quinta-feira, 2 de abril de 2015

Enoviagens - as vinícolas de Mendoza

Senta que lá vem história... Pega uma café, ou uma taça de vinho, pois essa postagem ficou longa!
Essa semana uma amiga pediu dicas sobre Mendoza e antes de eu começar a escrever um email enorme, lembrei que não tinha contado sobre essa viagem no blog. 
Sendo assim, aqui estou, com pouco mais de um ano de atraso, para contar um pouquinho sobre a minha passagem por Mendoza em fevereiro de 2014.  

Vinhedos em frente à Bodega Septima

A Cidade:
Mendoza é a capital da província de Mendoza na Argentina, do "lado de cá" da Cordilheira dos Andes. Chegamos de avião via Buenos Aires, pois antes passamos uns dias por lá, mas reza a lenda que bom mesmo é ir até Santiago, no Chile, e pegar um ônibus que atravessa as cordilheiras. 
A cidade é pequena, tem uma praça central (Plaza Independencia) e o comércio, hotéis e restaurantes se localizam em seu entorno. Para conhecer melhor a cidade, a dica é pegar um daqueles ônibus turísticos que fazem um citytuor bem completo. O trajeto do citytour sai da área central e vai até o Cerro de la Glória, que realmente tem uma vista linda. Destaque para o Parque General San Martin, que é enorme e super bem cuidado (http://www.mendozacitytour.com/). 
Achei a cidade simpática, mas sem muitos atrativos... Fomos no verão, acho que o turismo de inverno traz outras opções, como estação de esqui, mas nessa época, o único programa por lá é visitar vinícolas (o que era nosso objetivo, então, missão cumprida!).

As Vinícolas:
Mendoza é a principal região argentina produtora de vinhos, conhecida e reconhecida mundialmente pelos seus Malbecs. As vinícolas estão localizadas em diferentes regiões da província, como o Vale do Uco, Maipú, Lujan de Cuyo, entre outras. Na cidade de Mendoza não tem vinícolas, então, uma das primeiras coisas da programação da viagem, é decidir como será feito o deslocamento entre elas... As principais opções são: tour com agências de turismo (existem várias pelo centro de Mendoza com pacotes de visitação), contratar um motorista (os hotéis oferecem essa opção, mas achei o preço surreal, é bom se informar porque existe um "mercado paralelo" bem mais acessível) ou alugar um carro. Optamos pela terceira opção, o que sem dúvidas, nos deu mais autonomia e independência. O maior problema era beber e dirigir, mas como estávamos em três, nos revezamos na direção... Além disso, as degustações nas vinícolas são sempre muito moderadas, então foi tranquilo. Importante salientar que as estradas não são bem sinalizadas e as vinícolas ficam, algumas vezes, um pouco escondidas,  por isso é imprescindível alugar um carro com GPS ou levar o seu. Recomendo carregar as coordenadas das vinícolas antes, para não se perder pelos vilarejos e estradas de chão batido que não levam a lugar algum.  
A vantagem de alugar o carro é poder decidir na hora para onde ir, passar pela porteira de uma vinícola conhecida e entrar, não ficar preso à programação e horários... Tivemos muita sorte nessa proposta "mais livre", mas poderíamos ter nos frustrado bastante com a falta de planejamento prévio. Acostumados com as vinícolas de Bento Gonçalves, na serra Gaúcha, que são totalmente preparadas para receber turistas e têm sempre as portas abertas, não contávamos que por lá, sem hora marcada, não se entra na maioria das vinícolas. Por sorte, mais de uma vez, escapamos de dar com a cara na porta, pois chegamos bem na hora em que alguém já havia marcado uma visitação, e assim conseguimos entrar.
Outra coisa importantíssima que só descobrimos quando chegamos lá: 99% das vinícolas não abrem no domingo! Por sorte ficamos 4 dias e isso não nos atrapalhou, mas não contávamos com essa... 
A seguir, vou falar um pouquinho de cada uma que visitamos. 

