segunda-feira, 20 de junho de 2011

Carne de onça

Há anos atrás fui a um congresso em Curitiba e aproveitei para conhecer a cidade e sua gastronomia. Um dos lugares que mais curti foi o Bar Brahma. Além do chopp sem igual, as comidinhas de buteco eram nota 10! Sempre que estou em outro estado/país quero experimentar o que há de mais típico no lugar, por mais estranho que pareça. Quando peguei o cardápio do Bar Brahma não tive dúvida, escolhi a Carne de Onça! Eu gostei, porque sou fã de carne crua. O nome é esquisito e obviamente não se trata de carne de onça... Dei uma pesquisada rápida na internet, para achar a procedência do nome, e a grande maioria o atribui ao hálito forte que o consumo deste prato causa, mais popularmente conhecido como "bafo de onça". 
Esse dias ia preparar novamente o Steak Tartar, mas na hora resolvi mudar a receita e fazer a tal carne de onça. Encontrai várias receitas com diferentes ingredientes, não há consenso quanto aos temperos, então resolvi criar a minha versão. Não prestei atenção em medidas, fiz no olho. Para duas porções, usei:
2 medalhões de filé mignon
molho inglês
Tabasco Chipotle (vocês já provaram essa? É maravilhosa, tem um gostinho defumado)
cebola picada
1 gema de ovo
2 fatias de pão preto
creme de ricota  
mostarda Dijon em grãos
cebolinha picada
azeite de oliva 
pimenta do reino moída na hora
Cortei o filé a faca, bem miudinho, e misturei com a gema do ovo, a cebola picada (usei pouquinho, porque não curto muito cebola crua) o molho inglês e a Tabasco. Cobri as fatias de pão com uma pasta feita com creme de ricota e mostarda Dijon, coloquei a carne por cima e cobri com cebolinha picada. Finalizei com azeite de oliva e pimenta do reino moída na hora. 
Não ficou tão bom quanto a do Bar Brahma, especialmente porque faltou o chopp gelado para acompanhar, mas gostei bastante da minha versão, foi aprovadíssima. 

domingo, 19 de junho de 2011

A primeira sabragem do Rodrigo

Fomos para Bento Gonçalves buscar o tão esperado álbum com as fotos do casamento e aproveitamos para passar o final de semana na Villa Valduga. A hospedagem na pousada dá direito à participação em um curso de degustação de vinhos, que ocorre todas as manhãs. O curso tem duração de 4 horas e mostra todo o processo de confecção do vinho, encerrando com uma breve degustação, com direito a análise sensorial de diferentes vinhos da Valduga. No encerramento do curso, o espumante degustado é aberto por um dos participantes, pelo método da sabragem, se é claro, houver algum voluntário que se arrisque.
A sabragem, do francês sabrage, é o ato de abrir uma garrafa de espumante utilizando um sabre, para degolar a parte superior da mesma. A técnica foi por imortalizada por Napoleão. As primeiras sabragens surgiram no século 18, quando Napoleão, em clima de euforia, retornava vitorioso de suas batalhas. 
Participamos do curso neste sábado e quando o enólogo perguntou se havia algum voluntário, o Rodrigo não exitou, se candidatou prontamente! Fiquei tão orgulhosa que até filmei... Essa entrou para a galeria "histórias para contar". 


domingo, 12 de junho de 2011

Bolo de milho cremoso

Sou louca por bolo de milho e fubá! Sempre achei que fosse difícil de fazer, então nunca procurei receita. Sexta feira a Tati, do Panelaterapia, postou um bolo de fubá cremoso facílimo e ontem resolvi testar. Além de fácil é maravilhoso, mas logo após fazer, observei que o meu ficou bem mais amarelo que o dela... Foi aí que me dei conta de que não tinha feito um bolo de fubá, e sim de milho! Santa ignorância, achei que fubá e farinha de milho fossem a mesma coisa! O Google responde:
"Farinha de milho - o milho moído é colocado num tacho e levado ao fogo. Durante o aquecimento, o milho começa a grudar, formando placas granulosas que, depois de esfareladas, resultam na farinha. Ela já é pré-cozida e pode ser usada diretamente nas preparações rápidas como farofas, por exemplo. Substitui também a farinha de mandioca nos cremes, cuscuz ou pirão. Pode ser moída fina, média ou grossa e também é encontrada em flocos;
Fubá - é uma farinha fina obtida pela moagem dos grãos secos do milho amarelo, com ou sem germe. Como o germe provoca a rápida deterioração do produto, por ser muito gorduroso, o fubá encontrado no comércio geralmente é fabricado com o milho sem germe. O fubá mimoso é finíssimo, ideal para o preparo de bolos e polentas, já o fubá comum, tem grau de refinamento médio e é usado para engrossar caldos e sopas."
Agora que sei a diferença entre farinha de milho e fubá, posso dizer, fiz um bolo de milho cremoso! Segui o preparo conforme a receita, mas alterei as quantidades de leite e leite de coco, usei:
- 2 e 1/2 xicaras de leite (a Tati usou 3)
- 1 xícara de leite de coco (a Tati usou 1/2)
- 3 ovos
- 3 colheres (sopa) de manteiga sem sal amolecida
- 2 xícaras de farinha de milho fina (a Tati usou fubá)
- 2 xícaras de açúcar
- 4 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 1 colher (café) de essência de baunilha
- 1 pacote de queijo ralado (50g)
- 1 colher de sopa de fermento
Bater tudo no liquidificador, depois colocar o fermento e bater mais um pouco. Passar para uma forma untada e enfarinhada e assar em forno médio-baixo até dourar a superfície...
Comi morninho com canela! Sem comentários... Exagerei, fui dormir passando mau, rsrsrsrs...
Eu fiz em um forma redonda com furo, mas acho que na próxima vou fazer em uma forma retangular, para ele ficar mais baixo e assar mais rápido. O conceito de "cremoso" é muito sutil, o critério para desligar o forno é o bolo estar com a superfície levemente dourada... Não adianta testar com palito, porque ele tem que ficar úmido mesmo, se o palito sair seco é porque passou do ponto. No caso de um bolo mais alto, como eu fiz, a parte de baixo ficou mais cozida e ele só ficou "cremoso" na metade superior. A foto da Tati, mostra bem como ele deve ficar. 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eduardo e Mônica moderninhos

Amei este vídeo da Vivo! Publicidade nota 10 para o Dia dos Namorados!
Me bateu uma nostalgia... Como assim a música tem 25 anos?! Me senti velha...  Quando escutava esta música sonhava em encontrar um amor estilo "Eduardo e Mônica"... Encontrei o amor, com mais afinidades que contrastes... Agora só faltam os gêmeos!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Peixe prego... Use com moderação

Esta é uma postagem de "utilidade pública", já que na anterior disse que prepararia uma receita com peixe prego no Dia dos Namorados...
Vocês já comeram este peixe? Eu, há muito pouco tempo atrás, nem sabia que existia, até o dia que encontrei em um restaurante que costumo almoçar. Peguei um pedacinho pequeno pra provar e foi amor a primeira garfada, adorei a textura e achei o sabor delicioso. Outro dia pedi um combinado de sushi e veio um sashimi de peixe prego - amei! Resolvi que este se tornaria meu peixe preferido! 
Ontem no almoço, mais um encontro com o tal peixe... Peguei dois pedaços generosos e matei a minha vontade. Logo depois da refeição senti que pesou, que era um peixe gordo e que eu tinha exagerado... Tomei chá verde, chá de hortelã, muita água e nada daquele mal estar passar. Em menos de duas hora comecei a vivenciar os efeitos colaterais do peixe... 
Eu não sabia, mas o tal peixe é conhecido por provocar um forte desarranjo intestinal, por conter uma grande quantidade de um óleo chamado gempylotoxin, que os humanos não processam.
Em alguns países a venda desse peixe é proibida e em outros, é recomendada a moderação. No Brasil, este peixe também é conhecido como  anchova negra.
Depois do que eu passei ontem, não pretendo consumi-lo novamente, mas ainda assim acho um peixe bem gostoso que vale ser experimentado, com muita, muita moderação...
Mais informações em:

terça-feira, 7 de junho de 2011

Dicas para os dia dos namorados

E aí, vão sair no Dia dos Namorados ou vai rolar uma jantinha em casa?
Nós vamos ficar em casa e eu já decidi o cardápio: peixe prego em crosta de pêra e gorgonzola. Vi essa receita no site eBand esses dias e não saiu mais da cabeça, espero encontrar o peixe fresco na véspera... Será que eu consigo montar um prato com esta apresentação?
imagem daqui

Aqui no blog também tem bastante dica boa... 
Acho que Dia dos Namorados combina bem com risoto. Se o seu namorado, ou namorada, for super aberto a novas experiências gastronômicas, o risoto de pêra com gorgonzola não tem erro. Fiz ano passado e adoramos. Ele harmoniza bem com um espumante. Já experimentou o Amante da Valduga? O nome combina com a data, além de ser gostoso, tem uma ótima apresentação.
Se ele, ou ela, for mais conservador, o risoto de pinhão pode ser uma ótima opção. Sugiro harmonizar com um Malbec Argentino. O Punto Final Etiqueta Negra é uma dica boa e barata.
Com esta onda de frio que está rolando, um  fondue sempre cai bem, né? Tem uma receita bem legal de fondue de queijo. Esse é um programa que pode durar horas... Para acompanhar, um bom vinho tinto e muita conversa.
Já que o Dia dos Namorados vai cair no domingo e a gente sempre exagera no final de semana, uma sopinha mais cremosa pode ser uma ótima pedida. 
A vichyssoise é um creme de batata com alho poró muito delicado e fácil de fazer. Para acompanhar, pede um vinho não muito encorpado, como um Carmenère ou um Pinot Noir do novo mundo.
Outro creme que é sucesso garantido e que eu não faço há algum tempo é o de cogumelos. Vai bem com um vinho mais encorpado, como um Merlot ou Cabernet Sauvignon.
Se vocês não dispensam uma carne, que tal aliar uma das receitas acima com um filé ao molho de mostarda?


Outras blogueiras também fizeram postagens com dicas para o Dia dos Namorados, confiram:

domingo, 5 de junho de 2011

Panqueca para o café da manhã

Primeira vez que eu faço e foi 100% aprovada. A receita é um mix de várias que eu vi nos blogues amigos... Todas tem praticamente os mesmos ingredientes, mas as quantidades variam um pouco, então resolvi criar a minha versão, onde substitui parte da farinha por flocos de cereal, o açúcar branco por mascavo, e adicionei um toque da baunilha.
Usei (porção para 6 panquecas):
1 xícara de farinha de trigo;
1/2 xícara de flocos de cereal Nutrilon;
1 xícara de leite;
1 colher de sopa de açúcar mascavo;
1 colher de sopa de manteiga derretida;
2 ovos;
1 colher de café de essência de baunilha;
1 colher de chá de fermento.
Bati tudo no liquificador e usei uma frigideira de 13 cm para fazer as panquecas. Comemos elas morninhas, com mel de flor de laranjeira... Tudo de bom!

Confiram algumas receitas de panqueca que achei em outros blogues:
Panelaterapia
Arte na Cozinha
Pink Patch
Cozinhando para relaxar
Sonho doce sonho