quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Desabafo de uma blogueira antissocial

O blog anda um pouco abandonado... Nem vou me dar ao trabalho de me desculpar, porque isso faz parte. Acho um saco blog desatualizado, mas aprendi a relaxar depois que entendi que não tenho obrigação, que faço porque gosto... Por mais óbvio que isso pareça, houve um tempo que eu fiquei um pouco "escrava" deste espaço. Estava viciada no retorno que ele me dava e na interação com as pessoas. Ficava super feliz com cada comentário e seguidor novo... Tudo isso era muito bom, mas chegou a época em que o tempo encurtou demais e escolhi manter o blog atualizado ao invés de visitar outros blogues... O resultado dessa mudança de prioridade veio rápido: onde foram parar todas aquelas blogueiras que eram super minhas amigas e estavam sempre comentando por aqui??? Sumiram! Comecei a entender que boa parte das relações que se estabelecem por aqui são superficiais e forçadas. Claro que existem muitas exceções e tem muita gente que eu gosto e admiro no mundo virtual.  Tem uma galera que gosta e comenta, mesmo que muito eventualmente. Não vou fazer a indelicadeza de citar nomes, para não correr risco de esquecer alguém, mas podem ter certeza que percebo no comentário quando a intenção é boa... Para estas pessoas, muito obrigada pelo carinho e por visitarem este espaço. 
Por favor, não estou dando lição de moral e isso não é recado para um ou outro. Só estou tentando dizer que ficarei imensamente feliz com os comentários sinceros e desinteressados. Se leu, ou só olhou a foto, e gostou do que viu por aqui, fique a vontade para comentar, perguntar, elogiar ou criticar. Entretanto se a intenção for exclusivamente a retribuição da visita... Não precisa perder tempo. Me tornei uma blogueira antissocial.  
Ufa... Após o desabafo, só me resta dizer que o blog será atualizado em breve, que tenho várias receitas e fotos para postagem... É só a preguiça abandonar este corpo que logo vem coisa boa por aí. 

sábado, 30 de julho de 2011

Risoto de salsão, nozes e roquefort

Eu não gosto de salsão, mas tive que comprar na semana passada para temperar uma marinada. Eu precisava de 2 talos e para vender, só achei um salsão gigantesco... Para minimizar o desperdício, pensei em usá-lo em um risoto e encontrei a receita perfeita no livro "Arroz e risotos" da coleção A Grande Cozinha. 
Para duas pessoas usei:
-220 gramas de arroz arbóreo (pouco mais de 1 xícara);
- 1 talo de salsão cortado em fatias;
-1 punhado de nozes trituradas (usei tipo pecan, que tem um sabor mais marcante);
- 1 pedaço de roquefort (a gosto, devo ter usado pouco mais de 100 gramas);
- 100 ml de vermute (pode ser vinho branco seco);
- 1/2 cebola;
- 1 litro de caldo de legumes (se for em cubos, use metade da medida que o fabricante recomenda - eu uso o Vitalie da Knorr, 1 cubo para 1 litro de água);
-manteiga;
- azeite de oliva. 
Refogar a cebola em 1 colher de sopa de manteiga e duas de azeite, juntar as nozes e salsão, refogar rapidamente, depois o arroz,  o vermute, sempre mexendo, e em seguida começar a acrescentar o caldo de legumes, aos poucos, a medida que evapora, mexendo de vez em quando (cozinhar em fogo baixo e se começar a grudar na panela, não pare de mexer). Acrescente o caldo até chegar no ponto de cozimento do risoto, para saber só experimentando. Quando o arroz estiver al dente e o risoto "cremoso", desligue o fogo, acrescente o roquefort em pedaços, mexa bem para uniformizar e tampe a panela. Sirva em seguida.
Repito, eu não gosto de salsão, mas o risoto ficou maravilhoso, uma bela combinação de sabores.
Para acompanhar, escolhemos um vinho tinto sulafricano, apesar do prato combinar mais com um vinho branco. 
A Avondale é uma vinícola que já apareceu por aqui algumas vezes e se destaca pela produção de vinhos biodinâmicos. A diferença principal entre os orgânicos e os biodinâmicos, é o que o primeiro usa adubo ou estrume para melhorar as características agronômicas do solo, já o segundo equilibra o solo através de um processo de remineralização... Os patos são a "estrela" desse processo, pois eles são muito eficazes no controle de pragas nos vinhedos. Estou devendo uma postagem específica sobre o assunto, qualquer hora eu faço. 
Tomamos o Jonty's Duck 2007, um vinho muito equilibrado e aromático, bom volume na boca e taninos discretos. Destacaram-se notas de frutas negras e um pouco de especiarias, talvez. É um corte de cabernet sauvignon e syrah e custa em torno de R$ 80,00, mas compramos por pouco mais de R$ 40,00 na Vinhos do Mundo. Pelo preço que pagamos, foi uma ótima compra.