Uma das únicas que abre domingo e uma das poucas onde é só chegar, pois tem visitação de hora em hora... Definitivamente é a que mais investe em turismo na região. O lugar é lindo e eles são mega atenciosos. A visitação é feita em grupo e começa falando da família, história, passa pela produção, tanque de inox, barris de carvalho, aquela coisa de sempre... A degustação é com o Santa Julia, uma linha mais popular e fácil de encontrar no Brasil. Após essa visitação guiada, esperamos baixar a "poeira" e ficamos por lá para conhecer o outros vinhos e também os azeites. Eles tem vinhos superiores, realmente bons e também investem forte na produção de azeites. O azeite top é o Bravo, realmente excelente... Compramos uma garrafa e ficamos desolados quando acabou, pois não encontramos para vender aqui. 
A bodega tem dois restaurantes, o Casa del Visitante que é maior, e o Pan y Oliva com uma proposta mais intimista. Optamos pelo segundo e não nos arrependemos, o lugar é super charmoso e a comida ótima. Por fim, ainda foi possível fazer uma visitação na fábrica de azeites e conhecer o processo produtivo. Passeio sem pressa, que durou horas e horas... E salvou nosso domingo!




Lugar lindo e com uma das visitações mais legais que já fiz. O tour começa degustando um espumante, segue com um passeio pelos vinhedos e depois vamos para a linha de produção. A degustação do um mesmo vinho é feita em estágios diferentes: no tanque de inox, no barril de carvalho e por fim, na garrafa. Obviamente, nos estágios anteriores à garrafa o vinho ainda não estava pronto para o consumo, mas achei muito legal conhecer a evolução dele. Realmente este foi um diferencial, ainda não tínhamos passado por uma vinícola com esta proposta. 




Um daqueles casos em que tivemos sorte, pois na hora chegou um casal que já havia agendado visitação e aproveitamos a carona. Eu ficaria mega decepcionada se não conhecesse essa vinícola, pois ela é uma das nossas "queridinhas". Os vinhos são ótimos. O Punto Final é o nosso vinho do dia a dia, e os superiores também fazem parte da nossa adega. A vinícola é pequena, não há muito o que se ver na visitação, mas aprendemos algumas coisas interessantes sobre a irrigação dos vinhedos, que é feita com a água do degelo dos Andes, e sobre a produção do Enamore, um dos vinhos top da vinícola, onde a uva passa por uma leve passificação, por isso, apesar de ser seco, tem um sabor adocicado. O ponto alto foi a degustação no jardim, em um lugar mega agradável. Frustada fiquei ao saber o preço de comercialização dos vinhos deles... O Punto Final custa cerca de R$ 15,00 lá e aqui está beirando os R$ 40,00!!! Que tristeza esse monte de impostos que pagamos... 



Nessa vinícola não fizemos visitação, fomos apenas ao restaurante. Circulamos pelos salões da bodega e vinhedos e o lugar é muito bonito, vale a visita. O restaurante era ótimo, atendimento excelente e a vista maravilhosa. Super recomendado. 




Acabamos nos prolongando no almoço e perdemos a última visitação guiada da tarde (por volta de 16 horas). Confesso que não fiquei muito triste, pois as visitações não são muito baratas e a gente acaba vendo mais do mesmo... Já visitei mais de 30 vinícolas, em diferentes países, então fico um pouco entediada em ver tanque de inox e barrica de carvalho de novo, de novo, e de novo...  A parte boa foi que perdemos a visitação guiada, mas nos permitiram fazer uma "visitação livre"! Circulamos sem restrição pela adega e pela torre, o prédio é lindo, referência na enoarquitetura. A loja ainda estava aberta, então conseguimos comprar algumas garrafas, além de um livro da Laura Catenas (Vino Argentino), que já era meu sonho de consumo há algum tempo. 




