quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Mostarda Dijon


O que vou escrever aqui não é novidade para quem está ligado ao mundo da gastronomia, mas tenho certeza que vai interessar a muita gente, que se aventura esporadicamente na cozinha e não conhece bem alguns ingredientes mais "refinados". 
Várias amigas me perguntam sobre a tal mostarda Dijon, que aparece com alguma frequência nas receitas aqui do blog. "Onde eu compro"? "Posso trocar pela normal”? 
A mostarda Dijon é importada da França, mas hoje em dia é muito fácil achar, em grandes supermercados, empórios, délicatesses... Eu costumo comprar na Banca 38 do Mercado Público. O preço também é bem acessível, essas que aparecem na foto, com 210 g, custam em torno de R$ 8,00. 
Dijon é uma cidadezinha que fica a sudeste de Paris, cerca de 300 km. A receita original da mostarda vem de Dijon (século XVIII), mas a mostarda que leva o nome não é necessariamente produzida lá. 
É uma mostarda forte, com sabor picante, muito utilizada na culinária francesa. Na sua composição estão presentes, basicamente, grãos de mostarda, vinagre, água e sal. Algumas levam vinho branco. É muito comum encontrar versões misturadas a outros ingredientes, como: 
  • Estragão (erva de sabor bem marcante, comum na França, aqui pouco conhecida, lembra o funcho) 
  • Pimenta verde (a minha preferida, mais suave que a original e a pimenta verde não a deixa mais picante, só realça o sabor) 
  • Mel (ótima, recomendo para quem gosta da mistura mostarda e mel, combina bastante com carne de porco) 
  • Cassis (compramos um vidrinho pequeno, só para provar, mas eu não curti, achei difícil de harmonizar com a comida) 
Meu marido come bastante, coloca no sanduíche,  na salada... Percebe-se pela foto acima, todas vieram da minha geladeira... Eu uso mais para cozinhar, pura eu não gosto muito. Para fins culinários, a minha "queridinha" e à l’ancienne, que é em grãos. Tem um sabor bem suave e combina com uma variedade enorme de pratos: massas, risotos, carnes, peixes... 
A marca mais comum é a Maille. É boa e fácil de encontrar. Também gosto bastante da Edmond Fallot, que aparece na foto abaixo. Se vocês tiverem a oportunidade, comprem essa do vidro branco. Ela é mais cara, mais é ótima. Eu nunca vi para vender em Porto Alegre, mas encontrei nos free shops da fronteira.
Ah! E antes que eu me esqueça, quando a receita for com mostarda Dijon e vocês quiserem trocar pela "normal", estejam cientes que o resultado será completamente diferente. Fica a dica! 


Seguem links de algumas receitas com mostarda Dijon, que apareceram aqui do blog:

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Pão recheado


Dica boa para o final de semana! Esse pão recheado é tudo de bom e super fácil de fazer. Vi nos blogs Figos e FunghisAroma e Sabores
Já estou com mil idéias para variar o recheio. Neste, da foto, usei queijo muçarela (sim, é com "ç" que se escreve), um mix de ervas frescas e bastante azeite de oliva. A Andréa uso um molho pesto, deve ter ficado maravilhoso, vai ser minha próxima opção. 
Você vai precisar de um pão italiano redondo
Fatie nos dois sentidos, mas mantenha a base junta.
O pão continuará sendo uma peça única.
O ideal é que a faca chegue o mais próximo possível
da base, com o cuidado para não separar as fatias.  
Acomode o recheio entre os cortes do pão.
Antes de colocar o queijo e as ervas, regue
com uma quantidade generosa de azeite de oliva. 
Leve ao forno pré-aquecido por pelo menos 15 minutos. Eu deixei o tempo necessário para derreter o queijo, pois queria o pão macio no centro. Se quiser que o pão fique mais torradinho, é só deixar mais tempo. 
É para comer com a mão, beliscando, se lambuzando... Conversando, bebendo...
E para acompanhar? Fica a critério, rsrsrsrs. 

