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terça-feira, 20 de março de 2012

Güntherland

Descobri a Güntherland no caderno de Gastronomia da Zero Hora e na mesma hora me apaixonei pela proposta. Em síntese: um casal de médicos, que tem um sítio super charmoso a 70 km de Porto Alegre, abre as portas de sua propriedade para estranhos, um domingo por mês, para um belo almoço cuja estrela do cardápio é a carne de ovelha. 
A combinação desses elementos me encantou, pois sou apaixonada pelo campo e adoro carne de ovelha. Assim que li a matéria,  mandei uma e-mail para participar. 
O número de vagas é limitado, eles avisam com antecedência por e-mail e a gente reserva, não precisa pagar antes. O almoço custa R$35,00, e bebidas são a parte - recomendo fortemente o suco de uva  produzido por eles.
Além do casal de proprietários, os filhos, noras e amigos recebem as pessoas super bem, e estão empenhados em atender todos com eficiência e gentileza.  Vale lembrar que não se trata de um restaurante, são pessoas abrindo a porta de sua casa, então paciência e educação são premissas básicas para aproveitar o programa. 
No último domingo fui pela segunda vez, e com certeza voltarei mais vezes. As fotos mostram um pouquinho do lugar e ilustram bem o clima do programa.  Não preciso nem dizer que, mais uma vez, me senti em casa... Como pode ser observado na foto que abre a postagem. 










Visitem o site da Güntherland. 

domingo, 19 de junho de 2011

A primeira sabragem do Rodrigo

Fomos para Bento Gonçalves buscar o tão esperado álbum com as fotos do casamento e aproveitamos para passar o final de semana na Villa Valduga. A hospedagem na pousada dá direito à participação em um curso de degustação de vinhos, que ocorre todas as manhãs. O curso tem duração de 4 horas e mostra todo o processo de confecção do vinho, encerrando com uma breve degustação, com direito a análise sensorial de diferentes vinhos da Valduga. No encerramento do curso, o espumante degustado é aberto por um dos participantes, pelo método da sabragem, se é claro, houver algum voluntário que se arrisque.
A sabragem, do francês sabrage, é o ato de abrir uma garrafa de espumante utilizando um sabre, para degolar a parte superior da mesma. A técnica foi por imortalizada por Napoleão. As primeiras sabragens surgiram no século 18, quando Napoleão, em clima de euforia, retornava vitorioso de suas batalhas. 
Participamos do curso neste sábado e quando o enólogo perguntou se havia algum voluntário, o Rodrigo não exitou, se candidatou prontamente! Fiquei tão orgulhosa que até filmei... Essa entrou para a galeria "histórias para contar". 


domingo, 30 de janeiro de 2011

O melhor Apfelstrudel do "mundo"

Na última sexta feira dei um pulo em Gramado para resolver assuntos de trabalho e antes de pegar a estrada de volta, visitei a casa de chá do Castelinho Caracol para provar a sua famosa apfelstrudel (torta alemã de maçã). É servida morna e acompanhada de uma bola de sorvete de creme (ou nata). Achei realmente deliciosa, puro prazer a cada garfada, a melhor apfelstrudel que já comi! 
Não deixem de incluir este programa no roteiro gastronômico de vocês quando visitarem a região de Gramado.


O castelinho Caracol fica em Canela, no km 3 da estrada do Caracol. Está aberto todos os dias  das 9h às 13h e das 14h20min às 17h40min. Uma fatia de apfelstrudel acompanhada de sorvete de creme custa R$ 17,00.

domingo, 21 de novembro de 2010

Mais dicas da Serra Gaúcha

Quem acompanha o blog sabe que sou fã da Serra Gaúcha e hoje passei aqui para dar uma dica de um lugar inusitado na BR 116, em meio a zona urbana de Caxias do Sul - o Château Lacave.
Recentemente fomos a Caxias e aproveitamos para almoçar lá. Conhecemos este lugar há alguns anos atrás e tínhamos uma recordação boa, que se confirmou nesta nova visita.
O Château Lacave é uma vinícola que embarcou forte na idéia do enoturismo, sua sede está instalada em um castelo temático, construído e decorado em estilo medieval. Há uma visitação guiada, com degustação, para conhecer o processo produtivo dos vinhos da vinícola. As caves ficam no próprio castelo e este tour passa por diferentes ambientes temáticos.
Em minha opinião, a estrela do Château não são os vinhos, mas sim o restaurante. No almoço, é servido um rodízio de comida italiana excelente. Não há muita variedade de pratos, mas tudo é muito bom. Além disso há um buffet de sobremesa de primeira linha.
Desta vez não fizemos a visitação, pois tínhamos um compromisso, fomos lá só para almoçar. O preço é bom e a carta de vinhos apresenta os mesmos valores do varejo. O rodízio para duas pessoas, acompanhado de um espumante da casa e água, custou em torno de R$ 90,00.



