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sábado, 14 de maio de 2011

Estrogonofe de frango, alho poró e cogumelo - receita do Jamie Oliver

Acharam que eu tinha abandonado o blog? Nem pensar! Foi só uma pausa "estratégica" para repensar e adequar prioridades, e assim aproveitar melhor o dia, que só tem 24 horas. 
A receita de hoje é do Jamie Oliver e está no livro "Revolução na cozinha". O sabor é nota 10, mas na próxima vou fazer algumas alterações no modo preparo, conforme comentários no final da postagem.
Fui fiel aos ingredientes, mas modifiquei um pouco as quantidades. Usei:
1 peito de frango cortado em cubos;
1 alho poró (sem as folhas);
300 gramas de cogumelo Paris;
200 gramas de creme de leite;
manteiga;
azeite de oliva;
pimenta do reino;
1 taça de água;
1/2 taça de vinho branco;
limão;
salsa picada a gosto;
sal.
Em fogo alto, coloquei em uma panela wok, 2 colheres de sopa de azeite e 1 de manteiga, juntei o alho cortado em rodelas, o vinho, a água, sal e a pimenta do reino moída na hora. Deixei ferver por 5 minutos com panela tampada. Baixei o fogo e juntei os cogumelos fatiados, o frango, o creme de leite e a salsa. Cozinhei por cerca de 10 minutos, adicionei um pouco de suco de limão, ajustei o sal e desliguei o fogo. Servi com arroz 7 cereais da Ráris.
Adorei o sabor, a receita é super prática e rápida, mas da próxima vez vou alterar duas coisas no modo de preparo:
- Vou refogar o frango no azeite de oliva e na manteiga, antes do alho poró. Não gosto da textura do frango cozido na água;
- O estrogonofe ficou líquido. Eu já esperava por isso, pois é o que acontece quando o creme de leite ferve.  Dessa vez fiz como o Jamie "mandou", mas na próxima vou botar o creme de leite só no final, na hora de desligar o fogo. 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Fazendo as pazes com as panelas...

Há dias eu não cozinhava, o tempo anda curto e a inspiração não está em alta. Retomei a relação com as panelas com esta refeição rápida e completa, não levei mais que 40 minutos para preparar... A estrela foi o ovo rancheiro, receita sugerida pelo Figos & Funghis, reproduzida pelo Sonho doce, sonho e agora, aprovadíssiva pelo Sem Pressa! Alterei um pouquinho a receita, fiz uma versão mais picante, anotem aí:
Bati no liquidificador uma lata de tomate pelado (com suco), uma colher de sopa de azeite de oliva, um dente de alho picado, uma colher de café de pimenta Tabasco, sal e pimenta do reino a gosto.
Coloquei este molho em um refratário, e sobre ele quebrei 4 ovos (as fotos da Fabi mostram o refratário antes depois do cozimento, se alguém tiver alguma dúvida). Salpiquei um pouco de sal, parmesão ralado e coloquei algumas folhas de manjericão fresco. Cobri com papel alumínio e levei ao forno até cozinhar os ovos (pouco mais de 20 minutos em forno médio-alto). Ficou ótimo, picante na medida!!! Para acompanhar, duas coisas que adoro:
Cevadinha - é um cereal muito saboroso que pode substituir o arroz integral. Deve se previamente lavado e cozido por pelo menos 1/2 hora em água fervente (boto bastante água e depois escorro). Dessa vez usei panela de pressão. Depois de começar a pressão, cozinhei por 10 minutos. Antes de servir temperei com sal, um pouquinho de açafrão e uma colher de creme de leite pra ficar cremoso.
Presunto Tender - Fiquei com preguiça de assar, então cortei em fatias e aqueci no grill. Servi com geléia de morango com pimenta.

sábado, 18 de dezembro de 2010

"Escondidão" de frango com mandioquinha


Quando minha geladeira lota é sinal que está cheia de potinhos com restos diversos, esperando pela "reciclagem".  Tinha madioquinha e aquele frango que já vem desfiado, então resolvi fazer algo estilo "escondidinho" e aproveitar o que tinha disponível. 
Fiquei com preguiça de usar os ramequins, então fiz em uma cocotte de cerâmica, para ficar um prato único. Dá para fazer em um refratário ou fôrma.
Receita rápida, fácil e versátil, é só improvisar com o que tem em casa.  


