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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Comendo alface com "gosto"

Eu comecei a comer frutas, verduras e legumes depois de "velha"... Até pouco tempo atrás era difícil comer folhas. Colocava uma folhinha no canto do prato e só descia misturando com a comida. Depois comecei a aderir aos molhos para salada, mas ainda assim, não curtia muito. Hoje estou feliz porque finalmente consigo comer um prato de folhas com gosto, não só por ser saudável. 
Claro que alface pura não tem muita graça, então além de um bom azeite de oliva, misturo alguns coisinhas para compor o sabor, como cogumelos, croutons, parmesão ralado... Minha combinação do momento é nozes e gorgonzola, alguns pedacinhos misturados às folhas são o bastante. Tá certo que não fica muito light, mas é bom demais, prova e depois me conta.

E já que estamos falando em gosto, vou misturar um pouquinho os assuntos, e desejar um final de semana cheio de sabores, aromas e felicidade para vocês, faça chuva ou sol, ao som desse clipe do Marcelo Jeneci.

sábado, 30 de julho de 2011

Risoto de salsão, nozes e roquefort

Eu não gosto de salsão, mas tive que comprar na semana passada para temperar uma marinada. Eu precisava de 2 talos e para vender, só achei um salsão gigantesco... Para minimizar o desperdício, pensei em usá-lo em um risoto e encontrei a receita perfeita no livro "Arroz e risotos" da coleção A Grande Cozinha. 
Para duas pessoas usei:
-220 gramas de arroz arbóreo (pouco mais de 1 xícara);
- 1 talo de salsão cortado em fatias;
-1 punhado de nozes trituradas (usei tipo pecan, que tem um sabor mais marcante);
- 1 pedaço de roquefort (a gosto, devo ter usado pouco mais de 100 gramas);
- 100 ml de vermute (pode ser vinho branco seco);
- 1/2 cebola;
- 1 litro de caldo de legumes (se for em cubos, use metade da medida que o fabricante recomenda - eu uso o Vitalie da Knorr, 1 cubo para 1 litro de água);
-manteiga;
- azeite de oliva. 
Refogar a cebola em 1 colher de sopa de manteiga e duas de azeite, juntar as nozes e salsão, refogar rapidamente, depois o arroz,  o vermute, sempre mexendo, e em seguida começar a acrescentar o caldo de legumes, aos poucos, a medida que evapora, mexendo de vez em quando (cozinhar em fogo baixo e se começar a grudar na panela, não pare de mexer). Acrescente o caldo até chegar no ponto de cozimento do risoto, para saber só experimentando. Quando o arroz estiver al dente e o risoto "cremoso", desligue o fogo, acrescente o roquefort em pedaços, mexa bem para uniformizar e tampe a panela. Sirva em seguida.
Repito, eu não gosto de salsão, mas o risoto ficou maravilhoso, uma bela combinação de sabores.
Para acompanhar, escolhemos um vinho tinto sulafricano, apesar do prato combinar mais com um vinho branco. 
A Avondale é uma vinícola que já apareceu por aqui algumas vezes e se destaca pela produção de vinhos biodinâmicos. A diferença principal entre os orgânicos e os biodinâmicos, é o que o primeiro usa adubo ou estrume para melhorar as características agronômicas do solo, já o segundo equilibra o solo através de um processo de remineralização... Os patos são a "estrela" desse processo, pois eles são muito eficazes no controle de pragas nos vinhedos. Estou devendo uma postagem específica sobre o assunto, qualquer hora eu faço. 
Tomamos o Jonty's Duck 2007, um vinho muito equilibrado e aromático, bom volume na boca e taninos discretos. Destacaram-se notas de frutas negras e um pouco de especiarias, talvez. É um corte de cabernet sauvignon e syrah e custa em torno de R$ 80,00, mas compramos por pouco mais de R$ 40,00 na Vinhos do Mundo. Pelo preço que pagamos, foi uma ótima compra.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Panqueca de espinafre e ricota

