segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sopa de cebola francesa

Morria de curiosidade de comer uma sopa de cebola francesa. Quando estava na França, comi de entrada em um restaurante em Reims, na região da Champagne. Confesso que não achei grande coisa, mas não desisti... Quando vi esta receita aqui, fiquei entusiasmada com a apresentação, mas não acreditava muito na receita. 
Foi uma surpresa! Essa sopa é deliciosa e será repetida várias vezes aqui em casa.  Alterei alguns detalhes da receita original e fiz assim:

- 10 cebolas pequenas (aquelas que se usa para conserva);
- 2 colheres de sopa de manteiga;
- 2 colheres de sopa de azeite de oliva;
- 4 colheres de sopa de farinha;
- 150 ml de vinho branco seco;
- 1 litro de caldo de carne;
- sal e pimenta do reino a gosto;
- cubos de pão tostado;
- queijo parmesão ralado*.
Cortei as cebolas em rodelas e refoguei na manteiga e no azeite de oliva** com uma pitada de sal, em fogo baixo, por pelo menos 20 minutos. É bom usar uma panela de fundo grosso e ficar mexendo constantemente para a cebola não queimar. É importante que a cebola fique bem cozinha. Não vale dar aquela refogadinha rápida, como a gente costuma fazer para as outras comidas. Juntar a farinha de trigo e cozinhar sem parar de mexer por 1 minuto. Juntar o vinho, o caldo de carne quente, o sal (quase nada se vocês utilizarem o caldo de carne pronto, é melhor deixar para ajustar o sal no final) e a pimenta do reino. Cozinhar por mais 20 minutos com a panela parcialmente tampada, em fogo baixo. 
O grand finale fica por conta da apresentação, eu usei o maçarico culinário, mas se vocês não tiverem, coloquem no forno para o queijo derreter. Segue anexo a sequencia em fotos:
servir a sopa em bowls e cobrir com cubos de
pão levemente tostados (usei pão de milho)
Adicionar uma quantia generosa de
parmesão ralado
Gratinar o queijo com um
maçarico culinário
A sopa ficou maravilhosa e a cobertura de pão com queijo deixa a apresentação super charmosa. Para harmonizar escolhemos um Pinot Noir da Nova Zelândia - Saint Clair Family State Pioneer Block 2008. No aroma notas de cereja e especiarias. Na boca algo herbáceo, refrescante, não sei bem definir... Ótimo volume, corpo médio e final longo... Muito agradável. Daqueles vinhos que a gente lamenta quando a garrafa está chegando ao fim.

*Deve ficar bom com um queijo mais macio, como o gruyère ou emmental.
**Se usa manteiga e azeite de oliva para não queimar a manteiga.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Omelete de cogumelo Paris e queijo brie

Para acabar o clima "tpm" da última postagem, vamos de receita que é esse o tema principal do blog.
Esse omelete é de comer "rezando" e não leva mais de 15 minutos para o preparo... Ideal para aqueles dias que se está sozinho e não quer investir muito tempo na cozinha. Para 1 pessoa, usei:
100 g de cogumelo Paris cortado em fatias finas;
2 ovos;
1 colher de sobremesa de leite;
1 dente de alho pequeno;
50 gramas de queijo brie;
sal;
pimenta do reino;
folhas de alecrim;
1 colher de sobremesa de manteiga.
Refoguei na manteiga, rapidamente, o alho e o cogumelo em fatias. Juntei o restante dos ingredientes (menos o brie)  levemente batidos. Adicionei o brie em pedaços graúdos sobre a mistura e esperei o ovo cozinhar, sem mexer. Dobrei antes de servir. Usei uma frigideira antiaderente de tamanho médio, de modo que o omelete ficasse bem fino. A propósito, se diz o omelete ou a omelete?
Ficou muito bom, com um sabor bem delicado. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Desabafo de uma blogueira antissocial