Eu usei:
500 gramas de mandioquinha
400 gramas  de frango desfiado
1/2 pacotinho de queijo ralado (25 gramas)
ervilha torta
tomate cereja
1 dente de alho
2 colheres de sopa de creme de ricota
queijo mussarela
1 colher de café de curry
azeite de oliva 
pimenta do reino 
orégano
1 cubo de caldo de legumes
Cozinhei a mandioquinha descascada e cortada em pedaços, imersa em água fervente com o caldo de legumes. Assim que ficou cozida, desliguei o fogo, escorri e amassei com o garfo. Misturei o creme de ricota, o queijo ralado e um fio de azeite de oliva. Ficou tipo um purê. 
O frango já estava desfiado, então só temperei com o curry, o alho bem picadinho, pimenta do reino moída na hora e um fio de azeite de oliva. Misturei um pouco de ervilha torta cortada em pedaços e metades de tomates cereja. 
Coloquei o frango no fundo da cocotte, cobri com uma camada de queijo e por fim o purê de madioquinha. Para finalizar, um toque de orégano. Levei ao forno médio por cerca de 20 minutos, o tempo de esquentar a mistura e derreter o queijo.

Para acompanhar, tomamos um chardonnay muito honesto. Excelente na categoria "vinho barato": Casas Patronales Reserva Chardonnay (Chile, 2008). Compramos há cerca de 1 ano, em promoção, e lembro que custou algo em torno de R$ 13,00. Tem aroma frutado, acidez na medida, final curto, mas agradável. Apesar de seco, apresentou um toque adocidado no início. Acho que senti isso porque ele não estava ainda na temperatura adequada, na segunda taça estava mais fresco e essa impressão desapareceu.
Boa compra, recomendo para quem quer tomar um vinho agradável e gastar pouco. Esta vinícola chilena produz bons vinhos, a preços acessíveis. Costumam ser comercializados nos supermercados da rede Walmart, que é a importadora da marca.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Torta de abobrinha integral com parmesão

A torta de abobrinha fez tanto sucesso aqui em casa que pretendo fazer tantas versões quanto a minha imaginação permitir. Dessa vez foi a versão com farinha integral e com queijo parmesão, inspirada na receita original da Fla, do Arte na Cozinha.
Usei:
1 e 1/2 xícara de farinha integral
1 e 1/2 xícara de leite
1/2 xícara de azeite de oliva
3 ovos
1 colher de sobremesa cheia de fermento
2 abobrinhas pequenas cortadas em cubos
200 gramas de queijo parmesão cortado em cubos
sal a gosto e um punhado de folhas de manjericão.
O preparo é fácil demais...  Reservei a abobrinha e o parmesão e bati os outros ingredientes no liquidificador. Depois misturei tudo a mão e passei para uma forma untada com um fio de óleo. Assei até a torta ficar ficar corada (pouco mais de 30 minutos em forno médio).
Precisa mais? Para mim é uma refeição completa. Ficou ótima, mas pretendo testar com outros tipos de queijo, o parmesão que usei era muito "forte", achei que pesou um pouco... 

A próxima versão será uma "torta de abobrinha sem glúten", aguardem! 