O azeite Vintage da Andorinha é um dos meus preferidos. Adoro! O que aparece na foto, ganhei no Encontro Gourmet, de presente da Andorinha, que acreditou e ajudou a viabilizar este maravilhoso evento. Valeu!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

1º Encontro Gourmet - eu fui!


(Foto Sandra Reis)
Foram meses de expectativa e finalmente o grande dia chegou! 
Em 29 de setembro de 2012 aconteceu, no Nacional Club em São Paulo, 
Cerca de 70 FoodBlogers de todo Brasil se reuniram por 9 horas, em um belíssimo evento organizado por três blogueiras super competentes e queridas: Sandra Reis, Daniella Alboin e Cecilia Padilha
A proposta inicial era uma confraternização de blogueiros, que já interagiam através de seus blogs e redes sociais, mas a coisa tomou um vulto maior... Estas três meninas batalharam patrocínios e apoios, e o resultado foi um evento super bem organizado, com workshops interessantíssimos, boa comida, boa bebida, muitos abraços, muitos encontros, troca e aprendizado... Um dia para ficar na história e na memória afetiva de todos. 
"Roubei" umas fotos das amigas blogueiras para mostrar para vocês, a pateta aqui estava tão eufórica que nem tirou a câmera da bolsa, só queria saber de tagarelar, circular e interagir (quem me conhece sabe como fico elétrica em eventos assim)... Foram tantas coisas legais que vou precisar de várias postagens para contar tudo para vocês... 
Esta primeira postagem tem o objetivo de agradecer a equipe de organizadoras, que foi impecável, e a turma de patrocinadores que, além de viabilizar o evento, trouxe muitas novidades legais do mundo gourmet (e brindes, brindes, brindes... muuuitos brindes).

Abertura do Encontro
(Foto Maria de Lourdes Ruiz)
Workshop sobre gastronomia molecular da Banqueteria
Nacional com a chef Dani Paladino
(Foto Maria de Lourdes Ruiz)
Comidinhas da Banqueteria Nacional
(Foto Rachel Azevedo) 
Salão do Nacional Club
(Foto Adriana Nascimento)
Workshop Baden Baden - o meu preferido,
porque será? rsrsrssr
(Foto Tania Minatel)
Turma de blogueiros
(Foto Ana Paula Lazzarotto)
Brindes, brindes, brindes... Foi um sufoco acomodar
tudo na mala. 

Patrocinadores:

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Bolo de maçã - "vale a pena ver de novo"

Essa receita já apareceu aqui, mas como o blog está meio abandonado e eu ando passando longe da cozinha, começar uma série "vale a pena ver de novo" me parece bem oportuno.
Não fazia esse bolo há quase 1 ano... Nem lembrava como era bom. 
No último domingo fiquei com vontade de um bolinho à tarde, na hora da gula. Pensei em fazer um de chocolate, mas lembrei que tinha umas maçãs esquecidas na geladeira, então mudei os planos. 
Esse bolo é bem úmido e perfumado. O toque especial fica por conta do suco de laranja, que realça o aroma e o sabor. Anotem aí:

1 e 1/2 xícara de farinha de trigo
1 xícara de aveia em flocos
2 xícaras de açúcar mascavo
1 colher de sopa rasa de canela (isso é bastante, mas eu adoro canela )
suco de 2 laranjas
1/2 xícara de óleo
3 ovos
3 maçãs Fuji picadas (dessa vez piquei bem fininho)
1 colher de sopa de fermento.

