sábado, 16 de outubro de 2010

Bonjour! Estou de volta!

Viajar é maravilhoso, mas voltar pra casa também é bom demais! Segunda feira acabam as férias, mas felizmente tenho o final de semana inteiro para me "reambientar", matar a saudade dos gatos e botar a bagunça em ordem... Desarrumar mala, lavar roupa, limpar a casa, cozinhar - lá se foi o glamour de Paris,  rsrsrs.
Vou fazer postagens sobre a viagem esporadicamente, intercalando com outros assuntos para não fugir do foco principal do blog, que é a "boa mesa". 
Se vocês tiverem alguma dúvida ou quiserem que eu fale sobre algum assunto específico da viagem, mandem e-mail, ok? Pretendo abordar o tema sem pressa... Enfim, passou a correria e ansiedade das últimos meses e a vida retoma seu curso normal.
Para celebrar o fim desta viagem inesquecível, uma seleção de fotos do que eu mais gostei na França - os jardins. Torre Eiffel, museus, catedrais, monumentos - tudo é muuuuito bonito, mas "nada melhor do que não fazer nada", sentado sob o sol em um jardin parisiense... Que saudade que me deu do meu chimarrão quando eu estava lá!
Dos que eu conheci, os mais bonitos são: o Jardin du Luxembourg (me apaixonei por este lugar), o Jardin des Tuileries (junto ao Musée du Louvre) e os vários jardins do Château de Varsailles.
Tuileries
Tuileries
Tuileries
Luxembourg
Luxembourg
Luxembourg
Luxembourg
Versailles
Versailles
Versailles

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

No coração da Borgonha

Bonjour! Passamos dois dias inesquecíveis em um pequeno (muito pequeno mesmo!) vilarejo da Borgonha, conhecido por produzir vinhos de qualidade superior: Gevrey-Chambertin. A Route des Grands Crus liga vários vilarejos produtores de bons vinhos na região de Cotês de Nuits. Tudo por aqui tem ares de interior, construções antigas, ruas estreitas e pessoas simpáticas. Há uma boa estrutura para receber pessoas de fora (hotéis, restaurantes, etc), entretanto esta é uma parte da França um pouco conservadora. Em geral, só se fala francês e os hábitos e horários dos habitantes prevalecem, turistas são bem vindos desde que se preserve o cotidiano local. Os vinhos são realmente maravilhosos... Tivemos ótimas experiências, depois conto pra vocês.
Hoje voltamos para Paris, mais uma noite na França e já está na hora de voltar! Passou rápido! Enquanto não vêm as histórias da viagem, as fotinhos traduzem bem o clima da Borgonha... Au revoir!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Na Champagne... Sem pressa

Quem está acostumado a visitar o blog, sabe da minha adoração pelo Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves/RS. Hoje posso dizer que o pessoal de lá não faz feio e os nossos espumantes são realmente muito bons, mas...
Nada se compara ao charme da região de Champagne e ao sabor do champagne aqui produzido - C'est magnifique! Além de visitarmos as caves da Moet Chandon, atravessamos de carro o Parc Natural Regional de la Montagne de Reims e passamos por trechos da Route Touristique du Champagne. A paisagem é linda e os pequenos vilarejos no trajeto nos remetem a um cenário de filme. É tudo muito tranquilo e agradável.
Depois da "maratona Paris", esta parte da viagem está sendo tudo de bom para curtir a França realmente sem pressa. Hoje partimos para região da Borgonha, para um novo capítulo, que em breve conto pra vocês...





sábado, 9 de outubro de 2010

O vinho do gelo

Uvas congeladas no ponto de 
serem colhidas
fonte da imagem:
revistamenu.terra.com.br
 Icewine, o vinho do gelo, é um vinho de sobremesa elaborado a partir de uvas colhidas maduras e congeladas. A Alemanha produziu o primeiro icewine (lá chamado de Eiswein) há cerca de 200 anos (há controvérsia), mas hoje, o país produtor ícone é o Canadá. O primeiro lançamento comercial de icewine no Canadá foi em 1978, mas o grande reconhecimento veio em 1991, durante a Vinexpo, a mais tradicional feira de vinhos realizada em Bordeaux, França. Nesta ocasião se constatou que o Canadá poderia ter um vinho de sobremesa com sucesso internacional. Hoje o Canadá tem até uma região vinícola de origem controlada, a VQA (Viniters Quality Alliance), que produz mais de 885 mil litros de icewine por safra e exporta para cerca de 50 países. A colheita só pode começar quando a temperatura se mantém a, no mínimo, 8ºC negativos. Na Alemanha e na Áustria, o mínimo permitido é 7ºC negativos.