domingo, 7 de novembro de 2010

Torta de abobrinha

Inspirada na receita da Fla, fiz minha versão de torta de abobrinha. Eu sou suspeita em elogiar porque adoro abobrinha, mas estou certa que esta torta agrada até os que "pensam" que não gostam deste legume tão versátil. Anotem aí os ingredientes:
- 2 ovos;
- 1 xícara de farinha de trigo;
- 1 xícara de leite;
- 1/2 xícara de óleo;
- 1 colher de sobremesa de fermento;
- 1 abobrinha grande cortada em cubos;
- 2 linguiças (120 g) tipo calabresa (usei aquela da Sadia cozida, defumada e fininha) cortada em cubos;
- 1 pacotinho de queijo ralado (50 g);
- sal, pimenta do reino preta moída na hora, folhas de manjericão a gosto.
Bati no liquidificado a farinha, o leite, o óleo, os ovos, o fermento e os temperos. Nessa mistura, juntei a abobrinha, a calabresa e o queijo. Passei tudo para uma forma de aro removível, untada e enfarinha, e levei os forno pré aquecido por 40 minutos (180ºC).
Perfeita! Fica leve e muito saborosa, além de ser rápida e fácil de fazer! Amei e já estou pensando em várias versões... Light, integral, sem glúten, etc. Não tem como dar errado! É importante sempre ter um outro ingrediente para compor o sabor, pois a abobrinha é muito sonsa sozinha. Nessa usei a calabresinha porque estava dando sopa na geladeira, mas já pensei em outras opções, tipo: atum, azeitona, presunto, frango desfiado, cogumelo...
Para acompanhar, um espumante. Combinação perfeita! Agora que começa o calor por aqui, os tintos perdem espaço e reinam os espumantes e as cervejas... Isso é uma das coisas que mais gosto no Sul, tem época boa pra tudo quando se fala em gastronomia.
Escolhemos um espumante sem muita complexidade, mas que tem sempre lugar reservado na nossa adega. O Terra Nova Blanc de Blancs Brut. Leva o selo Miolo e é produzido no Vale do Rio São Francisco, com o corte das uvas Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Verdejo. É um espumante leve, sem muita estrutura, mas bastante equilibrado. Em minha opinião, é o melhor espumante nacional na sua faixa de preço (em torno de R$ 18,00). Por ter um custo baixo, é perfeito para eventos, além de ser muito fácil de harmonizar e agradar diferentes gostos. Independente dos aromas, da perlage de todo blá, blá, blá de uma análise sensorial, este espumante ganha pontos por ser simples, barato e chic.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Caçarola de moranga

Louca para estreiar minha caçarola nova e sem tempo e disposição para cozinhar... Fiz uma comida muito "preguiçosa", mas boa demais!
Em homenagem a minha amiga Márcia que é vegetariana e virou leitora assídua do blog, usei:
1/2 quilo de moranga em cubos (usei aquela que já vem descascada e cortada);
1/2 xícara de cevadinha (lavar antes com água corrente);
1 alho poró, cortado em fatias (só a parte branca);
100 g de champignon em conserva;
1 xícara de água;
pimenta do reino moída na hora;
azeite de oliva;
folhas de manjericão;
1 colher de sopa de caldo de carne líquido da Maggi (dica da Fabi, foi super aprovado).

Coloquei todos os ingredientes dentro da caçarola, tampei e levei ao forno. Na metade do tempo de cozimento abri, mexi, tampei de novo e retornei ao forno. Tempo total de cozimento: 50 minutos.
Esta caçarola ficou realmente muito boa, os sabores se integraram e o perfume... De dar água na boca! Com certeza vou repetir mais vezes.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Posso casar, já sei fazer feijão

Alguns devem estar pensando: "Ela acha que sabe cozinhar, mas não nunca tinha feito um  feijão?! Pobre marido". 
É isso mesmo, eu nunca tinha feito feijão na vida. E como para tudo há explicação, a minha é bem simples: gosto, mas não sinto falta. De segunda a sexta almoço em restaurante tipo buffet, onde sempre tem feijão, se fico com vontade lá está ele. O mesmo vale para o Rodrigo. 
Como normalmente cozinho só aos finais de semana, deixo para fazer em casa o que eu não como na rua. Além disso, gosto de fazer comidinhas diferentes e pouco espaço sobra para os pratos mais triviais. 
Por fim, só agora comprei uma panela de pressão, então antes feijão estava fora de cogitação, pois até onde eu sei, cozinhar o feijão em panela normal demoooora...
Inspirada na postagem da Carla, do Lilica Gourmet, decidi fazer feijão no último domingo. 
Coloquei na panela de pressão 500 g de feijão vermelho (lavado e escolhido) e 1,5 litro de água. Comecei a contar o tempo depois que a panela pegou pressão.
Enquanto o feijão cozinhava, refoguei, em um fio de azeite de oliva, 1 cebola, 230 g de linguicinha suína defumada e dois dentes de alho - nesta ordem, cada um a seu tempo. Desliguei o fogo da panela de pressão após 25 minutos. O feijão já estava bem cozido e a água quase seca. Juntei 300 ml de água, o refogado de cebola, linguiça e alho, um pouco de sal e deixei cozinhando mais uns minutos para apurar o sabor. Antes de desligar ajustei o sal. 
Comemos o feijão puro, de colher. Ficou bem como eu gosto, com o caldo grosso e bem temperadinho.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O que tem nos potinhos da sua geladeira hoje?