Bodega pequena, lugar aconchegante e a visita é muito agradável. Não há muito para ver, mas tem a história da família, do lugar, vale a pena. Observei que as bodegas de Mendoza usam bastante tanque de concreto.... Pelo que eu entendi esse é um modo de armazenamento mais antigo, que foi parcialmente substituído pelo inox, mas agora está voltando. A degustação nesse bodega é feita dentro de um antigo tanque de concreto, que foi adaptado para uma sala de degustação, o que dá um charme a mais à visitação. 


Nem tudo são flores... Essa foi a minha única decepção entre as visitações que fizemos. É uma vinícola grande, do grupo Concha y Toro. Achei muito comercial, sem nenhum diferencial, visita rápida no pacote: tanque de inox + barril de carvalho + degustação sem graça. Desconfio que fomos prejudicados, pois fizemos a visita junto com um rapaz que estava com o pé quebrado e utilizando muletas, talvez a guia (muito despreparada enologicamente, diga-se de passagem) tenha otimizado a circulação em função disso, mas enfim... Não curti. E para completar, na hora de ir embora, eles estavam com problema na máquina de cartão, e demoramos um tempão para conseguir sair de lá. 


Última vinícola e grata surpresa. Confesso que tinha um pouco de preconceito, pois só conhecia sua linha mais popular, mas mudei de opinião. A visitação é muito organizada, o lugar é bonito e preparado para receber turistas. Antes do tour tem um video sobre da vinícola, que é bem antiga e reconhecida por lá... Fica próxima a uma linha férrea desativada que faz parte da história do lugar. A degustação traz vinhos excelentes e sai um pouco da linha dos Malbecs, apresentando outras possibilidades da região. As instalações são elegantes, incorporando à arquitetura elementos antigos e novos, com bastante madeira e vidro. Eles disponibilizam bicicletas para fazer um tour pelas vinhedos (nem cogitamos, pois pegamos uma onda de calor infernal!). 



"Resumidamente", é isso. Ah! Faltou a dica do hotel. Hotéis não faltam por lá. Ficamos no Diplomatic Hotel. Reservei pelo Booking e recomendo, é ótimo. 

Acho que depois dessa fico mais um ano sem escrever no blog ;)





segunda-feira, 9 de março de 2015

Alto de la Ballena - minha nova vinícola "queridinha" no Uruguai

Nas últimas férias de verão, passamos uma semana em Punta del Este. Para os gaúchos é um destino conhecido e fácil, pois nosso estado faz fronteira com o Uruguai e de Porto Alegre são só 740 km de distância, com estradas muito boas de trafegar. 
Queríamos aproveitar a praia e descansar de verdade, por isso não inventamos roteiros muito mirabolantes e cheios de paradas e visitas, mas, como sempre, encontramos uma vinícola para conhecer.
O Uruguai é conhecido pelos seus tannats, potentes e adstringentes, e Punta del Este não está entre as principais regiões vitivinícolas do país. Descobrimos por acaso a Alto de la Ballena e resolvemos conferir. Reservamos via site e no dia e hora marcados, estávamos lá. 
A vinícola é pequena e a visitação inclui uma apresentação geral sobre sua história e terroir, uma caminhada pelos vinhedos e por fim, a degustação acompanhada de pães e queijos. Toda a visita é guiada pela Paula, dona da vinícola, que é uma pessoa extremamente agradável e atenciosa. 
Os vinhos nos agradaram bastante, com destaque para um corte inusitado de tannat-viognier, que surpreendeu por apresentar adstringência, mas também a leveza de um tinto de verão. 
A linha não é muito extensa, mas todos os vinhos degustados são de ótima qualidade. As características do terroir garantem uma produção pequena, mas com vinhos de elevado padrão. 
O lugar é lindo, a degustação é feita em um mirante com uma vista fantástica. 
Achei a degustação um pouco cara, mas compensa se você for comprar algumas garrafas, pois o preço dos vinhos é muito acessível. É um passeio que vale a pena, saímos de lá encantados... Pena que não seja muito fácil de achar esses vinhos por aqui. Ainda não vi para vender em Porto Alegre e a Paula nos informou que há apenas um importador atualmente no Brasil, na Serra Gaúcha.
Seguem algumas fotos que traduzem a atmosfera do lugar, passeio e vinhos provados e aprovados!
Ah, importante salientar que não rola aparecer lá sem hora marcada, porque não há uma agenda fixa de degustações e visitas.





terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ovo assado em panelinha de peito de peru



Não chega a ser uma receita, é uma dica! 
Me inspirei com a postagem do Panelaterapia. Lá ela utilizou formas de muffin, eu fiz em ramequins. 
Untei os ramequins com azeite, coloquei duas fatias de peito de peru em cada, um ovo, sal, pimenta do reino e finalizei com um pouco de muçarela ralada. levei ao forno pré-aquecido, em temperatura média, por 20 min. Na hora de servir vocês podem comer direto no ramequim, ou remover (com a mão mesmo) a panelinha.
Virei adepta, uma ótima ideia para variar o cardápio do café da manhã ou lanche da noite. 


sábado, 8 de junho de 2013

"Macarons" de cogumelo

Que saudade do blog! Não está fácil gerenciar o tempo... O blog perdeu várias posições na lista de prioridades, mas é temporário. Espero em breve voltar a postar com mais freqüência. Essa passadinha rápida de hoje é só para matar a saudade, não configura um "retorno"... Estava eu transferindo umas fotos da câmera para o computador, quando vi essas e lembrei de como ficaram bons esses cogumelos. Daí lembrei do blog abandonado e pensei "não custa passar lá rapidinho e fazer uma postagem". Então, aqui estou!

Em uma manhã de domingo a TV estava ligada no programa do Claude Troisgros na GNT, quando ele começou a preparar uns cogumelos recheados que me agradaram... Não peguei desde o começo, então não sei qual foi o recheio que ele usou, mas o preparo e a apresentação
me chamaram a atenção. Como eu tinha uma bandeja de cogumelos castanhos na geladeira, resolvi fazer a minha versão naquele dia mesmo, para o almoço. 


O recheio fica a critério, o charme está na apresentação. 
Eu utilizei cogumelos castanhos, mas vocês podem utilizar também o Paris, que é branco. Como eles serão sobrepostos, na hora de comprar escolha um bandeja que possua cogumelos com aproximadamente o mesmo tamanho. Lave bem os cogumelos e retire o "cabo" (parece que o nome técnico é estipe, mas para facilitar a visualização, vou chamar de cabo). Eu costumo lavá-los em água corrente, esfregando a superfície com o dedo, para retirar qualquer resíduo de terra, mas o ideal é usar uma escovinha macia.  Deixe eles escorrendo enquanto prepara o recheio. 
Eu costumo utilizar os cabos do cogumelo no recheio. Nesse dia, refoguei um pouco de cebola no azeite, juntei os cabos bem picadinhos, refoguei rapidamente e desliguei o fogo. Depois misturei com um pouco de shoyo, mostarda Dijon e anchovetas em conserva (ficou ótimo!). Recheei cada cogumelo e coloquei eles no fogo, em uma frigideira quente para selar a superfície, como mostra a foto abaixo  (jogo rápido, não dá para deixar muito tempo se não ele começa a soltar água). 
Em seguida, montei os cogumelo sobrepondo-os, dois a dois, com o recheio voltado para dentro. Acomodei esses "sanduíches" de cogumelo em um refratário, coloquei parmesão ralado na superfície e levei ao forno pré-aquecido por 10 minutos (repito, não deixe muito tempo para evitar que o cogumelo solte água). 
A apresentação fica bem legal, o Claude fez essa associação com "macarons", por isso resolvi chamar assim. É uma alternativa de acompanhamento rápida e fácil. 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Cointreaupolitan


Não sou muito de destilados e bebidas doces.... Meu negócio é vinho e cerveja, mas esse drink me conquistou. A receita veio em uma embalagem promocional de Cointreau, que acompanhou uma coqueteleira rosa com as medidas do drink. Achei divertido e resolvi testar, sem muitas expectativas... Adorei! Vou fazer sempre!
Na coqueteleira: 50ml de cointreau, 30 ml de suco de cranberry, 20 ml de suco de limão e gelo. Agite e sirva em seguida.