domingo, 4 de abril de 2010

O Vale dos Vinhedos é logo ali

Neste feriado de Páscoa resolvemos ficar em casa, descansando... Mas como até descansar cansa, ontem aproveitamos o sol lindo que estava fazendo e fomos passar o dia no Vale dos Vinhedos que, para quem mora em Porto Alegre, fica logo ali, a 120 km. O foco principal da visita era a Valduga que, diga-se de passagem, entre as nacionais, sem dúvidas é a nossa vinícola preferida. Chegamos por lá na hora do almoço e fomos direto ao restaurante da Villa Valduga - em novas instalações, segue impecável como sempre. Acho o preço bom, considerando o lugar e o contexto: almoço típico italiano, 1 garrafa de vinho (375 ml), água e cafezinho expresso para finalizar - R$ 96,00 (para duas pessoas). Ah! E logo que se chega lá, eles sempre servem um espumante rosé de cortesia, um charme!
Depois do almoço partimos para o sacrifício - no bolso, rsrsrs... O Vale tem muitas vinícolas e casas de produtos coloniais. A maioria é bem familiar, com pelo menos duas gerações atrás do balcão, e em praticamente todas há degustação, visitação, muita conversa (os gringos são bons de papo), enfim a gente sempre sai com uma sacola na mão e se sentindo amigo da família. Por isso é necessário fazer uma seleção prévia dos lugares que se pretende visitar, porque tudo isso demanda muita energia. Os eleitos da vez foram:
Casa Valduga - os confirmados não poderiam faltar na cesta de compras - Espumante 130 e Cabernet Franc da linha Premuium. A novidade ficou por conta da espumante rosé Amante, feito exclusivamente da uva Malbec;
Casa de Madeira - também da família Valduga, comercializa geléias excelentes - a escolhida desta vez foi uma feita com vinho - Malbec;
Boutique Lidio Carraro - esta estava na lista há tempos, mas foi a primeira vez que fomos lá. É uma vinícola nova, com conceitos diferentes quanto à produção, mas sem dúvidas faz vinhos de altíssima qualidade. Depois de uma extensa degustação, optamos por levar uma garrafa do Quórum (corte de cabernet sauvignon, cabernet franc, merlot e tannat), o preço é meio salgado, mas acho que valeu.
Queijaria Valbrenta - excelentes queijos artesanais - não resisti ao fundido com tomate seco e azeitona e ao tipo Saint Paulin com nozes...
Bom depois deste tour, vocês podem imaginar a quantidade de vinhos, queijos, salames, geléias, etc, que eu havia experimentado! Socorro!
Pegamos a estrada de volta (como é bom voltar pra casa, rsrsrs), mas ainda havia uma parada prevista, Carlos Barbosa. A cidadezinha com pouco mais de 25.000 habitantes é o berço da Tramontina e a loja varejo que tem por lá é de enlouquecer qualquer pessoa que curte uma cozinha. Tudo com pelo menos 20% de desconto... Impossível resistir, a estrela da vez foi uma panela vermelha da linha Victoria - Starflon, exatamente do tamanho que eu queria!
Bom, quando chegamos em casa já era noite... Exaustos e cheios de sacola! O coelhinho este ano foi bem legal por aqui, rsrsrs...

domingo, 3 de janeiro de 2010

“Quando eu ando assim meio down... Vou pra Porto e bah! Tri legal”

Uma semana de férias em Porto Alegre! Para mim não foi esforço algum passar minha semana de férias em Porto Alegre, pois adoro minha cidade e meu bairro, o Centro... O descanso começou no domingo dia 27 – cidade deserta, Oba! Almoçamos no Suprem (Rua Santo Antônio, 877), um restaurante vegetariano inspirado na culinária indiana. Comida leve e nutritiva, ambiente agradável. Bom e barato. Já que estávamos pelo Bom Fim, passada obrigatória pelo Bric da Redação. O Bric é uma feira de artesanato ao ar livre que acontece aos domingos (agora com uma versão "adaptada"aos sábados) junto ao parque da Redenção. Lugar de criança, cachorro, e chimarrão... Impossível ir ao Bric e não encontrar alguém conhecido. Normalmente o público varia ao longo do dia. No início da manhã o clima é familiar, já no meio da tarde é mais eclético. Neste domingo, calmaria. 
Na segunda o calor estava escaldante... Ir pra rua, só com ar condicionado. Destino escolhido: Barra Shopping Sul. A Fnac ainda é novidade aqui em Porto Alegre, não consigo sair de lá sem uma sacolinha! As salas de cinema do Barra são muito boas, então aproveitamos para assistir Avatar na sala 3D. Não sou muito de ficção, mas achei este filme beeem legal. 

