sábado, 17 de setembro de 2011

Molho de berinjela e funghi secchi

Eu sou apaixonada por berinjela, mas o Rodrigo no máximo tolera, então tento incorporá-la ao cardápio como ingrediente coadjuvante, para conciliar os paladares da casa. 
Essa receita de molho é fácil e rápida e acompanha muito bem massas puras ou recheadas.
Usei:
1 berinjela pequena;
1 xícara de funghi secchi;
100 ml de vinho tinto seco;
2 dentes de alho;
200 g de molho madeira (costumo usar o Elegê ou o Fugini);
2 colheres de sopa de azeite de oliva;
sal. 
Hidratar o funghi em água morna por pelo menos 15 minutos. Cortar a berinjela em pequenos cubos, temperar com um pouco de sal e refogar rapidamente no azeite de oliva, juntar o funghi (picado ou não) e o alho (picado bem miudinho). Refogar tudo por mais 1 minuto, mexendo sempre, e juntar o vinho tinto. Depois que o vinho ferver, esperar mais 1 minuto e juntar o molho madeira. Cozinhar por mais alguns minutos para apurar o sabor. O preparo é rápido, não é para cozinhar até a berinjela amolecer demais, ela deve ficar cozida e firme. 
Servir com a massa de sua preferência. Eu servi com um tortelone recheado com mussarela, que comprei congelado no Machry
Sou suspeita para elogiar, porque adoro todos os ingredientes, mas o Rodrigo que não é muito "amigo" da berinjela, adorou. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Risoto de cordeiro com hortelã e pera ao vinho

Resolvi juntar almoço e sobremesa na mesma postagem para não deixar para depois e esquecer detalhes do preparo... Este risoto ficou maravilhoso e a pera cozida no vinho com especiarias, divina. Vamos às receitas.

Risoto de cordeiro com hortelã (porção para duas pessoas)
220 gramas de arroz arbóreo (1 xícara e 1/4)
1 litro de caldo de legumes (uso em cubo, 1 cubo para 1 litro de água)
aproximadamente 2 xícaras de carne de cordeiro cortada cubos pequenos (usei pernil)
1/2 cebola roxa
100 ml de vermute seco
hortelã a gosto (usei 10 folhas pequenas)
azeite de oliva
manteiga
parmesão ralado
sal
1 pitada de açafrão
Desde que comi um risoto de cordeiro com hortelã em um restaurante no ano passado, estava planejando a minha versão dessa receita*. Primeiro fritei rapidamente os cubos de carne em um fio de azeite de oliva, temperados apenas com sal, deixei eles mal passados. Na mesma panela, refoguei a cebola em uma colher de sopa de manteiga, juntei o arroz, refoguei rapidamente, e depois adicionei o vermute. Mexendo sempre, esperei um minuto para o álcool evaporar e em seguida comecei a acrescentar o caldo de legumes... Aos poucos, adicionando mais caldo a medida que vai evaporando, e mexendo frequentemente... Quando o arroz estava quase cozido (tem que experimentar para saber) adicionei a carne, as folinhas de hortelã picadas com a mão e uma pitada "gorda" de açafrão (só pra dar uma corzinha). Esperei finalizar o cozimento do arroz (não deixar secar, o risoto deve ficar cremoso) e juntei uma colher de sopa de manteiga e uma boa porção de parmesão ralado na hora. Desliguei o fogo, misturei bem  e tampei a panela. Servi em seguida. 
O risoto ficou maravilhoso e o hortelã na medida, deixou o prato aromático, mas não pesou no sabor. Até poderia ter colocado um pouco mais, mas fiquei com medo que brigasse com o vinho. Para harmonizar, escolhi o excelente Punto Final Etiqueta Branca, da bodega argentina Renascer. Arrisco dizer que é meu malbec preferido (já comentei aqui). 

Pera ao vinho com especiarias (porção para duas pessoas)
2 peras descascadas
200 ml de vinho tinto seco
4 colheres de sopa de açúcar mascavo
6 cravos
1 canela em pau
1 colher de chá de gengibre em pó
Segundo o novo acordo ortográfico pera perdeu o acento circunflexo, não me conformei muito com isso, mas vamos ao que interessa. Inventei de fazer essa receita na hora, logo depois do almoço (e depois de ter tomado 1/2 garrafa de vinho), então a coisa foi na intuição... O tamanho da panela vai determinar a quantidade de vinho, pois as peras devem ficar parcialmente submersas. Como eram só duas peras, usei uma leiteira. Muito fácil, só colocar tudo para dentro e cozinhar em fogo baixo. Virei as peras algumas vezes durante o cozimento para uniformizar. Desliguei quando elas estavam cozidas, mas ainda firmes (em torno de 20 minutos). 
A calda** ficou com uma textura maravilhosa. Servi a pera sobre uma bola de sorvete de flocos. Combinação perfeita, especiarias na medida. Adorei, sobremesa prática e refinada, vou repetir com certeza.

