terça-feira, 23 de novembro de 2010

Negrinho de colher sem leite condensado

Antes de mais nada, para esclarecer: aqui no sul chamamos brigadeiro de negrinho. Até escrevi brigadeiro no título mas tive que mudar, fica estranho. É como ao invés de tu, falar você, ao invés de cacetinho, falar pão francês, e por aí vai... O gauchês prevalece no vocabulário do blog, não tem jeito.
Vi esta receita no Panelaterapia há meses atrás e não levei fé... No último domingo, bateu aquela vontade de comer doce, mais especificamente negrinho, e pra variar não tinha leite condensado em casa (esta é uma medida preventiva que adotei no últimos anos, não dá pra ter em casa!).
Quando estava a ponto de sair pra comprar, me veio a vaga lembrança de uma receita de "brigadeiro sem leite condensado" no blog da Tati - corri para o computador...
Fácil demais, resolvi arriscar. 
O resultado foi uma bela surpresa, dá certo e fica bem bom! Claro que não é igual ao original, mas é perfeito para quando a preguiça de sair de casa é maior que a vontade de comer doce!
Anotem aí os ingrediente:
1 xícara de leite;
4 colheres de sopa de achocolatado em pó (usei Nescau);
3 colheres de sopa de açúçar;
1 colher de sopa de manteiga sem sal;
2 colheres de sobremesa de creme de leite (invenção minha, não está na receita original).
É só colocar todos os ingredientes (com exceção do creme de leite) em uma panela, em fogo baixo, e mexer sem parar (sem parar mesmo!). Em 17 minutos estava cremoso, em um ponto bom de comer de colher. Desliguei o fogo e juntei o creme de leite para suavizar o sabor e realçar a consistência.
A medida é essa da foto, um copinho de Nutella pequeno. Coloquei umas nozes por cima e comi morninho... 
Como disse a Tati, receitinha preciosa essa!

domingo, 21 de novembro de 2010

Mais dicas da Serra Gaúcha

Quem acompanha o blog sabe que sou fã da Serra Gaúcha e hoje passei aqui para dar uma dica de um lugar inusitado na BR 116, em meio a zona urbana de Caxias do Sul - o Château Lacave.
Recentemente fomos a Caxias e aproveitamos para almoçar lá. Conhecemos este lugar há alguns anos atrás e tínhamos uma recordação boa, que se confirmou nesta nova visita.
O Château Lacave é uma vinícola que embarcou forte na idéia do enoturismo, sua sede está instalada em um castelo temático, construído e decorado em estilo medieval. Há uma visitação guiada, com degustação, para conhecer o processo produtivo dos vinhos da vinícola. As caves ficam no próprio castelo e este tour passa por diferentes ambientes temáticos.
Em minha opinião, a estrela do Château não são os vinhos, mas sim o restaurante. No almoço, é servido um rodízio de comida italiana excelente. Não há muita variedade de pratos, mas tudo é muito bom. Além disso há um buffet de sobremesa de primeira linha.
Desta vez não fizemos a visitação, pois tínhamos um compromisso, fomos lá só para almoçar. O preço é bom e a carta de vinhos apresenta os mesmos valores do varejo. O rodízio para duas pessoas, acompanhado de um espumante da casa e água, custou em torno de R$ 90,00.



sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Panqueca de espinafre e ricota

Semaninha corrida... Não sobrou tempo para o blog e muito menos para cozinhar. Esta panqueca fiz há um tempinho. Hoje "aproveitei" uma crise de insônia para fazer a postagem... Salve o final de semana que está chegando!!!! 
Este receita é uma boa pedida para uma jantinha leve no sábado à noite, acompanhada de um vinho branco ou um espumante, que tal?
Para a massa da panqueca:
- 1/2 xícara de Maizena;
- 1/2 xícara de farinha de trigo;
- 1 xícara de leite;
- 1 ovo;
- 1 colher de sopa de óleo;
- sal;
- 1 "toque" de açafrão para dar cor.
No recheio:
- 120 gramas de espinafre congelado;
- 1 peça pequena de ricota (cerca de 150 gramas) esfarelada;
- 1 punhado de nozes picadas com a mão;
- cerca de 10 damascos secos cortados em pedacinhos;
- 2 colheres de sopa de creme de ricota (se não tiver, pode usar creme de leite);
- sal e noz moscada ralada na hora, a gosto.
Para o molho:
- 1 dente de alho;
-1 colher de sopa de azeite de oliva;
- 100 ml de vinho branco seco;
- 1 colher de sopa de mostarda Dijon (além da convencional, acrescentei um pouco da mostarda em sementes para dar um "charme" ao molho).
- 150 gramas de creme de leite.

