás na Vinhos do Mundo em promoção, por R$ 33,00 - ótima compra.


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Polpetone assado com berinjela

Há um tempão atrás vi a receita de uma big almôndega recheada no blog Dona Amélia e fiquei com vontade. Esses dias comprei carne moída para fazer, mas na hora de buscar a receita no blog da amiga não encontrei (será que errei de blog?). 
Como não estava com paciência de procurar, resolvi improvisar. Usei:
350 gramas de carne moída de primeira
70 gramas de bacon picado em cubos
2 fatias de pão preto
leite
1 ovo
manjericão fresco
1 dente de alho bem picadinho
molho shoyo
queijo mussarela
sal
pimenta do reino moída na hora
1 embalagem de molho de tomate pronto
1 berinjela
Para a massa dos polpetones: Piquei o pão em cubos e deixei de molho em um pouco de leite; misturei a carne moída, o bacon, o ovo, o alho, um pouco de molho shoyo, sal e manjericão a gosto; escorri o pão e juntei na massa, até ficar bem homogênea (o leite foi descartado); dividi em 4 partes e moldei os polpetones recheados com cubos de mussarela.
Acondicionei os polpetones em um refratário médio e preenchi os espaços da forma com cubos de berinjela, temperados apenas com pimenta do reino. Cobri tudo com molho de tomate e levei ao forno médio. 20 minutos com papel alumínio, depois mais 20 sem o papel. 
Para mim foi um refeição completa, pois a berinjela já serviu de acompanhamento. Para quem não abre mão, um arrozinho complementa sob medida o prato. 
Em minha opinião, a "estrela" da receita foi o bacon na massa do polpetone - ficou show!

domingo, 5 de setembro de 2010

Por aí... Mas já volto

Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves -
fomos até lá ontem para resolver alguns
detalhes do "evento". Saímos
de Porto Alegre com uma chuva daquelas,
 mas felizmente chegando lá o sol apareceu
 e deixou o vale mais colorido.
Desde o começo do ano eu estava conseguindo conciliar os altos e baixos da rotina com o blog. Independente da quantidade de trabalho ou outros compromissos, não abandonei as postagens e as visitas... Até mesmo no comecinho, com poucos seguidores e raros comentários, me mantive firme. 
Agora que a coisa estava começando a ficar animada por aqui, que recebo várias visitas e fiz amigos virtuais, não estou conseguindo encaixar tempo para o blog na minha agenda! Isto me deixa bem chateada, pois adoro este espaço, que para mim é muito mais que um passatempo.
O legal é que no momento a falta de tempo tem bons motivos: O primeiro é muito trabalho - isso para mim não é problema porque gosto do que faço, só fica chato quando extrapola os horários convencionais ou quando as coisas não fluem como o previsto... Mas de vez em quando faz parte. Não sou de perder o sono por causa de assuntos de trabalho, mas ultimamente tenho sonhado quase todas as noites... Isso acaba com o meu humor!
O segundo motivo é a viagem - tanta coisa para resolver e tão pouco tempo para dedicar ao assunto. Já estou vendo que vamos sem muita programação prévia, mas tudo bem - nossos programas lá se definirão de acordo com a disposição, o clima... Não quero dar uma de turista maluca e fazer uma maratona fotográfica. Quero curtir cada momento calmamente... Tenho certeza que vai ser uma viagem maravilhosa, mas por enquanto a ansiedade está me tirando o sono.
O terceiro é novidade por aqui, ainda não tinha comentado. Esta não é uma simples viagem de férias, na verdade será nossa lua de mel. Já moramos juntos há quase 5 anos e nos consideramos casados, mas legalmente ainda não somos. Eu definitivamente não tenho vocação para noiva, nunca planejamos fazer uma festa, mas recentemente resolvemos oficializar a relação. Para não passar em branco, faremos uma pequena confraternização, com os pais, irmãos e amigos mais próximos. Não será nada de mais, só um jantar para marcar o evento. Queríamos uma coisa simples, mas que refletisse nossa personalidade, então nada mais apropriado que um lugar que tivesse a ver com vinho e gastronomia, não é? Será na adega de uma vinícola em Bento Gonçalves e eu obviamente não estarei vestida de noiva, mas com um vestido vermelho, ou melhor, vinho, rsrsrs. Está praticamente tudo acertado, mas subestimei os detalhes e deixei muita coisa pra última hora... Que trabalho que dá: fotógrafo, roupa, cardápio... E olha que é só um jantar para poucos! Definitivamente eu não teria paciência para organizar um casamento... Tenho meia dúzia de assuntos para me preocupar, mas estão me tirando o sono... Imagina se fosse algo maior.
Vocês devem ter notado que o assunto "sono" está virando idéia fixa para mim... Não estou conseguindo relaxar, fecho os olhos, mas a cabeça segue a mil... Ansiedade faz parte, falta pouco e tenho certeza que vai dar tudo certo! 
Daqui a pouco mais de 1 mês e meio vou ter minha rotina de volta, com muita história pra contar e fotos lindas para mostrar... Enquanto isso, estarei um pouco ausente por aqui... Mas logo volto, ok?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Farofa de abobrinha