Colheita das uvas no Canadá
fonte da imagem:
vinhosempauta.wordpress.com

Amanhã, no dia 10 de outubro, será lançado o primeiro vinho do gelo brasileiro, elaborados com uvas provenientes de São Joaquim/SC e produzido pela vinícola Pericó.
No inverno de 2009, ao registrar em seus vinhedos o fenômeno da natureza mais esperado do inverno, o gelo, a equipe da vinícola Pericó mobilizou-se para a produção desse raro vinho. Com os termômetros marcando -7,5 ºC, foi realizada a colheita das uvas congeladas. 
Para elaborar um icewine é preciso colher as uvas perfeitamente maduras em temperatura inferior a -6 ºC. Nessa condição, a água que se encontra no interior das bagas das uvas congela e o gelo é separado do suco, rico em açúcar, pelo processo de prensagem das uvas, ficando retido dentro de uma prensa juntamente com a casca, com as sementes e com o engaço. O mosto rico em açúcares é então fermentado a 10 ºC por 60 dias. Posteriormente, é estabilizado e colocado em barricas de carvalho francês.
Geada que cobria os campos de Santa Catarina no
dia da colheita do vinho do gelo
foto: Anders Marcio Santos Duarte, divulgação: www.clickrbs.com.br
Estou curiosa para provar este lançamento da vinícola Pericó, especialmente porque terei um parâmetro de comparação. Minha amiga Bibiana, que passou recentemente 1 mês no Canadá, me trouxe uma garrafa de um icewine canadense. Apesar de não ter provado ainda, e independente de gostar, ameeeei o presente, porque adoro provar coisas diferentes e ter minha própria opinião. Quando tomar conto pra vocês, ok? Ainda não abri porque quero fazer uma degustação comparativa com o brasileiro que será lançado - é claro, se eu não arrepiar por causa do preço! Como é um vinho raro, costuma ser caro e aqui no Brasil a produção foi pequena, então...

Fontes consultadas sobre o icewine:
Wines of Canada
Vinícola Pericó
Revista Menu

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sem pressa... Direto de Paris!

Saudade do blog, dos amigos e dos gatos... Mas Paris é tão maravilhosa e há tanto para conhecer, que não dá nem tempo de pensar no que está longe! São tantas praças, jardins, igrejas, museus... Mas o que eu estou curtindo mais é o cotidiano parisiense e seus detalhes - o visual das ruas, cafés, prédios, pessoas... C'est très charmant!
Quando voltar, sem pressa, faço postagens mais detalhadas... Por hora, umas fotinhos pra vocês sentirem o "clima" da viagem  - pena que o sol anda se escondendo por aqui, mas nada que comprometa os passeio... Só as fotos, que ficam menos coloridas.
Minha primeira "refeição" em Paris.
Os cogumelos são abundantes em qualquer
"fruteira"! Grandes, saudáveis e com um bom
preço... Morri de inveja!  
Jardin des Plantes, junto ao museu de história
natural. Não entramos no museu, mas o jardim
vale uma visita exclusiva.
No Jardin des Plantes.
No batobus, além de um belo passeio,
um ótimo meio de transporte.
Jardim do Museu Rodin, lindo e com belas
esculturas. O acesso é pago, mas vale a pena.
Igreja aonde está o túmulo de
Napoleão, junto ao museu de l'armée.
É muito bonita por dentro e por fora.
Dispensa comentários... A vista do
andar mais alto é esplêndida!
Fiquei emocionada só de ver ela
de longe... Imagina quando
cheguei perto.
Arc de Triomphe.
Poderia passar a tarde nesse
banco se tivesse um chimarrão.
Macarons da Maison Ladurée.
Fui, provei e aprovei.


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O dia da "noiva"

No café da manhã, iogurte 
natural com calda de 
morango, harmonizado
 com espumante
 moscatel - recomendo!
Arrumando as malas pra viagem! Enfim chegou a hora. O sábado foi perfeito e o evento estava maravilhoso. Começamos o dia com belo café da manhã na Villa Valduga, local do evento e onde a maior parte dos convidados estava hospedada; seguimos para um programa de relaxamento para casal no Spa do Vinho, que foi simplesmente sensacional; fizemos um pequeno ensaio fotográfico na vinícola Miolo; almoçamos no Ristorante Don Ziero (divino); fui para o Jane Bauty (amei, muito atenciosos) fazer cabelo e maquiagem e quando voltei para a pousada, já estava quase na hora... Antes de irmos para o evento, abrimos um espumante para brindar a chegada desse momento planejado com muito carinho.
Tudo estava impecável, a equipe da Villa Valduga caprichou nos detalhes e na atenção, o jantar estava maravilhoso e todos os convidados gostaram muito - foi do jeito que eu sempre quis, casar em um evento pequeno, cercada de pessoas queridas... Só vou guardar boas lembranças dessa noite, registrada pela lente do Zéto Telöken que tenho certeza, fez ótimas fotos. Quando ficarem prontas, mostro aqui. Por enquanto, algumas fotinhos que tirei durante o dia, para compartilhar com vocês o meu "dia da noiva".