Misturar primeiro os ingredientes secos, depois os úmidos, até a massa ficar bem homogênea (com a mão, não usar batedeira). Colocar em uma forma untada e enfarinhada e assar em forno pré aquecido, por aproximadamente 40 minutos (o tempo varia de acordo com a fôrma e o forno).

domingo, 16 de setembro de 2012

Pudim de iogurte

Das coisas boas e simples... O almoço lacto-vegetariano do Ocidente. Agrada a todos os paladares, inclusive aos carnívoros. O cardápio varia a cada dia e é tipo "prato feito". Normalmente tem uma salada verde muito fresca, arroz integral, algum tipo de grão (feijão, lentilha, grão-de-bico), um legume cozido e mais algum acompanhamento com um toque de tempero indiano, tipo samosa ou esfiha... Sempre saio de lá bem alimentada, leve e feliz. 
Quando sobra espaço para a sobremesa, a pedida é o pudim de iogurte. Seguindo a linha "leve e simples", ele impressiona pelo sabor. 
Dias desses, estava eu almoçando lá com a minha amiga Carla Maicá e, ao dividirmos um pudim de iogurte, perguntei "tem a receita desse pudim?" e ela respondeu "uma das primeiras receitas postadas no blog!". Meus olhinhos brilharam e ao voltar para casa passei no mercado para comprar os ingredientes!

É muuuito fácil de fazer: para duas medidas de iogurte natural, use uma medida de leite condensado e uma medida de creme de leite. Misture bem, a mão mesmo, e depois é só transferir para uma fôrma de pudim molhada. Levar ao forno, em banho-maria, por cerca de 50 min (180 ºC). Eu usei iogurte natural caseiro e como medida, a lata de leite condensado. 
Espere esfriar, coloque na geladeira e deixe por pelo menos três horas antes de desenformar. Ao desenformar vai sair um soro que ficou acumulado no fundo da forma, descarte ou sirva junto com o pudim. Puro já é ótimo, mas se preferir sirva com uma calda de frutas ou algo assim (na foto, porção individual com mel e lascas de amêndoas).


Obs 1: O sabor ficou bem igual ao do Ocidente, mas a consistência um pouco mais mole... Na verdade esta é a "suposta" receita do pudim de iogurte que é servido por lá... Reza a lenda que a receita original é guardada a 7 chaves. Vou fazer mais uns testes para corrigir essa coisa da consistência e depois posto aqui. Acho que mais tempo no forno pode solucionar (ver upgrade abaixo)

Obs 2: Foi a primeira vez que eu fiz, então esse comentário é só uma intuição: não inventem de fazer com iogurte desnatado e creme de leite e leite condensado light...Acho que vai prejudicar a textura e o sabor do pudim. 

Obs 3: Minha amiga Carla Maicá me advertiu... "pensa bem antes de fazer... é um caminho sem volta".  Ela estava certa.

Upgrade em 08/010/12:
Fiz novamente e verifiquei que a consistência está relacionada com o tempo de forno. 
Desta vez fiz menos (2 xícaras de iogurte, 1 de creme de leite e 1 de leite condensado), e assei em porções individuais, por 40 minutos em banho-maria. Ficou bem firme e não formou aquele soro da vez anterior. Na hora de servir coloquei um fio de mel e lâminas de amêndoas. Ficou ótimo! Substituí a foto antiga (que estava horrível) por esta última versão!

domingo, 29 de julho de 2012

Frango ao molho de Mel, Cebolas e Amêndoas - da Tia da Cecilia

Receita fácil e muito saborosa que eu peguei do blog Yes we Cooking, escrito pela querida Cecilia. A receita é da tia dela e vem lá de Recife. Segundo ela "todos que provam, amam". Concordo, aqui em casa foi sucesso total! É bem fácil de fazer e um ótima alternativa para incrementar o peito de frango.

Ingredientes:
1 peito de frango cortado em pedaços
1/2 xícara de mel de abelhas
4 colheres de sopa de óleo (usei azeite de oliva)
1 1/2 cebola picada em cubinhos pequenos (usei 1 cebola grande)
1 dente de alho inteiro
1/2 colher de café de canela em pó
2 colheres de sopa de amêndoas laminadas
Sal e pimenta do reino a gosto