Sou profundamente contra desperdiçar comida, então sempre dou um jeito de reciclar o que sobra.
Uma dica boa e rápida é picar tudo que está nos potinhos, misturar, colocar em uma frigideira teflon, acrescentar ovos batidos sobre a mistura, queijo e está feito! Em poucos minutos está na mesa um prato diferente e inusitado, pois os ingredientes variam conforme o que tem na hora.
Esta frigideira aí da foto tem filé de porco, cenoura e ervilha torta, cobri com dois ovos batidos com um restinho de requeijão, uma camada de queijo, pedacinhos de tomate pelado e manjericão. 
É só o tempo de cozinhar o ovo. Para garantir que o queijo derreta e o ovo cozinhe sem queimar a camada de baixo, coloco uma tampa sobre a frigideira nos minutos finais.
E vocês, o que tem na geladeira hoje? Garanto que todo mundo tem ingredientes para fazer uma bela frigideira de "restos".

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Salada quente de atum

Comecei a comer verduras e legumes depois de "velha". Tento me policiar e sempre ter algo verde no prato, mas é mais por consciência e disciplina, nem sempre por gosto. Quando chega o frio aqui no sul as saladas apetecem menos, então invisto nas versões quentes. 
Este prato ficou uma delícia, e pode ser servido quente ou frio. A ervilha torta e a cenoura baby foram cozidas no vapor e temperadas com um pouquinho de sal, alecrim e mostrada Dijon. Misturei 1 lata de atum e 2 colheres de sopa de requeijão light. Coloquei a mistura no centro de um anel de ricota (uma peça de ricota sem o miolo). Antes de servir coloquei no microondas para esquentar. Decorei com pimenta biquinho.
A apresentação ficou bem legal né? Gosto de comer com os olhos, especialmente quando estou de dieta, ajuda a manter uma boa "relação" com a comida. Esta porção é uma refeição completa para duas pessoas (uma e meia na verdade - no caso, eu sou a meia).

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Arroz 7 cereais com shimeji, brócolis e pesto de azeitona

Quando estou de dieta sinto fome de comida quente, com gosto, temperada. Se eu ficar só na salada,  fruta, iogurte e barra de cereal , surto no terceiro dia! Essa receitinha saiu de improviso e matou minha fome de "sabor". Jantinha rápida em um dia de semana. O bom é que o Rodrigo aprova estes pratos mais leves e me acompanha - depois ataca a geladeira se fica com fome, mas nessa hora já estou longe da cozinha, nem fico sabendo, rsrsrs.
Vamos então para o que interessa, a receita. Usei:
1 xícara de arroz 7 cereais;
150 gramas de cogumelo shimeji;
brócolis (usei aquele congelado - pouco menos de 1 pacote);
Pesto: 4 castanhas do pará, 10 folhas de manjericão, 1 dente de alho, 1 punhado de azeitona verde fatiada, 2 colheres de sopa de azeite de oliva.
Cozinhei o arroz só com água e um pouco de sal. O shimeji e o brócolis foram cozidos no vapor, sem nenhum tempero. Para o pesto, coloquei tudo no processador (ficou quase uma pasta) e misturei o azeite de oliva no final.
Misturei o pesto, o brócolis e o shimeji com o arroz, na própria panela em que foi cozido, com o fogo ligado para ajudar a integrar os sabores e manter a mistura aquecida. Servi em seguida. O pesto estava bem forte por causa do alho, mas ficou suave na mistura com os outros ingredientes, além de temperar o prato. Ficou muito saboroso. 
Não ficou 100% light porque o pesto é calórico, mas comi uma porção pequena, equivalente a 1/3 do todo, sem maiores prejuízos a dieta.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Fondue de queijo clássico e Miolo Lote 43