Semaninha corrida... Não sobrou tempo para o blog e muito menos para cozinhar. Esta panqueca fiz há um tempinho. Hoje "aproveitei" uma crise de insônia para fazer a postagem... Salve o final de semana que está chegando!!!! 
Este receita é uma boa pedida para uma jantinha leve no sábado à noite, acompanhada de um vinho branco ou um espumante, que tal?
Para a massa da panqueca:
- 1/2 xícara de Maizena;
- 1/2 xícara de farinha de trigo;
- 1 xícara de leite;
- 1 ovo;
- 1 colher de sopa de óleo;
- sal;
- 1 "toque" de açafrão para dar cor.
No recheio:
- 120 gramas de espinafre congelado;
- 1 peça pequena de ricota (cerca de 150 gramas) esfarelada;
- 1 punhado de nozes picadas com a mão;
- cerca de 10 damascos secos cortados em pedacinhos;
- 2 colheres de sopa de creme de ricota (se não tiver, pode usar creme de leite);
- sal e noz moscada ralada na hora, a gosto.
Para o molho:
- 1 dente de alho;
-1 colher de sopa de azeite de oliva;
- 100 ml de vinho branco seco;
- 1 colher de sopa de mostarda Dijon (além da convencional, acrescentei um pouco da mostarda em sementes para dar um "charme" ao molho).
- 150 gramas de creme de leite.

Para fazer a panqueca: liquidificador, frigideira Teflon e paciência. Gosto da massa fina e esta receita rende em torno de 8 panquecas - dessa vez a paciência estava curta e fiz a massa um pouquinho mais grossa. Rendeu 7 panquecas, que foram sob medida para a quantidade de recheio.

Para o recheio: descongelei o espinafre no microondas (cuida que é rápido!) e juntei com todos os ingredientes até formar uma mistura homogênea. Recheei as panquecas e coloquei no forno, em fogo baixo só pra dar uma aquecida porque o recheio estava frio. O tempo de aquecimento foi o tempo de fazer o molho...

Para o molho: Refoguei de leve o alho bem picadinho no azeite e logo juntei o vinho, deixei evaporar um pouco e juntei os outros ingredientes, mexendo sem parar, até a mistura ferver. É importante mexer porque isso define a consistência da mistura. 
Uma dica importante sobre a quantidade da mostarda: colocar aos poucos e provar. Trouxemos da França uma mostarda de Dijon da mesma marca, e com as mesmas características, que costumávamos comprar aqui e ela é consideravelmente mais forte! Isto faz toda a diferença no sabor do molho...

Então é isso, tirei a panqueca levemente aquecida do forno e servi com este molinho de mostarda que é sucesso na certa. Para acompanhar, escolhemos um bom vinho branco, mas...
Muito cuidado ao estocar vinho branco, a maioria deles não tem potencial de guarda, isto é, comprou, tomou, nada de ficar guardando. É bom prestar atenção nas datas dos vinhos brancos nas prateleiras dos supermercados, eu diria que a safra limite é a 2008 (melhor é 2009), mais antigo que isso, nem pensar.
Lembram daquele curso de vinhos que fizemos na Miolo há um ano atrás? Na ocasião, provamos o Viognier  e achamos bem interessante. Tinha notas de flores no aroma e algo tipo damasco e abacaxi no sabor. Compramos um garrafa, mas ela ficou esquecida na adega. 
No dia que fiz a panqueca pensei em abrir um espumante, mas lembrei do Viognier e achei que seria uma bela harmonização... Que decepção, seria perfeita se o vinho não estivesse completamente "passado". Depois vimos que o próprio rótulo recomenda consumir em no máximo dois anos. Era um vinho da safra 2007 e  já tinha perdido boa parte dos seus aromas e sabores, estava sem graça e aguado.
Fica a dica então do vinho e do cuidado com a safra - vinho branco, em geral, deve ser jovem e consumido entre 8ºC e 12ºC. Os rótulos do vinhos costumam conter estas informações, é bom ficar atento.
A safra do Viognier da Miolo que está disponível no mercado é a 2009 e o vinho custa em torno de R$ 25,00. Vou provar a depois conto pra vocês se ele continua valendo a pena. No curso ficamos bem impressionados, apesar de não fazer muito meu estilo. Este vinho é produzido na região da Campanha Gaúcha, no Seival: lugar quente, com boa insolação e pouca chuva. A Miolo tem investido naquela região nos últimos anos. Os vinhos da antiga linha Fortaleza do Seival (agora Seival Estate) não são caros e costumam apresentar uma boa relação entre custo e benefício.





quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Salada verde com nozes e gorgonzola

postei aqui uma salada parecida, com endívia, mas confesso que gostei mais dessa versão com alface americana. Simples, mas de comer rezando.
Alface lavada e rasgada com as mãos, gorgonzola derretido e misturado com creme de ricota, nozes em pedaços... Para finalizar, pimenta do reino moída na hora e azeite de oliva.
E falando em pimenta do reino, olhem que charme meu moedor francês vermelho! Detalhe, a marca é Peugeot. Esta foi uma das minhas poucas aquisições da viagem, e valeu muito à pena. Ele tem 4 graduações de moagem, a qualidade é excelente e achei o preço bom – 28 euros.


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Salada de endívias com gorgonzola e nozes

Sábado dei um pulinho no shopping e como sempre, não saio da Fnac sem uma sacolinha. Naquelas prateleiras na fila do caixa vi os dois primeiros números da coleção "Cozinha do Mundo" da Abril, Itália e França, e não resisti. Cheguei em casa e fui direto "degustar" minhas novas aquisições e, apesar de eu estar numa fase mais francesa, foi com o volume da Itália que me identifiquei mais. Por coincidência tinha todos os ingredientes para fazer esta salada rápida, fácil e com um sabor maravilhoso. 
Primeiro separei as folhas das endívias, lavei e centrifuguei. Derreti o gorgonzola no microondas e misturei  um pouco de creme de leite para suavizar o sabor e dar uma textura cremosa.
Acomodei as folhas de endívia no prato, reguei com o gorgonzola derretido ainda quente (uma quantidade pequena, pois ele deve realçar o sabor da endívia e não anular), acrescentei nozes quebradas com os dedos, um fio de azeite de oliva e pimenta do reino moída na hora.
Ma-ra-vi-lho-sa! Eu que não sou muito de saladas, me apaixonei pela combinação de sabores. Certamente voltará muitas vezes para a nossa mesa.
No livro, a receita original chama-se "salada de gorgonzola" e pode ser feita também com alface. A diferença é o molho: são misturados até homogeneizar, em temperatura ambiente, o gorgonzola, o creme de leite, o azeite, a pimenta e o sal. Eu preferi deixar o azeite e a pimenta para o prato, e não misturar com o molho. Além disso achei o sal desnecessário, pois o gorgonzola é bem salgado.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Bolo de maçã e nozes

Abstrai que tinha maçãs em casa e só fui lembrar quando as coitadas estavam passadas. Como eu detesto botar comida fora, decidi fazer um bolo para "reciclá-las". Lá fui eu para a blogsfera, escontrar uma receita que se adaptasse aos ingredientes que eu tinha em casa. Achei a receita sob medida em um blog de Portugal que ainda não conhecia, o Tertúlia de Sabores. Como a receita já era adaptada de outra e eu ainda fiz pequenas alterações, vou passar direto a minha "versão". Usei:
6 maçãs pequenas - cortadas em cubos e misturadas a 5 colheres de sopa de açúcar e 1 colher de sopa de canela;
1 xícara de nozes trituradas;
4 ovos;
3/4 de xícara de óleo;
2 xícaras de açúcar;
2 e 3/4 xícaras de farinha;
1 colher de sopa de fermento;
suco de 1 laranja;
1 colher de café de sal;
3 colheres de café de essência de baunilha.

Misturar a farinha peneirada, o fermento e o sal, reservar. Misturar o açúcar, o óleo, o suco de laranja e a essência de baunilha. Juntar as misturas, mexer bem, e acrescentar os ovos, misturando a massa até ficar lisa e homogênea.
Transferir a metade para uma forma untada e enfarinhada, e cobrir com metade da maçã com açúcar e canela e metade das nozes, acrescentar o restante da massa e cobrir com as outras respectivas metades.
A receita diz para deixar 45 minutos no forno (pré-aquecido) a 180ºC. Como eu fiz a besteira de não usar um forma com furo - acabei deixando uns 10 minutos a mais porque no centro o bolo não estava bem cozido ainda... Consequentemente deu uma queimadinha embaixo, mas ainda bem que isso não influenciou no sabor.
Este bolo fica muito bom!!! A massa fica úmida por causa da maçã e as nozes e a canela dão um toque especial. Aprovadíssimo!!! 
Acho que da próxima vez (além de usar a forma com furo) vou fazer 1/2 receita, porque fica bem grande e como aqui em casa somos só dois, não convém ter um bolo deste tamanho à disposição, rsrsrs... Não é fácil resistir.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Salve o final de semana!