Preparo:
Tempere os pedaços de frango com sal e pimenta. Espalhe 2 colheres de sopa de azeite no fundo de um refratário, coloque o frango temperado e espalhe o mel por cima. Leve para assar em fogo médio. Na metade do tempo vire os pedaços de frango para não ressecar. O tempo de forno vai variar de acordo com o tamanho dos pedaços e o fogão, no meu levou cerca de 25 min. 
Enquanto o frango está assando, doure a cebola nas outras 2 colheres de azeite, com o alho, a canela e uma pitada de sal. Quando a cebola estiver transparente, desligue o fogo e retire o dente de alho. 
Quando o frango estiver pronto, coloque os pedaços em uma travessa e misture o mel que está no refratário com a cebola refogada, formando um molho. Na hora de servir despeje este molho sobre os pedaços de frango e finalize com as laminas de amêndoas
Sirva com o acompanhamento de sua preferência. Eu servi com um arroz de espinafre com abobrinha. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Chile parte V - Vale do Colchagua


A viagem ao Chile, que fizemos no verão, teve como ponto alto os programas enogastronômicos. O roteiro incluiu algumas vinícolas que tínhamos curiosidade de conhecer e são ícones na vitivinicultura chilena, como a Concha y Toro, que já apareceu aqui, a Casa Silva e Lapostolle (que aparecerão no próximo capítulo). 
Não queríamos nos afastar muito de Santiago, então a região vinícola escolhida foi o Vale do Colchagua. Ficamos hospedados em um vilarejo chamado Santa Cruz, a aproximadamente 180 km de Santiago, mas rodamos um pouquinho mais para chegar lá, pois partimos de Valparaíso (cerca de 220 km).
As autoestradas no Chile são ótimas, é muito tranquilo dirigir por elas, entretanto o trecho Valparaíso - Santa Cruz foi mais cansativo pois parte do trajeto percorreu estradas secundárias, em boas condições, mas com pista simples e tráfego mais lento. A paisagem compensou, passamos por trecho mais verdes, com lagos, diferente do trecho Santiago - Viña del Mar, que é mais árido. 

Na fase de planejamento da viagem, pesquisando no Google, achei boas indicações para o restaurante da vinícola Viu Manent, o Rayuela. Decidi então que este seria o nosso primeiro ponto de parada no Vale do Colchagua e fiz uma reserva. 
O calor estava demais e depois de 3 horas de estrada tudo que queríamos era "sombra e água fresca". Chegando lá nos deparamos com o cenário mais que perfeito...
Um mesa embaixo de uma árvore imponente com muita sombra, uma leve brisa de verão e um lugar super aconchegante.
Pedimos um salmão grelhado com legumes e um Chardonnay Gran Reserva, da própria vinícola. A comida e o vinho estavam ótimos, mas o que valeu mesmo foi o lugar... A calma e a tranquilidade de uma refeição acompanhada de muita contemplação... Ficamo horas ali, bebendo, conversando e curtindo aquele momento único. 
A Viu Manent é bem interessante, tem um passeio de charrete pelos vinhedos e tem também visitação às caves e degustação. Optamos por não fazer a programação oferecida pela vinícola, pois preferimos curtir o "não fazer nada" embaixo daquela sombra maravilhosa. Antes de ir embora demos uma caminhada pelo lugar, mas o sol estava forte e depois da viagem e de uma garrafa de vinho, a melhor opção era ir para o hotel descansar...
Nos hospedamos no Hotel Vendimia. Um charme, pequeno, poucos quarto, todo decorado com móveis e objetos antigos... Ainda tinha uma piscininha para refrescar. Muito bom, recomendo. A única coisa que não gostei é que os carros ficam na rua. 

Santa Cruz é uma cidade bem pequena, um vilarejo na verdade... Demos uma caminhada por ela no final de tarde, mas não encontramos nenhum atrativo. O bom é que ela fica em uma posição estratégica em uma região com muitas vinícolas, mas você vai precisar de carro para se deslocar entre elas. Depois que voltamos vi uma postagem no Like Chile que fala de uns programas legais por lá. 

No próximo, e último, capítulo vou falar sobre as outras vinícolas que visitamos, incluindo a deslumbrante Lapostolle. Em breve.