Para fazer a panqueca: liquidificador, frigideira Teflon e paciência. Gosto da massa fina e esta receita rende em torno de 8 panquecas - dessa vez a paciência estava curta e fiz a massa um pouquinho mais grossa. Rendeu 7 panquecas, que foram sob medida para a quantidade de recheio.

Para o recheio: descongelei o espinafre no microondas (cuida que é rápido!) e juntei com todos os ingredientes até formar uma mistura homogênea. Recheei as panquecas e coloquei no forno, em fogo baixo só pra dar uma aquecida porque o recheio estava frio. O tempo de aquecimento foi o tempo de fazer o molho...

Para o molho: Refoguei de leve o alho bem picadinho no azeite e logo juntei o vinho, deixei evaporar um pouco e juntei os outros ingredientes, mexendo sem parar, até a mistura ferver. É importante mexer porque isso define a consistência da mistura. 
Uma dica importante sobre a quantidade da mostarda: colocar aos poucos e provar. Trouxemos da França uma mostarda de Dijon da mesma marca, e com as mesmas características, que costumávamos comprar aqui e ela é consideravelmente mais forte! Isto faz toda a diferença no sabor do molho...

Então é isso, tirei a panqueca levemente aquecida do forno e servi com este molinho de mostarda que é sucesso na certa. Para acompanhar, escolhemos um bom vinho branco, mas...
Muito cuidado ao estocar vinho branco, a maioria deles não tem potencial de guarda, isto é, comprou, tomou, nada de ficar guardando. É bom prestar atenção nas datas dos vinhos brancos nas prateleiras dos supermercados, eu diria que a safra limite é a 2008 (melhor é 2009), mais antigo que isso, nem pensar.
Lembram daquele curso de vinhos que fizemos na Miolo há um ano atrás? Na ocasião, provamos o Viognier  e achamos bem interessante. Tinha notas de flores no aroma e algo tipo damasco e abacaxi no sabor. Compramos um garrafa, mas ela ficou esquecida na adega. 
No dia que fiz a panqueca pensei em abrir um espumante, mas lembrei do Viognier e achei que seria uma bela harmonização... Que decepção, seria perfeita se o vinho não estivesse completamente "passado". Depois vimos que o próprio rótulo recomenda consumir em no máximo dois anos. Era um vinho da safra 2007 e  já tinha perdido boa parte dos seus aromas e sabores, estava sem graça e aguado.
Fica a dica então do vinho e do cuidado com a safra - vinho branco, em geral, deve ser jovem e consumido entre 8ºC e 12ºC. Os rótulos do vinhos costumam conter estas informações, é bom ficar atento.
A safra do Viognier da Miolo que está disponível no mercado é a 2009 e o vinho custa em torno de R$ 25,00. Vou provar a depois conto pra vocês se ele continua valendo a pena. No curso ficamos bem impressionados, apesar de não fazer muito meu estilo. Este vinho é produzido na região da Campanha Gaúcha, no Seival: lugar quente, com boa insolação e pouca chuva. A Miolo tem investido naquela região nos últimos anos. Os vinhos da antiga linha Fortaleza do Seival (agora Seival Estate) não são caros e costumam apresentar uma boa relação entre custo e benefício.





domingo, 14 de novembro de 2010

Entrevero duplo

Refeição rápida e improvisada com o que tinha na geladeira. Comidinha despretensiosa em um domingo com o tempo curto para cozinhar...


Entrevero de legumes
Em uma frigideira refoguei um dente de alho em duas colheres de sopa de azeite de oliva, juntei uma abobrinha cortada em cubos e quando ela estava cozida, acrescentei um punhado de tomate cereja, cortados ao meio e sem semente, e cogumelos Paris, cortados em fatia. Temperei com sal, curry e páprica picante. Não queria que o tomate desmanchasse, então o tempo de cozimento foi curto.