Ensaio fotográfico com o Zéto Telöken
Logo que vi não me gostei nessa foto, mas
 uma amiga falou que estava perfeita!
Bem "cara de Ju", rsrsrs
Ensaio fotográfico com o Zéto Telöken
Demos trabalho para ele com a
nossa timidez, rsrsrs. Nunca pensei que
 fosse tão difícil "posar" pra foto!



Chegou a hora! Brindemos!
Comentei por aqui que eu ia usar vestido vermelho, né?


Nota: Esta postagem está parecendo "anúncio publicitário" com tantos links né?  Fiz questão de colocar os links de todos os serviços que utilizei no dia, pois todos foram maravilhosos mesmo. Bento Gonçalves é uma cidade pequena, mas está fortemente preparada para eventos... Nota 10! Fiquei muuuuito satisfeita!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

E para vocês, onde está a paz?

Onde encontramos a paz? Hamilton Serpa
Está na busca que nos consome ou naquilo que não mais se busca?
Está na casa pequena e já quitada ou na maior que queres endividada?
Está na morada que te é um lar ou naquela que não tens lugar?
Está na insegurança de um ganho ou no emprego que não preenche?
Está no salário de todo sempre ou na função que te consome?
Está no sossego que te acalma ou na adrenalina que escraviza?
Está na paixão que inquieta ou no amor que só liberta?
Está na palavra que só engana ou nos dizeres que nos agiganta?
Está naquilo que já possuímos ou naquilo que não podemos?
Está na água pura que nos sacia ou na bebida que nos engana?
Esta na chuva que nos refresca ou em brios que nos esquenta?
Está aqui neste atual momento ou em outros que não sabemos?
Está aqui nos atuais pensamentos ou nos que ficaram já faz tempo?
Está no aperto da boa mão ou na mão que não se quer?
Está na mente que escraviza ou no bom ombro que auxilia?
Está no auxilio de boa fé ou na ajuda que não se dá?
Está no "trovaozão" que assusta ou no raio lindo que elimina?
Está na cascata que se esvai ou na “cascata” que se conta?
Está no riacho que corre solto ou no homem que é só absorto?
Está nas correntes que protege ou nas amarras que nos prende?
Está na grama toda verde ou no cinza que desalenta?
Está no ar puro que se respira ou naquilo que impuro o deixa?
Está na violência que se alimenta ou na harmonia que não se cria?
Está na cela que só amedronta ou na mente que se acorrenta?
Está nas recepções sempre alegre ou nas despedidas imperativas?
Está na amizade que satisfaz ou na sua falta que nos faz?
Está no bom arroz com feijão ou na panela que amor não tem?
Está no querer inventar a roda ou viver no simples e ser feliz?
Está no muro que não protege ou no muro que nos esconde?
Está no poço que não se faz ou na água que não se tem?
Está na esperança que é em vão ou em fincar firmes os pés no chão?
Está em um baú que não se abre ou no mistério que lá se encontra?
Está no sapato que nos aperta ou na sandália que é modesta?
Está no orvalho que tudo molha ou nas goteiras que só incomoda?
Está no ônibus que aproxima ou no avião que nos afasta?
Está no caminho sem volta ou na volta que já é tarde?
Está na frustração da não ida ou na ida que nos faz tristes?
Está na realização de um sonho ou na abnegação de se abrir mão?
Está na frustração que nos ensina ou na realização que nos esvazia?
Está no vizinho que é solidário ou naquele que é refratário?
Está no bairro que nos envolve ou naquele que só nos cerca?
Está na alegria que é matutina ou nas depressões de fim de dia?
Onde está a paz tão almejada?
Não é na alma que nos carrega?


Quando vi esta foto hoje, imersa na"atucanação" da semana pré-férias onde tudo precisa ser resolvido, lembrei do ar gelado deste dia, do cheiro do pasto, do calor do sol, do silêncio do vento, e principalmente do que minha colega falou quando estávamos lá: "esse lugar dá uma paz...". Na hora não dei o devido valor, pois estava preocupada em voltar para o trabalho para resolver problemas! Agora vejo que eu perdi um momento de paz, por simplesmente não estar aberta a usufruí-lo. Às vezes gastamos tempo e energia para resolver as pendência do cotidiano, para então ter merecidos momentos de paz, mas não nos damos conta que a paz existe constantemente ao nosso redor... Só é preciso ter sensibilidade para percebê-la.
Por isso sigo em busca do caminho do meio...
Tentando levar a vida sem pressa.
Quem sabe um dia eu consigo.