* Os créditos da receita vão para o talentoso chef Sander, proprietário do Farofa, que abrirá em breve em novo endereço.
** Guardei a calda que sobrou em um potinho na geladeira para comer com sorvete. É só dar uma leve aquecida no microondas antes de servir. Bom demais. 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Blogagem coletiva - Plágio não!!!

Imagem Tulio Sousa


Hoje os blogueiros de gastronomia organizaram uma blogagem coletiva em protesto ao plágio! 
Cheguei um pouco atrasada para o "evento", mas ainda em tempo de fazer uma postagem.
Manter um blog de gastronomia dá um trabalhão... Pensar no prato, comprar os ingredientes, executar a receita, "produzir" a foto, escrever, revisar e enfim... POSTAR (Ufa!).
A maioria de nós ganha nadinha para isso, faz porque gosta e curte compartilhar com as pessoas o que sabe.
Entretanto, existe muita gente sem noção (para não dizer mal intencionada) que cria um blog e não quer ter esse trabalho todo... Essas pessoas usam exclusivamente dois atalhos básicos: Ctrl+C e Ctrl+V e voilà, a postagem está pronta! 
Publicar conteúdo alheio sem os devidos créditos e permissão é crime viu!? Fora que pega muito mal... Credibilidade zero para blogueiros que fazem isso!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quiche de abobrinha com bacon

Teve uma época que o quiche era figurinha repetida aqui em casa (e no blog), fiz tanto que enjoamos. Estes dias uma amiga queria uma sugestão de um prato para levar em um chá e eu lembrei dos quiches... Deu vontade de fazer. 
A receita é a mesma que já postei por aqui, mas o recheio é diferente. Usei:
Para a massa:
2 xícaras de farinha; 
120 gramas de manteiga derretida; 
1 colher de sobremesa de água; e 
1 ovo. 
Misturar tudo até ficar homogênea, deixar descansar na geladeira por pelo menos 15 minutos e após, forrar uma forma redonda com aro removível (a minha tem 26 cm de diâmetro).  Se ficar quebradiça botar mais manteiga, se ficar mole botar mais farinha... Sempre faço esta medida, mas já passei por estas duas situações... Eu prefiro que a camada de massa fique bem fininha para o quiche ficar mais leve, tem que ter paciência na hora de moldar, mas vale a pena.
Para o recheio:
3 ovos;
1 potinho de iogurte natural (foi a primeira vez que usei iogurte, fazia com 1 xícara de leite); 
1 caixinha de creme de leite (200g); 
70 gramas de bacon em cubos;
1 abobrinha cortada em cubos;
1 pacote de parmesão ralado (50 gramas);
sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto para temperar.
Temperar a abobrinha em cubos com um pouco de sal e distribuí-la na forma que está moldada a massa. Fritar o bacon e escorrer a gordura. Misturar os demais ingredientes, com o bacon inclusive, e despejar sobre a abobrinha. 
Levar ao forno pré-aquecido e assar por 40 minutos (180°C) ou até dourar levemente a superfície. O sabor ficou ótimo, o iogurte deu uma textura diferente para o recheio, ficou bem legal. 
Não vou mentir para vocês, a abobrinha soltou um pouco de água, que escorreu quando eu servi a primeira fatia, mas não alterou a textura do recheio. Sequei a água com um guardanapo e depois não escorreu mais. Um opção para que isso não ocorra é refogar a abobrinha em cubos antes de botar no quiche. Refogar levemente com um pouco de azeite de oliva, em fogo médio-alto. Não é para cozinhar a abobrinha, é apenas para criar uma espécie de "selamento" nela, para não soltar água (não tenho certeza se vai funcionar, é só uma intuição). Eu não me importei com a água que soltou porque não influenciou no resultado... Talvez isso nem aconteça quando vocês fizerem, depende da abobrinha. 
Se vocês quiserem conferir as outras versões de quiche que passaram por aqui, seguem os links para facilitar:

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Paris, je t'aime

Esta foi tirada por mim, em 08/10/2010,  no Jardin du Luxembourg em Paris...
A modelo é desconhecida, mas gosto tanto da foto que já somos amigas.

