terça-feira, 20 de março de 2012

Güntherland

Descobri a Güntherland no caderno de Gastronomia da Zero Hora e na mesma hora me apaixonei pela proposta. Em síntese: um casal de médicos, que tem um sítio super charmoso a 70 km de Porto Alegre, abre as portas de sua propriedade para estranhos, um domingo por mês, para um belo almoço cuja estrela do cardápio é a carne de ovelha. 
A combinação desses elementos me encantou, pois sou apaixonada pelo campo e adoro carne de ovelha. Assim que li a matéria,  mandei uma e-mail para participar. 
O número de vagas é limitado, eles avisam com antecedência por e-mail e a gente reserva, não precisa pagar antes. O almoço custa R$35,00, e bebidas são a parte - recomendo fortemente o suco de uva  produzido por eles.
Além do casal de proprietários, os filhos, noras e amigos recebem as pessoas super bem, e estão empenhados em atender todos com eficiência e gentileza.  Vale lembrar que não se trata de um restaurante, são pessoas abrindo a porta de sua casa, então paciência e educação são premissas básicas para aproveitar o programa. 
No último domingo fui pela segunda vez, e com certeza voltarei mais vezes. As fotos mostram um pouquinho do lugar e ilustram bem o clima do programa.  Não preciso nem dizer que, mais uma vez, me senti em casa... Como pode ser observado na foto que abre a postagem. 










Visitem o site da Güntherland

sábado, 17 de março de 2012

Risoto de queijo brie e pimenta biquinho

O blog da Fabi tem receitas ótimas e fotos lindas. Como ela, sou super fã de risotos e estou sempre atenta a novas combinações de ingredientes. Esta receita me chamou atenção porque adoro queijo brie e pimenta biquinho, mas nunca havia pensado em combiná-los. 
Segui a receita da Fabi, mas alterei um pouquinho a quantidade de alguns ingredientes. O resultado ficou maravilhoso, certamente farei mais vezes. 

Para duas pessoas, usei:
1 e 1/2 xícara (de chá) de arroz arbóreo;
1/2 cebola roxa picada;
100 ml de vinho branco seco;
1 dente de alho picadinho;
1 colher (de chá) de açafrão em pó;
125 gramas de queijo brie cortado em cubinhos;
3 colheres (de sopa) de pimenta biquinho em conserva;
2 colheres (de sopa) de manteiga;
1 colher de sopa de azeite de oliva;
sal a gosto; 
1 e 1/2 litro de caldo de legumes; 
folhas de manjericão fresco.

Refoguei a cebola em um colher de sopa de azeite de oliva e uma de manteiga. Quando ela estava transparente, juntei o alho e o açafrão. Refoguei mais um pouco, mexendo sempre, em em seguida juntei o arroz. Mais um minutinho para refogar o arroz, e coloquei o vinho branco. Mexendo sempre, assim que o vinho se incorporou ao arroz, comecei a colocar o caldo de legumes quente, pouco a pouco, a medida que vai evaporando. O risoto precisa ser mexido constantemente, para homogenizar com o caldo e não grudar na panela. Depois de 10 minutos de cozimento (+- metade do tempo) coloquei a pimenta biquinho. Segui mexendo e adicionando o caldo até o arroz ficar al dente e cremoso. Ajustei o sal (como eu uso esses caldos de legume prontos, é necessário muito pouco sal), desliguei o fogo, adicionei as folhas de manjericão, o queijo brie em cubos (não todo, reservei alguns para decorar o prato) e 1 colher de sopa generosa de manteiga. Misturei bem e tampei a panela. Deixei descansando 3 minutos e servi em seguida. 
Depois de servir, coloque sobre o prato alguns cubos de brie e, se quiser, finalize com um bom azeite de oliva, pimenta do reino moída na hora e parmesão ralado. 
Receita testada e aprovada com louvor! 

Obs1: quando for refogar alguma coisa na manteiga, sempre adicione um pouco de azeite de oliva. Isso evita que a manteiga queime. 
Obs2: Recentemente descobri que o açafrão precisa ser refogado... Tinha o hábito de colocar no final do cozimento do prato e não achava o sabor dos mais agradáveis. Refogando no início de preparo, como fiz aqui, o sabor e o aroma são realçados. 
Obs3: Eu não tenho paciência de fazer caldos, então uso os caldos prontos, em cubinhos, dissolvidos na água quente. Procuro comprar os que tem menos sódio e uso só 1 cubo por litro de água (metade do recomendado pelo fabricante).
Obs4: a receita sugere 1,5 litros de caldo de legumes, mas provavelmente vocês vão usar menos. Depende da panela e da chama do fogão.