Para quem não conhece, o Cointreau é um licor de laranja de origem francesa. 
O suco de cranberry que eu usei é industrializado, só conheço da marca Juxx. Aqui, em Porto Alegre, tem em todos os supermercados. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Farfalle com salmão e pimentões coloridos


Acharam que eu tinha desistido do blog? Imagina, esse foi só um afastamento estratégico, hehehe. 
Hoje estava lembrando... A época em que o blog esteve mais movimentado (2010) foi um período em que eu não tinha tempo para nada, estava super sobrecarregada com trabalho e assuntos pessoais, mas ainda assim encontrava disposição para atualizar esse espaço. 
Agora estou inciando um período de muita pressão profissional. Assumi um volume de trabalho bem grande, que vai comprometer meu tempo integralmente nos próximos meses e, vejam só, aqui estou! Será essa a salvação para o blog?  Eu vou ser sincera com vocês, essa história de "sem pressa" é pura utopia! Quanto mais coisa eu tenho para fazer, mais eu produzo... Não tenho problemas em administrar uma grande lista de tarefas... Problema eu tenho quando há muito tempo livre, quando as prazos de entrega são longos, quando as tarefas são subjetivas... Aí sim, eu travo! Queria muito ser organizada, desestressada, desacelerada... Mas não sou! Dizem que o primeiro passo para a mudança é reconhecer o que está errado, mas é fato: eu funciono bem sob pressão... Quem sabe o conceito "sem pressa" vem com a maturidade... Estou na torcida! Por hora, já que eu não tenho tempo sobrando, chega de blá, blá blá e vamos para o que interessa. 

Essa receita é mega fácil, rolou de improviso uma vez aqui em casa e, desde então, faço com alguma frequência... Apesar de ser uma massa, é um prato leve, combina com o verão. Para duas pessoas, eu usei:

- 200 gramas de macarrão tipo farfalle ("gravatinha")
- um pimentão amarelo pequeno
- um pimentão vermelho pequeno
- uma posta de salmão
- 1 colher de sobremesa cheia de mostarda em grãos (Maille à L´Ancienne)
- pouco menos de 50 ml de vinho branco
- duas colheres de sopa azeite de oliva
- sal, pimenta do reino e alecrim a gosto.  

Primeiro grelhei e posta de salmão, desfiei e reservei. Enquanto o macarrão cozinhava, refoguei, no azeite de oliva, os pimentões cortados em cubos. Com os pimentões ainda no fogo, juntei o salmão desfiado, o vinho, a mostarda, o sal, a pimenta e o alecrim. Deixei no fogo até o vinho evaporar e juntei a massa cozinha e escorrida. Misturei tudo para integrar o sabor, desliguei e fogo e servi em seguida. 
Fácil, não é? O tempo de preparo não ultrapassa 20 minutos. Ao grelhar o salmão, vocês podem deixar meio mal passado, pois ele vai acabar de cozinhar quando voltar ao fogo. 
Dica para quem torce o nariz para os pimentões: antes de picar, não esqueçam de tirar as sementes e aquela parte branca interna! 

Para harmonizar, a dica é uma sauvignon blanc da Valduga, linha Premium. Combinou super bem, para nossa surpresa... Achei que o pimentão fosse brigar com o vinho, mas ao contrário, realçou. 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Chile parte VI - Casa Lapostolle e Casa Silva

O blog acaba de completar 3 anos e esse definitivamente não foi o seu ano mais movimentado... Adoro esse espaço e não pretendo abandoná-lo. Muito pelo contrário, se eu tiver um tempinho, nesse verão vou investir em um novo layout e na migração para um domínio próprio. Obviamente, está nas lista de resoluções para 2013 organizar melhor meu tempo e fazer postagens mais frequentes.... Quem viver verá, se o mundo não acabar daqui a 3 semanas. 