domingo, 24 de julho de 2011

Sol! Sol! Sol!

Depois de uma semana cinza, a capital gaúcha foi presenteada com um belo final de semana de sol! Obrigada, estávamos precisando. Eis os melhores momentos...
Chimarrão em Ipanema na manhã de domingo 
Malu e Heitor matando a saudade de um sol na janela

sábado, 23 de julho de 2011

bolo integral de banana e canela

A foto não está "produzida" porque estávamos morrendo de fome e obviamente não deu tempo para desenformar o bolo, atacamos ele quente. Essa receita é inventada e reinventada. Ano passado, queria fazer um bolo de banana integral para levar ao pic nic de blogueiras e montei uma receita baseada em várias que vi nos blogues amigos. O bolo que fiz na época ficou bom (a Dani postou a receita aqui), mas na hora planejei alterações para a próxima versão, que só saiu agora. Esse ficou perfeito: fofo, macio e úmido. Adorei e vou fazer sempre.
4 bananas amassadas
1 iogurte natural
2 ovos
1 e 1/2 xícara de açúcar mascavo
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 xícara de farinha integral
1/2 xícara de óleo
1 colher de sobremesa de canela (eu coloquei bem cheia porque amo canela)
1 colher de sopa de fermento
Primeiro misturei os ingredientes secos (exceto o fermento), depois juntei o óleo, os ovos batidos, e o iogurte. Depois juntei a banana amassada, misturando bem (tudo a mão). A massa fica bem pesada, se vocês acharem que está muito seca, coloquem um pouco de leite (para mim não precisou). Por fim, juntei o fermento, misturei bem e passei a massa para uma forma untada e enfarinhada. Assei em forno pré-aquecido, 40 min a 180°C (o tempo varia de acordo com a fôrma e o forno).

domingo, 17 de julho de 2011

Filé ao molho madeira com funghi seco e arroz preto

Conheci há pouco tempo o arroz preto e virei fã. Esse arroz é cultivado na China há mais de 4 mil anos. Era conhecido como "arroz proibido", pois a única pessoa que tinha acesso era o Imperador. Seus súditos podiam apenas produzi-lo, mas não tinham permissão para consumi-lo. A coloração é preta quando cru, e roxa, depois do cozimento. Possui aroma e sabor acastanhados e é rico em flavonóides, que possuem propriedades antioxidantes. 
Uso da marca Tio João, que apresenta uma ótima relação entre custo e benefício. Vale lembrar que não é o arroz selvagem, que também possui coloração preta, mas é completamente diferente. 
Esta refeição foi preparada rapidinho, o tempo do cozimento do arroz... Nunca me prestei a fazer molho madeira em casa, os prontos são tão práticos, mas sempre dou uma incrementada com vinho e/ou algum cogumelo. Desta vez usei:
1 embalagem de molho madeira pronto (da marca Fugini);
1 punhado de funghi seco;
100 ml de vinho tinto seco;
medalhões de filé mignon;
arroz preto;
sal, pimenta do reino e azeite de oliva. 
Após hidratar o funghi em água por aproximadamente 15 min, escorri, piquei e refoguei rapidamente em um uma colher de azeite de oliva, por alguns minutos. Juntei o vinho e deixei ferver para evaporar o álcool, em seguida juntei o molho madeira e deixei cozinhando em fogo baixo. Enquanto isso, em outra figideira, coloquei um fio de azeite de oliva e dourei os medalhões de filé, temperados com sal e pimenta do reino. Depois os coloquei no molho para finalizar o cozimento. Isso tudo foi rápido, porque gosto dos filés bem mal passados. O tempo de cozimento dos filés vai de acordo com o gosto de cada um, mas vale lembrar que é um desperdício fazer filé mignon bem passado, isso altera completamente a textura e o sabor da carne... Se vocês não toleram que a carne fique ao menos rosada, escolham outro corte (sei que tem gente que torceu o nariz com esse meu comentário, mas é verdade). 
Depois disso é só servir... O arroz preto acompanhou super bem a carne. Ele tem uma textura diferente e um sabor peculiar. Cozinhei apenas com água e sal e não precisa de mais nada.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Estréia da caçarola Staub


