sábado, 8 de outubro de 2011

O jeito mais simples e gostoso de preparar filé de tilápia

Nos últimos tempos estou modificando minha alimentação e fazendo escolhas mais saudáveis. Estou bem acima do peso e cansei dessa estória de "efeito sanfona". Quero resultados definitivos obtidos através de escolhas conscientes e mudanças de hábitos. Eu sei que esse pode ser um caminho lento a às vezes a gente precisa de resultados mais "visíveis" para se manter motivada, mas independente do emagrecimento, eu quero qualidade de vida, saúde e energia. Dietas rigorosas não vão me trazer estes benefícios a longo prazo... Já tenho experiência no assunto.
Estou bem feliz porque nos últimos dois meses perdi três quilos. Não dá pra notar, mas eu já me sinto melhor... A parte boa é que foi sem esforço. Fiz pequenas mudanças na alimentação, como: privilegiar frutas, legumes e verduras; reduzir carboidratos (especialmente farináceos); tomar bastante água; comer quantidades menores; mastigar mais e comer devagar (ficar atenta aos sinais de saciedade); evitar doces e reduzir o álcool. Simples assim, nada drástico. Estou também investindo nas caminhadas... Ainda não consegui botar na rotina diária, mas tem rolado pelo menos três vezes por semana. 
Essa reformulação do cardápio reacendeu uma paixão antiga: peixes. Nunca tive o hábito de cozinhá-los em casa (muito por preguiça de comprar), mas esse filézinho de tilápia já me fez ir algumas vezes ao Mercado Público nas últimas semanas. É muito fácil de preparar e saboroso, além de deixar o prato mais leve e saudável. Faço assim:

Tempero o filé fresco com sal e pimenta do reino moída na hora, passo ambos os lados na farinha de trigo e levo para uma frigideira quente com um fio de azeite de oliva (não é para empapar o peixe de azeite, mas também não pode ser um fio muito "pobre"). Deixo a frigideira aberta e quando acho que já criou uma "casquinha", viro, coloco mais um pouquinho de azeite de oliva e espero o outro lado cozinhar. Como não é um filé alto, ele cozinha bem na frigideira. É imprescindível usar um azeite de oliva bom (extra virgem com acidez máxima de 0,5%), isso faz toda diferença no sabor. 
Este modo de preparo vale para vários tipos de filés de peixe, mas alguns se "quebram" com mais facilidade. A tilápia tem a consistência perfeita para esse preparo.

Para acompanhar, cozinhei aquele macarrão de arroz, que já comentei aqui, e misturei (em uma panela com o fogo ligado e mexendo sempre) com alho confit (e um pouco do azeite do seu preparo, que pode ser conferido aqui), espinafre (aquele congelado), parmesão ralado na hora e sal. Ficou bem simples, mas uma delícia.

Escolhemos um vinho branco para acompanhar a refeição. O Punto Final Sauvignon Blanc 2010. Mais uma boa escolha da bodega argentina Renascer, que já apareceu aqui outras vezes. Confesso que não sou muito dos brancos, e quando é o caso, prefiro Chardonnay, mas esse vinho harmonizou perfeitamente com o prato. É bem fresco e aromático. O Rodrigo sentiu notas de maçã verde logo que abrimos a garrafa, eu senti abacaxi. Cor amarelo esverdeado, acidez equilibrada, um boa pedida para os dias mais quentes que vem chegando.






segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Massa do mar para comemorar bodas de papel