Até hoje, só havia utilizado aquelas massas prontas para fondue de queijo que têm nos supermercados. Nem me lembro qual foi a última vez que comprei, mas lembro de pensar que na próxima faria um fondue de "verdade", porque cá pra nós, elas são bem "mais ou menos". Pois então, o dia chegou e só tenho uma coisa a dizer: massa pronta para fondue nunca mais!!!! Fazer é muito fácil e fica muito bom. Não sou uma profunda conhecedora de fondue, mas arrisco dizer que este foi o melhor que já comi, e olha que tirando as experiências caseiras, todas aos outras foram em restaurantes da Serra Gaúcha.
Me inspirei na receita do blog Cooking Weekend, e usei:
200 g de queijo emmental
200 g de queijo gruyère
Pouco mais de 150 ml de vinho branco seco
1 fio de azeite de oliva
2 dentes de alho
1 colher de sopa de farinha de trigo
Noz moscada e pimenta do reino, raladas na hora e a gosto.
Misturei os queijos ralados, a farinha, a noz moscada e a pimenta do reino. Levei ao fogo baixo (do fogão), na panelinha própria para fondue, um fio de azeite e os dentes de alho inteiros, refoguei levemente e antes de descartá-los, passei pelas paredes da panela. Coloquei 100 ml de vinho e 1 minuto depois a mistura com os queijos. A partir deste momento, mexer sem parar, com o cuidado de não deixar grudar no fundo. Fui acrescentando um pouco mais de vinho a medida que o queijo derretia, até chegar na consistência que julguei ideal (cremoso e  sem grumos, tem que "pingar", mas não pode ser muito fluído - acho que a primeira foto da postagem da uma idéia sobre a consistência). Neste momento levei pra mesa e instalei  a panela na base própria do aparelho de fondue, sobre o foguareiro aceso para manter o calor.
Servi com cubos de pão levemente torrado, nhoque de batata cozido, e cogumelo Paris fatiados e rapidamente refogados com um fio de azeite de oliva e sal.
Dentro do assunto fondue, mas saindo do contexto da receita, vale uma dica para quem nunca fez em casa e está pensando em comprar um aparelho de fondue. Diferentes tipos de fondue (carne, queijo ou chocolate), exigem panelas de diferentes materiais. O de queijo, e principalmente o de chocolate, são mais delicados e precisam de uma panela de fundo grosso, de preferência de cerâmica.  Esta que eu tenho é de aço inox e parede finíssima, portanto ideal para fazer o fondue de carne. Para os outros tipo, é uma "cilada" porque se piscar o fondue queima com o calor do fogareiro. Então pensem nisso antes de fazer a compra, ok? Muitas vezes as lojas só estão afim de vender e não alertam o consumidor sobre as possibilidades e restrições de uso do produto. Eu ganhei de presente, não tive escolha, mas na época não tinha noção alguma sobre isso, então achei legal comentar ;)
Saindo da grastronomia, entramos na enofilia, o vinho da noite: Miolo Lote 43. Vinho que identifica a terra recebida em 1897 pelo imigrante italiano Giuseppe Miolo, quando estabeleceu-se no sul do país, onde hoje é o Vale dos Vinhedos. Neste lote hoje são cultivadas apenas uvas nobre das castas Merlot e Cabernet Sauvignon. Segundo definição da própria vinícola, este vinho é assinado pelo enólogo da família, Adriano Miolo, e foi elaborado para ser um ícone da marca, além de uma homenagem ao Giuseppe, patriarca da família.  A safra que está disponível no mercado é a 2005. Envelhecido em barricas novas de carvalho americano, o vinho foi engarrafado na primavera de 2006 e ficou descansando nas caves subterrâneas da vinícola Miolo até estar pronto para ser comercializado. 
Após esta longa descrição, que consta no rótulo e na ficha técnica do vinho, vamos à minha percepção... Sem dúvidas um ótimo vinho, seguramente o melhor que já tomei produzido por esta vinícola. Os taninos estavam bem maduros e o final persistente na boa. Na categoria aromas só senti carvalho, carvalho e mais carvalho... Isto não quer dizer que o vinho não tinha outros aromas, mas meu nariz amador não identifico mais - a ficha técnica fala em "aromas complexos", tenho preconceito com esta definição, mas tudo bem... Achei que faltou um pouco de corpo no vinho e apesar de, segundo sua ficha técnica, ser apropriado para pratos como carne de caça, o vinho combinou super bem com o fondue. Compramos naquele curso que fizemos na vinícola com 20% de desconto, o que deixa o preço bom. Olhei no site e hoje uma garrafa custa R$ 79,00. Acho esse preço meio salgado, tenho dúvidas se vale  - que fique registrado que o Rodrigo discorda desta minha opinião, ele adorou o vinho e acha que vale. Às vezes acho que além dos altos impostos, no preço dos vinhos produzidos na Serra Gaúcha há uma boa carga de "publicidade",  se é que vocês me entendem...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Escondidinho de mandioquinha e abobrinha