Agora vamos ao que interessa, o último e tão esperado capítulo sobre a viagem ao Chile! Fomos pra lá em fevereiro deste ano. Demorei tanto para fazer essa postagem, que agora ela se tornou "atual", pois é uma dica boa para quem planeja ir ao Chile nesse verão. 

Na última postagem da série, falei sobre a chegada no Vale do Colchagua. Escolhemos conhecer esta região vinícola por sua proximidade em relação a Santiago (180 km), mas principalmente por possuir várias vinícolas que admiramos. 
Há tempos sonhava em conhecer a Lapostolle. Confesso que nunca tinha tomado os seus vinhos, mas havia lido coisas boas sobre ela. O processo de produção é diferente de tudo que eu já tinha visto. A mistura de tecnologia, experiência e muito dinheiro é a combinação perfeita para produzir vinhos de altíssima qualidade. É uma vinícola nova, mas seus fundadores aliam o expertise de famílias vinicultoras tradicionais da França e do Chile. O vinho ícone é o Clos Apalta, que na safra de 2005 foi considerado nada mais, nada menos, que o melhor do mundo. Para coroar, esta vinícola é uma referência da enoarquitetura, o lugar é lindíssimo e cheio de simbologias. 
Esta é uma vinícola de "portas fechadas" que precisa de reserva prévia para visitação. O tour com degustação custou, em fevereiro, 20.000 pesos chilenos (cerca de R$ 70,00 na época). O preço é um pouco salgado, mas valeu cada centavo, fomos muito bem recebido e guiados, e tivemos a oportunidade de provar o famoso Clos Apalta (se é o melhor do mundo não sei, mas com certeza  o melhor que já tomei). Experiência incrível, aprovada e super recomendada. As fotos a seguir mostram um pouquinho do que vimos por lá. 






Saímos de lá no final da manhã e resolvemos passar na Viña Montes, que fica ali perto. É uma vinícola que vale a visitação, mas pretendíamos apenas entrar para comprar umas garrafas do Montes Alpha, o nosso Pinot Noir chileno preferido (já falei dele aqui, em uma fase que o blog era mais "eno" do que "gastro"). Como a Lapostolle, esta também precisa de reserva prévia, mas tivemos sorte de chegar lá entre uma visitação e outra, então nos permitiram acessar a loja. Missão cumprida, vinhos comprados. 
Já era hora do almoço e o nosso destino foi a famosa Casa Silva. A Casa Silva possui locações em diferentes terroirs do Chile, mas a sede principal, que conta com pousada e restaurante, fica em São Fernando. Já vou avisando, não é muito fácil de achar. O site não tem informações precisas e por lá ninguém sabe, ninguém viu. Para quem vai com GPS, anotem aí: lat -34.538561º, long -70.966862º. 
Não fizemos visitação, mas pudemos percorrer a área sem restrições. O lugar é belíssimo. Fomos direto ao restaurante, que fica a mais de 1 km do acesso principal, na I-90_H. Além dos vinhos, eles tem um segmento voltado à equitação, então tudo por lá tem esse tema. O restaurante é ótimo, comida impecável. Como iríamos pegar a estrada em seguida, não tomamos vinho, mas na entrada tomamos um Chardonnay Sur, versão "eno" do Pisco Sur, que é um drink tradicional no Chile. Eu comi um filé de atum e o Rodrigo, cordeiro. Tudo nota 10.  Na saída passamos no empório e fizemos boas compras, entre eles o Carmenère Microteroir... Para quem, como eu, adora carmenère, este é O vinho...






Depois do almoço, pegamos a estrada e voltamos a Santiago, para então nos despedirmos do Chile. Nosso voo era no outro dia, bem cedinho... 
Considerações finais: o Chile é nota 10! Adoramos e voltaremos com certeza! Quando isso acontecer, venho aqui para contar para vocês... Por enquanto, apreciem os capítulos dessa minha curta grande viagem. 
Chile parte I - Santiago