O blog anda um pouco abandonado... Nem vou me dar ao trabalho de me desculpar, porque isso faz parte. Acho um saco blog desatualizado, mas aprendi a relaxar depois que entendi que não tenho obrigação, que faço porque gosto... Por mais óbvio que isso pareça, houve um tempo que eu fiquei um pouco "escrava" deste espaço. Estava viciada no retorno que ele me dava e na interação com as pessoas. Ficava super feliz com cada comentário e seguidor novo... Tudo isso era muito bom, mas chegou a época em que o tempo encurtou demais e escolhi manter o blog atualizado ao invés de visitar outros blogues... O resultado dessa mudança de prioridade veio rápido: onde foram parar todas aquelas blogueiras que eram super minhas amigas e estavam sempre comentando por aqui??? Sumiram! Comecei a entender que boa parte das relações que se estabelecem por aqui são superficiais e forçadas. Claro que existem muitas exceções e tem muita gente que eu gosto e admiro no mundo virtual.  Tem uma galera que gosta e comenta, mesmo que muito eventualmente. Não vou fazer a indelicadeza de citar nomes, para não correr risco de esquecer alguém, mas podem ter certeza que percebo no comentário quando a intenção é boa... Para estas pessoas, muito obrigada pelo carinho e por visitarem este espaço. 
Por favor, não estou dando lição de moral e isso não é recado para um ou outro. Só estou tentando dizer que ficarei imensamente feliz com os comentários sinceros e desinteressados. Se leu, ou só olhou a foto, e gostou do que viu por aqui, fique a vontade para comentar, perguntar, elogiar ou criticar. Entretanto se a intenção for exclusivamente a retribuição da visita... Não precisa perder tempo. Me tornei uma blogueira antissocial.  
Ufa... Após o desabafo, só me resta dizer que o blog será atualizado em breve, que tenho várias receitas e fotos para postagem... É só a preguiça abandonar este corpo que logo vem coisa boa por aí. 

sábado, 30 de julho de 2011

Risoto de salsão, nozes e roquefort

Eu não gosto de salsão, mas tive que comprar na semana passada para temperar uma marinada. Eu precisava de 2 talos e para vender, só achei um salsão gigantesco... Para minimizar o desperdício, pensei em usá-lo em um risoto e encontrei a receita perfeita no livro "Arroz e risotos" da coleção A Grande Cozinha. 
Para duas pessoas usei:
-220 gramas de arroz arbóreo (pouco mais de 1 xícara);
- 1 talo de salsão cortado em fatias;
-1 punhado de nozes trituradas (usei tipo pecan, que tem um sabor mais marcante);
- 1 pedaço de roquefort (a gosto, devo ter usado pouco mais de 100 gramas);
- 100 ml de vermute (pode ser vinho branco seco);
- 1/2 cebola;
- 1 litro de caldo de legumes (se for em cubos, use metade da medida que o fabricante recomenda - eu uso o Vitalie da Knorr, 1 cubo para 1 litro de água);
-manteiga;
- azeite de oliva. 
Refogar a cebola em 1 colher de sopa de manteiga e duas de azeite, juntar as nozes e salsão, refogar rapidamente, depois o arroz,  o vermute, sempre mexendo, e em seguida começar a acrescentar o caldo de legumes, aos poucos, a medida que evapora, mexendo de vez em quando (cozinhar em fogo baixo e se começar a grudar na panela, não pare de mexer). Acrescente o caldo até chegar no ponto de cozimento do risoto, para saber só experimentando. Quando o arroz estiver al dente e o risoto "cremoso", desligue o fogo, acrescente o roquefort em pedaços, mexa bem para uniformizar e tampe a panela. Sirva em seguida.
Repito, eu não gosto de salsão, mas o risoto ficou maravilhoso, uma bela combinação de sabores.
Para acompanhar, escolhemos um vinho tinto sulafricano, apesar do prato combinar mais com um vinho branco. 
A Avondale é uma vinícola que já apareceu por aqui algumas vezes e se destaca pela produção de vinhos biodinâmicos. A diferença principal entre os orgânicos e os biodinâmicos, é o que o primeiro usa adubo ou estrume para melhorar as características agronômicas do solo, já o segundo equilibra o solo através de um processo de remineralização... Os patos são a "estrela" desse processo, pois eles são muito eficazes no controle de pragas nos vinhedos. Estou devendo uma postagem específica sobre o assunto, qualquer hora eu faço. 
Tomamos o Jonty's Duck 2007, um vinho muito equilibrado e aromático, bom volume na boca e taninos discretos. Destacaram-se notas de frutas negras e um pouco de especiarias, talvez. É um corte de cabernet sauvignon e syrah e custa em torno de R$ 80,00, mas compramos por pouco mais de R$ 40,00 na Vinhos do Mundo. Pelo preço que pagamos, foi uma ótima compra.

domingo, 24 de julho de 2011

Sol! Sol! Sol!