Entrevero de picanha
Cortei uma cebola média em lascas e coloquei no grill com uma quantidade generosa de molho shoyo. Quando a cebola estava cozida, juntei cerca de 300 g de picanha, cortada em iscas e temperada com um pouco de sal, misturei tudo e coloquei uma colher de sobremesa de caldo de carne líquido (acho que só existe da Maggi - é bem bom, recomendo). Como eu gosto de carne mal passada, só dei um "susto" nas iscas. Juntei cubos de queijo, desliguei o grill e abafei com a tampa por cerca de 2 minutos para o queijo derreter.

Excelente! Só faltou a cervejinha para acompanhar...  

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sorteio de Aniversário!

Este mês o blog está de aniversário!!!! 
Primeiro ano do SEM PRESSA!!!! 
Há um ano divido com vocês meu cotidiano e minha mesa. O blog começou  meio tímido, sem pressa e sem rumo e aos pouco foi tomando formato e criando personalidade. Hoje o SEM PRESSA existe porque vocês ajudaram a moldá-lo, com dicas, comentário e sugestões, ou simplesmente com as visitinhas anônimas, mas não indiferentes. Adooooro essa interação e o retorno de vocês e espero que isto continue por muitos e muitos anos...
Pra comemorar vai ter presente, e como a maneira mais democrática de eleger um ganhador é o sorteio, começa hoje o Sorteio de Aniversário do SEM PRESSA!"
Escolhi dois presentinhos bem legais, que refletem a personalidade do blog: livro + comida.
O livro que escolhi não é de receita, é de história: Uma História comestível da humanidade, do inglês Tom Standage. É bem legal, segue sinopse:
"O que as batatas têm a ver com a Revolução Industrial? Como o cravo e a canela ajudaram a descobrir o Brasil?  Este livro conta a história da humanidade de modo inusitado: através da comida. Usando os alimentos como chave para o passado, revela como impulsionaram grandes conquistas e também grandes desastres, como guerras e fomes coletivas. Desde o surgimento da agricultura, há milhares de anos, a comida determinou estruturas sociais e divisões de classe, e chegou mesmo a traçar a forma atual do mapa-múndi. Isso quer dizer que a história do mundo seria muito diferente se nossa relação com os alimentos fosse outra."
 E pra adoçar a vida, o segundo presente é uma caixa de chocolates que eu trouxe de Gramado especialmente para vocês! É da minha "chocolateria" preferida: Caracol. Tenho certeza que vocês vão adorar estes bombons, que se desmancham na boca... 
Então é isso! As inscrições do sorteio devem ser feitas através de um comentário nesta postagem
Seguem regrinhas básicas:
- Não precisa ter blog ou ser seguidor para participar;
-  Deixar um comentário nesta postagem com nome, e-mail e cidade/estado;
- Só valem inscrições de quem tem um endereço no Brasil para entrega;
- Será sorteada apenas uma pessoa, que ganhará os dois prêmios;
- A inscrições começam a partir da publicação desta postagem e encerram a meia noite do dia 26/11 - resultado do sorteio será divulgado em 29/11, dia do aniversário do SEM PRESSA.

Obrigada pela participação de todos ao longo deste ano! Sejam sempre bem vindos!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Torta de espinafre com gorgonzola

