terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ovo assado em panelinha de peito de peru



Não chega a ser uma receita, é uma dica! 
Me inspirei com a postagem do Panelaterapia. Lá ela utilizou formas de muffin, eu fiz em ramequins. 
Untei os ramequins com azeite, coloquei duas fatias de peito de peru em cada, um ovo, sal, pimenta do reino e finalizei com um pouco de muçarela ralada. levei ao forno pré-aquecido, em temperatura média, por 20 min. Na hora de servir vocês podem comer direto no ramequim, ou remover (com a mão mesmo) a panelinha.
Virei adepta, uma ótima ideia para variar o cardápio do café da manhã ou lanche da noite. 


sábado, 8 de junho de 2013

"Macarons" de cogumelo

Que saudade do blog! Não está fácil gerenciar o tempo... O blog perdeu várias posições na lista de prioridades, mas é temporário. Espero em breve voltar a postar com mais freqüência. Essa passadinha rápida de hoje é só para matar a saudade, não configura um "retorno"... Estava eu transferindo umas fotos da câmera para o computador, quando vi essas e lembrei de como ficaram bons esses cogumelos. Daí lembrei do blog abandonado e pensei "não custa passar lá rapidinho e fazer uma postagem". Então, aqui estou!

Em uma manhã de domingo a TV estava ligada no programa do Claude Troisgros na GNT, quando ele começou a preparar uns cogumelos recheados que me agradaram... Não peguei desde o começo, então não sei qual foi o recheio que ele usou, mas o preparo e a apresentação
me chamaram a atenção. Como eu tinha uma bandeja de cogumelos castanhos na geladeira, resolvi fazer a minha versão naquele dia mesmo, para o almoço. 


O recheio fica a critério, o charme está na apresentação. 
Eu utilizei cogumelos castanhos, mas vocês podem utilizar também o Paris, que é branco. Como eles serão sobrepostos, na hora de comprar escolha um bandeja que possua cogumelos com aproximadamente o mesmo tamanho. Lave bem os cogumelos e retire o "cabo" (parece que o nome técnico é estipe, mas para facilitar a visualização, vou chamar de cabo). Eu costumo lavá-los em água corrente, esfregando a superfície com o dedo, para retirar qualquer resíduo de terra, mas o ideal é usar uma escovinha macia.  Deixe eles escorrendo enquanto prepara o recheio. 
Eu costumo utilizar os cabos do cogumelo no recheio. Nesse dia, refoguei um pouco de cebola no azeite, juntei os cabos bem picadinhos, refoguei rapidamente e desliguei o fogo. Depois misturei com um pouco de shoyo, mostarda Dijon e anchovetas em conserva (ficou ótimo!). Recheei cada cogumelo e coloquei eles no fogo, em uma frigideira quente para selar a superfície, como mostra a foto abaixo  (jogo rápido, não dá para deixar muito tempo se não ele começa a soltar água). 
Em seguida, montei os cogumelo sobrepondo-os, dois a dois, com o recheio voltado para dentro. Acomodei esses "sanduíches" de cogumelo em um refratário, coloquei parmesão ralado na superfície e levei ao forno pré-aquecido por 10 minutos (repito, não deixe muito tempo para evitar que o cogumelo solte água). 
A apresentação fica bem legal, o Claude fez essa associação com "macarons", por isso resolvi chamar assim. É uma alternativa de acompanhamento rápida e fácil. 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Cointreaupolitan


Não sou muito de destilados e bebidas doces.... Meu negócio é vinho e cerveja, mas esse drink me conquistou. A receita veio em uma embalagem promocional de Cointreau, que acompanhou uma coqueteleira rosa com as medidas do drink. Achei divertido e resolvi testar, sem muitas expectativas... Adorei! Vou fazer sempre!
Na coqueteleira: 50ml de cointreau, 30 ml de suco de cranberry, 20 ml de suco de limão e gelo. Agite e sirva em seguida.