Eu e o Rodrigo já estamos casados há quase 6 anos, mas só botamos no papel há um ano atrás, por isso este final de semana comemoramos "bodas de papel". 
Para marcar a data fiz um jantinha com um cardápio um pouco diferente do usual. Há tempos tinha planejado a execução desta receita na minha cabeça, mas apesar de ser louca por frutos de mar, não tenho muita prática em cozinhá-los. Essa massa ficou perfeita, leve e aromática, além de muito saborosa e fácil de fazer. 
Anotem aí os ingredientes (essa quantidade rende 4 porções, exagerei um pouquinho na medida...):
Para cozinhar no vapor uso esse aparelho
elétrico da marca Fun Kitchen.  Adoro
 um brinquedinho de cozinha...
300 gramas de camarão limpo
3 lulas cortada em anéis
200 gramas de mexilhões sem casca
2 filés de tilápia
1 alho poró grande
2 dentes de alho
alecrim 
sálvia
sal 
50 gramas de manteiga 
azeite de oliva
1 colher de chá rasa de curry
1 pedacinho de gengibre
300 gramas de fettuccini preto (feito com tinta de lula)
Cortei o alho poró em rodelas e refoguei no azeite de oliva, em seguida juntei o alho bem picadinho, o alecrim e a sálvia (a gosto), e todos os frutos do mar previamente cozidos no vapor. Adicionei sal, manteiga, curry e o gengibre ralado (bem pouquinho). Misturei bem, com o fogo ligado, para todos os sabores se integrarem. O filé de peixe tinha sido cozido em pedaços e na mistura se desmanchou, mas era esse mesmo o objetivo. Em seguida juntei a massa cozida e servi. 
É uma massa sem molho, mas ficou bem temperada, pois usei ingredientes marcantes e os frutos do mar estavam abundantes. Ficou maravilhosa e é uma ótima receita para dias mais quentes. Com certeza vou repetir mais vezes. 
Para acompanhar tomamos um excelente espumante uruguaio: o Sust Vintage da Bodegas Carrau. É um espumante Nature, portanto bem seco. 
Para quem não sabe, os espumantes são classificados pelo teor de açúcar:
Nature - até 3 gramas de açúcar por litro
Extra Brut - 3 a 6 gramas
Brut - 6 a 15 gramas
Seco - 15 a 20 gramas
Demi-Sec - 20 a 60 gramas
O açúcar vem de um xarope adicionado no final de sua elaboração, chamado "licor de expedição". Nos caso dos espumantes Nature, este licor não é adicionado. 
Eu particularmente gosto de espumante bem seco, por isso os Nature e os Extra Brut são meus preferidos. O Sust é um belo espumante elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir. Muito cremoso na boca, com perlage fina e persiste, coloração amarelo dourado e aroma de levedura (isso foi o que eu senti, deve ter muito mais coisa que meu nariz amador não distingue). O preço dele é em torno de R$ 90,00, mas compramos em promoção na Vinhos do Mundo por R$ 60,00. Valeu muito a pena. 

sábado, 1 de outubro de 2011

Novos marcadores para facilitar as buscas no blog

Dois novos marcadores foram criados no blog: "sem glúten" e "vegetariano". Apesar de não ser adepta ao vegetarianismo e não ter restrições ao consumo de glúten, sou simpatizante destas duas linhas de alimentação, por sentir que elas fazem muito bem para mim... Quando consigo eliminar carne e glúten da minha dieta, por alguns dias, os benefícios são notáveis: mais disposição, o intestino funciona melhor, menos retenção de líquidos, eliminação de olheiras, sono mais tranquilo e consequentemente, bom humor para dar e vender.  
Daí vocês perguntam "por que não aderir de vez?"... Pois é, acho que a conscientização é o primeiro passo e não sou adepta a mudanças drásticas... Sou a favor de plantar uma sementinha e ir regando... Sem pressa e sem "dor". Estou disposta a uma transição lenta,  que pode durar 1, 2... 10 anos, assim a mudança acontece naturalmente. 
Para facilitar as buscas de receitas desse tipo no blog, os dois marcadores que criei estão na barra lateral, é só clicar ali que vai aparecer a lista de receitas sem glúten ou vegetarianas. As postagens antigas serão atualizadas com esses marcadores aos poucos, sem pressa. 
Para inaugurar esse tema, duas receitinhas de forno que contemplam ambas as categorias. São gostosas e rápidas de fazer, especialmente para aos adeptos à berinjela.
Cortar em fatias finas uma berinjela pequena e dois tomates. Salpicar sobre eles
um pouquinho de sal. Colocar um fio de azeite em uma fôrma e montar
 "pilhas" intercalando berinjela, tomate e queijo. Finalizar com molho de tomate
(eu usei um pronto), orégano e pimenta do reino moída na hora. Coloquei uma fatia
de azeitona para decorar, é opcional. Assar em forno médio-alto por 30 min.
No prato, regar com uma quantidade generosa de um bom azeite de oliva. 