Quando eu olho para esta foto morro de orgulho de mim!!!! Um prato todo verde!!!!! 
Comecei a comer verdura depois de "velha" e confesso que ainda não morro de amores, mas me esforço.
No último domingo ganhei de uma amiga espinafre e alface americana direto da "roça", tudo muito fresquinho. Como sou preguiçosa e sei que o tempo é curto durante a semana, tratei logo de lavar as folhas, selecionar, centrifugar e guardar em saquinhos separados - minha geladeira está cheia de verduras frescas e pronta para o consumo! Assim fica fácil fazer um prato desses né?!
Para tortinha de espinafre usei:
- 2 ovos;
- 1 maços de espinafre; 
- 1 xícara de farinha;
- 1 xícara de leite;
- 1/4 de xícara de azeite de oliva;
- 1 pacotinho de sopa instantânea de caneca para temperar (usei a Quick da Knorr sabor espinafre ao creme);
- 1 colher de sobremesa de fermento;
- 100 gramas de gorgonzola.
Separei umas poucas folhas de espinafre e o resto bati no liquidificador com os ovos, a farinha, o pó da sopa, o fermento, o leite e o azeite. Passei a mistura para uma forma redonda, untada e enfarinhada, e por cima da massa coloquei pedaços de gorgonzola e as folhas que tinha separado, cortadas em tiras. Levei ao forno pré-aquecido por 30 minutos (180ºC).
A torta fica baixinha, não cresce muito. Espinafre é uma das poucas verduras que realmente gosto, combinado com gorgonzola então... Não tem como ficar ruim né!? Servi com alface americana, temperada com azeite de oliva e pimenta do reino moída na hora. Fiquei me achando tri light, hehehe.
Usar a sopa instantânea para temperar foi uma alternativa para evitar o desperdício... Estou com um estoque delas! Comprei demais no inverno e não consumi - sabe aquelas promoções para ganhar a caneca?! Fui seduzida pelo brinde, mas no fundo nem gosto muito dessas sopas.... Um dia aprendo a resistir a este tipo de promoção, hehehe. Se vocês forem fazer esta torta, usem os temperos convencionais, deve ficar melhor e mais saudável, mas se como eu, vocês tiverem umas sopinhas "encalhadas" no armário, fica a dica de como aproveitá-las.

ERRATA: No post anterior (Torta de abobrinha) tinha esquecido de colocar os ovos na lista de ingredientes! Já corrigi, mas quem recebeu por e-mail ficou com a versão errada...

domingo, 7 de novembro de 2010

Torta de abobrinha

Inspirada na receita da Fla, fiz minha versão de torta de abobrinha. Eu sou suspeita em elogiar porque adoro abobrinha, mas estou certa que esta torta agrada até os que "pensam" que não gostam deste legume tão versátil. Anotem aí os ingredientes:
- 2 ovos;
- 1 xícara de farinha de trigo;
- 1 xícara de leite;
- 1/2 xícara de óleo;
- 1 colher de sobremesa de fermento;
- 1 abobrinha grande cortada em cubos;
- 2 linguiças (120 g) tipo calabresa (usei aquela da Sadia cozida, defumada e fininha) cortada em cubos;
- 1 pacotinho de queijo ralado (50 g);
- sal, pimenta do reino preta moída na hora, folhas de manjericão a gosto.
Bati no liquidificado a farinha, o leite, o óleo, os ovos, o fermento e os temperos. Nessa mistura, juntei a abobrinha, a calabresa e o queijo. Passei tudo para uma forma de aro removível, untada e enfarinha, e levei os forno pré aquecido por 40 minutos (180ºC).
Perfeita! Fica leve e muito saborosa, além de ser rápida e fácil de fazer! Amei e já estou pensando em várias versões... Light, integral, sem glúten, etc. Não tem como dar errado! É importante sempre ter um outro ingrediente para compor o sabor, pois a abobrinha é muito sonsa sozinha. Nessa usei a calabresinha porque estava dando sopa na geladeira, mas já pensei em outras opções, tipo: atum, azeitona, presunto, frango desfiado, cogumelo...
Para acompanhar, um espumante. Combinação perfeita! Agora que começa o calor por aqui, os tintos perdem espaço e reinam os espumantes e as cervejas... Isso é uma das coisas que mais gosto no Sul, tem época boa pra tudo quando se fala em gastronomia.
Escolhemos um espumante sem muita complexidade, mas que tem sempre lugar reservado na nossa adega. O Terra Nova Blanc de Blancs Brut. Leva o selo Miolo e é produzido no Vale do Rio São Francisco, com o corte das uvas Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Verdejo. É um espumante leve, sem muita estrutura, mas bastante equilibrado. Em minha opinião, é o melhor espumante nacional na sua faixa de preço (em torno de R$ 18,00). Por ter um custo baixo, é perfeito para eventos, além de ser muito fácil de harmonizar e agradar diferentes gostos. Independente dos aromas, da perlage de todo blá, blá, blá de uma análise sensorial, este espumante ganha pontos por ser simples, barato e chic.