Na terça, chimarrão no calçadão de Ipanema pela manhã. Ipanema é um bairro na Zona Sul que é banhado pelo lago Guaíba. Apesar de impróprio para banho existem trechos com certa infraestrutura, como este que também é conhecido por “praia” de Ipanema. Fica à 20 minutos do Centro. Costumamos ir até lá eventualmente aos finais de semana para mudar de ares... 
À tarde, programa cultural, Fundação Iberê Camargo. Vale o passeio, a sede da Fundação foi projetada pelo arquiteto português Álvaro Siza, um dos cinco arquitetos contemporâneos mais importantes do mundo. O prédio foi todo construído em concreto branco, na beira do Guaíba. A vista é linda! Quanto às obras do Iberê... Bom, eu não entendo de arte. Acho que ele era meio depressivo... 
Na quarta, melhor ficar um pouco em casa... Afinal essas férias são para descansar! 
Na quinta, último dia do ano!!! O dia amanheceu lindo e fresco e eu estava com o “pé que era um leque” para ir pra rua! Há tempos queríamos andar na Linha Turismo de Porto Alegre – um ônibus descoberto de dois andares que “passeia” por um roteiro turístico pré-determidado. Coisa pra turista mesmo, mas enfim... Estou de férias! Olhei na internet e o próximo horário era às 10h30min. Fomos até lá achando que iríamos conseguir lugar na primeira fila... Afinal, a cidade estava vazia. Que amadorismo... É necessário fazer reserva com pelo menos 48 horas de antecedência! Todos os lugares para todos os horários dos dias 31 e 1º já estavam reservados! Bom, pelo menos saímos com os nossos ingressos comprados para o dia 2... Já que estávamos na rua, prolongamos a caminhada até a Casa de Cultura Mário Quintana, um centro cultural instalado no antigo prédio do Hotel Majestic,que recebeu este nome em homenagem ao poeta que lá residiu durante a década de 70. Mais uma vez, tentativa frustrada... A Casa de Cultura estava fechada, recesso de final de ano. Depois desta, só nos restou voltar pra casa, valeu pela caminhada, que não foi pouca. 

Sexta, 1º do ano, o dia começa devagar... O sol estava de bem com a cidade e seguiu firme! Pela manhã fomos tomar um chimarrão no parque Moinhos de Vento, o Parcão. Quase dei uma cochilada embaixo da sombra das árvores... Coisa boa. Não preciso dizer que a cidade estava desertíssima... Ao meio-dia levantamos acampamento e começamos a busca por um restaurante para almoçar, todos fechados. Quando começou a bater o pânico lembrei do Barranco (Protásio Alves, 1578)! Este não deixa ninguém na mão, aos finais de semana abre às 11h da manhã e vai até a madrugada. É uma churrascaria à la carte impecável. Tem uma área externa com mesas dispostas sob as árvores. Muito agradável quando as temperaturas estão amenas. O preço é meio salgado, mas vale à pena. O dia estava perfeito para almoçar lá! Comemos uma Picanha à Barranco, o chopp desceu reto... 