Há um tempo atrás aproveitei a dica da Tati, do Panelaterapia, e adquiri uma caçarola de ferro fundido da marca Staub, por um preço bem legal em um site de compras. Staub é uma marca francesa, e as panelas são o máximo mesmo... São carérrimas, mas como este era um item que estava há horas na minha lista de desejos e o desconto era grande, resolvi encarar... Comprei uma de apenas 20 cm de diâmetro, pois o preço cresce exponencialmente com tamanho. Me arrependi um pouco, porque é pequena demais... Mas tudo bem, para duas pessoas está ótimo.
Para a estréia, fiz um falso risoto de alcachofra com ervilha torta, com aquele arroz saborizado com hortelã, da Blue Ville. Anotem os ingredientes:
1/2 xícara de arroz integral;
1/2 xícara de arroz de hortelã (podem usar só esse, mas acho ele um pouco forte);
1 colher de sopa de manteiga;
1 colher de sobremesa bem cheia de mostarda Dijon em grãos;
50 gramas de parmesão ralado;
ervilha torta cortada em pedaços, a gosto;
alcachofra em conserva.
Misturei os dois tipos de arroz e cozinhei conforme instruções da embalagem, temperei só com sal. Quando estava pronto, mas ainda bem úmido, juntei a manteiga, o queijo ralado, a mostarda e a ervilha torta crua. Misturei bem e desliguei o fogo. Cobri com as alcachofras cortadas ao meio (como na foto), tampei a panela e deixei descansar uns minutos antes de servir. O calor da panela cozinhou a ervilha torta (gosto dela bem crocante), derreteu o queijo e a manteiga, e integrou os sabores.
Foi uma refeição surpreendente, pois a "refrescância" do arroz de hortelã combinou super bem com a alcachofra e a mostarda.
Quanto à panela... É maravilhosa mesmo. A comida fica com outra textura e sabor. Quem sabe um dia tenho uma coleção delas... De vários tamanhos. Sonhar não custa nada, né?!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Praticidade - frango e grão de bico

Quem me acompanha há um tempo sabe que sou adepta a comfort food*, mas com um preparo fast... Esse prato que está na foto é 100% comfort e eu levei pouco mais de 15 minutos para preparar. Tá certo que aquele creme de moranga estava no freezer, foi só descongelar, mas o pulo do gato foram os produtos da Vapza**.
O peito de frango desfiado e cozido e o grão de bico cozido são uma mão na roda. Dessa vez usei os dois no mesmo prato. Refoguei bacon em cubos, depois juntei alho poró em fatias e por fim o frango e o grão de bico. Temperei com sal e pimenta do reino moída na hora. A salada de alface americana foi incrementada com pimenta biquinho e croutons.
Praticidade é tudo na cozinha... E a apresentação sacia os olhos. Um prato bonito já é meio caminho andado, porque demonstra cuidado e carinho no preparo.

* Comfort food é a comida emocional, desperta sensações agradáveis e evoca o prazer e o bem-estar ligado à infância, à história de vida. uma tendência forte que começa a se popularizar no Brasil, num contraponto ao fast food e à racionalidade dos alimentos funcionais, nos quais os benefícios à saúde são o chamariz (Fonte: TheTopTips).
** Esta não é uma postagem publicitária, viu?! Recomendo esses produtos porque uso!