Desde que eu comprei os ramekins estou cheia de idéias de escondidinhos, mas ainda não botei em prática. Este foi improvisado com o que tinha em casa. Queria uma coisa quentinha e diferente, e tinha mandioquinha e abobrinha já passando do ponto... Então tratei de inventar algo com elas. Usei:
1/2 kg de mandioquinha;
1 abobrinha italiana;
70 g de bacon (aquele da Sadia que já vem picado);
1 dente de alho;
1 cubo de caldo de legumes;
1/2 lata de creme de leite light;
1 peça de queijo camembert da Polenghi.
Cozinhei a mandioquinha descascada e picada em água com o caldo de legumes, reservei. Refoguei o bacon até derreter a gordura e sobre ele, na frigideira quente, adicionei 1 fio de azeite de oliva e a abobrinha picada em pequenos cubos - é importante refogar com um pouco de azeite bem quente para que ela "sele" e não solte água quando for para o forno. Refoguei junto o alho bem picadinho. Distribui em 4 ramekins a abobrinha com bacon e cobri com uma fatia do camembert (dividi a peça em 4 fatias, como mostra a foto). "Escondi" tudo com uma camada de "purê" de mandioquinha - que nada mais é do que a mandioquinha cozida, amassada com um garfo e misturada ao creme de leite. Para finalizar, orégano e queijo ralado. Levar ao forno pré-aquecido até dourar o queijo. 

sábado, 22 de maio de 2010

Sanduíche-escondidinho de atum e palmito

Shopping sábado é coisa pra louco! Hoje eu encarei este programa de índio com uma lista de coisas para pesquisar e comprar... Obviamente cheguei em casa acabada... Entretanto, este era um programa que não podia ser mais adiado, pois um dos itens da lista estava diretamente relacionado à manutenção das minhas postagens e à integridade do blog: eu não podia mais viver sem ramekins, rsrsrs! 
Chegamos em casa no final da tarde com fome, e como o programa não incluiu o mercado, a solução mais óbvia era se contentar com um sanduíche mesmo, porque no estadinho que eu estava (e o vazio da geladeira) não havia possibilidade de rolar uma jantinha. Foi quando então, ao abrir a caixa dos ramekins para guardá-los, me bateu uma baita frustração de não estreiá-los...  Na falta de ingredientes, só nos resta usar a imaginação - o que fazer com um cacetinho (é como chamamos o pão francês aqui no sul), queijo, atum, palmito e creme de ricota? Um belo sanduíche? Não, a resposta certa é: um escondidinho! Para não polemizar, vamos chamar de sanduíche-escondidinho, pois os ingredientes são de um e a apresentação de outro. Para duas porções usei:
2 cacetinhos cortados em cubos;
4 fatias grandes de palmito pupunha;
1 lata de atum;
queijo picado a gosto;
1 colher de sopa de creme de ricota;
1 ovo;
leite;
manteiga;
mostarda Dijon, pimenta do reino e queijo parmesão ralado. 
Antes de começar botei 1 pedacinho (inho) de manteiga em cada ramekin. Depois dividi metade dos cubos de pão entre os dois e compactei no fundo, com a mão mesmo, até formar uma camada uniforme. Botei uma camada de palmito picadinho; meia lata de atum em cada e o queijo. Com a mão dei mais uma compactada nas camadas para eliminar os vazios e ganhar espaço. Misturei o creme de ricota, o ovo, o leite (não medi quanto usei, mas certamente não foi mais que 50 ml) e 1 colherinha de mostarda Dijon. Botei o restante do pão, novamente compactei e finalizei com a mistura, pimenta do reino ralada na hora e o parmesão ralado. 15 minutos em forno médio-alto pré-aquecido e estava pronto! Um lanche de primeira categoria para estreiar os meus ramekins! 
Bom domingo e até breve! Para os portoalegrenses de hábitos diurnos, com eu, felizmente a previsão é de tempo bom, portanto, acordar cedo e tomar o mate da manhã no Bric da Redenção, é a pedida! Parece que na segunda, a chuva volta para mais uma semaninha daquelas...

sábado, 15 de maio de 2010

Blogagem coletiva - panqueca sem glúten!