Acordei com saudade de Paris... A combinação de sol com o ar frio me lembrou o Jardin du Luxembourg... Como eu queria estar sentada lá neste momento, tomando um chimarrão e lendo um livro.

Uso esta foto como plano de fundo do computador, para sempre me lembrar da importância de momentos singelos e de como é simples ser feliz. 

Quando minha cabeça estiver branquinha e eu estiver vivendo meus dias realmente sem pressa, quero ter um jardim assim para sentar e contemplar... Em Paris ou Porto Alegre, aonde a vida me levar.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sopa de cebola francesa

Morria de curiosidade de comer uma sopa de cebola francesa. Quando estava na França, comi de entrada em um restaurante em Reims, na região da Champagne. Confesso que não achei grande coisa, mas não desisti... Quando vi esta receita aqui, fiquei entusiasmada com a apresentação, mas não acreditava muito na receita. 
Foi uma surpresa! Essa sopa é deliciosa e será repetida várias vezes aqui em casa.  Alterei alguns detalhes da receita original e fiz assim:

- 10 cebolas pequenas (aquelas que se usa para conserva);
- 2 colheres de sopa de manteiga;
- 2 colheres de sopa de azeite de oliva;
- 4 colheres de sopa de farinha;
- 150 ml de vinho branco seco;
- 1 litro de caldo de carne;
- sal e pimenta do reino a gosto;
- cubos de pão tostado;
- queijo parmesão ralado*.
Cortei as cebolas em rodelas e refoguei na manteiga e no azeite de oliva** com uma pitada de sal, em fogo baixo, por pelo menos 20 minutos. É bom usar uma panela de fundo grosso e ficar mexendo constantemente para a cebola não queimar. É importante que a cebola fique bem cozinha. Não vale dar aquela refogadinha rápida, como a gente costuma fazer para as outras comidas. Juntar a farinha de trigo e cozinhar sem parar de mexer por 1 minuto. Juntar o vinho, o caldo de carne quente, o sal (quase nada se vocês utilizarem o caldo de carne pronto, é melhor deixar para ajustar o sal no final) e a pimenta do reino. Cozinhar por mais 20 minutos com a panela parcialmente tampada, em fogo baixo. 
O grand finale fica por conta da apresentação, eu usei o maçarico culinário, mas se vocês não tiverem, coloquem no forno para o queijo derreter. Segue anexo a sequencia em fotos:
servir a sopa em bowls e cobrir com cubos de
pão levemente tostados (usei pão de milho)
Adicionar uma quantia generosa de
parmesão ralado
Gratinar o queijo com um
maçarico culinário
A sopa ficou maravilhosa e a cobertura de pão com queijo deixa a apresentação super charmosa. Para harmonizar escolhemos um Pinot Noir da Nova Zelândia - Saint Clair Family State Pioneer Block 2008. No aroma notas de cereja e especiarias. Na boca algo herbáceo, refrescante, não sei bem definir... Ótimo volume, corpo médio e final longo... Muito agradável. Daqueles vinhos que a gente lamenta quando a garrafa está chegando ao fim.

*Deve ficar bom com um queijo mais macio, como o gruyère ou emmental.
**Se usa manteiga e azeite de oliva para não queimar a manteiga.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Omelete de cogumelo Paris e queijo brie

Para acabar o clima "tpm" da última postagem, vamos de receita que é esse o tema principal do blog.
Esse omelete é de comer "rezando" e não leva mais de 15 minutos para o preparo... Ideal para aqueles dias que se está sozinho e não quer investir muito tempo na cozinha. Para 1 pessoa, usei:
100 g de cogumelo Paris cortado em fatias finas;
2 ovos;
1 colher de sobremesa de leite;
1 dente de alho pequeno;
50 gramas de queijo brie;
sal;
pimenta do reino;
folhas de alecrim;
1 colher de sobremesa de manteiga.
Refoguei na manteiga, rapidamente, o alho e o cogumelo em fatias. Juntei o restante dos ingredientes (menos o brie)  levemente batidos. Adicionei o brie em pedaços graúdos sobre a mistura e esperei o ovo cozinhar, sem mexer. Dobrei antes de servir. Usei uma frigideira antiaderente de tamanho médio, de modo que o omelete ficasse bem fino. A propósito, se diz o omelete ou a omelete?
Ficou muito bom, com um sabor bem delicado.