Para quem não conhece, o Cointreau é um licor de laranja de origem francesa. 
O suco de cranberry que eu usei é industrializado, só conheço da marca Juxx. Aqui, em Porto Alegre, tem em todos os supermercados. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Farfalle com salmão e pimentões coloridos


Acharam que eu tinha desistido do blog? Imagina, esse foi só um afastamento estratégico, hehehe. 
Hoje estava lembrando... A época em que o blog esteve mais movimentado (2010) foi um período em que eu não tinha tempo para nada, estava super sobrecarregada com trabalho e assuntos pessoais, mas ainda assim encontrava disposição para atualizar esse espaço. 
Agora estou inciando um período de muita pressão profissional. Assumi um volume de trabalho bem grande, que vai comprometer meu tempo integralmente nos próximos meses e, vejam só, aqui estou! Será essa a salvação para o blog?  Eu vou ser sincera com vocês, essa história de "sem pressa" é pura utopia! Quanto mais coisa eu tenho para fazer, mais eu produzo... Não tenho problemas em administrar uma grande lista de tarefas... Problema eu tenho quando há muito tempo livre, quando as prazos de entrega são longos, quando as tarefas são subjetivas... Aí sim, eu travo! Queria muito ser organizada, desestressada, desacelerada... Mas não sou! Dizem que o primeiro passo para a mudança é reconhecer o que está errado, mas é fato: eu funciono bem sob pressão... Quem sabe o conceito "sem pressa" vem com a maturidade... Estou na torcida! Por hora, já que eu não tenho tempo sobrando, chega de blá, blá blá e vamos para o que interessa. 

Essa receita é mega fácil, rolou de improviso uma vez aqui em casa e, desde então, faço com alguma frequência... Apesar de ser uma massa, é um prato leve, combina com o verão. Para duas pessoas, eu usei:

- 200 gramas de macarrão tipo farfalle ("gravatinha")
- um pimentão amarelo pequeno
- um pimentão vermelho pequeno
- uma posta de salmão
- 1 colher de sobremesa cheia de mostarda em grãos (Maille à L´Ancienne)
- pouco menos de 50 ml de vinho branco
- duas colheres de sopa azeite de oliva
- sal, pimenta do reino e alecrim a gosto.  

Primeiro grelhei e posta de salmão, desfiei e reservei. Enquanto o macarrão cozinhava, refoguei, no azeite de oliva, os pimentões cortados em cubos. Com os pimentões ainda no fogo, juntei o salmão desfiado, o vinho, a mostarda, o sal, a pimenta e o alecrim. Deixei no fogo até o vinho evaporar e juntei a massa cozinha e escorrida. Misturei tudo para integrar o sabor, desliguei e fogo e servi em seguida. 
Fácil, não é? O tempo de preparo não ultrapassa 20 minutos. Ao grelhar o salmão, vocês podem deixar meio mal passado, pois ele vai acabar de cozinhar quando voltar ao fogo. 
Dica para quem torce o nariz para os pimentões: antes de picar, não esqueçam de tirar as sementes e aquela parte branca interna! 

Para harmonizar, a dica é uma sauvignon blanc da Valduga, linha Premium. Combinou super bem, para nossa surpresa... Achei que o pimentão fosse brigar com o vinho, mas ao contrário, realçou. 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Chile parte VI - Casa Lapostolle e Casa Silva

O blog acaba de completar 3 anos e esse definitivamente não foi o seu ano mais movimentado... Adoro esse espaço e não pretendo abandoná-lo. Muito pelo contrário, se eu tiver um tempinho, nesse verão vou investir em um novo layout e na migração para um domínio próprio. Obviamente, está nas lista de resoluções para 2013 organizar melhor meu tempo e fazer postagens mais frequentes.... Quem viver verá, se o mundo não acabar daqui a 3 semanas. 

Agora vamos ao que interessa, o último e tão esperado capítulo sobre a viagem ao Chile! Fomos pra lá em fevereiro deste ano. Demorei tanto para fazer essa postagem, que agora ela se tornou "atual", pois é uma dica boa para quem planeja ir ao Chile nesse verão. 