Em uma caçarola, adicionar 1 berinjela pequena em fatias,
1 abobrinha pequena em fatias, 1/2 bandeja de cogumelo Paris (150 g),
2 alho picados, sal a gosto, folhas de manjericão e alecrim e uma porção
generosa de azeite de oliva. Misturar tudo e despejar por cima 1 lata de tomates
pelados com suco (não misturei porque não queria desmanchar os tomates).
Tampar a caçarola e assar em forno médio por 45 minutos.
Ambos os pratos foram acompanhados de alface e arroz, no primeiro o arroz de pimenta da Blue Ville (é picante mesmo) e no segundo o arroz integral biodinâmico, cateto com vermelho, da marca Volkmann. São dois produtos que eu uso e aprovo, já comentei sobre eles outras vezes, não é publicidade, é gosto pessoal. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Manta de Mozzarella de leite de búfala

Vocês conhecem esta novidade? Mozzarella de leite de búfala em manta. Vi no mercado e não resisti. Achei ótimo para servir de entrada, com uma salada. Vocês escolhem o recheio que quiserem e enrolam, como se fosse um rocambole. Eu coloquei mostarda Dijon, tomate (picadinho, sem pele e sem semente) e manjericão. Finalizei com azeite de oliva e pimenta do reino e comi assim, puro. O sabor ficou ótimo, mas na próxima vou escolher um recheio mais coeso, pois na hora de cortar as fatias, os pedacinhos de tomate "fugiam". 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Picanha em dose dupla

No último sábado pela manhã, fomos tomar o chimarrão no acampamento Farroupilha (coisa de gaúcho, se quiser saber mais clique aqui) e fomos provocados pelo cheirinho de churrasco, que vinha dos piquetes que já estavam com a carne no fogo. Na hora decidi o cardápio do almoço: picanha.
Não temos churrasqueira, então costumo fazer no grill, mas dessa vez resolvi usar o forno e o resultado foi excelente. 
Temperei a picanha com sal, pimenta do reino e um mix de ervas frescas. Usei as ervas que eu tinha na horta: salsa, manjericão, alecrim, e sálvia. Piquei elas com os dedos, juntei um pouco de azeite de oliva e amassei elas com um pilão, para liberar os aromas e sabores, antes de espalhar sobre a carne (foto ao lado). A picanha tinha aproximadamente 1 kg e levei meia hora para assá-la em forno médio: 20 minutos com a gordura para baixo e 10 para cima. Ficou mal passada, como manda o "protocolo". Servi com aquela farofa de abobrinha que já postei aqui


No domingo, a sobra da picanha assada voltou para mesa... Gaúcho tem o hábito de usar o carne que sobrou do churrasco para fazer carreteiro, mas aqui em casa virou risoto. Fiz um risoto de picanha com brócolis que ficou muito bom. O passo a passo do risoto é o de sempre, já postei aqui a receita base e com ela vocês fazem risoto de qualquer coisa. Nesse adicionei a picanha picada quando o arroz estava quase cozido e o brócolis, previamente cozido no vapor, só se misturou ao risoto quanto estava pronto, logo depois de desligar e antes de servir. 
Tomamos com um Syrah sulafricano, da Avondale. Um bom vinho, de corpo médio, um pouco fechado nos aromas, só identifiquei tabaco no fundo de taça, mas acho que foi porque ele já tinha passado um pouco do tempo ideal para consumo (era 2005). 
Pagamos R$ 29,00 em promoção, por isso foi uma boa compra. Não vale o preço original (em torno de R$ 50,00). 



sábado, 17 de setembro de 2011

Molho de berinjela e funghi secchi

Eu sou apaixonada por berinjela, mas o Rodrigo no máximo tolera, então tento incorporá-la ao cardápio como ingrediente coadjuvante, para conciliar os paladares da casa. 
Essa receita de molho é fácil e rápida e acompanha muito bem massas puras ou recheadas.
Usei:
1 berinjela pequena;
1 xícara de funghi secchi;
100 ml de vinho tinto seco;
2 dentes de alho;
200 g de molho madeira (costumo usar o Elegê ou o Fugini);
2 colheres de sopa de azeite de oliva;
sal. 
Hidratar o funghi em água morna por pelo menos 15 minutos. Cortar a berinjela em pequenos cubos, temperar com um pouco de sal e refogar rapidamente no azeite de oliva, juntar o funghi (picado ou não) e o alho (picado bem miudinho). Refogar tudo por mais 1 minuto, mexendo sempre, e juntar o vinho tinto. Depois que o vinho ferver, esperar mais 1 minuto e juntar o molho madeira. Cozinhar por mais alguns minutos para apurar o sabor. O preparo é rápido, não é para cozinhar até a berinjela amolecer demais, ela deve ficar cozida e firme. 
Servir com a massa de sua preferência. Eu servi com um tortelone recheado com mussarela, que comprei congelado no Machry
Sou suspeita para elogiar, porque adoro todos os ingredientes, mas o Rodrigo que não é muito "amigo" da berinjela, adorou. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Risoto de cordeiro com hortelã e pera ao vinho