A receita original está aqui.
O blog Receitas a Dois testou e aprovou, confira aqui.

terça-feira, 13 de março de 2012

O bolo de cenoura infalível da Sandra

Eu não sou muito de bolo, nem de fazer, nem de comer, mas quando se trata de bolo de cenoura a coisa muda... Adoro (e devoro)! Ainda não tinha testado uma receita que me empolgasse, até ver essa da minha amiga Sandra, que além de lindas fotos, tinha um forte atrativo logo no título da postagem: a palavra INFALÍVEL.
Era o que eu precisava... Providenciei os ingredientes e coloquei a "mão na massa"! 
Ficou maravilhoso, nota 10! Outras amigas já testaram e também aprovaram, realmente é infalível. 

Para o bolo:
2 cenouras grandes descascadas e picadas (ralei antes de botar no liquidificador)
3 ovos
3/4 xícara (chá) de óleo
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de açúcar (eu usei o demerara)
1 colher (sobremesa) cheia de fermento químico

Para a calda:
1 xícara (chá) de chocolate em pó (não use achocolatado)
1 xícara (chá) de açúcar
3 colheres (sopa) de manteiga sem sal
3 colheres (sopa) de leite

Coloquei a farinha, o açúcar e o fermento peneirados em uma tijela e reservei. Bati a cenoura ralada,  os ovos e o óleo no liquidificador. Juntei aos ingredientes secos, mexendo com uma colher. Despejei em um fôrma untada e enfarinhada e levei para assar, em forno pré aquecido. Usei uma fôrma redonda com furo e levou 35 minutos para assar... Isso varia de acordo com o forno, faça o teste do palito quando a superfície ficar levemente dourada. 

Para a calda, coloquei os ingredientes em uma panela e levei ao fogo baixo, mexendo sem parar, até ferver e borbulhar. Despejei quente sobre o bolo.
A receita original está aqui.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Tomatinhos recheados


Postagem rápida, com uma dica maravilhosa para a salada. A foto tem o passo a passo:
1 - Cortar os tomates cereja ao meio e retirar as sementes em água corrente (antes de rechear, escorrer virados para baixo em um papel toalha);
2 - Rechear as metades com uma pastinha de sua preferência;
3 - Colocar um folha de manjericão sobre uma das metades;
4 - Unir as duas metades.

Eu sempre sirvo estes tomatinhos com um salada de folhas verdes. O recheio você pode inventar. Este da foto é com manjericão, creme de ricota, ricota, sal e pimenta do reino. Gosto também de fazer com creme de leite e gorgonzola, neste caso não coloco a folha de manjericão. 
Cuidado para não fazer um recheio muito mole, que derreta. Uma dica é fazer a pastinha e deixar na geladeira por pelo menos uma hora antes de rechear, para ficar firme. 
Dá um pouco de trabalho, mas é só manual, não suja louça e nem é complicado. Fica uma delícia e deixa qualquer salada super incrementada. 

domingo, 4 de março de 2012

Papardelle com abobrinha e gorgonzola

Eu sou fã de abobrinha, isso não é novidade para quem acompanha o blog. Ela é muito versátil e permite várias combinações. Como tem um sabor muito suave, normalmente associo com um ingrediente mais marcante, como o gorgonzola por exemplo. 
Esse molho é muito simples de fazer, barato e saboroso. Usei:
1 abobrinha pequena cortada em cubos;
150 g de queijo gorgonzola;
200 g  de nata;
50 ml de vinho branco seco;
1 colher de sobremesa de mostarda Dijon em grãos;
1 dente de alho;
sal;
3 colheres de sopa azeite de oliva.
Em uma frigideira alta, refoguei no azeite o alho bem picadinho. Juntei a abobrinha temperada com um pouco de sal, aumentei o fogo e refoguei até ela ficar cozida, mas firme. O fogo alto serve para "selar" a abobrinha no azeite quente e evitar que ela solte água. Baixei o fogo, juntei o vinho e deixei ferver para evaporar o álcool. Em seguida, juntei a nata, o gorgonzola em pedaços e a mostarda Dijon. Mexendo sempre, deixei no fogo até o queijo derreter, mas mantendo ainda alguns pedaços inteiros. Verifiquei o sal, para mim não precisou ajustar, mas isso vai depender do queijo, então provem antes de servir.  
O preparo do molho não chega a 10 minutos, então pode ser feito enquanto a massa cozinha, verifique na embalagem da sua massa o tempo apropriado. 
Sirva o molho sobre a massa cozida de sua preferência. Eu usei tipo papardelle, ficou uma delícia. 