Na última postagem da série, falei sobre a chegada no Vale do Colchagua. Escolhemos conhecer esta região vinícola por sua proximidade em relação a Santiago (180 km), mas principalmente por possuir várias vinícolas que admiramos. 
Há tempos sonhava em conhecer a Lapostolle. Confesso que nunca tinha tomado os seus vinhos, mas havia lido coisas boas sobre ela. O processo de produção é diferente de tudo que eu já tinha visto. A mistura de tecnologia, experiência e muito dinheiro é a combinação perfeita para produzir vinhos de altíssima qualidade. É uma vinícola nova, mas seus fundadores aliam o expertise de famílias vinicultoras tradicionais da França e do Chile. O vinho ícone é o Clos Apalta, que na safra de 2005 foi considerado nada mais, nada menos, que o melhor do mundo. Para coroar, esta vinícola é uma referência da enoarquitetura, o lugar é lindíssimo e cheio de simbologias. 
Esta é uma vinícola de "portas fechadas" que precisa de reserva prévia para visitação. O tour com degustação custou, em fevereiro, 20.000 pesos chilenos (cerca de R$ 70,00 na época). O preço é um pouco salgado, mas valeu cada centavo, fomos muito bem recebido e guiados, e tivemos a oportunidade de provar o famoso Clos Apalta (se é o melhor do mundo não sei, mas com certeza  o melhor que já tomei). Experiência incrível, aprovada e super recomendada. As fotos a seguir mostram um pouquinho do que vimos por lá. 






Saímos de lá no final da manhã e resolvemos passar na Viña Montes, que fica ali perto. É uma vinícola que vale a visitação, mas pretendíamos apenas entrar para comprar umas garrafas do Montes Alpha, o nosso Pinot Noir chileno preferido (já falei dele aqui, em uma fase que o blog era mais "eno" do que "gastro"). Como a Lapostolle, esta também precisa de reserva prévia, mas tivemos sorte de chegar lá entre uma visitação e outra, então nos permitiram acessar a loja. Missão cumprida, vinhos comprados. 
Já era hora do almoço e o nosso destino foi a famosa Casa Silva. A Casa Silva possui locações em diferentes terroirs do Chile, mas a sede principal, que conta com pousada e restaurante, fica em São Fernando. Já vou avisando, não é muito fácil de achar. O site não tem informações precisas e por lá ninguém sabe, ninguém viu. Para quem vai com GPS, anotem aí: lat -34.538561º, long -70.966862º. 
Não fizemos visitação, mas pudemos percorrer a área sem restrições. O lugar é belíssimo. Fomos direto ao restaurante, que fica a mais de 1 km do acesso principal, na I-90_H. Além dos vinhos, eles tem um segmento voltado à equitação, então tudo por lá tem esse tema. O restaurante é ótimo, comida impecável. Como iríamos pegar a estrada em seguida, não tomamos vinho, mas na entrada tomamos um Chardonnay Sur, versão "eno" do Pisco Sur, que é um drink tradicional no Chile. Eu comi um filé de atum e o Rodrigo, cordeiro. Tudo nota 10.  Na saída passamos no empório e fizemos boas compras, entre eles o Carmenère Microteroir... Para quem, como eu, adora carmenère, este é O vinho...






Depois do almoço, pegamos a estrada e voltamos a Santiago, para então nos despedirmos do Chile. Nosso voo era no outro dia, bem cedinho... 
Considerações finais: o Chile é nota 10! Adoramos e voltaremos com certeza! Quando isso acontecer, venho aqui para contar para vocês... Por enquanto, apreciem os capítulos dessa minha curta grande viagem. 
Chile parte I - Santiago