Finalmente sábado, dia 2, fechamos a semana de férias com o planejado passeio na Linha Turismo. Escolhemos o roteiro estendido, que vai pela Zona Sul. Sai da Cidade Baixa, próximo ao Centro, e vai contornando o Guaíba, passa pelos bairros Assunção, Tristeza e Ipanema. Depois segue um roteiro em direção a Zona Rural da cidade pelos bairros, Cavalhada, Vila Nova e Belém Velho, até o Santuário Nossa Senhora Mãe de Deus, no topo do Morro da Pedra Redonda. Volta por uma área mais urbanizada, pelos bairros Cascata, Glória, Medianeira, Azenha, até chegar ao ponto de partida. A vista do Santuário é muito bonita, mas o resto, em minha opinião, não vale o passeio... 
O roteiro é muito extenso e sem potencial turístico. Amo Porto Alegre, mas definitivamente ela não é uma cidade bonita em termos urbanísticos e paisagísticos. Os bairros que compõe o trajeto nas áreas mais afastadas do Centro mostram uma ocupação desordenada. A duração total do passeio é 01h30min, mas pouco há para se contemplar neste tempo. Especialmente no trajeto da volta. Existe outro roteiro, mais curto, que circula pelo centro histórico da capital. Talvez seja mais interessante. 
Para finalizar o dia, e a semana, fim de tarde no Gasômetro. A Usina do Gasômetro foi uma usina de geração de energia, desativada em 1970, que hoje funciona como centro cultural. Localizada junto ao Guaíba é um local bastante visitado, especialmente porque possui um terraço imenso, um dos pontos mais tradicionais para ver o famoso pôr-do-sol da cidade. Junto à Usina existe o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, mais conhecido como Harmonia, e uma extensa faixa da margem do Guaíba com infraestrutura adequada para esportes. Aos finais de semana o trânsito é interrompido em um trecho da avenida que separa o parque da margem do Lago. Aproveitamos para dar uma corridinha, é bom suar um pouco depois de todas as "harmonizações gastronômicas" da semana, rsrsrs... 
E assim acaba minha semana de férias... Com bastante descanso, parques, chimarrão e pôr-do-sol. Aos que são daqui (e que tiveram paciência de ler esta postagem imensa) espero ter despertado o espírito portoalegre adormecido... Aos de fora, sejam bem vindos, aproveitem as dicas, Porto Alegre é tri legal!




domingo, 20 de dezembro de 2009

O Vale do Vinhedos é tudo de bom...

Já vi que esta estória de manter um blog atualizado não é nada fácil... Após quase um mês, enfim a segunda postagem! O tema eleito: Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves/RS, ou melhor, vinhos, como o próprio lugar sugere. Vou escrever um pouquinho sobre um final de semana bem legal que passamos por lá há duas semanas atrás, para realizar um Curso de Degustação de Vinhos na Escola do Vinho da Vinícola Miolo. O Vale dos Vinhedos está localizado entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, a 120 quilômetros de Porto Alegre. É um lugar belíssimo, com forte potencial turístico e cheio de boas vinícolas, que além de varejo e degustação, oferecem aos visitantes passeios guiados pelas unidades de produção e armazenamento dos vinhos e espumantes (www.valedosvinhedos.com.br). A Miolo nasceu em Bento Gonçalves e é hoje uma das maiores vinícolas da região. A Miolo Wine Group apresenta nove unidades de negócios, entre elas três internacionais (Chile, Argentina,Espanha).

Esta foi uma viagem organizada sem pressa... Há muito tempo queríamos fazer este curso lá na Vinícola, mas um dos condicionantes era ficarmos instalados no próprio Vale dos Vinhedos. No Vale não existem muitas opções de hotéis e há tempos eu “namorava” a Pousada Borguetto Sant’Anna (www.borghettosantanna.com.br). Como a pousada possui poucas suítes, para combinar acomodação, data do curso e a nossa agenda não foi fácil, resultado: participamos da última edição do ano.
Os sinais de que o final de semana seria bem sucedido começaram na véspera... Após um período terrível de chuvas aqui pelo sul, a previsão era de sol e acreditem, baixas temperaturas em pleno dezembro! Dia 05 de dezembro amanheceu gelado e ensolarado e muito cedo pegamos a estrada em direção a Bento Gonçalves, pois o curso começava às 08h:30min. A estrada até lá é tranquilíssima e está em boas condições. Chegamos na hora, esperamos os atrasados uns minutos e logo começou a função.
Após a apresentação, começamos o tour pela vinícola: tanques de inox, maquinário para recepção e processamento das uvas, caves, armazenamento... Todo processo foi minuciosamente descrito pelo Arley, enólogo que ministrou o curso. 
Conhecer o processo de fabricação e armazenamento dos vinhos é uma peculiaridade de muitas vinícolas da serra. Eu particularmente já tinha visitado o Vale e outras vinícolas, mas no contexto de um curso, esta foi uma visita ampliada, bem interessante para quem gosta de saber o que há por trás dos vinhos que consumimos.

Após a visitação, tivemos uma palestra bem legal sobre história do vinho e análise sensorial com o Alberto Miele, pesquisador da Embrapa e profundo conhecedor do assunto. Passamos enfim para parte mais esperada, a degustação de vinhos, ou melhor – análise sensorial dos vinhos. 13 rótulos da Miolo Wine Groups foram analisados, entre brancos, rosé, espumantes e tintos: Fortaleza do Seival Viognier 2008, Reserva Chardonnay 2009, Miolo Seleção Rosé 2008, espumante Millésime 2006, Terranova Moscatel 2008, Gamay 2009, Terranova Shirraz 2008, Gran Lovara 2006, Quinta do Seival Castas Portuguesas 2005, RAR 2005, Los Nevados Malbec 2007, DO Cabernet Franc 2004, Señorio Del Cid 2001. Fizemos a análise visual, olfativa e gustativa de todos os rótulos (ou quase todos, porque nos últimos... digamos que os sentidos estavam um pouco alterados).