Para acompanhar, um espumante que foi o "queridinho" do verão 2011/2012 aqui em casa. O Ponto Nero Brut, produzido na serra gaúcha. É um espumante muito bom, por um preço bem acessível. Varia entre R$ 22,00 e 28,00. Da marca Domno, que pertence a Valduga, ganhou uma série de prêmios desde que foi lançado em 2008. Se vocês não conhecem vale a pena provar. É um brut como eu gosto, bem seco, cremoso em boca, com notas discretas de maçã verde. 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Torta de liquidificador

Há anos eu não comia uma dessas tortas de liquidificador... Para mim elas tem gosto de infância, minha avó paterna sempre fazia. 
Dia desses me deparei com alguns "restos" na geladeira e um alho poró quase vencendo. Normalmente esse é o cenário perfeito para um bom omelete, mas dessa vez resolvi fazer diferente e lembrei que a Tati, do Panelaterapia, sempre usa uma receita de massa liquidificador "infalível". 
Quase não modifiquei a receita dela, só usei um pouco menos de azeite e coloquei salsinha e pimenta do reino na massa. 

A cobertura é de acordo com a vontade do "freguês". Eu usei:
1 alho poró;
2 dentes de alho;
1 punhados de azeitonas pretas fatiadas;
1 punhado de champignon em conserva;
8 tomates cereja;
alecrim fresco;
manjericão fresco;
azeite de oliva;
sal;
pimenta do do reino. 
Piquei todos os ingredientes, misturei e temperei com o sal, o azeite de oliva e a pimenta do reino. Deixei descansando enquanto fazia a massa. 

Para a massa, coloquei no liquidificador:
1 copo de leite;
1/3 copo de azeite de oliva; 
3 ovos;
1 e 1/2 copo de farinha de trigo;
1 colher (café) de sal;
pimenta do reino moída na hora (a gosto);
3 colheres (sopa) de parmesão ralado;
1 punhado de salsinha picada;
1 colher (sopa) de fermento químico em pó.

A Tati dá a dica: "sempre que for usar fermento em uma massa de liquidificador, bata todos os ingredientes e adicione o fermento só no fim. Quanto menos ele bater, maior será sua capacidade de fermentação".
Despejei a massa em uma fôrma untada e enfarinhada, espalhei a cobertura e levei ao forno médio, pré-aquecido, para assar. Eu fiz em uma fôrma grande, porque queria que ela ficasse bem baixinha, então assou rápido (30 minutos). O tempo vai variar com a fôrma e o forno. Para saber se a sua está assada, faça o teste do palito. 

Sugestão: comer quentinha, regada com um bom azeite de oliva e uma cerveja bem gelada. Precisa mais?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Camarões flambados


Blog abandonado... Que vergonha. É uma fase, logo retomo, estou com dificuldades para administrar o tempo e o blog acabou ficando preterido. Também não ando cozinhando muito, o calor está demais por aqui... Gosto de Porto Alegre porque tem as 4 estações bem definidas e a gente pode curtir o melhor de cada, mas o pico do verão aqui é infernal, a cidade ganha o apelido carinhoso de "Forno Alegre"... É difícil passar perto do fogão!

A postagem de hoje não é bem uma receita, e sim um modo de preparo - a flambagem. Nunca tinha feito, faltava coragem, pois sou super desastrada na cozinha, morria de medo de botar fogo na casa!

Resolvi vencer o medo, pedi umas dicas para minha amiga chef di cucina Carla Maicá, e em poucos minutos preparei camarões flambados!

Não tem mistério... O preparo todo durou 5 minutos. Temperei 250 g de camarões limpos com sal, refoguei rapidamente no azeite de oliva (pouco mais de 2 minutos), tirei a frigideira do fogo, adicionei 30 ml de brandy e dei uma "viradinha" sobre a chama do fogão até pegar fogo. Durante a flambagem sacudi a frigideira para o fogo se espalhar por toda a porção, até se apagar naturalmente. Visualizaram? Para não ficar dúvidas, fiz um vídeo que mostra como fazer. É fácil, fácil, depois que vocês fizerem a primeira vez, vão querer sair flambando tudo!

Obs: Não reparem na minha falta de habilidade como cinegrafista :)