Felizmente mais um final de semana começa! Para brindar o fim de uma semana estressante, nada melhor que uma tacinha de espumante! Conforme previsto, cheguei em casa, tudo em ordem, cozinha limpa, não resisti e resolvi sujar umas panelas. Não tive forças para prestar atenção nas quantidades que usei (fui inventando na hora), mas ficam registrados os ingredientes para quem se inspirar... Fiz uma massa ao pesto "estilizada", com um molho a base de: molho branco de caixinha (não sou muito fã, mas convenhamos, é prático), manjericão, nozes, vinho branco, cebola, alho, pimenta do reino, queijo parmesão ralado e azeite de oliva.

A massa foi muito bem harmonizada com o espumante da Miolo Tradicional, que é pra lá de básico, mas sempre agrada. 
Jantamos cedo, quando a novela começou já estávamos no cafezinho... A louça vai ficar pra amanhã... O final de semana só está começando, sem pressa...  

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sobremesa no café da manhã





Sem muito blá, blá, blá... Passei aqui só pra dar a dica! Dá tempo de fazer para as visitas ainda hoje! Peguei a receita desta torta trufada no blog Abobrinhas na Cozinha e fiz ontem à noite para servir na sobremesa do almoço de hoje... Não sou muito de sobremesa e quando como um doce desta magnitude, gosto de estar com todos os meus sentidos "disponíveis" para degustação, por isso resolvi provar a torta no café da manhã de hoje (... na verdade não me aguentei)! Maravilhosa e muuuuito fácil de fazer! Recomendo, passem lá para pegar a receita... Pra variar dei uma alteradinha: ao invés de 3 colheres de licor usei 5, e usei quase um 1 litro de sorvete de creme... Ah, e é claro que não fiz o pão-de-ló de chocolate, usei um desses bolinhos prontos... Para decorar substitui o chocolate em pó por nozes.  Bom, agora só me resta queimar as calorias deste "café da manhã" com uma corridinha porque hoje o dia vai ser longo... A receita do Jamie Oliver vai ficar para o outro final de semana, meu pai vem almoçar por aqui e vou deixar a nova experiência, com aspargos, para a próxima!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O primeiro Chardonnay de 2010


Desde o nosso almoço no Sbornea’s, no Vale do Vinhedos, eu estava planejando fazer uma massa parecida com uma das que foram servidas: molho a base de nata, frango, nozes e cebolinha.
Finalmente montei a minha versão da receita na cabeça, peguei minha panela Wok de “estimação” e mãos à obra: refoguei a cebola na manteiga, depois os cubos de frango, sal e alho... Meia taça de vinho branco... Quando boa parte do vinho já tinha evaporado, desliguei o fogo, juntei a massa cozida, uma boa porção de nata, nozes moídas e cebolinha. Muito rápida, fácil de fazer e ficou uma delícia! As nozes deram uma leve adocicada e a cebolinha não deixou a mistura ficar sonsa, perfumou e deu sabor. O vinho escolhido para acompanhar o prato foi o chileno Aromo Reserva Privada 2008 Chardonnay. Boa surpresa. Não conhecíamos, compramos há um tempo atrás, em algum supermercado da rede Nacional, e estávamos esperando uma ocasião adequada para provar. Como é um vinho barato, as expectativas não eram altas, mas com certeza foram superadas. Cor amarelo (levemente esverdeado), aroma sutil de abacaxi. Baixa acidez, elegante e agradável ao paladar. Relação custo/beneficio excelente – comprei mais uma garrafa hoje, por R$17,63!
Quanto à harmonização: extremamente bem sucedida! O vinho cresceu com a comida, o sabor foi realçado! Missão cumprida!