Para mim os “eleitos” foram dois:
O Fortaleza do Seival Viognier 2008 porque não sou muito dos brancos e este é muito saboroso e aromático, frutado (citrus/tropical) com um toque floral – continua não sendo muito minha praia, mas para os dias mais quentes... Serviria com uma entrada leve, fria, a base de camarão talvez.
Dos tintos o Gran Lovara 2006 foi o destaque em minha opinião. Um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat com taninos redondos e bem equilibrados, cor vermelho rubi, aroma de cereja e baunilha, carvalho muito pronunciado.
Encerrados os módulos “didáticos”, no meio da tarde seguimos para o almoço e confraternização na Osteria Mamma Miolo. A Osteria é um restaurante instalado em uma casa centenária da família Miolo que conserva a rusticidade da época em que foi construída (paredes de pedra e piso de chão batido). O almoço típico italiano foi providencial, pois estávamos famintos (e um tanto alcoolizados...). Generosamente “regado” a Quinta do Seival Castas Portuguesas 2005 e a boas conversas, foi o fechamento perfeito do curso.
Para encerrar, demos uma passadinha no varejo da Miolo para usufruir do nosso desconto de 20%. Além da vista maravilhosa do Vale dos Vinhedos o detalhe da foto abaixo é a alegria do Rodrigo, meu marido, saindo da Miolo de carrinho, rsrsrs.

Sem condições para prolongar o programa fomos para a pousada... Um casal de amigos nos acompanhou nesta empreitada e para não dizer que dispensamos a brisa noturna do Vale, ainda fizemos uma sessão bread & wine na pousada à noite.

O Rodrigo escolheu a suíte Rocca da pousada e apesar de ficar um pouco desconfortável com a pedra gigante que existia dentro do quarto fui solidária... A suíte é uma graça, a vista é realmente maravilhosa (como todo o Vale), mas que fique claro que o fotógrafo do site da pousada é muito bom... Gostei da pousada, mas as expectativas eram altas e me frustrei. Achei a relação custo/benefício média. Frustrações a parte, dormimos muito bem e acordar com o ar da serra é tudo de bom...




Acordamos sem pressa, discutimos a programação da manhã mais sem pressa ainda...




Pegamos a estrada. A vinícola eleita para visitação (... e prejuízo) foi a Marco Luigi. Tivemos a sorte de sermos recepcionados pelo Don Vitor Valduga, dono da vinícola, uma figura – segundo ele é muito difícil encontrá-lo lá, pois está sempre em cima do trator. Conhecemos o processo de produção e a cave, instalada junto a um paredão de pedra, muito legal. Mais degustação, compras... O destaque foi o espumante Brut Reserva, corte de Chardonay, Pinot Noir e Merlot – bem interessante.
Lá se foi a manhã... Almoçamos no Sbórnea’s, no próprio Vale. Típico italiano, rodízio de massas e galeto, muito bom. Os guris tomaram um Pizzato Merlot 2005, desse fiquei de fora, pois fui eleita a motorista do casal na volta.
Voltamos pela estrada que passa pelos Caminhos de Pedra, um projeto de resgate da cultura local, onde casas centenárias (a maioria de pedra) foram adaptadas e transformadas em varejo de produtos produzidos na região. Visitamos a Casa da Ovelha, a Casa do Tomate e a Casa da Massa... Mais uma comprinhas e enfim chegamos à RS 122, rumo a Porto Alegre.
Apreciação global do final de semana (como se diz ao fim da análise sensorial de um vinho): excelente!! O Vale dos Vinhedos é um ponto de passagem obrigatório para quem vem ao sul, pelas paisagens, pela hospitalidade e especialmente pela atmosfera enogastronômica que envolve o lugar. É tudo de bom...
Nas minhas próximas postagens pretendo falar um pouco mais de análise sensorial, de roda de aromas, etc... Andei pesquisando umas coisas bem legais. Também vou dar umas dicas de vinhos que eu gostei, condicionadas não somente pela qualidade, mas também pela relação custo/benefício que muito me interessa. Mas sem pressa...