A Fla, do Arte na Cozinha, teve uma bela iniciativa: propor uma blogagem coletiva com um receita para os que sofrem da Doença Celíaca, isto é, a intolerância permanente ao glúten. Confesso que sabia muito pouco sobre a doença, e a proposta da Fla fez com que eu me informasse sobre o assunto. Os celíacos não podem ingerir alimentos que tenham algum ingrediente derivado dos cereais: trigo, aveia, centeio, cevada, e malte. 
Não deve ser fácil montar um cardápio diário, a longo prazo, sem estes alimententos. É preciso muito disciplina e um acompanhamento nutricional adequado, pois em função das restrições, os celíacos acabam ingerindo mais proteínas e gorduras... Felizmente, uma lei determina que todos os alimentos industrializados possuam no rótulo a indicacação da existência ou não de glúten, mas ainda assim deve ser muito difícil comer fora de casa... Para quem quiser se informar mais: www.acelbra.org.br

Panqueca de gorgonzola com cebola caramelada

Consultei receitas sem glúten na internet para ver quais eram os principais ingredientes utilizados para substituir a farinha e inventei a minha receita de massa. Usei:
1 xícara de leite;
1/2 xícara de fécula de batata;
1/2 xícara de Maizena;
2 ovos;
1 colher de sopa de azeite;
1 colher de café de curry;
sal.
Bati tudo no liquidificador e comecei a fazer as panquecas (adoro esta parte da "brincadeira"). A panquequeira (ou frigideira) só precisa ser untada na primeira. A massa ficou com uma consistência bem boa, mas como notei que ela tendia a aerar, não fiz muito fininha, devido à consistência do recheio. Esta medida rendeu 9 panquecas.
Para o recheio: 200g de gorgonzola e 100g de creme de soja. O objetivo é tornar a mistura homogênea, então levo ao microondas só o tempo necessário para isso. Ao invés do creme de soja, dá pra usar creme de leite, creme de ricota... Esta medida foi exata para as 9 panquecas (a foto só tem 8 porque enquanto fazia comi uma pra provar né, rsrsrs). Amarrei cada uma com cebolinha para dar um "toque" na apresentação.
Para a cebola caramelada: refoguei uma cebola pequena com uma colher de sopa de margarina e uma pitada de sal (evita que a cebola queime). Quando ela estava bem transparente, acrescentei três colheres de sopa de açúcar mascavo e uma de água. Mexi bem até o açúcar derreter e ficar bem integrado à cebola. Coloquei a cebola caramelada sobre as panquecas.
Excelente! a massa fica diferente, firmezinha e bem saborosa, perfeita para recheios mais moles. A combinação gorgonzola com cebola caramelada é um espetáculo à parte! A primeira vez que provamos foi em uma pizza e ficamos fã.
Estou curiosa para ver as outras receitinhas sem glutén da blogagem coletiva. A Fla vai postar a lista delas dia 17. Para quem quiser conferir, vale dar uma passada por lá na segunda.