Resolvi juntar almoço e sobremesa na mesma postagem para não deixar para depois e esquecer detalhes do preparo... Este risoto ficou maravilhoso e a pera cozida no vinho com especiarias, divina. Vamos às receitas.

Risoto de cordeiro com hortelã (porção para duas pessoas)
220 gramas de arroz arbóreo (1 xícara e 1/4)
1 litro de caldo de legumes (uso em cubo, 1 cubo para 1 litro de água)
aproximadamente 2 xícaras de carne de cordeiro cortada cubos pequenos (usei pernil)
1/2 cebola roxa
100 ml de vermute seco
hortelã a gosto (usei 10 folhas pequenas)
azeite de oliva
manteiga
parmesão ralado
sal
1 pitada de açafrão
Desde que comi um risoto de cordeiro com hortelã em um restaurante no ano passado, estava planejando a minha versão dessa receita*. Primeiro fritei rapidamente os cubos de carne em um fio de azeite de oliva, temperados apenas com sal, deixei eles mal passados. Na mesma panela, refoguei a cebola em uma colher de sopa de manteiga, juntei o arroz, refoguei rapidamente, e depois adicionei o vermute. Mexendo sempre, esperei um minuto para o álcool evaporar e em seguida comecei a acrescentar o caldo de legumes... Aos poucos, adicionando mais caldo a medida que vai evaporando, e mexendo frequentemente... Quando o arroz estava quase cozido (tem que experimentar para saber) adicionei a carne, as folinhas de hortelã picadas com a mão e uma pitada "gorda" de açafrão (só pra dar uma corzinha). Esperei finalizar o cozimento do arroz (não deixar secar, o risoto deve ficar cremoso) e juntei uma colher de sopa de manteiga e uma boa porção de parmesão ralado na hora. Desliguei o fogo, misturei bem  e tampei a panela. Servi em seguida. 
O risoto ficou maravilhoso e o hortelã na medida, deixou o prato aromático, mas não pesou no sabor. Até poderia ter colocado um pouco mais, mas fiquei com medo que brigasse com o vinho. Para harmonizar, escolhi o excelente Punto Final Etiqueta Branca, da bodega argentina Renascer. Arrisco dizer que é meu malbec preferido (já comentei aqui). 

Pera ao vinho com especiarias (porção para duas pessoas)
2 peras descascadas
200 ml de vinho tinto seco
4 colheres de sopa de açúcar mascavo
6 cravos
1 canela em pau
1 colher de chá de gengibre em pó
Segundo o novo acordo ortográfico pera perdeu o acento circunflexo, não me conformei muito com isso, mas vamos ao que interessa. Inventei de fazer essa receita na hora, logo depois do almoço (e depois de ter tomado 1/2 garrafa de vinho), então a coisa foi na intuição... O tamanho da panela vai determinar a quantidade de vinho, pois as peras devem ficar parcialmente submersas. Como eram só duas peras, usei uma leiteira. Muito fácil, só colocar tudo para dentro e cozinhar em fogo baixo. Virei as peras algumas vezes durante o cozimento para uniformizar. Desliguei quando elas estavam cozidas, mas ainda firmes (em torno de 20 minutos). 
A calda** ficou com uma textura maravilhosa. Servi a pera sobre uma bola de sorvete de flocos. Combinação perfeita, especiarias na medida. Adorei, sobremesa prática e refinada, vou repetir com certeza.

* Os créditos da receita vão para o talentoso chef Sander, proprietário do Farofa, que abrirá em breve em novo endereço.
** Guardei a calda que sobrou em um potinho na geladeira para comer com sorvete. É só dar uma leve aquecida no microondas antes de servir. Bom demais.