Depois de uma semana cinza, a capital gaúcha foi presenteada com um belo final de semana de sol! Obrigada, estávamos precisando. Eis os melhores momentos...
Chimarrão em Ipanema na manhã de domingo 
Malu e Heitor matando a saudade de um sol na janela

sábado, 23 de julho de 2011

bolo integral de banana e canela

A foto não está "produzida" porque estávamos morrendo de fome e obviamente não deu tempo para desenformar o bolo, atacamos ele quente. Essa receita é inventada e reinventada. Ano passado, queria fazer um bolo de banana integral para levar ao pic nic de blogueiras e montei uma receita baseada em várias que vi nos blogues amigos. O bolo que fiz na época ficou bom (a Dani postou a receita aqui), mas na hora planejei alterações para a próxima versão, que só saiu agora. Esse ficou perfeito: fofo, macio e úmido. Adorei e vou fazer sempre.
4 bananas amassadas
1 iogurte natural
2 ovos
1 e 1/2 xícara de açúcar mascavo
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 xícara de farinha integral
1/2 xícara de óleo
1 colher de sobremesa de canela (eu coloquei bem cheia porque amo canela)
1 colher de sopa de fermento
Primeiro misturei os ingredientes secos (exceto o fermento), depois juntei o óleo, os ovos batidos, e o iogurte. Depois juntei a banana amassada, misturando bem (tudo a mão). A massa fica bem pesada, se vocês acharem que está muito seca, coloquem um pouco de leite (para mim não precisou). Por fim, juntei o fermento, misturei bem e passei a massa para uma forma untada e enfarinhada. Assei em forno pré-aquecido, 40 min a 180°C (o tempo varia de acordo com a fôrma e o forno).

domingo, 17 de julho de 2011

Filé ao molho madeira com funghi seco e arroz preto

Conheci há pouco tempo o arroz preto e virei fã. Esse arroz é cultivado na China há mais de 4 mil anos. Era conhecido como "arroz proibido", pois a única pessoa que tinha acesso era o Imperador. Seus súditos podiam apenas produzi-lo, mas não tinham permissão para consumi-lo. A coloração é preta quando cru, e roxa, depois do cozimento. Possui aroma e sabor acastanhados e é rico em flavonóides, que possuem propriedades antioxidantes. 
Uso da marca Tio João, que apresenta uma ótima relação entre custo e benefício. Vale lembrar que não é o arroz selvagem, que também possui coloração preta, mas é completamente diferente. 
Esta refeição foi preparada rapidinho, o tempo do cozimento do arroz... Nunca me prestei a fazer molho madeira em casa, os prontos são tão práticos, mas sempre dou uma incrementada com vinho e/ou algum cogumelo. Desta vez usei:
1 embalagem de molho madeira pronto (da marca Fugini);
1 punhado de funghi seco;
100 ml de vinho tinto seco;
medalhões de filé mignon;
arroz preto;
sal, pimenta do reino e azeite de oliva. 
Após hidratar o funghi em água por aproximadamente 15 min, escorri, piquei e refoguei rapidamente em um uma colher de azeite de oliva, por alguns minutos. Juntei o vinho e deixei ferver para evaporar o álcool, em seguida juntei o molho madeira e deixei cozinhando em fogo baixo. Enquanto isso, em outra figideira, coloquei um fio de azeite de oliva e dourei os medalhões de filé, temperados com sal e pimenta do reino. Depois os coloquei no molho para finalizar o cozimento. Isso tudo foi rápido, porque gosto dos filés bem mal passados. O tempo de cozimento dos filés vai de acordo com o gosto de cada um, mas vale lembrar que é um desperdício fazer filé mignon bem passado, isso altera completamente a textura e o sabor da carne... Se vocês não toleram que a carne fique ao menos rosada, escolham outro corte (sei que tem gente que torceu o nariz com esse meu comentário, mas é verdade). 
Depois disso é só servir... O arroz preto acompanhou super bem a carne. Ele tem uma textura diferente e um sabor peculiar. Cozinhei apenas com água e sal e não precisa de mais nada.