domingo, 11 de abril de 2010

Domingo foi dia de panqueca

Desde que vi a foto da postagem de sexta passada do Panelaterapia, fiquei com idéia fixa e decidi que o almoço de domingo seria panqueca! Testei a receita de massa da Tati e foi aprovadíssima. Substituir parte da farinha de trigo por Maizena, deixa ela bem mais leve mesmo! Fiz assim:
Para a massa , no liquidificador:
1/2 xícara de Maizena;
1/2 xícara de farinha de trigo;
1 xícara de leite;
1 ovo;
1 colher de sopa de óleo;
sal e umas folhinhas de manjericão a gosto.
O recheio: 500 g de carne moída. Temperei com sal, 1/2 cubo de caldo de picanha e noz moscada ralada na hora. Quanto ela estava quase cozida juntei uma colher de sobremesa de Maizena dissolvida em um pouco de água quente, e deixei cozinhar mais uns minutos. Isso dá um pouco de liga e não deixa a carne moída "fugir" da panqueca na hora de montar e comer.
Para o molho de tomate, uma versão bem preguiçosa: refoguei 1/2 cebola pequena no azeite de oliva e juntei 1 lata de tomate pelado batido no liquidificador. Deixei cozinhando por alguns minutos e temperei com sal, manjericão e um toque de páprica picante.
Montei as panquecas em um refratário, cobri com o molho de tomate, uma generosa camada de mussarela ralado e levei ao forno por 10 minutos para o queijo derreter. 
Não precisou de mais nada! Estas medidas renderam 8 panquecas bem recheadas. Almoço e janta sem exageros para mim e para o Rodrigo (andamos numa fase bem comportada, tentando fazer as pazes com a balança, rsrsrs).

terça-feira, 6 de abril de 2010

Quiche de gorgonzola e espinafre

Comigo é assim... Quando "acerto" uma coisa faço até enjoar! Este foi para encerrar a temporada de quiches em grande estilo, agora temos que dar um tempo, rsrsrs... Recheio escolhido: gorgonzola e espinafre. Segue o passo-a-passo pra não errar:
Para a massa:
2 xícaras de farinha; 120 gramas de manteiga derretida; 1 colher de sobremesa de água e 1 ovo. Misturar tudo até ficar homogênea, deixar descansar na geladeira por pelo menos 15 minutos e após, forrar uma forma redonda com aro removível (a minha tem 26 cm de diâmetro).  Deixar a forma com a massa na geladeira enquanto faz o recheio. Observações sobre a massa: se ficar quebradiça botar mais manteiga, se ficar mole botar mais farinha... Sempre faço esta medida, mas já passei por estas duas situações... Eu prefiro que a camada de massa fique bem fininha para o quiche ficar mais leve, fica a critério.
Para o recheio:
Creme base - 3 ovos, 1 xícara de leite, 1 caixinha de creme de leite (200g), sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto para temperar; 180 gramas de espinafre congelado (6 "bolinhas" - este espinafre congelado foi a descoberta do ano! Dica da Tati do Panelaterapia); 1 peça de gorgonzola (a que eu usei tinha 170 gramas).
Descongelar o espinafre e escorrer a água, misturar no creme base e colocar na forma com a massa. Por fim, esfarelar com a mão o gorgonzola sobre o creme. 
40 minutos de forno a 180ºC e estava pronto - excelente! O gorgonzola dominou o sabor... Acho que poderia ter colocado um pouquinho mais de espinafre para o meu gosto. Fica a critério de vocês.
Este quiche foi muito bem harmonizado com um Pinot Noir da Patagônia, que será comentando na sequência, em uma postagem enófila... Sem pressa...

domingo, 14 de março de 2010

Quiche de brócolis

Convidei uma amiga vegetariana para almoçar aqui em casa no sábado e fiquei com preguiça de ir ao mercado, então improvisei com o que tinha... No final a amiga não pôde vir, mas mantive o cardápio, fiz uma quiche de brócolis perfeita. A receita da massa e do creme é padrão, peguei no Entre Receitas.
A primeira vez que eu fiz quiche (aquela de alho poró e gruyère) achei a massa podre meio pesada... Desta vez tentei "roubar" e botar um pouco menos de manteiga, mas não rolou, ela fica esfarelenta, então a solução foi tentar moldar o mais fina possível na forma. Deu certo, a quiche ficou bem mais leve.
Quanto ao recheio: um pacotinho de brócolis, daqueles congelados, só piquei e botei sobre a massa. Os queijos - um pedeço de gruyère e um de grana que estava "aniversariando" na geladeira - ralei grosso e coloquei em cima do brócolis. No creme, diminui os ovos em relação a receita original, usei 3. Temperei com noz moscada e aproximadamente 1/3 de pó para creme de cebola.
40 minutos de forno à 180 ºC e estava pronta. Ficou saborosa, muito leve e o melhor, "inventei" com o que tinha em casa - 0% de disperdício. Acompanhada de um suquinho de laranja feito na hora, foi sob medida para a ressaca proveniente da noite dos Pinots, rsrsrs.