Confesso que não sou muito fã de farofa, mas como sou "abobrinha-maníaca", me interesso por todas as receitas em que ela é usada. A primeira vez que ouvi falar dessa farofa foi no Cozinha Travessa, depois a Fabi do Figos & Funghis testou e aprovou, e por fim, quem fez eu me render foi a Dani do Nossa Cozinha.
Já estava com a abobrinha picada quando me dei conta que não tinha farinha de mandioca em casa - que amadorismo!!! Improvisei com o que tinha, usei farofa temperada, daquela que já vem pronta. Então, a minha versão da farofa de abobrinha ficou assim:
1 fio de azeite
1 dente de alho grande
1 abobrinha grande cortada em cubos
2 ovos
farofa temperada a gosto
sal 
pimenta do reino
1 colher de sopa de manteiga
castanha de caju triturada
Refoguei rapidamente o alho, bem picadinho, no azeite e juntei os cubos de abobrinha - deixei em fogo médio pra ela não soltar água. Assim que a abobrinha estava cozida (mas ainda firme), juntei os dois ovos batidos, e depois de pouco mais de 1 minutos comecei a acrescentar a farofa, sempre mexendo (não medi a quantidade). Ajustei o sal e coloquei pimenta do reino moída na hora. Achei que ela estava um pouquinho seca e juntei uma colher de sopa de manteiga. para dar um toque a mais, acrescentei um pouco de castanha triturada.
Essa versão ficou uma delícia! Tenho certeza que a receita original também fica muito boa.
Uma farofinha perfeita para acompanhar carnes. Eu servi com uma picanha grelhada, bem mal passada como eu gosto...  

Ontem era dia de postar o andamento do regime, mas o domingo foi curto pra fazer postagem e eu não estava muito disposta. Continuo firme, mas a balança estabilizou na última semana. Apesar de o peso não ter baixado, senti nas roupas o progresso. Domingo que vem faço postagem completa sobre o assunto, com gráfico e tudo. 
Estou prevendo que vou ficar um pouco ausente do blog nos próximos dias... A viagem está se aproximando e eu vou ter que me transformar em duas para resolver todos os assuntos pendentes antes das férias... As visitas aos blogues amigos andam raras, mas além da falta de tempo, confesso que não é fácil fazer regime e ficar olhando fotos de comida... Quando eu entrar em uma fase de manutenção, retomo o fôlego nos assuntos gastronômico, mas por enquanto o sobrepeso é grande e para manter o foco, é melhor restringir o contato com as "tentações".

sábado, 28 de agosto de 2010

Eu já mudei uma vida


Há um ano atrás, estava eu assistindo televisão em uma tarde nublada de sábado, como hoje, quando um comercial comprido me chamou a atenção: a possibilidade de mudar uma vida por R$ 35,00 mensais. As imagens e as palavras me tocaram tanto (e olha que não sou de me comover fácil) que quando acabou o comercial fui imediatamente para o computador, acessei o site da campanha e me cadastrei, sem saber direito aonde eu estava me metendo. A partir daquele momento passei a apadrinhar uma criança amparada pela Actionaid.
Dias depois recebi o kit de boas-vindas do apadrinhamento da Actionaid e fiquei muito contente com o que li. Vou tentar resumir os pontos principais pra vocês:
  • A Actionaid é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos e sem filiação partidária ou religiosa, que trabalha em mais de 40 países para vencer a pobreza há 38 anos. O trabalho é desenvolvido em parceria com grupos e organizações locais de comunidades pobres para construir alternativas de superação das dificuldades e garantir o acesso destas populações aos direitos básicos. No Brasil, atua em 13 estados, apoiando 20 projetos em áreas urbanas e rurais. Prioriza experiências nas áreas de desenvolvimento sustentável e agroecologia, educação, saúde, moradia, apoio à valorização do papel da mulher e capacitação para a defesa dos interesses da sociedade civil.
  • O dinheiro doado para o apadrinhamento da criança é direcionado para a comunidade em que ela vive. Eles acreditam que para uma criança se desenvolver bem, sua família também deve estar amparada e o lugar em que ela vive deve ter condições básicas de saneamento, assistência médica, educação, etc, etc, etc...
  • O padrinho recebe fotos e mensagens (duas por ano) da criança apadrinhada. Os padrinhos também podem enviar cartas, cartões e fotos, este contato é incentivado pois ajuda a trabalhar a auto estima da criança.  
  • Toda a comunicação por cartas é feita via Actionaid. A criança não saberá onde o padrinho mora e entende que ele é uma pessoa que está ajudando sua comunidade, não se criam expectativas além disso.
  • A Actionaid instrui os padrinhos quanto ao conteúdo das mensagens, tipo: evitar comentários sobre religião e política, evitar fotos que mostrem um estilo de vida luxuoso, nunca escrever endereço, telefone ou outro meio de contato, etc.
  • A doação é mensal e a Actionaid envia relatórios esporádicos sobre o trabalho que realiza na comunidade da criança apadrinhada, além do relatório anual que mostra como os recursos foram destinados.
O meu afilhado mora na região de Timon, no Maranhão. Hoje ele está com 12 anos e cursa a 6º série. Quando crescer, ele quer ser um "jogador de bola" ou um "doutor". Recentemente recebi sua 3º cartinha e sempre fico bem emocionada... Nunca escrevi para ele, vou deixando para depois e esqueço... Nessa última, ele pediu para que eu escrevesse. Que vergonha que me deu! Vou já providenciar uma cartinha, segunda coloco no Correio sem falta!
Porque estou falando nisso aqui no blog? Para dividir com vocês esta experiência. Meu envolvimento é apenas esse, faço a doação mensal (R$ 39,00 atualmente) e recebo cartinhas e boletins... Não posso atestar a legitimidade ou a intenção dessa organização, nem ao menos fui atrás de mais informação, mas acredito que as pessoas envolvidas nisso são sérias e engajadas. 
Felizmente tive condições de estudar e hoje R$ 39,00 não comprometem a minha renda mensal. Se me falta tempo, motivação, ou até mesmo interesse em participar pessoalmente de um projeto desses, penso que a minha doação em dinheiro ajuda pelo menos a viabilizar as iniciativas de quem se dedica realmente a isso. É bom sentir que sou parte de algo maior e que fazer o bem pode ir muito além das pequenas atitudes do nosso restrito cotidiano. Para quem quiser conferir: