domingo, 26 de junho de 2011

Mousse de chocolate

Esse mousse é muito fácil de fazer e é o melhor que já comi. Há anos faço essa receita e ela tem 100% de aprovação. A textura é maravilhosa e o sabor sem igual. A diferença é que ele não leva creme de leite, como a maioria das receitas, mas em compensação, é a base de ovo, então deve ser consumido com moderação. Uma pequena porção já satisfaz, porque apesar de bem aerado, ele é um pouco pesado. Anotem aí:
6 ovos
200 g de chocolate meio amargo
6 colheres de sopa de açúcar (dessa vez usei o União Light, então foram só 3).
Enquanto o chocolate derrete em banho maria, bater as claras em neve. Reservar as claras e, na batedeira, bater as gemas e o açúcar, até ficar uma gemada bem clarinha. Juntar o chocolate derretido à gemada, batendo sem parar. Quando o chocolate e a gemada formarem um creme homogêneo, desligar a batedeira e misturar as claras em neve, com uma colher, até homogenizar. Levar à geladeira, por pelo menos duas horas antes de servir.
Fica maravilhoso e acreditem, ninguém diz que tem ovo na história.    

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O espumante do dia dos namorados

Confesso que ando meio preguiçosa com o blog... O tempo é curto para me dedicar a ele, isto é fato, mas também acho que administramos o nosso tempo livre de acordo com as nossas prioridades, então essa desculpa não serve para mim... Estou com uma pasta cheia de fotos para postagem, mas em algumas já até esqueci como fiz o prato, porque sou de improvisar com o que tenho na hora... As enopostagens então, ficaram mais esquecidas ainda e muita informação se perdeu.
Uso o blog não apenas para compartilhar receitas e impressões, mas também como uma espécie de memória gastronômica das minhas experiências. O espumante que tomamos no domingo do dia dos namorados não poderia cair no esquecimento, porque foi um dos melhores que já tomei. Merece ser registrado e comentado.
Juvé y Camps Reserva de la família 2006 - Brut Nature Gran Reserva. Origem: Sant Sadurni d'Anoia, Barcelona, Espanha. Composição: 45% Macabeo, 35% Parellada, 20% Xarel-lo.
Não sou muito boa em análise sensorial de espumantes, então vou reproduzir as notas de degustação que encontrei na ficha técnica da Sommelier Vinhos, que foi onde compramos:
"No nariz, seu aroma é complexo, elegante e intenso. De forma quase imediata no evoca notas de frutas carnudas damasco e melão e recordações lacteas. Pouco a pouco seu aroma evolui ganhando intensidade e especialmente, complexidade. Nele se distinguem o mel, toranja e o pão tostado. Na boca, é exuberante. Sua efervecencia, intensa e amavel ao mesmo tempo, impregna a passagem pela boca de uma magnifica cremosidade. Provido de uma untuosidade marcante, é potente e fresco. Este explendido Cava se despede com uma grande persistência aromática."
E aí, o que acharam? Se eu dia eu conseguir sentir 1/3 dessas impressões, largo a engenharia e vou plantar uva, rsrsrs. Brincadeiras a parte, achei este espumante simplesmente maravilhoso, senti um pouco de damasco e tostado, e realmente tem bastante persistência aromática. Até o final da garrafa ele manteve as propriedades e foi se revelando cada vez melhor durante a refeição.
Tinha me programado para fazer um almoço especial, mas deixei para ir ao mercado na véspera e não encontrei os ingredientes planejados... No final saiu um almoço simples, mas que ficou muito gostoso, acho que foi porque tinha o ingrediente principal: amor :)

Fiz ervilha torta salteada na manteiga e cebola (só dei um susto para ficarem bem crocantes); arroz integral biodinâmico (cateto com vermelho - da marca Volkmann, o melhor que eu já comi, já provaram?); medalhão de filé alto e muito mal passado com molho de mostarda, que já postei aqui (dessa vez fiz com mostarda Dijon em grãos e aquela com pimenta verde, que postei aqui).
O espumante combinou super bem com a comida e a refeição foi um sucesso. De sobremesa, fiz um mousse de chocolate que o Rodrigo adora. A receita é um pouco diferente das convencionais e fica pra próxima postagem...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Carne de onça

Há anos atrás fui a um congresso em Curitiba e aproveitei para conhecer a cidade e sua gastronomia. Um dos lugares que mais curti foi o Bar Brahma. Além do chopp sem igual, as comidinhas de buteco eram nota 10! Sempre que estou em outro estado/país quero experimentar o que há de mais típico no lugar, por mais estranho que pareça. Quando peguei o cardápio do Bar Brahma não tive dúvida, escolhi a Carne de Onça! Eu gostei, porque sou fã de carne crua. O nome é esquisito e obviamente não se trata de carne de onça... Dei uma pesquisada rápida na internet, para achar a procedência do nome, e a grande maioria o atribui ao hálito forte que o consumo deste prato causa, mais popularmente conhecido como "bafo de onça". 
Esse dias ia preparar novamente o Steak Tartar, mas na hora resolvi mudar a receita e fazer a tal carne de onça. Encontrai várias receitas com diferentes ingredientes, não há consenso quanto aos temperos, então resolvi criar a minha versão. Não prestei atenção em medidas, fiz no olho. Para duas porções, usei:
2 medalhões de filé mignon
molho inglês
Tabasco Chipotle (vocês já provaram essa? É maravilhosa, tem um gostinho defumado)
cebola picada
1 gema de ovo
2 fatias de pão preto
creme de ricota  
mostarda Dijon em grãos
cebolinha picada
azeite de oliva 
pimenta do reino moída na hora
Cortei o filé a faca, bem miudinho, e misturei com a gema do ovo, a cebola picada (usei pouquinho, porque não curto muito cebola crua) o molho inglês e a Tabasco. Cobri as fatias de pão com uma pasta feita com creme de ricota e mostarda Dijon, coloquei a carne por cima e cobri com cebolinha picada. Finalizei com azeite de oliva e pimenta do reino moída na hora. 
Não ficou tão bom quanto a do Bar Brahma, especialmente porque faltou o chopp gelado para acompanhar, mas gostei bastante da minha versão, foi aprovadíssima. 

domingo, 19 de junho de 2011

A primeira sabragem do Rodrigo

Fomos para Bento Gonçalves buscar o tão esperado álbum com as fotos do casamento e aproveitamos para passar o final de semana na Villa Valduga. A hospedagem na pousada dá direito à participação em um curso de degustação de vinhos, que ocorre todas as manhãs. O curso tem duração de 4 horas e mostra todo o processo de confecção do vinho, encerrando com uma breve degustação, com direito a análise sensorial de diferentes vinhos da Valduga. No encerramento do curso, o espumante degustado é aberto por um dos participantes, pelo método da sabragem, se é claro, houver algum voluntário que se arrisque.
A sabragem, do francês sabrage, é o ato de abrir uma garrafa de espumante utilizando um sabre, para degolar a parte superior da mesma. A técnica foi por imortalizada por Napoleão. As primeiras sabragens surgiram no século 18, quando Napoleão, em clima de euforia, retornava vitorioso de suas batalhas. 
Participamos do curso neste sábado e quando o enólogo perguntou se havia algum voluntário, o Rodrigo não exitou, se candidatou prontamente! Fiquei tão orgulhosa que até filmei... Essa entrou para a galeria "histórias para contar". 


domingo, 12 de junho de 2011

Bolo de milho cremoso

Sou louca por bolo de milho e fubá! Sempre achei que fosse difícil de fazer, então nunca procurei receita. Sexta feira a Tati, do Panelaterapia, postou um bolo de fubá cremoso facílimo e ontem resolvi testar. Além de fácil é maravilhoso, mas logo após fazer, observei que o meu ficou bem mais amarelo que o dela... Foi aí que me dei conta de que não tinha feito um bolo de fubá, e sim de milho! Santa ignorância, achei que fubá e farinha de milho fossem a mesma coisa! O Google responde:
"Farinha de milho - o milho moído é colocado num tacho e levado ao fogo. Durante o aquecimento, o milho começa a grudar, formando placas granulosas que, depois de esfareladas, resultam na farinha. Ela já é pré-cozida e pode ser usada diretamente nas preparações rápidas como farofas, por exemplo. Substitui também a farinha de mandioca nos cremes, cuscuz ou pirão. Pode ser moída fina, média ou grossa e também é encontrada em flocos;
Fubá - é uma farinha fina obtida pela moagem dos grãos secos do milho amarelo, com ou sem germe. Como o germe provoca a rápida deterioração do produto, por ser muito gorduroso, o fubá encontrado no comércio geralmente é fabricado com o milho sem germe. O fubá mimoso é finíssimo, ideal para o preparo de bolos e polentas, já o fubá comum, tem grau de refinamento médio e é usado para engrossar caldos e sopas."
Agora que sei a diferença entre farinha de milho e fubá, posso dizer, fiz um bolo de milho cremoso! Segui o preparo conforme a receita, mas alterei as quantidades de leite e leite de coco, usei:
- 2 e 1/2 xicaras de leite (a Tati usou 3)
- 1 xícara de leite de coco (a Tati usou 1/2)
- 3 ovos
- 3 colheres (sopa) de manteiga sem sal amolecida
- 2 xícaras de farinha de milho fina (a Tati usou fubá)
- 2 xícaras de açúcar
- 4 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 1 colher (café) de essência de baunilha
- 1 pacote de queijo ralado (50g)
- 1 colher de sopa de fermento
Bater tudo no liquidificador, depois colocar o fermento e bater mais um pouco. Passar para uma forma untada e enfarinhada e assar em forno médio-baixo até dourar a superfície...
Comi morninho com canela! Sem comentários... Exagerei, fui dormir passando mau, rsrsrsrs...
Eu fiz em um forma redonda com furo, mas acho que na próxima vou fazer em uma forma retangular, para ele ficar mais baixo e assar mais rápido. O conceito de "cremoso" é muito sutil, o critério para desligar o forno é o bolo estar com a superfície levemente dourada... Não adianta testar com palito, porque ele tem que ficar úmido mesmo, se o palito sair seco é porque passou do ponto. No caso de um bolo mais alto, como eu fiz, a parte de baixo ficou mais cozida e ele só ficou "cremoso" na metade superior. A foto da Tati, mostra bem como ele deve ficar. 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eduardo e Mônica moderninhos

Amei este vídeo da Vivo! Publicidade nota 10 para o Dia dos Namorados!
Me bateu uma nostalgia... Como assim a música tem 25 anos?! Me senti velha...  Quando escutava esta música sonhava em encontrar um amor estilo "Eduardo e Mônica"... Encontrei o amor, com mais afinidades que contrastes... Agora só faltam os gêmeos!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Peixe prego... Use com moderação

Esta é uma postagem de "utilidade pública", já que na anterior disse que prepararia uma receita com peixe prego no Dia dos Namorados...
Vocês já comeram este peixe? Eu, há muito pouco tempo atrás, nem sabia que existia, até o dia que encontrei em um restaurante que costumo almoçar. Peguei um pedacinho pequeno pra provar e foi amor a primeira garfada, adorei a textura e achei o sabor delicioso. Outro dia pedi um combinado de sushi e veio um sashimi de peixe prego - amei! Resolvi que este se tornaria meu peixe preferido! 
Ontem no almoço, mais um encontro com o tal peixe... Peguei dois pedaços generosos e matei a minha vontade. Logo depois da refeição senti que pesou, que era um peixe gordo e que eu tinha exagerado... Tomei chá verde, chá de hortelã, muita água e nada daquele mal estar passar. Em menos de duas hora comecei a vivenciar os efeitos colaterais do peixe... 
Eu não sabia, mas o tal peixe é conhecido por provocar um forte desarranjo intestinal, por conter uma grande quantidade de um óleo chamado gempylotoxin, que os humanos não processam.
Em alguns países a venda desse peixe é proibida e em outros, é recomendada a moderação. No Brasil, este peixe também é conhecido como  anchova negra.
Depois do que eu passei ontem, não pretendo consumi-lo novamente, mas ainda assim acho um peixe bem gostoso que vale ser experimentado, com muita, muita moderação...
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