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Mostarda Dijon


O que vou escrever aqui não é novidade para quem está ligado ao mundo da gastronomia, mas tenho certeza que vai interessar a muita gente, que se aventura esporadicamente na cozinha e não conhece bem alguns ingredientes mais "refinados". 
Várias amigas me perguntam sobre a tal mostarda Dijon, que aparece com alguma frequência nas receitas aqui do blog. "Onde eu compro"? "Posso trocar pela normal”? 
A mostarda Dijon é importada da França, mas hoje em dia é muito fácil achar, em grandes supermercados, empórios, délicatesses... Eu costumo comprar na Banca 38 do Mercado Público. O preço também é bem acessível, essas que aparecem na foto, com 210 g, custam em torno de R$ 8,00. 
Dijon é uma cidadezinha que fica a sudeste de Paris, cerca de 300 km. A receita original da mostarda vem de Dijon (século XVIII), mas a mostarda que leva o nome não é necessariamente produzida lá. 
É uma mostarda forte, com sabor picante, muito utilizada na culinária francesa. Na sua composição estão presentes, basicamente, grãos de mostarda, vinagre, água e sal. Algumas levam vinho branco. É muito comum encontrar versões misturadas a outros ingredientes, como: 
  • Estragão (erva de sabor bem marcante, comum na França, aqui pouco conhecida, lembra o funcho) 
  • Pimenta verde (a minha preferida, mais suave que a original e a pimenta verde não a deixa mais picante, só realça o sabor) 
  • Mel (ótima, recomendo para quem gosta da mistura mostarda e mel, combina bastante com carne de porco) 
  • Cassis (compramos um vidrinho pequeno, só para provar, mas eu não curti, achei difícil de harmonizar com a comida) 
Meu marido come bastante, coloca no sanduíche,  na salada... Percebe-se pela foto acima, todas vieram da minha geladeira... Eu uso mais para cozinhar, pura eu não gosto muito. Para fins culinários, a minha "queridinha" e à l’ancienne, que é em grãos. Tem um sabor bem suave e combina com uma variedade enorme de pratos: massas, risotos, carnes, peixes... 
A marca mais comum é a Maille. É boa e fácil de encontrar. Também gosto bastante da Edmond Fallot, que aparece na foto abaixo. Se vocês tiverem a oportunidade, comprem essa do vidro branco. Ela é mais cara, mais é ótima. Eu nunca vi para vender em Porto Alegre, mas encontrei nos free shops da fronteira.
Ah! E antes que eu me esqueça, quando a receita for com mostarda Dijon e vocês quiserem trocar pela "normal", estejam cientes que o resultado será completamente diferente. Fica a dica! 


Seguem links de algumas receitas com mostarda Dijon, que apareceram aqui do blog:

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Pão recheado


Dica boa para o final de semana! Esse pão recheado é tudo de bom e super fácil de fazer. Vi nos blogs Figos e FunghisAroma e Sabores
Já estou com mil idéias para variar o recheio. Neste, da foto, usei queijo muçarela (sim, é com "ç" que se escreve), um mix de ervas frescas e bastante azeite de oliva. A Andréa uso um molho pesto, deve ter ficado maravilhoso, vai ser minha próxima opção. 
Você vai precisar de um pão italiano redondo
Fatie nos dois sentidos, mas mantenha a base junta.
O pão continuará sendo uma peça única.
O ideal é que a faca chegue o mais próximo possível
da base, com o cuidado para não separar as fatias.  
Acomode o recheio entre os cortes do pão.
Antes de colocar o queijo e as ervas, regue
com uma quantidade generosa de azeite de oliva. 
Leve ao forno pré-aquecido por pelo menos 15 minutos. Eu deixei o tempo necessário para derreter o queijo, pois queria o pão macio no centro. Se quiser que o pão fique mais torradinho, é só deixar mais tempo. 
É para comer com a mão, beliscando, se lambuzando... Conversando, bebendo...
E para acompanhar? Fica a critério, rsrsrsrs. 

O azeite Vintage da Andorinha é um dos meus preferidos. Adoro! O que aparece na foto, ganhei no Encontro Gourmet, de presente da Andorinha, que acreditou e ajudou a viabilizar este maravilhoso evento. Valeu!